Movimento dos Focolares

Brasil. IV Congresso Internacional: HEALTH DIALOGUE CULTURE

O HDC rede internacional Cultura Diálogo Saúde (anteriormente conhecido como MDC – Medicina Diálogo Comunhão) promove um Congresso em São Paulo, Brasil, de 7 a ?? 10 de setembro de 2017, intitulada: Promovendo a Saúde Global: estratégias e ações a nível individual e coletivo.

Atualmente é consenso comum que a bioquímica e a genética não são suficientes para uma compreensão perspicaz da saúde e da doença, e que se deve considerar o contexto pessoal e sociocultural subjacentes a ambos. Os determinantes da saúde devem ser considerados como estratégicos, pois a saúde contribui notavelmente para o crescimento econômico e o bem-estar social. Os sistemas de saúde, então, devem olhar para os pacientes em sua totalidade e respeitar suas complexidades e experiências. As relações entre profissionais e gestores de saúde e entre eles e os usuários de serviços de saúde são elementos-chave do sistema sanitário. A dimensão espiritual não pode ser igualmente ignorada, aliás, pode ter uma influência substancial na qualidade de vida, satisfação e resultados da saúde pessoal. O Congresso pretende focalizar e aprofundar esses aspectos também através da partilha de experiências e boas práticas.

Gen Rosso: “Unidos sem barreiras”

Gen Rosso: “Unidos sem barreiras”

20170327-02Esta noite, em cena, a abolição das diversidades. Este poderia ser o título do panfleto do show de sábado, 18 de março, no “Mandela Forum” de Florença, em cujo programa constou “Campus, the musical”, um evento artístico único no seu gênero, no qual pessoas com diversos talentos, a maioria formada por jovens, uniram-se aos verdadeiros profissionais, componentes da banda internacional Gen Rosso, que teve início em 1966, do carisma e de uma ideia de Chiara Lubich. E a escolha do lugar não poderia ser mais apropriada: no Ginásio de Esportes de Florença – situado na região central daquela cidade – destinado a manifestações públicas e esportivas, concertos, debates e que, em 2004 passou a ser chamado “Nelson Mandela Forum”, para trazer ao interior de uma comunidade que vive eventos culturais de alto nível, também o sentido da abertura, da permuta, do encontro alegre entre “diversidade”, quaisquer sejam essas. Mandela afirmava: “O objetivo da liberdade é criá-la para os outros.” E, se para alguns a liberdade de cantar e dançar ao ritmo afro, do samba, jazz, rock, pop ou rap pode parecer mais que natural, para quem lida com a dificuldade cotidiana em uma cadeira de rodas e encontra calçadas intransitáveis ou para quem lida com limites impostos por questões psíquicas; ao invés, pode representar um sonho. Um sonho que “Unidos sem barreiras”, uma associação que trabalha justamente no âmbito em que essas pessoas vivem, quis transformar em realidade, graças ao contato com o Gen Rosso e a colaboração de outras instituições, entes e organizações comprometidas com o aspecto social. “Campus, the musical é um espetáculo inspirado em fatos reais, que oferece a paleta com todas as cores e os decibéis que a banda dispõe para dar voz e alma à arma pacífica do diálogo, tão cara a Mandela. Ambientado em um campus universitário – no qual se entrelaçam as histórias de vida de nove jovens de diferentes nacionalidades, jovens em busca de um caminho, vindos de um passado muito difícil e que estão diante da incógnita do futuro, um futuro a ser completamente construído – é um musical de alcance global, cuja trama se desenvolve com uma narrativa que mira ao ponto central dos desafios contemporâneos, graças à linguagem universal de uma coluna sonora rigorosamente live. Este projeto foi apresentado ao público após uma longa reflexão sobre temas que estão na ordem do dia da atualidade: encontro de culturas, integração e luta ao terrorismo de todo gênero. O espetáculo não oferece respostas, mas, lança propostas. Propostas concretas, como o projeto “Itália para”, que a banda internacional leva adiante por meio de workshops e de espetáculos que, a cada apresentação, aborda uma questão específica. No “Nelson Mandela”, depois de muitas horas de ensaios, adolescentes e crianças portadoras de necessidades especiais e, também, quatro crianças pequenas com as respectivas mães, debutaram cantando e dançando um sonho de unidade e fraternidade, com o orgulho de se tornarem protagonistas desse sonho. Grande a emoção nos semblantes e nas vozes quando os profissionais recuaram até ao fundo do palco para deixar a eles todo o espaço e os aplausos, diante de um público de mil pessoas. “Campus”, com certeza, atingiu um objetivo: o de revirar os cânones tradicionais segundo os quais, normalmente, o fato de lidar com determinados limites é visto e compreendido, e mostrar quais são os verdadeiros limites da nossa existência, quando construímos barreiras materiais e culturais que geram divisão e nos relacionamos com os outros pensando que possuímos “algo” a mais para ensinar ou mostrar. “Parecia impossível até que não fosse realizado”, teria repetido Mandela.  

