10 Fev 2017 | Sem categoria
“Plenitude, felicidade, firmeza, família, experiência única, escuta, diversidade”, são algumas das palavras-chave que se repetem nos comentários dos jovens do Liceu Basile, que foram também os protagonistas
dos três espetáculos e dos workshops dos dias 31 de janeiro a cinco de fevereiro, em Palermo, no sul da Itália. «Agora é como se eu fosse uma delas, com um ideal grande, acreditando que o amor pode realmente superar tudo e que os nossos corações não tem fronteiras», escreveu Irene. O Liceu Científico Ernesto Basile é considerado um posto avançado institucional, localizado em Brancaccio, o bairro onde atuava o Padre Pino Puglisi, sacerdote assassinado pela máfia em 1993, hoje beato. Não faltam problemáticas sociais naquela região e a questão da educação está sempre aberta, as taxas de evasão escolar continuam distantes da média nacional. Por isso as muitas iniciativas que a escola promove, que às vezes representam a única possibilidade de resgate, miram a fazer com que cresça nas jovens gerações a consciência de pertencer a uma comunidade. E testemunhar, não sem esforço, um estilo de vida que vai na contramão, dando a possibilidade de refletir sobre escolhas que frequentemente conduzem a uma vida errada.
O encontro quase casual com o Gen Verde, em maio do ano passado, deixou nos jovens a firme decisão de concretizar o projeto educativo START NOW, já experimentado em várias cidades da Europa e da Ásia. «Os objetivos educacionais do Projeto – explicam as artistas do grupo – são a promoção das artes como catalizadoras da educação à paz, da valorização das diversidades culturais, do diálogo intercultural, dos direitos e da dignidade da pessoa, de relações interpessoais que incentivem o desenvolvimento humano». “Entusiasmo no topo” na preparação desse evento. Os workshops, com a participação de cerca 100 jovens, foram espaços para experimentar a própria criatividade e descobrir os próprios talentos. E fizeram isso trabalhando lado a lado com as componentes da banda, como co-protagonistas, partilhando as diversas experiências artísticas no respeito e na escuta recíproca.
Ginásio PalOreto, dia três de fevereiro. Os jovens subiram ao palco com o Gen Verde, na presença de cerca mil adolescentes das escolas do bairro com suas famílias. Repetiu-se no domingo sucessivo, no Teatro Golden, com uma réplica à noite, visto que os ingressos haviam esgotado duas semanas antes do evento. Emocionados, mas seguros na própria performance, o jovens deram o melhor de si nas coreografias, canto, dança e teatro, contagiando o público. E, principalmente, viveram uma experiência única, que não concebe “muros” e que ressalta que as diferenças, as diversidades e a marginalização podem ser vencidas. «O dia seguinte tem sempre um gosto de saudade, mas agora é diferente: tem o sabor do desafio! Bom “start now” a todos nós, pequenos guerreiros da periferia!», escreveu, em sua página no Facebook, a professora promotora do evento, no dia seguinte ao espetáculo. É o sonho que quem trabalha todo dia com esses jovens, contrastando a marginalização e o desconforto em que vivem com criatividade e estímulos positivos, ajudando-os a não ficar fechados no próprio espaço cotidiano, promovendo uma escola que inclua as várias dimensões da pessoa.
