27 Jun 2018 | Sem categoria
Defesa das fronteiras, negações forçadas, alianças de estado para proteger as identidades nacionais e econômicas, cotas humanas para controlar os fluxos migratórios. O que há por trás dessas que se tornaram palavras-chaves nesses últimos dias? “Frequentemente o medo é a mãe de todas as barreiras e atitudes protecionistas”, explica Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares. “E para os jovens essa não parece ser a solução definitiva. Eles acreditam que as fronteiras são horizontes, pontos de partida, diversidade com as quais se enriquecem.” É por isso que os jovens do Movimento dos Focolares escolheram para seu próximo evento mundial que ocorrerá em Manila de 6 a 8 de julho, o tema das fronteiras, como diz o título “Beyond all borders” (além de todas as fronteiras). É um convite a uma mudança de perspectiva corajosa ao olhar para os povos, culturas e economias; uma inversão necessária, dizem, nesses tempos de exasperação das particularidades e fechamentos sociais. Nascido em 1973, de uma ideia de Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, o Genfest chega neste ano a sua 11ª edição e, pela primeira vez, ocorrerá fora da Europa, na capital filipina, de 6 a 8 de julho. São esperados 6.000 jovens do mundo inteiro e outros milhares participarão nas 23 edições locais. “Escolhemos a Ásia porque seis de cada dez jovens no mundo vivem lá”, explica Kiara Lauren, filipina, dos Jovens por um Mundo Unido do Movimento dos Focolares, promotores do evento. “Apesar dos problemas e da diversidade socioeconômicos, este continente fala ao mundo de esperança e vontade de mudar. Não nos identificamos com esse contexto geopolítico internacional que muitas vezes sacrifica povos inteiros para favorecer uma elite. Queremos levar cada indivíduo e nossas nações a olhar para fora do próprio perímetro pessoal, cultural, religioso, político, para encontrar os outros e deixar-se ‘contaminar’ pela diversidade. O Genfest será um laboratório único para o mundo: os participantes vão encontrar os instrumentos para poder fazer uma mudança em si mesmos e nos próprios ambientes, para passar – como recentemente o papa Francisco nos convidou em Loppiano – ‘do eu ao nós’.”
O programa: compartilhar e trabalhar Os testemunhos terão grande espaço: o empenho conjunto de jovens estadunidenses e mexicanos na fronteira de seus países, gestos de ajuda e reconciliação em situações de conflito na África e no Oriente-Médio, atividades de apoio a populações em campos de refugiados e acolhida nas cidades, o empenho por um novo modo de fazer política, o diálogo entre diferentes religiões, etc. Na tarde de 7 de julho, o Genfest propõe a ação Hands for Humanity: os jovens poderão escolher dentre 12 atividades de solidariedade, acolhida e requalificação urbana que serão desenvolvidas em diversos pontos de Manila. O objetivo é experimentar que pequenos gestos podem mudar a realidade ao redor de cada um, além de recolher ideias que podem ser levadas e imitadas nos próprios países.
