31 Jul 2018 | Sem categoria
Segundo a tradição, em uma noite de julho de 1216, São Francisco pediu a Deus o perdão das culpas de todos os que, arrependidos, fossem à “Porciúncula”. O Papa Onofrio III estabeleceu o “Perdão de Assis” no dia 2 de agosto, atualmente estendido a todas as igrejas paroquiais espalhadas pelo mundo, inclusive às igrejas franciscanas. No dia 1º de agosto, em Assis (Itália), haverá a celebração de “Abertura do Perdão” (das 12 horas do dia 1º de agosto até as 24 horas do dia 2, hora italiana). Seguirá a tradicional vigília noturna de oração, e a procissão com tochas. Os jovens da XXXVIII Marcha Franciscana, provenientes de todas as regiões da Itália e do exterior, atravessarão a porta da “Porciúncula” após terem caminhado por mais de uma semana, guiados pelo lema “Com um nome novo”. E enfim, a Praça da Basílica será o local de cinco eventos e espetáculos (Gloriosus Franciuc, com Michele Placido; Concerto da Orquestra sinfônica russa, “Em viagem com Maria”; Concerto do Perdão com a Banda da Gendarmaria Vaticana, o balé “Os dois Caminhos”).
31 Jul 2018 | Sem categoria
«Vivemos num mundo que se tornou deveras uma aldeia: complexa e nova, mas uma aldeia. A humanidade vive hoje como se fosse um pequeno grupo. E, se é assim, poderia viver, realmente, na fraternidade. Mas como fazer com que ela floresça?» Chiara Lubich Conheça o novo site: www.unitedworldproject.org Com os novos conteúdos: Watch, Workshop, Network «UWP, promovido por New Humanity, quer contribuir para realizar o mundo unido mapeando, promovendo e colocando em rede as boas práticas, os processos, as iniciativas pessoais e coletivas, as ações pequenas ou grandes, quotidianas ou extraordinárias que contribuem para tornar o mundo um lugar de paz, mais fraterno e unido» declara nos seus objetivos. Entre na rede do United World Project!
30 Jul 2018 | Focolare Worldwide
Calcado sobre “o que faço na minha vida?”, um dos sete workshops que se realizaram em seguida ao Genfest, abordou o tema das escolhas para a vida, da própria “Life direction”. «A construção deste workshop – falam os organizadores, adultos junto com um grupo de jovens de várias partes do mundo – já tinha começado desde o mês de fevereiro passado com encontros via Skype: uma experiência realmente edificante, assumida por todos com seriedade, responsabilidade e criatividade». «Chegando a Tagaytay e nos conhecendo pessoalmente, percebemos o quanto era alta, em todos, a expectativa. Também os números esperados para o workshop eram altos: dos 1000 inscritos nas sete oficinas, 250 jovens escolheram Life Direction. Provenientes de vários países do mundo, se falava em 16 línguas diferentes». A condução do programa, leve e gradual na direção de conteúdos cada vez mais “profundos” e onde as experiências eram o fator principal, foi preparada e levada em frente pelos próprios jovens da cidadezinha asiática, e o fio condutor era o “slogan quotidiano”: um pensamento a ser posto em prática durante o dia.
«O primeiro dia foi aberto com “Open your heart”: um convite a abrir o coração à verdadeira felicidade, procurando remover tudo o que podia servir de impedimento para viver com intensidade o momento presente. Foram apresentadas quatro experiências de modos e situações diferentes sobre o tema da felicidade encontrada graças ao amor vivido, ou descoberta após a retomada em seguida à queda ou, ainda, em situações dolorosas e difíceis. O intercâmbio em pequenos grupos permitiu verificar o quanto tinham incidido em profundidade e quantas perguntas e expectativas cada um trazia consigo». «No segundo dia – continuam –, o slogan era “What is the call” (qual é o chamado) em que era solicitada a nossa participação de modo mais ativo em apresentar o sentido do “chamado” com uma linguagem compreensível para poder ser acolhido, associando-o a três palavras chave: entender, ouvir, escolher. Depois, a história com Deus de cinco personagens bíblicos: Samuel, o jovem rico, o filho pródigo, Maria e Pedro. Um casal, um religioso, uma empenhada no mundo profissional e uma focolarina foram entrevistados sobre as três palavras chave. «Em grupos menores, se pôde aprofundar o sentido de cada um destes chamados, interagindo também com perguntas e respostas».