Minha vida como Núncio Apostólico

Minha vida como Núncio Apostólico

Mons. GiorgioLingua-aEu cheguei a Bagdá, como Núncio Apostólico para o Iraque e a Jordânia, duas semanas após o terrível atentado ocorrido em 2010, na catedral siro-católica que provocou a morte de 2 sacerdotes, 44 fiéis e 5 soldados. Ao visitar a catedral, é possível imaginar a desolação e a percepção que tive no meu íntimo, de ter sido enviado lá para viver com eles aqueles sofrimentos. As relações entre cristãos e muçulmanos estavam comprometidas há muitos anos, a ponto que também na Nunciatura, para qualquer compra ou trabalho a ser feito eram escolhidos somente cristãos. Eu compreendi que deveria caminhar contracorrente.  Assim, para começar, eu procurei aprender árabe (com pouco sucesso, infelizmente!), para poder cumprimentar a todos. Quando me era possível, eu me entretinha com os policiais encarregados da segurança da Nunciatura, às vezes aceitando o convite para jantar com eles, mesmo se os soldados não são os melhores cozinheiros. A religiosa que me ajudava como intérprete não concordava muito com isso, mas eu tinha a convicção de que era necessário fazer alguma coisa. Eu acreditava que deveria “ter confiança”, ainda que tal atitude me criasse algumas surpresas. Certa vez, o barbeiro, muçulmano, para retirar os pelos das minhas orelhas, colocou um pouco de gás do isqueiro na minha orelha e acendeu uma chama. Eu sabia que era uma ingenuidade de minha parte, mas, uma ingenuidade consciente, na busca de colher as razões do meu próximo. O único muçulmano que trabalhava na Nunciatura era o jardineiro. Quando eu fui embora, ele me disse: “O senhor vai embora e eu gostaria que me deixasse um pouco da sua paz!” Creio que ele compreendeu que se trata daquela paz interior que podemos encontrar somente em Jesus. Certa vez, conversando com os Gen (os jovens do Focolare), Chiara Lubich – citando o imperador Constantino que vira no céu uma cruz que trazia esta frase: ‘Com este sinal vencerás’ – disse que a nossa arma é Jesus Abandonado, e que não existe outro caminho para a unidade a não ser a cruz. Na cruz, Jesus tomou sobre si toda divisão, toda separação, e ressuscitou. Também para nós a derrota se transformará em vitória. Em maio de 2015 eu fui transferido para Cuba. Na época estava em curso a preparação da visita do papa Francisco. Tudo corria muito bem, mas, um pequeno problema diplomático lançou sombras na preparação. E eu, por um momento, perdi a paz interior, justamente quando o Papa estava presente. Em Havana, chegando à Praça da Revolução para a celebração da missa solene, eu vi uma foto estilizada de Che Guevara, com a seguinte frase: ‘Hasta la victoria, siempre!’ (Até a vitória, sempre!). Imediatamente eu pensei na chave da nossa vitória: Jesus Abandonado. E compreendi que eu não poderia chegar à vitória a não ser passando por aquele momento difícil. Jesus não poderia ressuscitar sem ter morrido. Jesus Abandonado não é o instrumento a ser usado em caso de necessidade para que resolva os nossos problemas, é o Esposo com o qual devemos ser ‘uma só carne’. E, se me lamento de algo ou de alguém, me dou conta de que estou me lamentando Dele. Não posso dizer que O escolhi se prefiro que Ele não esteja presente. Entendo que devo estar contente quando Ele está presente mais do que quando está ausente. E então os problemas, as divisões, as guerras, a pobreza e assim por diante… não me assustam mais. Não vivo esperando que tudo isso passe rapidamente, mas vivo na esperança que brota da certeza de que Nele tudo já está resolvido. Assim, eu vivo serenamente e posso transmitir a paz até mesmo a quem não partilha a minha fé, como o jardineiro da Nunciatura em Bagdá.

Enchentes devastadoras no Peru

No Angelus do dia 19 de março, o Papa Francisco assegurou a sua “proximidade à querida população do Peru, duramente atingida por enchentes devastadoras. Rezo pelas vítimas e por aqueles que trabalham nos socorros”. O Movimento dos Focolares reza e atua localmente para levar apoio às pessoas atingidas.

Saudação do card. Francis X. Kriengsak Kovithavanij

Saudação do card. Francis X. Kriengsak Kovithavanij, arcebispo de Bangkok, no funeral do card. Miloslav Vlk – Praga, 25 de março de 2017. «Trago a saudação de todos os bispos amigos dos Focolares – bispos católicos e de várias Igrejas – de muitos países do mundo. Para nós, o card. Miloslav foi um amigo, um irmão e também um pai. «Ele seguiu o exemplo de Jesus de várias maneiras», escreveu nestes dias um bispo luterano. Em nossos encontros de bispos nos fez experimentar o frescor do Evangelho vivido e a alegria de ser, com Jesus, uma família de verdadeiros irmãos. No espírito do Concílio Vaticano II, promoveu incansavelmente a unidade dos cristãos e a comunhão entre os bispos e com o Papa. Obrigado, Miloslav por nos mostrar, com o seu testemunho heroico, o que significa colocar Deus em primeiro lugar e qual é o segredo para que a Igreja seja cada vez mais bela, una e viva!»