8 Dez 2012 | Sem categoria

VÍDEO EM ITALIANO: Chiara Lubich – “Maria na experiência do Movimento dos Focolares”.
Senhores cardeais e senhores bispos, o aspecto fundamental da nossa espiritualidade, que me convidaram a apresentar este ano – e é muito mais do que um aspecto -, é “Maria“.
Não tenciono, porém, falar de Maria como mereceria a criatura mais excelsa do mundo: essa é uma tarefa tão vasta e difícil que só a Igreja poderá realizá-la ao longo dos séculos. Deverei apenas expor brevemente aquilo que, com o espírito do Movimento, compreendemos de Maria, dos seus riquíssimos aspectos que mais vieram em relevo durante a nossa história.
Tratarei, por isso, o tema: “Maria na experiência do Movimento dos Focolares”.
Maria esteve ao nosso lado desde o início do Movimento e ainda antes que ele começasse a existir oficialmente.
Muitos dos senhores sabem que a primeira intuição daquilo que devia nascer – estávamos nooficialmente.
Muitos dos senhores sabem que a primeira intuição daquilo que devia nascer – estávamos no longínquo 1939 – aconteceu na casa de Nossa Senhora em Loreto, na Itália.
Foi ali que compreendi que Deus preparara uma estrada nova – que nós chamamos “quarta estrada” – para uma nova família espiritual na Igreja: os focolarinos. Foi naquele lugar que tive a intuição de que uma multidão de pessoas haveria de seguir esta estrada.
Sim, Maria estava ali, já em Loreto, com a sua silenciosa presença à espera de todos os que haveriam de segui-la na Sua Obra. (Texto)
6 Dez 2012 | Sem categoria

O testemunho deste casal foi dado em Brescia (Itália) dia 25 de novembro passado, durante o encontro “Trajetórias comuns para a família” que reuniu cerca de mil famílias muçulmanas e cristãs do norte da Itália.
Marisa: «Eu tinha a intenção de retomar o trabalho logo que as crianças (1 e 3 anos) tivessem permitido. Foi quando minha mãe, uma mulher amável e muito ativa, de 60 anos, adoeceu com Alzheimer. Em pouco tempo ela perdeu a autossuficiência. Eu e meu pai decidimos cuidar dela em casa, sem saber onde isso teria nos levado. Também Francesco, meu marido, aderiu. Mas logo as implicações da doença colocaram duramente à prova o nosso relacionamento e todo o equilíbrio familiar».
Francesco: «Desde menino eu precisei dividir o afeto de minha mãe com o seu trabalho e meus avós, que moravam conosco. Por isso, quando casei com Marisa parecia-me lógico que ela teria sido totalmente minha e que teria me coberto de atenções. Na verdade eu me deparei com muitos problemas para enfrentar. Quando ela precisou cuidar também da sua família o nosso casamento entrou numa crise profunda. Eu tinha vontade de fugir e como precisava ir encontrar clientes distantes, devido ao trabalho, muitas vezes dormia fora de casa, deixando a Marisa todo o peso das duas famílias».
Marisa: «Não foi fácil aceitar a mudança tão rápida daquela pessoa que para mim era uma referência segura; ver que em alguns momentos ele não me reconhecia mais e eu também tinha dificuldade em reconhecê-lo. Quando meu pai decaiu, psicologicamente e fisicamente, o relacionamento com Francesco também começou a vacilar. Encontrei ajuda no Evangelho: “A todos os que o acolheram deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1,12). Mas vivia numa constante superação. Foi justamente quando um casal de amigos convidou-nos para um dia de encontro organizado pelo Movimento dos Focolares. Ficamos conquistados pela vivência do amor que encontramos lá, e iniciamos um caminho junto com outras famílias decididas a viverem aquela espiritualidade».

Francesco: «Improvisamente adoeci e precisei ser internado. Fiquei irritado com tudo e todos! Depois relembrei as palavras de Chiara Lubich: “A nossa saúde… ser uma única família… Existe entre vocês quem sofre fisicamente? Sofram com ele”. Tentei colocá-las em prática: com a pessoa do leito ao meu lado, com uma senhora idosa que todos deixavam de lado… Aos poucos compreendi o modo de amar de Marisa que, apesar da mãe doente e das crianças que devia cuidar, encontrava o tempo para vir duas vezes por dia me ver no hospital. Refiz a paz com ela e com a minha vida. Desde então passei a compartilhar com ela todas as decisões, principalmente aquelas que mais custavam. A doença deixou de me causar medo, fiquei sereno. Depois de seis meses a doença desapareceu».
