26 Set 2014 | Sem categoria
As 3 histórias seguintes nos permitem vislumbrar uma maneira de viver completamente diferente daquela a qual estamos habituados. Isto, não somente em relação ao cárcere, mas à solidão, o abandono, à corrupção, à dificuldade de ter acesso aos bens primários e por outro lado, uma onda de vida que atinge comunidades inteiras, de grupos de crianças, de famílias. Experiências iluminadas pelo Evangelho, e por uma única palavra: “ Estava preso e me vieste visitar”( Mt.25,37). Kikwit. A primeira visita à prisão, neste ano foi feita pela comunidade local: todos juntos, cerca de 300 pessoas. “Depois de uma comunhão dos nossos bens – escrevem Jean Kuvula e Nicole – roupas, sapatos, sabão, sal, marcamos um encontro na entrada da penitenciária. O conjunto musical “Gen Unité” havia se preparado para os cantos da Santa Missa. Depois que nós nos acomodamos, entraram os presidiários, em grupos. Depois da missa, solene e muito bela, o diretor apresentou-nos. Qual o motivo da nossa visita? Queremos partilhar deste momento doloroso que vocês vivem e dizer-lhes, que Deus os ama. Nós rezamos por vocês. Gostaríamos que tivessem a certeza que Jesus fará com que saiam daqui e não pratiquem mais o mal”. Distribuam as roupas a quem precisa, o resto dos bens, entregamos ao diretor. Contamos depois experiências da Palavra de Vida, com a proposta de entregar o folheto, a cada mês. Muitos choraram de emoção. Agradecendo-nos, o diretor disse-nos que muitos prisioneiro são abandonados por todos”. Os e as gen4 ( as crianças do Movimento dos Focolares) de Kikwit também tem o hábito de visitar os prisioneiros da prisão central, a cada ano, na Vigília de Natal. “As crianças tinham levado roupas, sapatos, víveres – escreve Jean – e curiosamente levaram muitos sapatos de adultos, o que mostrava que os pais apoiavam esta ação. Um gen4 tomou apalavra explicando: “ Tinha fome, e você me deu de comer. Tinha sede e você me deu de beber. Estava na prisão e você me visitou. Foi por causa disso que nós viemos. Vocês são Jesus que viemos visitar”. Um outro gen4: “Maman Chiara nos dizia para amar a todos e festejar o aniversário de Jesus. Jesus que vai nascer amanhã quer consolar vocês que estão sofrendo. Ele diz para vocês perseverarem no amor e quer que vocês possam sair. “Jesus quer que vocês se arrependam e que não façam mais o mal, para não voltar para a prisão”. Depois destas palavras houve um grande silêncio. Um prisioneiro perguntou de onde vinham porque nunca tinha visto tantas crianças ( cerca de 200) representantes de todas as paróquias de Kikwit, vindos para encontrar os prisioneiros. O diretor agradeceu a todos os gen4 dizendo que era Deus que os havia mandado, porque no dia anterior, “não havia nada para comer.”
Em Goma se desenvolve o projeto de uma refeição no cárcere central. A família André Katoto e Julie, responsáveis locais, conta: “Na nossa última visita na prisão central, em abril de 2014,descobrimos que faltavam porções regulares de alimentos. Os presos recebem mantimentos de suas famílias e tem autorização para vendê-los dentro da penitenciária, onde permanecem espalhados pelo chão e no pátio. Este sistema é tolerado pela direção e justifica as autoridades estaduais a não fornecer alimento. Nasceu assim a ideia de criar uma refeição na prisão, mas como concretizar?! Procuramos entrar em contato com o ministro estadual da justiça. Encontramos com ele casualmente no hospital. Foi a oportunidade de apresentar a nossa ideia como solução duradoura ao problema de acesso aos bens primários. O ministro assegurou-nos seu apoio e enviou-nos dois conselheiros seus para estudar a viabilidade do projeto. Estamos agora à espera do início desta atividade.