9 Fev 2017 | Focolare Worldwide
Eu estava no final dos estudos secundários. Desde pequeno, desde quando ouvia as histórias de um tio missionário no Congo, ficava fascinado pela África. Eu não gostava do estilo de vida burguês da sociedade belga, diante das pobrezas e injustiças sociais espalhadas no mundo. Eu me interessava pelo pensamento de Julius Nyerere (de quem está em andamento o processo de beatificação, ndr), primeiro Presidente da Tanzânia. O seu conceito de Ujamaa (em suaíli ‘ser família’) foi a base das políticas de desenvolvimento econômico-sociais que, após a obtenção da independência da Grã Bretanha, tinham levado a Tanzânia à construção de uma pacífica coexistência entre tribos e grupos étnicos. O seu pensamento se baseava na tradição africana e no exemplo das primeiras comunidades cristãs narradas nos Atos dos Apóstolos. Pedi para entrar para os Padres Brancos, não tanto por um discernimento vocacional, mas porque trabalhavam na Tanzânia. Combinamos o período de um ano para um conhecimento. Chegando na casa deles, junto à Universidade de Lovaina (Bélgica), sem que eles soubessem comecei a fazer parte de um grupo maoísta de extrema esquerda. Organizávamos iniciativas em favor dos países do terceiro mundo e pela independência de Angola e Moçambique. Durante uma manifestação, a polícia encontrou o meu nome em panfletos e vieram me interrogar. Pensei que para mim seria melhor mudar completamente de estrada. Além de tudo, eu estava desiludido com os meus amigos, porque só eu estava pagando o preço das nossas ações. Ao invés, o diretor espiritual me convidou a ficar e a conhecer um grupo de estudantes que se reunia mensalmente na casa dos Padres. Eu os tinha entrevisto, me pareciam com a cabeça entre as nuvens, falavam de Jesus e de Evangelho. Mas aceitei. Na primeira vez que participei de um encontro deles, escutei em silêncio. Contavam como procuravam praticar o Evangelho. No final me perguntaram o que eu achava. «O Evangelho existe há dois mil anos e o mundo ainda está cheio de injustiças, explorações e opressão». «Se você quer mudar o mundo, comece por você mesmo », me respondeu um deles. Não soube senão rebater. «A partir de onde?», perguntei. Ele me colocou nas mãos a Palavra de Vida daquele mês: «Não julgueis e não sereis julgados». No dia seguinte, por mais que eu temtasse, me vi julgando sempre os outros. Isso não servia para mim. Voltei a encontrá-los, para dizer que era impossível não julgar. Eles me exortaram a não me desencorajar e a tentar de novo após cada fracasso. Voltando para casa, rezei a Jesus Eucaristia: «Se Tu queres que eu viva assim, me ajuda, porque sozinho não posso fazer nada». Passado o ano acadêmico, eu tinha certeza de que os Padres me pediriam para ir embora. Ao invés, me disseram que tinham notado uma mudança em mim e que, se eu quisesse, poderia iniciar a formação. Através do contato frequente com aqueles jovens, os gen, que viviam a comunhão dos bens entre eles, e com a ajuda do responsável dos Focolares na Bélgica, encontrei a minha estrada e me tornei missionário. Viver pelos outros me dava uma grande alegria e é assim que descobri o grande ideal da unidade de Chiara Lubich e do Movimento. Antes de partir para a África, em 1982, fui ordenado sacerdote. O desafio maior foi o de buscar um diálogo profundo com a população do lugar, praticando a arte de “fazer-se um”. Estudei a língua deles e a cultura local, para me apropriar dos costumes das pessoas. Experimento que, à luz do Evangelho, tudo o que é belo, bom e verdadeiro é elevado a um nível mais alto, o resto, aos poucos, desaparece.
8 Fev 2017 | Focolare Worldwide
De Onitsha (Nigéria) escrevem que no ingresso da Basílica da Santíssima Trindade, no dia 23 de janeiro, mais de cem pessoas reuniram-se para rezarem juntas, entre elas evangélicos, pentecostais, católicos, membros de várias igrejas autônomas, acompanhadas por sacerdotes e dois bispos. O Movimento dos Focolares havia constituído um comitê com membros de cinco grupos representativos das várias igrejas na Nigéria: CCN (Igrejas autônomas), OAIC (Igrejas e organizações nascidas na África), PFN (Igrejas pentecostais), CSN (Igreja católica) e ECWA/TEKAN (Igrejas evangélicas do oeste da África e Gana). Alguns trabalharam para convidar os grupos musicais, outros cuidaram do libreto da programação, outros ainda decoraram o ingresso. A homilia foi feita por um pastor anglicano que “como um clamor de trombeta para acordar do sono todos os cristãos da Nigéria” convidou a “viver como verdadeiros seguidores de Cristo e a trabalhar pela unidade na diversidade”. «Rezamos como um só coração e uma só alma – testemunha uma jovem – senti o calor do Espírito entre nós». E um jovem: «Ver pessoas de diferentes igrejas rezarem juntas pela unidade e pela paz me deu a certeza de que a unidade se realizará, porque foi Jesus mesmo que pediu ao Pai para que ‘todos sejam um’».
