21 Set 2014 | Sem categoria
Os pioneiros recordam que o primeiro grupo chegou às colinas dos vinhos Chianti com uma Fiat Cinquecento. Foi no primeiro domingo de outubro de 1964 e não havia praticamente nada: barracos velhos e terrenos improdutivos.
Hoje, 50 anos depois, Loppiano é um centro internacional que já somou mais de 1.200.000 presenças de todo o mundo, sustenta-se com atividades econômicas, conta com uma dezena de escolas de formação para a fraternidade para jovens, adultos, famílias e sacerdotes; assistiu ao nascimento do polo empresarial Lionello Bonfanti que hospeda cerca de trinta empresas que aderem ao projeto de Economia de Comunhão; tem um santuário dedicado à Mãe de Deus, a Theotokos, que faz parte de um Complexo Arquitetônico com um centro de congressos e salas polivalentes e o Instituto Universitário Sophia.
A variedade internacional é o ponto forte de Loppiano, atualmente com mais de 700 habitantes de 60 países. Quem passa por lá tem a possibilidade de experimentar uma convivência civil aberta a vários componentes sociais, étnicos, religiosos, ao serviço da paz e da harmonia dos povos.
Loppiano, portanto, propõe-se como um cruzamento e um laboratório de experimentos, para a Itália e o mundo, de uma socialidade que focaliza o acolhimento, o diálogo e a valorização das várias contribuições culturais; que espaço melhor do que LoppianoLab para festejar este cinquentenário?
A abertura oficial deste ano de comemorações – com eventos que se realizarão ao longo de 2015 – será no próximo sábado, 4 de outubro, no Auditório de Loppiano, a partir das 19h. Estará presente Maria Voce, Presidente dos Focolares.
Será um momento de festa, com a apresentação da Mariápolis permanente a partir de uma perspectiva diferente, ou seja, do “mundo para Loppiano”. Os 50 anos serão relembrados através de entrevistas com os protagonistas dos inícios, apresentações artísticas internacionais, vídeos do passado e atuais. Será uma viagem na história e nos desafios presentes e futuros que este protótipo de convivência apresenta para as cidades do Terceiro milênio. Haverá testemunhos pessoas de tradições culturais e religiosas não cristãs que, ao regressarem de Loppiano para os seus países, traduziram a experiência feita em ações políticas, em trabalho, em modelos educativos em diferentes âmbitos sociais e culturais.
As sinergias com o território e as instituições serão apresentadas com contributos das várias componentes culturais e econômicas: o Polo Lionello Bonfanti da Economia de Comunhão, o Instituto Universitário Sophia, a Cooperativa Loppiano Prima e o Centro internacional dos Focolares.
A partir das 20h terá início o “Opencity”: uma espécie de cidade com as portas abertas, onde serão mostrados aos presentes os gostos, as músicas e a riqueza das culturas dos seus habitantes.
Link evento
Loppiano: www.loppiano.it
Facebook: www.facebook.com/loppiano.it
Twitter: #50Loppiano
O evento será transmitido ao vivo no loppiano.it e pela TV2000 22,30
19 Set 2014 | Sem categoria

Heinrich Walter, Presidente do Presídio geral de Schoenstatt com Jesús Moran
Representantes de outros movimentos cristãos, irmãos e irmãs de várias crenças ou sem um referencial religioso: uns fizeram uma viagem longa para participar desta tarde, como Emily Soloff, de Chicago, do American Jewish Committee (AJC) e outros cancelaram compromissos, pela importância do momento, como o Padre Heinrich Walter, Presidente do Presídio geral de Schönstatt. Jurif Pismak, da Rússia, amigo de convicção não religiosa, que pode chegar na sede de Castel Gandolfo, onde, de 1 a 28 de setembro realiza-se a Assembleia geral dos Focolares. É o testemunho de um percurso iniciado há muito tempo, em muitas partes do mundo, e que nesta ocasião é evidente: “Numa assembleia como a nossa, que olha para o futuro, bem ancorada à fonte, não poderia faltar um momento como este, uma tarde inesquecível. Com vocês somos mais nós mesmos”, comentou na conclusão o recém-eleito copresidente dos Focolares, o espanhol Jesús Moran. 