25 Set 2014 | Sem categoria
Eles falaram diante do cardeal Maradiaga, presidente da Caritas Internacional, do arcebispo Vicenzo Paglia, do Pontifício Conselho para a Família, e de 150 participantes do seminário (Roma, 18 de setembro de 2014), provenientes de várias partes do mundo. Pediu-se a esta família de Maddaloni (Caserta-Itália), uma pequena cidade definida “em risco” – marcada pela dolorosa experiência de perder um filho com a idade de três anos – que desse o próprio testemunho sobre como reconstruir a esperança e a solidariedade nas famílias hoje. De fato, Giuseppe, o terceiro filho deles, morreu após complicações de uma simples gripe, com apenas três anos e três meses. «Quando me deram a notícia eu achei que estava sonhando; depois uma dor lancinante e a certeza que devíamos viver unidos aquela situação, em primeiro lugar eu e Gino. Vivi esses momentos sentindo uma forte presença de Deus, o qual, mesmo permitindo aquela dor, tomava-me em seus braços. Uma família, com a qual compartilhávamos um percurso de fé, fez-nos a proposta de passar algum tempo juntos em Loppiano, uma pequena cidade do Movimento dos Focolares perto de Florença». Para Gino foi diferente: «Com a morte de Giuseppe me senti desiludido, não só como pai, mas também como médico, já que por profissão ajudo muitos a curar-se. E eu não pude fazer nada por meu filho! Portanto, o sentimento era escuridão, dor. Mas deixei-me guiar por Elisa e de bom grado a acompanhei. ” Imersos na vida de Loppiano «sentimos crescer em nós a força para transformar nossa dor em Amor». Vieram outros dois filhos: «Se não tivéssemos a firme certeza de que tudo o que havia acontecido, também a perda de Giuseppe, fora por um plano de Deus que nos amava, nunca teríamos tido a força para dar à luz outros filhos». Com alguns parentes e amigos iniciam uma fundação intitulada “Giuseppe”, que tem como um de seus objetivos o desenvolvimento da cultura do acolhimento nas famílias «para responder a um apelo de Chiara Lubich, que nos convidou a esvaziar os orfanatos e dar uma família para cada criança». Esta fundação «não nasceu para lembrar o nosso filho, mas pela necessidade de continuar a doar o amor que não podíamos mais dar para ele. Queríamos que o motor da fundação fosse a “cultura da partilha”». A adoção temporária consiste em acolher temporariamente uma criança na própria família, na espera de que sejam resolvidas as dificuldades da família de origem. Em meados dos anos 90, quando a experiência começou, esta era uma proposta de vanguarda na Itália. Começou-se com a formação das famílias que fariam o acolhimento (cerca de 100 famílias), com o devido apoio psicológico e material, até chegar à construção de uma casa-família para crianças em situação de abandono. Foi uma das primeiras estruturas deste tipo na região. Desde então trabalha-se em sinergia com o governo local e com instituições religiosas, pedindo a cada membro da fundação o espírito de hospitalidade e serviço. «Ainda recordamos a nossa primeira adoção temporária, conta o casal Ferraro: uma menina de 9 meses, Adjaratu. Ecoam até agora as palavras do diretor de serviços sociais: “Vocês não conhecem que caminho perigoso estão abrindo!” Na verdade, não encontramos perigos. Encontramos dificuldades e sofrimentos, sempre superados procurando viver com radicalismo aquele amor evangélico que nos havia impulsionado a trabalhar e que, nesses 20 anos, tornou-se cada vez mais visível, com suas confirmações surpreendentes».