ExpLo e Forum: aprender e experimentar a paz Também haverá a Explo, acrônimo composto das palavras “Exposition” e “Exploration”: trata-se de uma mostra interativa que conduz o visitante a uma experiência sensorial imersiva na história da humanidade, contada da perspectiva da fraternidade universal: “Portanto, não a história como a conhecemos”, conta Erika Ivacson, artista húngara curadora da mostra, “feita de guerras, conquistas, armistícios. Contaremos o que permitiu que a humanidade progredisse do ponto de vista da paz, amizade entre pessoas, povos e culturas. A última etapa será totalmente dedicada à pergunta: e eu, o que posso fazer?”. Haverá 110 fóruns e workshops sobre temas-chaves para a construção de sociedades abertas e solidárias: das técnicas de limpeza urbana e cuidados com o território, às formas de imprensa social, à gestão dos conflitos pessoais e políticos, ao uso das mídias sociais para a paz e muitos outros. Para acompanhar o Genfest Será possível seguir a transmissão ao vivo, feita em inglês com traduções para o francês, italiano, português e espanhol, pelo site dos Jovens por um Mundo Unido: http://www.y4uw.org/live Horários das transmissões (horário de Manila, UTC/GMT +8): 6 de julho: 16h-18h30 e 20h-21h45 7 de julho: 17h45-18h45 e 20h-21h45 8 de julho: 10h30-13h Mídias sociais da manifestação: Facebook: www.facebook.com/genfest/ ou @genfest Twitter: https://twitter.com/genfest_en ou @genfest_en Instagram: www.instagram.com/genfest.official/ Youtube: genfest-official ou https://www.youtube.com/c/GenfestOfficial Programa Genfest 2018 
26 Jun 2018 | Sem categoria
A sós com Jesus Sendo prefeito, não passa um dia sem que eu seja parado na rua, ainda que só para uma saudação. Até na igreja, durante a Missa, não consigo encontrar uma maneira para estar “a sós” com Jesus. Um domingo fui à Missa numa cidade próxima, esperando passar despercebido. Mas encontrei a igreja lotada para uma longa liturgia presidida pelo bispo. Fora da igreja havia uma senhora, a quem dei uma esmola. Poucos passos depois mais um pobre, com o rosto desfigurado. Continuei o meu caminho. Depois um pensamento: “Você estava me procurando? Estou aqui, naquela pobre mulher e naquele homem com o rosto desfigurado”. Voltei atrás. O homem estava ainda lá, agradecido por eu ter voltado para procurá-lo. G.– Itália Superstição Entrei no taxi e notei que o carro estava cheio de berloques, sinal de que o taxista devia ter crenças supersticiosas. Durante o caminho, tomei coragem e lhe disse: “Eu acredito em Deus, a minha confiança apoia-se só Nele”. Ele dirigia, e me escutava em silêncio. Passou algum tempo e novamente eu chamei um taxi. Com grande surpresa encontrei o mesmo taxista no mesmo carro. Mas, ainda com surpresa, notei que aqueles objetos tinham desaparecido e havia um terço pendurado no espelho. N.– Suíça Em “equipe” Somos uma enfermeira, um técnico de laboratório e um médico. Trabalhamos em três setores diferentes do mesmo hospital. Estamos convencidos que de o Evangelho vivido não se limita a transformar o homem, mas pode renovar também as estruturas, os bairros, os ambientes de trabalho. Por isso, quase sempre, de manhã, antes de iniciar o trabalho, encontramos um instante para compartilhar dificuldades e alegrias. É uma descoberta constante entender que podemos transportar, ao nosso local de trabalho, esta carga de amor concreto para com todos, vivendo cotidianamente a nossa missão profissional. E., L. e B. – Itália O dinheiro no travesseiro Saindo da igreja, com meu filho, aproximou-se uma senhora pedindo esmola. Abri a carteira e dei tudo o que tinha comigo: 20 euros. O meu filho se surpreendeu, na sua opinião era muito, mas eu o tranquilizei dizendo que Jesus está em cada próximo e que eu havia sentido que devia dar àquela mulher tudo o que tinha. Chegando em casa comecei a arrumar um quarto onde havíamos hospedado um casal, que tinha vindo à cidade para visitar um parente enfermo. O meu filho veio me ajudar. Trocando a fronha do travesseiro caíram 200 euros. Nós tínhamos dado àquele casal a possibilidade de estar próximos de uma pessoa que sofria, e eles haviam desejado retribuir assim. M. G. – Itália Hockey no gêlo Como fã de hockey no gelo, esperava ansiosamente, logo depois das aulas, assistir na TV o fim de uma partida importante. Quando tocou a campainha eu saí correndo com a minha moto. Mas, depois de alguns metros uma roda furou. Rapidamente eu tentei enchê-la, com a bomba. Mas, algumas centenas de metros depois, desceu novamente. Além disso, começou a chover. Enquanto eu continuei a pé, empurrando a moto, a irritação foi crescendo dentro de mim. Mas, de repente, surgiu um pensamento: Jesus sofreu tanto na cruz, e você não é capaz de aceitar essa pequena contrariedade? Esse pensamento me devolveu a paz. G. – Holanda
