21 Jun 2018 | Sem categoria
A relação entre os jovens e Igreja vive um momento particularmente feliz. Uma nova ocasião de confronto e intercâmbio de experiências sobre “jovens, fé e discernimento vocacional” vem do encontro anual dos movimentos eclesiais, organizado pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, da Santa Sé. O encontro coincide com a publicação do “Instrumento de trabalho” sobre o qual os bispos se confrontarão durante o próximo Sínodo de outubro, todo dedicado aos jovens. Trata-se de um documento articulado e rico, fruto também da contribuição dos jovens do mundo inteiro.
Introduzida por Kevin Farrell, o cardeal prefeito do Dicastério, o dia viu as contribuições de D. Carlos Simón Vázquez, delegado para a Família e a Vida, que apresentou as informações relativas ao IX Encontro Mundial das Famílias, que acontecerá em Dublin de 21 a 26 de agosto, e do pe. Alexandre Awi Mello, secretário do Dicastério, que informou sobre os desenvolvimentos da preparação do Sínodo de outubro, enquanto Giovanna Guerrieri Nalin, do Setor Jovens, sobre a preparação da Jornada mundial da Juventude, em calendário para janeiro de 2019 no Panamá. À tarde, o secretário geral do Sínodo dos bispos, cardeal Lorenzo Baldisseri, ilustrou as finalidades, as expectativas e as perspectivas do Sínodo.
Entre os participantes, também o Movimento dos Focolares, nas pessoas de um jovem, Nelson Vanegas de El Salvador, e da própria presidente, Maria Voce, que explica: «As iniciativas apostólicas dirigidas aos jovens nos dois âmbitos diferentes do anúncio da fé e da vocação põem raízes na experiência caraterística que nasce do carisma da unidade». Era aos jovens, em especial, que Chiara Lubich se dirigia, desde os anos 1960. Seu, o apelo a um novo tipo de revolução, inspirada no amor evangélico (“Jovens de todo o mundo, unam-se”), que deu vida, com o passar do tempo, a instrumentos e locais de formação e testemunho, vividos juntos com os próprios jovens, ao longo de três direções: o dom recíproco entre jovens e adultos, o binômio entre vida e pensamento, a fraternidade vivida concretamente para responder às exigências e problemáticas do mundo de hoje. Nelson, já presente na reunião pré-sinodal de março, expõe tudo o que é levado em frente pelos Focolares: «Nos cursos de verão anuais de formação para jovens – é o seu testemunho – se abrem percursos de aprofundamento teológico e moral, fruto de uma caminhada juntos, segundo um estilo de acompanhamento que encontra confirmação naquele sugerido pelo Papa Francisco. Uma experiência análoga se encontra nas assim chamadas “Escolas de discernimento vocacional”, um autêntico percurso de formação e acompanhamento para jovens dos 23 aos 30 anos, uma faixa de idade crucial para enfrentar escolhas decisivas no projeto pessoal de vida». Mas, explica, há também as ocasiões em que os jovens experimentam que a vida e o estudo são uma coisa só: «O Instituto Universitário Sophia, com sede em Loppiano, nasce para favorecer a interação entre os saberes num horizonte sapiencial, com um projeto acadêmico centrado na experiência de uma comunidade de estudo em que se compartilham pesquisa, pensamento e vida, não só entre estudantes de diferentes proveniências, mas também entre estudantes e docentes». Não faltam outros espaços, como as escolas gen ou os congressos nacionais e internacionais. Enfim, os Genfest: «uma experiência formativa, que se fundamenta no esforço contínuo de inclusão, acolhida e escuta do outro, que leva ao diálogo verdadeiro e à construção de relacionamentos profundos. São sobretudo uma profunda experiência espiritual, em que muitos jovens sentiram ou amadureceram o chamado de Deus, a viver por algo grande, a realizar o sonho de Jesus». O próximo está iminente. Em Manila, de 6 a 8 de julho, terá como título “Beyond all borders”.
20 Jun 2018 | Focolare Worldwide
Acabou de se concluir, em Bodo-Dioulasso, no Burkina Faso, um seminário sobre o Jornalismo Dialógico (9 a 13 de junho), com a presença de jornalistas e profissionais da comunicação: Michele Zanzucchi (Itália), Guy Roland (Benin) e Armand Djoualeu (República dos Camarões) e a participação de professores, estudantes e profissionais, cristãos e muçulmanos, do Níger, Mali, Costa do Marfim, Benin e Burkina Faso. Objetivo do seminário foi o de formar os jornalistas para o diálogo, pondo a pessoa no centro da atenção, com respeito e senso de responsabilidade. Na abertura do seminário se realizou uma mesa redonda sobre “jornalismo e migração”, na presença de autoridades do Governo e da Igreja católica. A proposta que veio à tona foi a de constituir uma rede regional de jornalistas para formar e informar corretamente a população sobre o fenômeno da migração, especialmente em direção à Europa.