24 Set 2014 | Sem categoria
«Desejo à nova presidente, que saiba escutar sempre o Espírito Santo e, portanto, que possa construir tudo “em unidade”», foi o que declarou Maria Voce poucos dias antes da sua reeleição, sem saber que estas palavras se tornariam as iniciais do seu segundo mandato. Aproveitando um dos intervalos da assembleia do Movimento dos Focolares, ainda em andamento (terminará no próximo dia 28 de setembro), as várias edições de Cidade Nova entrevistaram Maria Voce, que acaba de ser reeleita como presidente, e Jesús Morán, copresidente. As perguntas referem-se à vida do Movimento e aos grandes desafios que o esperam. Citamos abaixo alguns trechos; neste link encontra-se a entrevista completa na língua italiana. Como ouvir e colocar em prática o que o Papa Francisco está dizendo a Igreja e à sociedade de hoje? Maria Voce: «Devemos fazê-lo a partir do carisma da unidade: também nós devemos pensar nos pobres e marginalizados, mas a partir da nossa especificidade. Fiquei entusiasmada quando o Papa Francisco disse em Redipuglia (Itália) que “a guerra é uma loucura”. É uma doença, portanto deve ser curada. Que tipo de cura nós, focolarinos, podemos oferecer? O que temos é o nosso carisma, que nos convida a construir relações de paz, de conhecimento recíproco, mesmo entre pessoas que não querem se ver, que se odeiam, para contribuir ao caminho rumo à unidade». Jesús Morán: «Nós não nos caracterizamos pela busca frenética por espaços de poder, não é o nosso estilo. Procuramos sobretudo iniciar os processos. O Papa Francesco compara a Igreja não tanto com uma esfera, mas com um poliedro, afirmando, assim, que as tendências mais importantes muitas vezes surgiram na periferia. Parece-me que tudo isso esteja perfeitamente de acordo com uma obra que tem um forte princípio de unidade. A própria Chiara (Lubich) iniciou muitas realidades na periferia, como verificamos pelo exemplo da Economia de Comunhão, que nasceu no Brasil, ou do ecumenismo que obteve novas perspectivas a partir dos encontros de Chiara com Atenágoras em Istambul; em Fontem [Camarões] emergiu a inculturação “à moda focolarina”… Também nós podemos viver este princípio, isto é, é ir para as periferias e perceber aquele algo que está emergindo e que, depois, torna-se universal». Como responder aos grandes desafios da situação no Oriente Médio, na qual os focolarinos estão na linha de frente? Maria Voce: «Tenho a impressão de que o Movimento está fazendo muito mais do que parece. Eu recebi estes dias uma carta das focolarinas de Damasco, que me pediam a permissão para ir encontrar a comunidade de Aleppo, onde já estão alguns focolarinos. Eu disse que sim, mesmo se os riscos são inegáveis: o carisma da unidade pode e deve estar presente nesses lugares para construir relacionamentos, para levar um pouco de paz. Obviamente as soluções políticas em nível internacional são necessárias, bem como a ajuda humanitária que está chegando e é relativamente bem distribuída; o Movimento contribui para erradicar o ódio dos corações dos homens, uma operação sem a qual nunca poderão ser encontradas soluções políticas verdadeiras e duradouras». «Se há algo que o carisma pode fazer é difundir a cultura do encontro, da confiança recíproca, do amor, ajudando os necessitados, independentemente da religião ou do status social, da fronteira que o divide. Também devemos nos perguntar o que o carisma da unidade tem a dizer diante desses conflitos, qual a sua possível incidência… Lembro-me que Chiara, citando um episódio verdadeiro, ocorrido na Colômbia, disse que podemos deter as mãos de um terrorista simplesmente fazendo um ato de amor. Devemos fazer tudo isto comprometendo-nos a fazer mais e melhor, todos juntos». Jesús Morán: « Essencialmente, trata-se de desenvolver os nossos típicos diálogos. Estes dias na assembleia, no meu grupo de reflexões, havia um muçulmano: ter um irmão de outra religião com quem compartilhar tudo não é uma questão trivial, um irmão que se sente representante do Movimento dos Focolares muçulmano. É um milagre! Esta presença do Movimento dos Focolares em terras islâmicas deve, portanto, ser desenvolvida, assim como deve ser promovido o nosso diálogo interreligioso. Parece pouco? Talvez, mas creio que seja algo fundamental. Uma chance que temos é a de ter contatos diretos com as pessoas