25 Jun 2018 | Sem categoria
Os adolescentes e os jovens de hoje podem se tornar a primeira geração que consegue erradicar a fome no mundo. Comprova isso os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que os 193 países membros das Nações Unidas aprovaram, no dia 25 de setembro de 2015, comprometendo-se a atuá-los em 15 anos (2015-2030). O segundo, o “Objetivo Fome Zero” é o ponto central do programa. E para poder atingir esses objetivos, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), recebeu hoje, 22 de junho de 2018, na sede em Roma, 630 meninas (9 a 14 anos), do Movimento dos Focolares. Por meio de uma conexão ao vivo, o evento foi assistido por muitos adolescentes dos cinco continentes, especialmente por 400 deles que participam de um congresso em Loppiano, Itália, na Mariápolis permanente internacional dos Focolares. É a primeira vez que as jovens gerações do Movimento fundado por Chiara Lubich ultrapassam as catracas da entrada da FAO. Uma grande emoção não somente para aquelas jovens que ocuparam os lugares na famosa sala Plenária, mas, também para os funcionários da FAO. “Estou realmente feliz de ver esta sala cheia de mulheres, de mulheres jovens”, afirmou Marcella Villareal, diretora da FAO para a Divisão de Parcerias e Cooperação Sul-Sul. “Eu trabalho aqui mais de vinte anos, falei inúmeras vezes nesta sala Plenária, mas, nunca a vi assim tão bonita e cheia de mulheres jovens. Obrigada pelo esforço de vocês na contribuição para atingir o Objetivo Fome Zero.” Atualmente 800 milhões de pessoas no mundo passam fome. Nos últimos dez anos houve uma diminuição enquanto que, no ano passado, por causa de guerras e mudanças climáticas o número começou a aumentar. “Para nós aqui na FAO é o maior escândalo que existe – afirmou Villareal – e, por isso nós, todo dia, lutamos para que as pessoas tenham o alimento necessário, mas, também, uma vida serena, com qualidade, que as crianças possam ter uma vida plena. Temos a convicção de que, com o nosso trabalho, podemos conseguir erradicar a fome no mundo.” Em setembro de 2015 as Nações Unidas assinaram o programa de desenvolvimento sustentável que compreende 17 objetivos a serem atingidos até 2030. “Até então os líderes mundiais nunca haviam prometido de comprometerem-se, todos juntos, em um programa tão amplo e tão universal”, afirmou Sabina Zaccaro, do escritório FAO para a Comunicação Institucional. Para erradicar a fome no mundo (objetivo n. 2) nós precisamos erradicar a pobreza (objetivo n. 1). Mas, para conseguir isso nós devemos viver de maneira sustentável (objetivo n. 12), procurando resolver de maneira concreta a luta com as mudanças climáticas (objetivo n. 13).”
As primeiras cidadãs Fome Zero Os jovens dos Focolares, dos cinco continentes, podem oferecer uma grande contribuição pessoal e cotidiana para alcançar o objetivo até 2030. No próximo dia 16 de outubro a FAO completará 73 anos e será a ocasião para relançar este objetivo. Clara Velez, chefe do escritório FAO para a Difusão das Atividades de Promoção, afirmou: “Por ocasião deste aniversário vamos comunicar os assunto aos jornais, à televisão, nas escolas e nas ruas. Todos os anos nós aprofundamos um assunto (imigração, mudanças climáticas, etc.) e, neste ano, trataremos sobre fome zero. E vê-las aqui hoje é maravilhoso! Nesta mesma sala, no próximo dia 16 de outubro, no lugar de vocês estarão os representantes de todos os países. Eles receberão o livro que vocês receberam hoje, que explica como podemos, por meio de ações cotidianas, fazer algo para combater a fome. Na última página do livro tem um passaporte. Hoje vocês se tornarão as primeiras cidadãs Fome Zero. Com direitos e deveres que devem ser respeitados.” Mas, quais são os deveres dos cidadãos Fome Zero? Laura Hernandez, do escritório FAO para a Difusão e Atividade de Promoções, disse: “Um terço dos alimentos no mundo é desperdiçado e é jogado no lixo. Tenho certeza que vocês não querem fazer parte deste escândalo. Vocês podem fazer muitas coisas em casa. Por exemplo, quando sobra comida vocês podem congelar ou consumi-la no dia seguinte. Indo ao restaurante, quando sobra comida vocês podem levar para casa. E ainda, ao controlar as embalagens dos alimentos não se deixem enganar. A indicação “data de vencimento” indica até quando o alimento é bom. Mas, se está escrito “consumir preferencialmente até…”, quer dizer que pode ser consumido também alguns dias depois da data estabelecida. Outra coisa importante é a água, um bem muito precioso e não deve ser desperdiçado. Quando escovamos os dentes podemos fechar a torneira. E ainda, lembrem aos pais de usar a máquina de lavar louças só quando está realmente cheia ou a secadora somente quando é necessário.”