Em Ottmaring (Alemanha), sede da Mariápolis ecumênica dos Focolares, por ocasião da Semana de Oração reuniram-se sete pastores luteranos suecos, quatro pastores anglicanos e um pastor reformado inglês, e sete sacerdotes católicos. Foi aprofundado o tema sobre “O Ressuscitado e os discípulos de Emaus”, introduzido pelo bispo luterano Âke, de Skara (Suécia), que evidenciou como Jesus, ainda hoje, é atraído pelas feridas e a escuridão da humanidade, para levar a ela a sua luz. Envolvido por esta realidade, todo o grupo dirigiu-se ao campo de concentração nazista de Dachau, localizado nas proximidades, lugar emblemático do mistério de Jesus abandonado. Foi interessante também a visita a Augsburg, a alguns locais significativos para a Igreja Luterana, concluída com uma parada na igreja católica de São Moritz, onde encontra-se uma figura de Cristo Salvador que ilumina a escuridão do mundo. Numa atmosfera de intensa partilha, as celebrações das diversas liturgias, realizadas durante a semana, adquiriram uma sacralidade muito especial. Na conclusão os propósitos eram unânimes: «Quero retornar ao mundo onde Jesus abandonado espera por mim». «A Igreja deve estar lá onde estão as feridas das pessoas». «A primeira coisa que farei, ao voltar para casa, será ir visitar o pastor luterano mais próximo». Em Matera (Itália), falamos com Cintia, que, desde que conheceu a espiritualidade da unidade, promove um percurso ecumênico em sua paróquia, em colaboração com uma pastora luterana: «São noites muito bonitas e cheias de alegria – ela conta – nas quais o maior relevo é dado ao muito que nos une, e não ao que nos divide. Para animar as celebrações da “Semanas de Oração”, que celebramos juntos desde 1997, surgiu um coral ecumênico, que acompanha as várias atividades culturais e humanitárias que fazemos juntos. Este ano, em colaboração com associações e movimentos da cidade, foi feita uma caminhada pela paz e a unidade da qual participaram cerca de 300 membros de várias igrejas e pessoas de outras religiões. Foi uma ocasião para atuar o ecumenismo da vida e exprimir o profundo anseio de fraternidade que supera as distinções». A paróquia de Santa Maria, em Pesaro (Itália), tem uma relação de amizade ecumênica com a catedral ortodoxa de Resita (Romênia), graças aos párocos e vários leigos que vivem a espiritualidade da unidade. «Este ano – conta uma jovem ortodoxa romena – quisemos dar um passo a mais. Os jovens sentiam a exigência de comprometer-se com a formação das crianças e assim começamos, em Pesaro, um curso para animadores católicos e ortodoxos juntos, onde experimentamos a unidade na diversidade». Também em Cochabamba, na Bolívia, a Semana foi uma ocasião para que os vários Movimentos, entre estes os Focolares, tomassem iniciativas ecumênicas. Num momento de oração estavam presentes membros das Igrejas Anglicana, metodista e católica, também com o bispo emérito, que recordou os 500 anos da Reforma e convidou todos à misericórdia e a um empenho renovado no trabalho pela unidade. Leia também: Ecumenismo: Semana da Unidade Semana da Unidade em Havana
7 Fev 2017 | Sem categoria
Representante de turma Desde que me falaram sobre Deus Amor, de uma maneira nova, eu não posso mais fazer bagunça na escola, nem riscar os bancos. O professor percebeu a mudança do meu comportamento e me nomeou representante de turma. Agora eu encontro dificuldade para anotar os nomes dos meus colegas que não se comportam bem porque procuro ver Jesus neles e não gostaria que eles fossem punidos. Um dia, visto que eu não conseguia mesmo anotar os nomes, um colega anotou: eram três. Para evitar que eles recebessem castigo, eu convenci o professor que os meus colegas deveriam