do Movimento nesses lugares de sofrimento: é importante dar voz à realidade verdadeira, ao que está sendo vivido, através das palavras dos protagonistas. Isto significa muitas vezes transmitir uma visão dos fatos e dos problemas diferente daquela geralmente difundida pela mídia». A Igreja e a sociedade se deparam com a questão da família. Neste campo, o Movimento dos Focolares tem uma longa experiência para oferecer … Maria Voce: «Não podemos reduzir a questão da família na Igreja a um tema exclusivamente sacramental. Os sacramentos são sinais eficazes da graça, mas são sinais e pode haver outros também. Uma pessoa me escreveu depois de ouvir a introdução do meu tema sobre a Eucaristia, uma mulher separada que vive com um homem divorciado com filhos, a qual sente fortemente que é cristã e católica, e sente o desconforto por esta sua posição que, em certo sentido, coloca-a fora da Igreja Católica. Ela diz: “Eu nunca me senti fora dela e continuo a frequentar a Igreja. Quando vou pedir a bênção do sacerdote que está distribuindo o sacramento, Jesus entra também em mim. Eu tento viver, fazer a minha parte. Estou percorrendo um caminho”». «Deus nos pede para ajudar a todos a seguirem o seu próprio caminho para a santidade, isto é, para se aproximar de Deus com os meios disponíveis (…). Chiara nos explicou as “fontes de Deus“: não enfatizou apenas a sua presença na Eucaristia, mas também outras presenças de Deus no mundo, como na Palavra e no irmão. Creio que o Movimento possa conter estas famílias; mas, uma vez que faz parte da Igreja, contendo essas pessoas, fazemos com que se sintam menos distantes, pois são abraçadas por uma porção da Igreja. Mais tarde, poderão ser propostas outras experiências, outros caminhos; vamos ver o que o Sínodo vai dizer. Mas parece ilusório pensar que surgirão soluções extraordinárias; creio que surgirão experiências plausíveis e eficazes, não tanto soluções universais». Jesús Morán: «A questão da família antes de ser uma questão sacramental é antropológica. Está em causa o próprio plano de Deus sobre o homem, sobre a relação entre homem e mulher, sobre a relacionalidade como tal, portanto sobre a dinâmica do dom, das relações (que poderíamos definir “trinitárias”). Certamente são questões sérias e o Papa também afirmou isso: que o Sínodo não está sendo feito para resolver o problema dos divorciados, não é isso o que nos preocupa, porque poderão ser encontradas soluções já testadas nos séculos passados. O problema é muito mais grave: o que acontece com o homem de hoje, como cresce, que tipo de relacionalidade aprende e onde a aprende? Este é o verdadeiro problema da família. Conforta-nos saber que mesmo muitas vozes leigas, não necessariamente católicas, colocam a ênfase nesta questão da relacionalidade e no futuro da família e da humanidade».
23 Set 2014 | Sem categoria
Serra Leoa, Guiné, Libéria. Nações que raramente são notícia na mídia ocidental, nos últimos estão associados ao “ ebola”. São os mais atingidos pela mais grave epidemia do vírus registrada até hoje, desde a sua descoberta em 1976. “ Depois do longo sofrimento da guerra agora estamos ainda sendo provados com esta epidemia. O medo aumenta, mas também a consciência que tomando as medidas necessárias – às vezes contra a natureza e a cultura dessa gente, como é o caso de isolar-se – podemos combater este vírus. Por toda parte a Igreja está procurando levar a sua ajuda, como amor concreto a todos” é o que nos escrevem da Serra Leoa. Nestes dias o sofrimento é reforçado pela quarentena recomendada à população: vive-se dentro das paredes domésticas para diminuir os riscos de contágio. Segundo os dados da Organização Mundial d Saúde(de 18 de setembro) num total de cinco mil casos são mais de dois mil e seiscentas as vítimas do vírus que causa a febre hemorrágica. “Nos dizem para sermos prudentes – escrevia um religioso próximo aos focolares, no mês de junho passado – Na missa não podemos nem nos dar o abraço da paz para evitar contatos, mas saber com precisão onde está o perigo é difícil. Nós também do hospital católico, tivemos o caso de um doente que fugiu do hospital especializado em ebola situado em Kenema e que veio ser tratado conosco, sem que os médicos soubessem. Daí, dá para imaginar a apreensão que nos atingiu”. Tivemos que suspender os encontros da comunidade