Gérard Testard, quien fue presidente de Fondácio
Os presentes falam em nome de uma rede de diálogo muito mais ampla, “que consideramos uma verdadeira base para a construção da fraternidade universal”, afirmou Maria Voce. No âmbito do “Juntos pela Europa”, por exemplo, existem mais de 300 movimentos cristãos, ligados por um pacto de unidade que “articula o espiritual e o ‘político’, que faz cair os preconceitos para trabalhar pela paz”, como declarou o francês Gérard Testard, quien fue presidente de Fondácio. Com ele, estão também os primeiros que começaram este caminho com Chiara Lubich há 15 anos: Thomas Römer do Ymca de Monaco e Gerhard Pross responsável por uma rede de mais de 100 movimentos evangélicos. Cesare Zucconi e Valeria Martano da Comunidade de Santo Egídio, que recentemente regressaram de Anversa, onde realizou-se o 28° meeting internacional pela paz no espírito de Assis, trouxeram os cumprimentos de Andrea Riccardi e encorajaram os Focolares a viver com ainda mais força este ideal de fraternidade. Do Oriente chegaram também os testemunhos dos monges budistas da tradição Teravada da Tailândia e dos japoneses da Risho-Kosei Kai. Juntos – sujeitos do diálogo são a visão que emerge das palavras do Dr. Adnane Mokrani, e da Professora Shahrzad Houshmand teóloga iraniana que falou sobre a própria experiência com Chiara Lubich: “Dela aprendi a força da fé universal que toca o coração de todos os crentes, também o coração dos muçulmanos”. Trata-se de uma “nova evangelização que frutifica não pela conversão formal dos corações, mas pela conversão profunda das pessoas”. A teóloga lançou também um apelo à Assembleia dos Focolares, que terá uma audiência com o Papa no dia 26 de setembro: testemunhar ao Papa Francisco o nosso apoio para parar as tragédias que existem nos nossos dias, “o sangue de Jesus derramado ainda hoje”. 
Maria Voce com Gerhard Pross, Responsável do YMCA em Esslington
Outra face do diálogo: a vida. A americana Emily Soloff, de fé hebraica, sublinhou: “Vejo uma assembleia infundida de vida. Para mim o diálogo com os hebreus, muçulmanos, budistas, no Focolare é sempre um diálogo de vida”, que parte da experiência de cada um, da compreensão do outro, antes do discurso teológico, doutrinal ou filosófico. “Sempre impressionou-me – explicita Lisa Palmieri Billig, também da American Jewish Committee – a ideia de que é preciso tomar a iniciativa de ir ao encontro do outro, para oferecer amor; vocês, oferecendo empatia, já trazem uma solução para a difusão do ódio na sociedade de hoje”. “Chiara Lubich entendeu, desde o primeiro momento, que a unidade se realiza com os outros, não contra os outros, e não podia deixar de lado a parte do mundo que não se identifica com nenhuma fé religiosa”, disse Luciana Scalacci, não crente, que se declarou “afortunada por ter sido convidada para a Assembleia”. Nestas semanas, participou em várias fases dos trabalhos. Recordando os ensinamentos de Chiara, exortou os presentes a lembrarem-se sempre das outras culturas. 
Delegação inter-religiosa (Christina Lee, Mustafa Cenape, Shahrzad Houshmand, Adnane Mokrani, Hiromasa Tanaka, Katsuotishi Mizumo)
As várias intervenções foram “pérolas preciosas que enriquecem o patrimônio de que juntos somos depositários”, afirmou a presidente Maria Voce. Um patrimônio que devemos “preservar juntos e multiplicar em benefício da humanidade”. Referindo-se à recente eleição dos novos dirigentes do Movimento dos Focolares, sublinhou que este caminho é percorrido juntos. Concluiu com uma imagem: “o abraço de Chiara contém todos, e leva todos a Deus; um abraço que hoje, pela vossa presença, é visível”.