Marisa: «Sentimos que cada doença é uma ocasião que nos é dada para crescer como pessoa, crescendo no amor. Eu amava minha mãe, mas agora era preciso amá-la de uma maneira nova, saber dar significado e dignidade a cada gesto, a cada palavra. Fazer com que ela se sentisse amada por Deus. E o amor cura. Até quando aos olhos de todos parecia quase um vegetal incapaz de interagir, um gesto de amor de maior intensidade suscitava nela olhares de presença, palavras de reconhecimento, lágrimas de libertação, que se tornavam também minhas. E isso me dava uma tal força e alegria que nada e ninguém pode cancelar. Foi assim por dez anos».
Francesco: «Este empenho não nos impediu de abrir-nos aos outros, por exemplo, hospedar um parente de uma pessoa doente, compartilhando suas ansiedades e sofrimentos. E também receber em nossa casa grupos de famílias ou de noivos para ajudar na formação dos casais.
Faz três anos que o pai de Marisa está morando conosco, e este ano ele completa 93 anos. Às vezes nos passa a ideia de encontrar uma solução diferente, que nos trouxesse mais autonomia, mas sabemos que ele sofreria muito e estamos convencidos de que a sua vida e a sua dignidade são mais importantes».
3 Dez 2012 | Sem categoria

D. Gerard De Korte e o dr. Arjan Plaisier
“Se continuarmos neste caminho conseguiremos olhar além do muro que ainda existe entre as nossas Igrejas e chegará o dia no qual alcançaremos a plena comunhão, visível, entre nós cristãos.” Esta afirmação é do Secretário Geral do Sínodo da Igreja Protestante na Holanda, Arjan Plaisier, feita por ocasião da “Jornada da Reconciliação”, da qual participaram quatro mil cristãos de doze Igrejas e Comunidades, entre os quais, bispos e fiéis da Igreja Católica.
Nos último cinco anos, na Holanda, diversos responsáveis de Igrejas se encontraram regularmente para compartilhar a própria fé e rezar por uma maior unidade e colaboração. Com o lema “Nós escolhemos a unidade”, esta iniciativa expandiu-se rapidamente no setor eclesiástico envolvendo, cada vez mais os responsáveis das Igrejas tradicionais (Igreja Protestante na Holanda, Igreja Vétero Católica e Igreja Católica), das Igrejas Pentecostais e Evangélicas.
Durante o último encontro, em fevereiro de 2012, surgiu a idéia de promover um evento nacional para cristãos de todas as Igrejas e Comunidades. Setenta membros do Movimento dos Focolares – antes já envolvidos por meio de uma focolarina e um focolarino, ambos da Igreja Reformada – contribuíram ao êxito da Jornada que aconteceu no dia 6 de outubro passado, em Haia.
Ponto culminante do evento foi o momento dedicado ao perdão recíproco pelas ofensas feitas ao próximo ou dele recebidas: “pela arrogância com a qual, do alto, olhamos, o próximo”, “pela facilidade com a qual vivemos a ruptura com a Igreja Católica Romana”, “por ter considerado a outra Igreja como uma Igreja sem a presença do Espírito”. Este momento aconteceu aos pés de uma grande cruz, levada à sala por três jovens. E depois, confiaram tudo a Cristo, morto e ressuscitado, pedindo juntos o seu perdão.
O testemunho de um casal, membros do Movimento dos Focolares – ela católica e ele da Igreja Reformada – ajudou a entrever a possibilidade um caminho possível para continuar a amar a Igreja do outro como própria.
Foi emocionante o momento do lava-pés, cerimônia realizada com três responsáveis de diversas Igrejas. Um gesto profundo para expressar a decisão deles de estar juntos ao serviço das novas gerações: um sinal de ecumenismo renovado.
“Ainda há muito a se fazer, mas, a partir deste momento, nós, cristãos na Holanda, nos veremos com olhos novos”, foi o comentário de um dos presentes.
A iniciativa “Nós escolhemos a unidade” se confluirá ao Fórum dos Cristãos Holandeses que acontecerá em 2013. Será um fórum aberto, no qual os representantes de todas as Igrejas e Comunidades cristãs da Holanda poderão expressar-se. Um espaço no qual se poderá compartilhar a fé, trocar experiências e, desta forma, criar uma plataforma de comunhão e colaboração. Uma base necessária para progredir no caminho rumo à plena comunhão visível entre os cristãos.
Hanneke Steetskamp – Holanda
29 Nov 2012 | Sem categoria
O Dr. Paolo Frizzi, formado em história na Universidade de Pádua (Itália), foi o primeiro candidato a receber o doutorado no Instituto Universitário Sophia (IUS) de Loppiano, em “Fundamentos e Perspectivas de uma cultura da unidade”.