O Termo de Compromisso das jovens Enfim, a palavra das jovens, representadas por Elena e Agnese: “Nós estamos muito honradas e felizes de estarmos aqui. Estamos certas que, de agora em diante, nos comprometeremos com maior entusiasmo por este objetivo. Já nos sentimos parte da geração Fome Zero. É um grande sonho imaginar que também graças à nossa contribuição, dentro de poucos anos não existirá mais fome no mundo. Estamos muito contentes de colaborar com a FAO porque somente unindo as forças poderemos atingir um objetivo tão alto, como Fome Zero até 2030.” Alguns jovens do Movimento dos Focolares de 11 países recolheram ideias para entender como resolver o problema da fome no mundo. “Reassumimos essas ideias com um slogan composto por três H: head, heart e hands (cabeça, coração e mãos) e nasceu o nosso Termo de Compromisso. Cabeça para nós significa nos informarmos e estudar a problemática tanto mundial quanto na nossa cidade. Coração, ou seja, sensibilizar a nós mesmos e muitas outras pessoas. Envolver o maior número possível de pessoas para atingir o nosso objetivo. E ainda, fazer ações concretas com as nossas mãos.” Na conclusão as jovens entregaram à FAO o Termo de Compromisso delas. Depois o gesto simbólico do passaporte: elas escreveram o próprio compromisso no pequeno documento e assinaram. Tornaram-se as primeiras cidadãs #fomezero. Lorenzo Russo Rever a transmissão (em inglês)
24 Jun 2018 | Focolare Worldwide
Sulcis-Iglesiente é uma região histórica da Sardenha, caracterizada não apenas pelas belezas naturais, que impressionam, mas também pela história dos trabalhadores das minas: um patrimônio humano, espiritual, cultural e ambiental de primeiro nível. Uma joia única no mundo, que ainda não consegue exprimir totalmente todo o potencial de que dispõe, inclusive do ponto de vista econômico. No dia 3 de março de 2017, em Cagliari, no sul da Sardenha, realizou-se uma conferência sobre o tema do desarmamento, organizada pela Escola de Participação Política “Domenico Mangano”. Naquele encontro alguns habitantes de Sulcis-Iglesiente sentiram-se diretamente interpelados: em seu território, com efeito, tem sede a RWM Itália, controlada pela Rheinmetall, uma fábrica de bombas vendidas à Arábia Saudita e utilizadas para a guerra no Iêmen. A partir desta tomada de consciência, surgiu, um ano atrás, um comitê que atua localmente, unindo as forças por um objetivo comum: a conversão da fábrica da produção militar para a civil. É o “Comitê conversão RWM para a paz, o trabalho sustentável, a conversão da indústria bélica, o desarmamento, a participação cívica em processos de mudança, a valorização do patrimônio ambiental e social do Sulcis-Iglesiente”.
