29 Mar 2017 | Sem categoria
A Terra, nossa casa comum, protesta. Parece transformar-se cada vez mais num imenso depósito de lixo. Está aumentando drasticamente a sua temperatura e o colapso dos recursos naturais torna impossível sustentar o atual nível de consumo dos países mais ricos. A biodiversidade desaparece e a qualidade de vida humana se deteriora. O que está acontecendo coloca-nos diante da urgência de avançar rumo a uma corajosa revolução cultural. Ninguém quer voltar à época das cavernas, mas é indispensável mudar a marcha e elaborar um novo modelo de desenvolvimento. A iniciativa cultural internacional EcoOne convida-o para um escola ecológica que acontecerá de 2 a 4 de maio de 2017, em Loppiano (Florença, Itália). A escola é dirigida aos jovens, mas aberta a todos aqueles que desejam aprender a ter um novo olhar sobre a relação entre pessoa e natureza. Para inscrever-se preencha o módulo online no link: https://goo.gl/forms/TY3o7sGE08TRvohT2 Você encontrará maiores informações no panfleto anexo. A comissão de EcoOne
29 Mar 2017 | Focolare Worldwide
Corajosos impulsos a favor do empenho ecumênico. Católicos e luteranos podem caminhar juntos na estrada rumo a uma plena reconciliação. 500 anos se passaram desde o início do movimento reformador de Lutero, cujas comemorações durarão um ano, de 31 de outubro passado a 31 de outubro de 2017 (data simbólica, em que se recorda a publicação, em 1517, das 95 teses de Lutero sobre as indulgências e a justificação, em Wittenberg) e inauguradas com o encontro na catedral luterana de Lund, na Suécia, entre o Bispo Munib Younan, Presidente da Federação luterana mundial, e o Papa Francesco. Naquela ocasião, o Papa convidou todos os cristãos, unidos pelo batismo, a anunciar juntos a Palavra de Deus, pondo um fim às controvérsias teológicas seculares que separaram as duas Igrejas, e salientando os dons comuns recebidos graças ao diálogo e à escuta recíproca. A revista Nuova Umanità dedicou o número 221 a este evento, com um Focus intitulado “Meio milênio após Lutero” (publicado em março de 2016). Organizado por Hubertus Blaumeiser, ele apresenta os ensaios de um teólogo luterano Theodor Dieter, e de um teólogo católico, Wolfgang Thönissen. O acontecimento de Lund, de dimensão histórica, fora precedido pelo documento “Do conflito à comunhão”, publicado em 2013 pela Comissão luterana-católica para a Unidade que trabalha em nome da Federação luterana mundial e do Pontifício Conselho para a promoção da unidade dos cristãos. O texto indica cinco “imperativos ecumênicos” para superar definitivamente as razões da discórdia e viver, na confiança recíproca, uma estação de empenho comum. Primeiro imperativo: católicos e luteranos, unidos fortemente pelo batismo, deveriam partir sempre da perspectiva da unidade e não do ponto de vista da divisão, para reforçar o que existe em comum, ao invés de ressaltar e experimentar as diferenças. As duas Igrejas, católica e luterana, no decorrer da história se definiram por discórdia. Agora existe a necessidade, ao contrário, da experiência, do encorajamento e da crítica recíprocos. Disto deriva o segundo imperativo: se deixar continuamente transformar pelo encontro com o outro e pelo testemunho recíproco de fé, através do diálogo, que abre para formas e graus diferentes de comunhão. Terceiro: empenhar-se de novo em buscar a unidade visível, em elaborar e desenvolver juntos o que isto comporta como passos concretos, e a tender constantemente na direção deste objetivo. Quarto: redescobrir conjuntamente a potência do Evangelho de Jesus Cristo para o nosso tempo. E enfim o quinto: a função missionária do ecumenismo se tornará tanto maior quanto mais as nossas sociedades se tornarão pluralistas do ponto de vista religioso, para isto é necessário dar, juntos, testemunho da misericórdia de Deus no anúncio do Evangelho e no serviço ao mundo. O Relatório conclui: «Os primórdios da Reforma serão recordados de maneira adequada e justa quando luteranos e católicos ouvirão juntos o Evangelho de Jesus Cristo e se deixarão chamar de novo a gerar comunidade juntos com o Senhor». A gênese e o desenvolvimento de tal documento foram aprofundados no número 223 de Nuova Umanità, dedicado expressamente a este passo decisivo para o ecumenismo. Seguindo o rastro do evento de Lund e como lógica consequência da resposta “teórica” dada ao Conselho ecumênico das Igrejas, no final de fevereiro, na cidadezinha de Ottmaring, caracterizada por uma acentuada vocação ecumênica, a presidente e o copresidente dos Focolares, em nome de todo o Movimento, se comprometeram a querer testemunhar e trabalhar pela comunhão entre as Igrejas, para além das divisões. «Como movimento mundial, ao qual aderem cristãos de muitas Igrejas e que, por isso, já vive a experiência de um povo cristão unido pelo amor recíproco […] reconhecemos no encontro de Lund um verdadeiro “kairós”, um sinal de Deus para o nosso tempo, que exorta os cristãos a trabalharem ainda mais para que o testamento de Jesus, “que todos sejam um”, se realize».