limpar a nossa sala e, quando terminou a aula, eu fui ajuda-los. Desde que aconteceu isso, aos poucos, a atmosfera da nossa classe está melhorando. (Victoria – Uganda) Campanha de arrecadação Ao saber que o pai de uma família numerosa e pobre, tinha necessidade urgente de ser submetido a uma cirurgia, mas, não tinha o dinheiro para pagar, eu senti que Jesus me pedia para fazer alguma coisa. Com algumas amigas nos prontificamos a fazer uma coleta, na qual envolvemos também os nossos colegas de trabalho. Quando conseguimos a soma necessária, eu acompanhei aquele senhor ao hospital e paguei o valor relativo ao tratamento. A cirurgia teve pleno êxito. Não sei se a alegria daquela família foi maior que a nossa. Creio que também os pequenos atos deste gênero contribuam à construção da paz. (N. Y. – Jordânia) No aeroporto Na fila de controle de bagagens, na minha frente estava um passageiro muito chateado porque lhe fora retirado alguns vidros de geleia. Ele dizia: “Mas, ao menos não joguem fora porque são especiais!” Quando eu também passei pelo controle, ele me explicou que aquela geleia fora preparada pela sua mãe e era para os netinhos. E acrescentou: “Naqueles vidros está todo o amor de minha mãe.” Houve uma pausa, silêncio. E, continuou: “Mas, por que o mundo deve ser regido pelo medo? Sim, eu compreendo, com tudo o que anda acontecendo… Mas, as estruturas sociais suscitam a desconfiança entre nós. Onde está a beleza da vida?” Eu não tinha resposta; eu tinha as suas mesmas perguntas. Naquele momento passou diante de nós uma menina, sorridente na sua cadeira de rodas. Nós a olhamos e, aquele rosto feliz de uma menina paralisada pelas suas condições de saúde, nos emudeceu completamente. Basta um sorriso e até um aeroporto se ilumina. (C. M. – Áustria) Rezar juntos Eu estava internado no setor de oncologia para fazer exames e tratamento: uma ocasião para amar os outros por meio de pequenos gestos e para participar do sofrimento deles. Como aconteceu um dia no qual o meu companheiro de quarto, um lavrador alto e gordo, com a aparência rude, estava aguardando para submeter-se à quimioterapia. Quando um médico e uma religiosa enfermeira entraram no quarto e comunicaram a morte improvisa do filho dele e que o tratamento fora adiado, permitindo que ele pudesse ir para casa, eu o vi desmoronar-se sob aquele tremendo golpe. Quando estávamos sós, enquanto aquele senhor preparava a sua bagagem e chorava, eu criei coragem e – com delicadeza e respeito – lhe perguntei se às vezes ele rezava. Diante da resposta afirmativa eu o convidei a rezar, juntos, um Pai-nosso pelo seu filho. Impressionou-me ver aquele homem de 73 anos, como uma criança, de mãos postas e rezando. E agradeci a Deus por ter ousado e proposto a ele para rezar juntos. (Pablo – Filipinas)
4 Fev 2017 | Sem categoria
“Economia e comunhão. Duas palavras que a cultura atual conserva bem separadas e, frequentemente, considera opostas. Duas palavras que vós, ao contrário, unis, aceitando o convite feito há 25 anos por Chiara Lubich, no Brasil, quando, diante do escândalo da desigualdade na cidade de São Paulo, pediu aos empresários que se tornassem agentes de comunhão.” Com essas palavras o papa Francisco saúda os 1200 empresários, jovens e estudiosos reunidos para festejar os 25 anos de vida da Economia de Comunhão: “Há tempo eu estou sinceramente interessado ao vosso projeto.” “Vós fazeis ver, com a vossa vida, que economia e comunhão tornam-se mais belas quando se coloca uma ao lado da outra. Mais bela a economia, certamente; mas, mais bela torna-se também a comunhão, porque a comunhão espiritual dos corações é ainda mais plena quando se torna comunhão de bens, de talentos, de lucros.”