19 Set 2014 | Sem categoria
Jogo de azar «Cada vez que o meu marido fazia apostas havia uma briga em casa. Graças às amizades que fiz no centro social, onde de vez em quando ia fazer limpezas, voltava para casa com uma força nova para enfrentar os problemas. Um dia, lemos o Evangelho em grupo; falava do amor ao inimigo. Pensando no meu marido com quem sempre discutia, tentei ter uma atenção diferente para com ele. Com o passar dos meses ele também começou a mudar. Um dia, envolveu-se numa grande discussão por causa do jogo. Estava para matar o adversário quando aquela pequena mudança iniciada nele fê-lo parar. Para não ter uma vida dupla, deixou definitivamente o jogo». A.R.- Filipinas À espera da aposentadoria «Enquanto esperava receber a carta de aposentadoria, aos poucos, passei as minhas tarefas e responsabilidades aos colegas. Já tinha quase terminado, mas a carta não chegava e não tinha mais um trabalho específico. O que fazer? Todos os dias devei quase inventar um trabalho novo: papéis antigos que nunca tinha conseguido organizar, situações suspensas para resolver, para as quais tinha que consultar pessoas de escritórios diferentes… E depois a colega a quem tinha passado o trabalho teve que ficar em casa porque os filhos adoeceram: quando ela regressou, ofereci-me para ajudá-la no trabalho que tinha ficado atrasado. Portanto, não me faltava o que fazer e o tempo para a aposentadoria não foi um tempo para pausa, mas um tempo precioso para viver momento por momento. Lembrei-me do período, pouco depois de ter começado a trabalhar, onde a descoberta de que as palavras do Evangelho podiam não só ser lidas e estudadas, mas também vividas, dando significado a cada gesto. Senti que poderia viver aquele tempo com a mesma paixão». E.P.-Itália Gratuidade «Na nossa sociedade, o dinheiro está ocupando o primeiro lugar nas famílias, distruindo assim os valores. Mas para quem crê no Evangelho e esforça-se para vivê-lo nascem iniciativas inimagináveis. Por exemplo, quando foi pedido para o nosso grupo de famílias um serviço de voluntariado, para contribuir para o nascimento de um centro de reeducação de deficientes físicos, a proposta foi acolhida por todos com entusiasmo. Começamos por preparar o terreno. As pessoas dos arredores ficaram surpresas ao nos verem trabalhar com tanto entusiasmo e gratuitamente, precisamente porque no nosso ambiente a gratuidade quase não existe, sendo sempre habituados a receber». A. C.-Rep. Democrática do Congo
18 Set 2014 | Sem categoria
“No próximo domingo, com a ajuda de Deus, irei à Albânia. Decidi visitar este país porque sofreu muito, por causa de um terrível regime ateu, e agora está realizando uma convivência pacífica entre as várias componentes religiosas. (…) Peço a todos que me acompanhem com a oração (…)”. O Papa Francisco lembrou os fiéis da sua viagem apostólica, no próximo dia 21 de setembro, durante a audiência de quarta-feira. As suas palavras encerram o duplo objetivo desta “visita relâmpago”: memória e diálogo, num país que depois de 50 anos de dolorosa ditadura agora está vivendo uma florescente estação de diálogo e de colaboração interreligosa, mesmo estando em condições sociais e econômicas de grave pobreza e desemprego. A minoria católica e ortodoxa (juntos constituem cerca de 26% da população, além de várias Igrejas evangélicas) mantém relacionamentos ecumênicos entre elas e interreligiosos com a maioria muçulmana. Por isto o Papa deseja levar a reflexão da Igreja e da humanidade sobre uma colaboração interreligiosa com resultados positivos, enquanto o terrorismo e as violências continuam com fúria no Oriente Médio. Com alegria e com grande espectativa, a comunidade dos Focolares na Albânia colabora ativamente na preparação desta viagem. São cerca de 200 pessoas de todas as idades e vocações; católicos, ortodoxos e também muçulmanos, dos quais muitos jovens, que participam na Mariápolis, o encontro anual característico dos Focolares. “Recentemente a comunidade realizou atividades ecológicas, um aspecto tão sentido quanto descurado no nosso país”, conta uma das focolarinas de Tirana. “Procuramos comunicar uma cultura do respeito pelo ambiente. Durante a última Mariápolis, que se realilou numa cidade marítima, dedicamos uma tarde à limpeza da praia. Numa outra ocasião, limpamos um grande parque da capital e pintamos os cestos do lixo numa outra área verde”.