dos Focolares, assim como as atividades previstas com os jovens. Reforça-se uma corrente de sustento recíproco através de telefonemas, mensagens. Para dizer-nos o que? “a firme vontade de continuar a amar, agora que estamos novamente sob o peso de uma prova”. Em uma carta aos membros do Movimento dos Focolares na Serra Leoa, a presidente Maria Voce havia escrito exortando-nos a ir em frente com coragem, a testemunhar o ideal ( da unidade) em todos os modos possíveis” e agradecendo pelo testemunho que “multiplica na terra de vocês tantos fragmentos de fraternidade”. Havia assegurado, além disso, a proximidade e a oração de todo o Movimento no mundo. “Procuro sempre permanecer fiel ao empenho e promessa feita de continuar a viver o ideal da unidade também aqui na Serra Leoa”, confia-nos J.K, manifestando a sua dor pelo fato de ter que suspender os contatos. Mas aquilo que o sustenta é a Palavra de Vida, o empenho comum de viver o Evangelho que ilumina também nas situações mais desesperadas como esta. E Alfred: “ Como você sabe, a situação na Serra Leoa não é bela. É difícil para nós, nos movermos de um lugar para outro. Mas isto não nos faz parar, ao contrário nos impulsiona a viver ainda mais o Evangelho. Procuro viver cada momento por Jesus e oferecer tudo a Ele durante o dia. Ser fiel ao Evangelho é ainda o meu desejo mais profundo. Agradeço por todo amor que você tem por nós gen da Serra Leoa. Sentimos você aqui conosco”. E finalmente, Padre Carlo agradece por este “canto do mundo” estar nos corações, quando parecem vencer “ o medo, a ansiedade, a inatividade, às vezes a desilusão porque as autoridades são lentas em fazer o bem a esta gente. Mas pouco a pouco descobrimos que estas situações são vultos de Jesus Crucificado e Abandonado e então recomeçamos a amar. E aquele amor tem uma nova espessura e profundidade”.
22 Set 2014 | Focolare Worldwide
“ Diante da extrema especialização e uso da tecnologia que reduziu a medicina a mera dimensão biofísica do ser humano, evidenciou-se a prioridade da dimensão espiritual e a estreita relação que existe entre ambiente, condições socioeconômicas e saúde. Diminuir o desnível entre ricos e pobres, incentivar a solidariedade significa portanto também diminuir doenças e despesas sanitárias”. É o que afirma a professora Flavia Carreta, presidente internacional da Associação Medicina Diálogo Comunhão, que falou sobre o projeto saúde integral da pessoa humana no Simpósio “ Saúde integral – desafios e prioridades na América Latina” promovido pela Associação Paulista de Medicina ( APM) e a Associação brasileira “ Saúde, diálogo, Comunhão”, rede de profissionais da saúde que se inspiram na espiritualidade da Unidade, do Movimento dos Focolares. Um tema “quente” é o que demonstraram as manifestações contra os cortes na saúde e a utilização de dinheiro público para a Copa do Mundo em abril deste ano e a longa onda de protestos que ocorreram no ano passado, em que milhares de pessoas foram às ruas para protestar, entre outras coisas, contra a precária situação da saúde no Brasil. No evento que se realizou em São Paulo em agosto passado, participaram médicos, professores universitários, estudantes e vários profissionais da saúde provenientes de todo o Brasil, da Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile que abordaram o grande tema da saúde integral da pessoa. Outro ponto estratégico colocado em evidência foi a assim chamada, “revolução dos pacientes”, que são chamados a serem protagonistas ativos da própria cura em colaboração com os médicos, deixando de serem sujeitos passivos. E ainda: foi evidenciada a responsabilidade dos cidadãos, chamados à participação social em relação ao SUS.
Como resultado de um frutuoso debate emergiu um projeto articulado que pode contribuir para delinear um modelo de política sanitária como resposta às expectativas, não somente do Brasil, mas também de outros países da América latina. Um modelo de saúde integral – segundo o dr. Ruy Tanigawa – membro do Conselho regional de Medicina do Estado de São Paulo – “ que pela sua importância social está destinado a propagar-se”. É este o empenho assumido pelos participantes, na conclusão do evento, que consolidaram e ampliaram a rede de colaboração em nível regional e nacional estendendo-a também em nível latino americano e internacional.