28 Mar 2017 | Sem categoria
O Instituto Universitário Sophia organiza, em sua sede internacional, dois dias “abertos” para apresentar a oferta formativa, munir-se de instrumentos, trabalhar e gerenciar um mundo em constante mudança. Loppiano (Itália), 31 de março e 30 de abril de 2017
28 Mar 2017 | Palavra de Vida, Sem categoria
Foi esse o convite dirigido ao desconhecido que os dois companheiros de viagem encontraram no caminho que ia de Jerusalém à localidade de Emaús. Eles “falavam e discutiam” entre eles sobre o que tinha acontecido dias antes na cidade. O homem dava a impressão de ser a única pessoa que não sabia de nada. Por isso os dois, aceitando a sua companhia, lhe falaram desse “profeta poderoso em palavras e em obras diante de Deus e dos homens”, em quem eles tinham confiado totalmente. Ele tinha sido entregue aos romanos pelos chefes dos seus sacerdotes e pelas autoridades judaicas, sendo depois condenado à morte e crucificado1. Uma tragédia terrível, cujo sentido eles não eram capazes de entender. Ao longo do caminho o desconhecido ajudou os dois a compreender o significado daqueles acontecimentos, baseando-se na Escritura. E assim reacendeu no coração deles a esperança. Chegando a Emaús, pediram que ele ficasse para jantar: “Fica conosco, pois já é tarde”. Enquanto ceavam juntos, o desconhecido abençoou o pão e o repartiu com eles. Esse gesto fez com que eles o reconhecessem: o Crucificado, que estava morto, agora estava ali, ressuscitado! Imediatamente os dois mudaram de programa: voltaram a Jerusalém e procuraram os outros discípulos para dar-lhes a grande notícia. Também nós podemos estar desiludidos, indignados, desencorajados diante de uma trágica sensação de impotência diante das injustiças que atingem pessoas inocentes e indefesas. Também na nossa vida não faltam a dor, a incerteza, a escuridão… E como gostaríamos de transformá-las em paz, esperança, luz, para nós e para os outros. Queremos encontrar Alguém que nos compreenda profundamente e ilumine o caminho da vida? Jesus, o Homem-Deus, aceitou livremente experimentar, como nós, a escuridão da dor, para ter a certeza de atingir no mais profundo a situação de cada um de nós. Aceitou a dor física, mas também a dor interior: desde a traição por parte dos seus amigos até a sensação de ser abandonado2 por aquele Deus que Ele sempre tinha chamado de Pai. Por causa da sua confiança inabalável no amor de Deus, superou aquela imensa dor, confiando-se novamente a Ele3. E Dele recebeu nova vida. Ele conduziu também a nós, homens, por esse mesmo caminho e quer acompanhar-nos: “(…) Ele está presente em tudo aquilo que tem sabor de dor (…). Procuremos reconhecer Jesus em todas as angústias, as aflições da vida, em todas as escuridões, as tragédias pessoais e dos outros, os sofrimentos da humanidade que nos rodeia. São Ele, porque Ele os tornou seus (…). Bastará fazer algo de concreto para aliviar os ‘seus’ sofrimentos nos pobres (…), para encontrar uma nova plenitude de vida”.4 Uma menina de sete anos conta: “Sofri muito quando meu pai foi preso. Amei Jesus nele. Assim consegui não chorar diante dele quando fomos visitá-lo”. E uma jovem esposa: “Acompanhei meu marido Roberto nos últimos meses de sua vida, depois de um diagnóstico sem esperança. Não me afastei dele nem por um instante. Eu via Roberto e via Jesus… Roberto estava na cruz, realmente na cruz.” O amor mútuo entre eles tornou-se luz para os seus amigos e eles se envolveram numa competição de solidariedade que nunca mais se interrompeu; pelo contrário, se estendeu a muitos outros, dando origem a uma associação de promoção social chamada “Abraço Planetário”. “A experiência vivida com Roberto”, diz um amigo dele, “nos arrastou com ele numa verdadeira caminhada rumo a Deus. Muitas vezes nos perguntamos qual o significado do sofrimento, da doença, da morte. Creio que todos os que tiveram a sorte de fazer esse percurso ao lado de Roberto tenham agora a compreensão bem clara de qual seja a resposta”. Neste mês todos os cristãos celebram o mistério da morte e ressurreição de Jesus. É uma ocasião para reacender a nossa fé no amor de Deus que nos permite transformar a dor em amor; cada desapego, separação, fracasso e a própria morte podem tornar-se para nós fonte de luz e de paz. Na certeza de que Deus está perto de cada um de nós em qualquer situação, queremos repetir confiantes o pedido dos discípulos de Emaús: “Fica conosco, pois já é tarde”. Letizia Magri 1 Cf. Lc 24,19ss. 2 Cf. Mt 27,46; Mc 15,34. 3 Cf. Lc 23,46. 4 Cf. Chiara Lubich, Palavra de Vida, revista Cidade Nova, abril de 1999.