Também estão presentes os Movimentos Famílias Novas e Jovens pela unidade, com adoções à distância de 60 crianças e o projeto Schoolmates, que garante os estudos para um grupo de adolescentes. “A chegada do Pontífice é um evento histórico no nosso país”, explica Nikoleta. “Estamos infinitamente reconhecidos por tê-lo escolhido em primeiro lugar, entre todas as terras balcânicas. O Papa chega para reforçar a fé na Igreja da Albânia. As mensagens de paz que trará e o seu sustento são de importância excepcional para nós”. Reegjina conta ainda que, nestes meses, houve uma grande preparação nas paróquias e nas comunidades, com encontros para conhecer mais profundamente o pensamento do Papa Francisco. Foram momentos de oração e recolha de contribuições econômicas para o sustento das despesas do evento. Donika, jornalista, afirma que a visita não é importante só para os católicos, mas também para as pessoas de outras religiões “ou para quem, como eu, não tem um referencial religioso. Os valores que o Papa traz são universais, sem exceção de raça, nação ou fé. O seu coração é bom e grande, e tende a construir o homem mais do que a convertê-lo, oferecendo esperança. Penso que esta seja a maior dádiva que o Papa possa oferecer para a Albânia”.
17 Set 2014 | Sem categoria
Jesús Morán Cepedano foi eleito Copresidente do Movimento dos Focolares no dia 13 de setembro de 2014 pela Assembleia geral reunida no Centro Mariápolis de Castelgandolfo, Roma. Nasceu no dia 25 de dezembro de 1957 em Navalperal de Pinares, Ávila (Espanha) e é de uma família de comerciantes que logo se mudou para Cercedilla,na Serra de Madrid. Ao iniciar os estudos na universidade, encontra a mensagem do Evangelho proposta pelo Movimento dos Focolares por meio do testemunho de alguns contemporâneos. Realiza-se na novidade e na exigência revolucionária que a vida do Evangelho comporta. Decide doar-se a Deus na comunidade dos focolares em 1977. Depois de um período de formação, de 1979 a 1981 na cidadela de Loppiano (Itália), atravessa o oceano em direção à América Latina. De 1996 a 2004, foi delegado do Movimento no Chile e Bolívia. Lá, foi ordenado sacerdote no dia 21 de dezembro de 2002. De 2004 a 2008, foi corresponsável do Movimento no México e em Cuba. Na Assembleia geral dos Focolares de 2008, foi eleito conselheiro geral e encarregado do aspecto da formação cultural dos membros do Movimento. Em 2009, começa a fazer parte da “Escola Abba”, centro interdisciplinar de estudo dos Focolares, por sua competência em antropologia teológica e teologia moral. É formado em filosofia pela Universidade Autônoma de Madrid e licenciado em teologia dogmática pela Pontifícia Universidade Católica de Santiago, Chile. Atualmente, está concluindo o doutorado em teologia na Pontifícia Universidade Lateranense, Roma. Publicou vários artigos sobre temas de antropologia filosófica e teológica.