Diante de um público extremamente atento, o papa Francisco expressou três votos e fez recomendações. Primeiro, o dinheiro. “É muito importante que no cerne da Economia de Comunhão exista a comunhão dos vossos lucros. A Economia de Comunhão é também comunhão dos lucros, do dinheiro, expressão da comunhão de vida.” O Papa disse que o dinheiro: “torna-se ídolo quando se torna o objetivo (…). Foi Jesus que atribuiu ao dinheiro a categoria de Senhor.” E ainda: “Entende-se, portanto, o valor ético e espiritual da vossa escolha de colocar em comum os lucros. O melhor e o mais concreto modo para não fazer do dinheiro um ídolo é partilhar o mesmo com outros, especialmente com os pobres (…). Quando partilhais e doais os vossos lucros, estais fazendo um gesto de alta espiritualidade, dizendo com os fatos, ao dinheiro: tu não és Deus, tu não és senhor, tu não és patrão!” Segundo, a pobreza. “O principal problema ético do capitalismo é a criação de descartáveis para, depois, procurar escondê-los ou cuidar para que não sejam mais vistos (…). Os aviões poluem a atmosfera, mas, com uma pequena parte do dinheiro das passagens plantarão árvores, para compensar parte do dano à criação. As empresas dos jogos de azar financiam campanhas para cuidar dos jogadores patológicos que elas criam. E, no dia em que as empresas de armas financiarão hospitais para cuidar das crianças mutiladas pelas suas bombas, o sistema terá atingido o seu ápice. A hipocrisia é isto!” Diante desta abominação: “a Economia de Comunhão, se quiser ser fiel ao seu carisma, não deve somente curar as vítimas do sistema, mas, construir um sistema no qual as vítimas sejam sempre menos, sistema no qual, possivelmente, não existam mais vítimas. Enquanto a economia produzir uma vítima e existir uma só pessoa descartável, a comunhão não é ainda realizada, a festa da fraternidade universal não é plena.”
Terceiro, o futuro. “Esses 25 anos da vossa história demonstram que a comunhão e a empresa podem crescer e estar juntas”, uma experiência limitada ainda a um pequeno número de empresas, se comparado ao grande capital do mundo, “Mas, as transformações na ordem do espirito, portanto, da vida, não são ligadas aos grandes números. O pequeno rebanho, a lâmpada, uma moeda, um cordeiro, uma pérola, o sal, o fermento: são essas as imagens do Reino que encontramos no Evangelho. Não é necessário ser muitos para mudar a nossa história, a nossa vida: basta que o sal e o fermento não se tornem desnaturados (…), o sal não exerce a sua função crescendo em quantidade; ao contrário, muito sal torna a comida salgada; mas, salvando a sua ‘alma’, a sua qualidade.” E, lembrando o tempo no qual não existia geladeira e se partilhava porções de fermento para fazer um novo pão, o Papa estimulou os empresários da EdC a “a não perder o princípio ativo, a ‘enzima’ da comunhão”, praticando “a reciprocidade.” “A comunhão não é somente divisão, mas, também, multiplicação dos bens, criação de novo pão, de novos bens, de novo Bem, com letra maiúscula.” E recomendou: “Doem-na a todos, e, em primeiro lugar, aos pobres e aos jovens (…). O capitalismo conhece a filantropia, não a comunhão.” E ainda: “Vós já fazeis essas coisas. Mas, podeis partilhar mais os lucros para combater a idolatria, transformar as estruturas para prevenir a criação das vítimas e dos descartáveis; doar ainda mais o vosso fermento para fermentar o pão de muitas pessoas. Que o “não” a uma economia que mata torne-se um “sim” a uma economia que faz viver, porque partilha, inclui os pobres, usa os lucros para criar comunhão.” “Faço votos de que continueis no vosso caminho, com coragem, humildade e alegria… Continuar a ser semente, sal e fermento de outra economia: a economia do Reino, no qual os ricos sabem partilhar as suas riquezas e os pobres são chamados bem-aventurados.” Esta é a nova consciência com a qual se retoma a caminhada, com alegria e renovado compromisso. Imprensa-Releases