Entre os promotores desta ação encontra-se Cinzia Guaita, do Movimento dos Focolares. Com ela fizemos o ponto da situação. «A ação do Comitê não é fácil porque Sulcis-Iglesiente é um território onde não existe trabalho, e o que existe é defendido a golpe de espada. Não é fácil desencadear um processo que leve a uma mudança de mentalidade para optar por algo diferente, mas talvez mais arriscado». «Somos uma rede muito compacta e variada. Antes não se falava no assunto, hoje a questão ética, ambiental e legal tornou-se patrimônio geral. Já existe um resultado cultural, ainda que o processo seja a longo prazo». Em quê é possível perceber a maior mudança? «Tomemos o tema do trabalho: antes não se podia discutir, agora, ao lado do trabalho, há os temas da paz, da justiça, e isso não é pouco para um lugar pobre como o nosso». Você fala de confronto, mas vocês utilizam principalmente o diálogo..; «É verdade, estamos dialogando, e fazemos isso com todos porque esse é um problema que diz respeito a todos, e só pode ser resolvido olhando a situação de vários pontos de vista. Dou um exemplo: abrimos uma mesa de reflexão técnica, com especialistas da universidade, para o estudo de um projeto de conversão; estão juntos os técnicos, os professores universitários, outros agentes, como Banco Ético, Igreja Protestante. O comitê é uma espécie de laboratório, não resolutivo, o início de um percurso concreto».
Localmente, como é vista a fábrica RWM? «A fábrica inseriu-se com muita benevolência na dinâmica social local, mas viola uma lei nacional que proíbe a venda de armas a países em guerra ou que não respeitem os direitos humanos, mas prevê a possibilidade de um fundo para a conversão das empresas que produzem armas. Portanto, existem possibilidades. Conversão não significa um salto no escuro, mas um processo compartilhado de amadurecimento e melhorias na vida, para todos». Neste processo, que papel a imprensa está exercendo? «Eu diria um papel decisivo, e nós mesmos ficamos surpresos de que a imprensa internacional tenha se interessado por nós. Inclusive a TV alemã está acompanhando e contou, na Alemanha, o que está acontecendo aqui. Há muito silêncio sobre as guerras, como a do Iêmen. Acender os refletores sobre aquele conflito chamou a atenção de todos sobre o problema que se vive aqui. Para construir a paz não podemos fechar os olhos. Precisamos de todos, porque até as pequenas empresas locais podem ter um alcance maior. Amar um território quer dizer isso. Pode ser também um risco, mas para construir a paz vale a pena corrê-lo». Fonte: United World Project
22 Jun 2018 | Sem categoria
http://vimeo.com/69165926 «O segredo do verdadeiro amor, do amor do qual falamos, emerge do Evangelho. O Evangelho é a Boa Nova que Cristo trouxe à terra. Portanto, é um amor que tem a sua origem em Deus, não é de origem humana. É um amor vivido pelas Pessoas da Santíssima Trindade. O Pai, por exemplo, ama a todos e manda sol e chuva sobre bons e maus. Ama a todos. Esse amor nos dispõe a amar todos os irmãos, não apenas os parentes, os amigos ou aqueles de quem gostamos, mas a amar a todos. Durante o dia o nosso amor deve se orientar a todas as pessoas que encontramos. ìUma segunda exigência desse amor, que não é de origem humana porque vem do Céu, é que ama primeiro, não espera ser amado. Geralmente amamos porque somos amados. Ao invés, é preciso amar primeiro e Jesus, a segunda Pessoa divina que se fez homem, nos demonstrou isso. Ele morreu por nós quando ainda éramos pecadores, o que significa que não amávamos. É um amor concreto como o de Jesus, que deu a própria vida. Não é um amor sentimental, platônico; é um amor concreto, que se faz um com todos, com aqueles que sofrem e que se alegram; que participa da alegria e do sofrimento dos outros, aliviando-o. Este amor, quando praticado, […] geralmente é retribuído porque as pessoas se sentem amadas, estão bem conosco, e nos perguntam: “Por quê?” E nós explicamos o motivo pelo qual as amamos. Desta maneira, abre-se um diálogo entre nós e as pessoas, que nem sempre são cristãs, católicas. Muitas vezes são de outras religiões ou não creem. Todavia, também aquelas que não creem possuem uma lei de amor impressa no coração, a força de amar porque foram criadas por Deus, que é amor. O amor é isso.” Chiara Lubich Transcrição de uma entrevista de Erik de Hendriks para a televisão belga, de maio de 2004. www.centrochiaralubich.org