A jovem instituição acadêmica do Movimento dos Focolares incluiu uma novidade não apenas na temática, mas também na natureza do trabalho que foi apresentado com uma abordagem interdisciplinar, conjugando teologia, história e diálogo entre as religiões, em total fidelidade ao espírito do IUS.
São estas as chaves de leitura que o doutorando – natural de Trento, como Chiara Lubich – usou para estudar um século de história e acontecimentos sócio políticos, de reflexão filosófica e teológica, identificando neles as relações que Chiara, e com ela o Movimento dos Focolares, estabeleceu com pessoas de diferentes credos, nos vários continentes.
Nestes processos de transformação a pessoa de Chiara Lubich emerge justamente como aquela de um profeta que sabe conjugar pensamento, espiritualidade e diálogo. É uma proposta ainda a ser descoberta e que o trabalho de Frizzi deixa aberta para ulteriores aprofundamentos específicos.
O IUS tem o seu primeiro doutor em “Fundamentos e Perspectivas de uma cultura da unidade”. Uma etapa importante. O dia 7 de novembro passado será relembrado porque representa um passo adiante na aposta acadêmica e intelectual desejada por Chiara Lubich antes de deixar esta terra.
Fonte:
De Roberto Catalano, em Città Nuova online
28 Nov 2012 | Sem categoria
Ewa: jovem, alta, cabelos e olhos negros. Entender onde ela nasceu não é automático.
De fato, são as cores claras que distinguem o povo da sua terra natal, onde existe uma forte e enraizada presença católica, da qual teve origem o Sindicato Solidariedade, que de forma notável contribuiu para a mudança daquele país depois da queda do muro de Berlim. Estamos falando da Polônia.
Foi aqui que Ewa cresceu e um dia conheceu o Movimento dos Focolares, vindo a encontrar na sua espiritualidade o caminho que desejava percorrer. Talvez ela não soubesse que um dia teria se descortinado uma história totalmente nova para ela.
Na Alemanha, onde Ewa mora atualmente, a presença de várias Igrejas cristãs é muito difundida, e no seu focolare moram focolarinas de três Igrejas diferentes; a maioria delas é católica, e estão também Doina, da Igreja Ortodoxa Romena, e Anke, da Igreja Evangélica Luterana.
Uma experiência com nuances interessantes se pensamos que a unidade – segundo a oração de Jesus “que todos sejam um” (Jo 17) – é a finalidade última dos Focolares. Pedimos que ela mesma nos conte essa história e nos diga como é possível viver a unidade, aliás, construir a unidade, mesmo quando existem diversidades na doutrina.
«Para mim esta experiência de focolare ecumênico é muito forte. Alarga o meu coração, a minha mentalidade, porque nós procuramos realmente viver uma pela outra, embora muitas vezes vejamos que há diversas coisas que poderiam nos separar.
Mas o maior desafio é não deixar que Anke e Doina, que são a minoria, percebam isso. Muitas vezes isso não aconteceu, mas sempre recomeçamos!
É preciso sempre aprofundar o conhecimento da Igreja da outra. Procurar entender o que é importante para cada Igreja, por isso, dentro das possibilidades, assistir às funções, acompanhando uma vez uma, depois a outra.
Por exemplo, para nós católicos a Sexta-Feira Santa é uma solenidade importante, mas faz parte do Tríduo Pascal. Para a Igreja evangélica, ao invés, é a festa principal. No nosso focolare procuramos realmente honrar esse dia, indo ao culto com Anke, de manhã, e à tarde participando das funções católicas.
Da mesma forma, lembrar-se das festas da Igreja Ortodoxa, que muitas vezes são em dias diferentes dos nossos. E lembrar também quando caem durante um fim de semana em que temos muitos compromissos, fazendo com que sinta-se a nossa participação. E ainda, recordar o jejum semanal que é muito considerado na Igreja Ortodoxa Romena, por isso, junto com Doina, toda quarta-feira o jantar é sem carne, sem ovos ou leite…
A propósito de jejum, antes eu pensava que amar o próximo, especialmente quando é mais difícil, fosse um modo de “jejuar”. Mas percebi que o que importa é “estar” com o outro, no outro, talvez até sem entender tudo, mas descobrindo aos poucos a riqueza insita na Igreja à qual pertence. Assim percebo que, mesmo com pequenos passos, constrói-se na vida cotidiana um relacionamento em Deus, nasce um diálogo vital, baseado na espiritualidade da unidade, que nos faz avançar no caminho rumo à plena comunhão entre as Igrejas».