27 Mar 2017 | Sem categoria

Foto: Thomas Klann
Na tarde de 24 de março passado, véspera do 60º aniversário dos Tratados de Roma, a Basílica dos Doze Apóstolos, em Roma, estava repleta de pessoas recolhidas em oração, presidida pelo cardeal Kurt Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Católicos, protestantes, ortodoxos, anglicanos, clérigos e leigos responderam ao convite de Juntos pela Europa, uma iniciativa de 300 Movimentos e Comunidades cristãs. Um exemplo disso foi o coral, composto por oito movimentos presentes em Roma e pelo coro da comunidade romeno-ortodoxa. O presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, enviou a todos os seus «sentimentos de participação ideal, na convicção de que momentos de encontro como este dão um importante sinal de esperança, necessária para construir uma Europa unida e solidária». D. Nunzio Galantino (secretário geral da Conferência dos bispos italianos), André Riccardi (fundador da Comunidade de Santo Egídio), Gerhard Pross (atual moderador de Juntos pela Europa), intervieram em vários momentos, evidenciando os diferentes aspectos da crise que a Europa atravessa, provocada, entre outros motivos, pelos egoísmos nacionais, de grupo e individuais. Lançaram o convite a crer ainda no projeto dos Pais Fundadores da Europa: operar em favor da paz, da justiça e da solidariedade no mundo (Cf. preâmbulo do Tratado, que adota uma Constituição para a Europa, declarado pelos Chefes de Estado em 29 de outubro de 2004). Neste contexto, o hino “Trisaghion” (“Deus é Santo, Deus é Santo e forte”), cantado em uníssono e com solenidade, ressoou com uma força especial. 
Padre Heinrich Walter. Foto: Thomas Klann
Padre Heinrich Walter, do Movimento de Schönstatt, salientou, em uma entrevista: «Existem dois pontos relevantes no caminho rumo a uma nova integração europeia. É necessário cultivar as raízes cristãs da Europa, nós trabalhamos nisso. E é preciso respeitar a liberdade do outro. No grupo “Juntos pela Europa” tentamos viver assim. Estas experiências desejamos compartilhar com a Europa inteira». Simeon Catsinas, pároco grego-ortodoxo em Roma, após a vigília quis dividir a sua alegria: «Estou feliz por esta noite. Devemos trabalhar juntos como cristãos e dar um testemunho comum». Respondendo a pergunta, se o documento “Do conflito à comunhão” seria um modelo para a Europa, o decano da Igreja evangélica luterana na Itália, pastor Heiner Bludau, respondeu: «Certamente o documento é um passo avante. Agora deve incidir, cada vez mais, na vida. Dessa forma poderá tornar-se um modelo convincente para toda a Europa». 
Foto: Thomas Klann
Durante a Vigília, os vários discursos encontraram consonância nos textos da Sagrada Escritura. Jesùs Morán, copresidente dos Focolares, afirmou que «não se pode pensar a Europa sem o cristianismo. O cristianismo que a formou, porém, é o da Igreja unida. Nela, a catolicidade ecumênica é, portanto, uma realidade fundamental. A Europa deve reencontrar a si mesma como civilização do cristianismo. Os valores cristãos são valores europeus, e vice-versa. A cultura do diálogo, da tolerância, da abertura e da fraternidade pode ser vivida para além da própria confissão, religião, e de cada credo. Anseio que este momento de oração comum sirva para despertar esses grandes valores». Mais de 4 mil pessoas acompanharam o evento em transmissão streaming, com muitos compartilhamentos nas redes sociais. Em 50 cidades europeias aconteceram eventos semelhantes, com solenidade e grande participação. Beatriz Lauenroth Foto gallery (Flickr)