«No terceiro dia se mirava alto com o slogan: “Aim high”. Deixamos a palavra a Chiara Lubich que fala sobre o seu chamado, aos jovens em Barcelona, em 2002. As perguntas, desta vez escritas, pouco a pouco encheram a caixinha posta à disposição e que foram a matéria com que se animou a tarde, com entrevistas com os nossos convidados de novo: cada um salientava a beleza da própria vocação na ótica do único chamado ao amor. Uma hora e meia que voou!» «Nestes quatro dias – escrevem os adultos – vimos jovens com a sede de um relacionamento com Deus, em profunda busca, abertura e escuta. Inclusive cheios de sofrimentos, de dúvidas e medos, tudo num clima de grande simplicidade e serenidade. Percebemos que algo novo aconteceu: uma experiência de luz que abriu uma nova estrada de diálogo com os jovens sobre o chamado a uma vocação radical». Algumas impressões dos presentes: «Era justamente aquilo de que eu precisava a esta altura da minha vida. Viver o momento presente, abrir as minhas portas, dar passos radicais para além de nós mesmos, é o que eu levo embora comigo». «Os jovens que falaram da sua escolha de seguir Jesus de modo radical me dá a coragem de fazer escolhas só por amor». «Para mim era importante entender como responder ao chamado: entender (que Deus me ama), ouvir (a voz dentro de mim) e decidir (seguir Jesus). Estou muito feliz por esta experiência. Obrigado!»
28 Jul 2018 | Palavra de Vida, Sem categoria
O profeta Jeremias é enviado por Deus ao povo de Israel que está vivendo a dolorosa experiência de exílio em terras babilônicas e perdeu tudo o que havia representado a sua identidade e que o tornava “povo eleito”: a Terra Prometida, o Templo, a Lei… Porém a palavra do profeta rasga esse véu de sofrimento e desorientação. É verdade que Israel se mostrou infiel ao pacto de amor com Deus, entregando-se à destruição, mas eis que se anuncia uma nova promessa de liberdade, de salvação, de uma aliança renovada, que Deus, no seu amor eterno e nunca revogado, prepara para o seu povo. “Eu te amo com amor de eternidade; por isso guardo por ti tanta ternura!” A dimensão eterna e irrevogável da fidelidade de Deus é uma qualidade do seu amor: Ele é o Pai de toda criatura humana, um Pai que toma a iniciativa de amar e que se compromete com a sua criatura para sempre. A sua fidelidade abraça cada um de nós e nos permite lançar Nele toda preocupação que possa nos frear. É devido a esse Amor eterno e paciente que também nós podemos crescer e melhorar na nossa relação com Ele e com os outros. No entanto, embora o nosso empenho em amar Deus e os irmãos seja sincero, estamos bem conscientes de que ainda não somos muito firmes. Mas a fidelidade Dele por nós é gratuita, nos precede sempre, independentemente do nosso desempenho. Com essa certeza tão feliz podemos passar para além do nosso horizonte limitado; podemos recolocar-nos cada dia a caminho e nos tornar, também nós, testemunhas dessa ternura “materna”. “Eu te amo com amor de eternidade; por isso guardo por ti tanta ternura!” Esse olhar de Deus sobre a humanidade faz surgir também um grandioso projeto de fraternidade, que encontraria em Jesus a sua plena realização. De fato: Ele testemunhou a sua confiança no amor de Deus com a sua palavra e sobretudo com o exemplo de toda a sua vida. Ele nos abriu o caminho para imitarmos o Pai no amor para com todos (cf. Mt 5,43ss) e nos mostrou que a vocação de cada homem e de cada mulher é contribuir para a construção de relacionamentos de acolhida e de diálogo ao seu redor. Como poderemos viver a Palavra de Vida deste mês? Chiara Lubich nos convida a ter um coração de mãe: […] A mãe sempre acolhe, sempre ajuda, sempre espera, tudo cobre. […] Com efeito, o amor de uma mãe é muito semelhante à caridade de Cristo de que fala o apóstolo Paulo (cf. 1Cor 13). Se tivermos um coração de mãe ou, mais especificamente, se nos propusermos a ter o coração da Mãe por excelência, Maria, estaremos sempre prontos a amar os outros em todas as circunstâncias e, assim, a manter vivo o Ressuscitado em nós. […] Se tivermos o coração desta Mãe, amaremos a todos: não somente os membros da nossa Igreja, mas também os membros de outras Igrejas; não somente os cristãos, mas também os muçulmanos, os budistas, os hinduístas e os outros homens de boa vontade… Amaremos todos os homens que vivem nesta terra […]. “Eu te amo com amor de eternidade; por isso guardo por ti tanta ternura!” Uma jovem esposa que começou a viver o Evangelho na família conta: “Senti uma alegria nunca experimentada antes e o desejo de fazer transbordar esse amor para fora das quatro paredes de casa. Lembro-me, por exemplo, de um dia, quando corri ao hospital para ver a esposa de um colega; ela havia tentado o suicídio. Já fazia tempo que eu sabia das dificuldades deles, porém, envolvida nos meus problemas, nunca tinha pensado em ajudá-la. Mas dessa vez eu senti o sofrimento dela como se fosse meu e não parei mais, até se resolver a situação que a tinha levado àquela atitude. Esse episódio marcou para mim o início de uma mudança de mentalidade. Fez-me compreender que, quando amo, posso ser para cada pessoa que passa ao meu lado um reflexo, por menor que seja, do próprio amor de Deus”. Que tal, se também nós, sustentados pelo amor fiel de Deus, nos colocássemos livremente nessa atitude interior, diante de todos aqueles que encontramos durante o nosso dia? Letizia Magri