20 Jun 2018 | Focolare Worldwide
Lough Key Forest Park, 800 hectares de silêncio, percursos naturalistas, imponentes cedros e um lago, na costa meridional de Lough Key, 40 km a sudeste de Sligo Town, e 3 km a leste de Boyle, foi a moldura de um dia para as famílias, organizado pela diocese de Elphin, no final do mês de abril passado. Entre os promotores, em colaboração com o bispo Kevin Doran, também o Movimento dos Focolares. «Numa atmosfera de brincadeiras, partilha e amizade, todos são convidados – disse o bispo – inclusive as famílias de outras convicções religiosas, os vizinhos, os amigos». O objetivo era o de se preparar para o grande evento com o Papa Francisco, que reunirá na capital irlandesa, no final de agosto, famílias do mundo inteiro sobre o tema “O Evangelho da família: alegria para o mundo”. A cada três anos, este encontro marcado internacional traz de novo a família cristã ao centro da atenção, como pedra angular da sociedade. Após a abertura, no dia 21 de agosto, que se realizará simultaneamente em todas as dioceses da Irlanda, em Dublin haverá um Congresso internacional de três dias (22 a 24) com conferências de especialistas de várias partes do mundo, testemunhos, workshops e atividades para crianças e adolescentes. Com a chegada do Santo Padre, no sábado, 25 de agosto, um grande festival das Famílias será a ocasião para ouvir música e testemunhos vindos dos vários continentes, além, naturalmente, das suas tão esperadas palavras. A solene celebração eucarística do dia 26, presidida por ele no Phoenix Park de Dublin, encerrará o evento. «Não somos muitos nesta região da Irlanda, mas quisemos acolher o convite do bispo» escrevem da comunidade do focolare. Já faz um ano, a Irlanda mais atenta às dinâmicas complexas de cada família e ao seu papel na sociedade está se preparando, junto com todas as famílias da diocese, com uma reflexão comum à luz da exortação apostólica “Amoris Laetitia”. Evelyn, ajudada pela comunidade do Focolare, faz parte de uma comissão empenhada na preparação: «Para mim, uma grande ocasião para construir com todos relacionamentos de unidade. Cada pensamento, cada contribuição, cada decisão ou ação a ser empreendida foram o fruto desta caminhada entre nós, junto com o bispo. Criou-se um clima de amor recíproco entre todos». Na entrada do grande parque público, penduradas nos ramos das árvores, as seis faces do “dado do amor”, com as frases de Chiara Lubich e de “Amoris Laetitia” sobre a família, saudavam, movidas pelo vento, o público que chegava. O mesmo dado foi feito rolar no palco, no início do programa, para se sintonizar numa única mensagem: “ser o primeiro a amar”. O dia foi uma sucessão festiva de música e workshops: cuidado da natureza, brincadeiras em família, divertimento, pintura facial, dança, ajuda aos necessitados.
Particularmente intenso o momento da oração em comum, conduzido pelos bispos católico e anglicano, que depois cortaram o bolo, não por acaso em forma de “cubo”, momento este imortalizado pelo jornal local “Roscommon Hearld” e por outros sites e noticiários. Como conclusão do dia, Andrew, um participante, cantou uma canção composta por ele, sobre as três palavras “Por favor, obrigado, desculpa” sugeridas pelo Papa Francisco para a vida de família. «Circulando entre as pessoas – foi o comentário de Áine, dos Focolares – eu pensava nas palavras “a grande atração do tempo moderno”, escritas por Chiara Lubich numa sua meditação. E as sentia atuais, no meio de uma multidão composta por pessoas provenientes de lugarejos e aldeias remotas, não só católicos, mas também de outras denominações religiosas, e remotíssimas, como os muitos recém-chegados, refugiados e solicitantes de asilo, vindos da África e do Oriente Médio, na maioria muçulmanos. Uma surpresa, para eles, encontrar também na Irlanda esta atenção sobre a família».
19 Jun 2018 | Sem categoria
Adolescentes e jovens podem tornar-se a primeira geração que conseguirá erradicar a fome no mundo. É o que dizem os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (OSS), aprovados em 25 de setembro de 2015 pelos 193 Estados Membros das Nações Unidas, com o compromisso de atuá-los dentro de 15 anos (2015-2030). O segundo objetivo, “Fome Zero” é o coração deste programa. Para alcançá-lo, a Organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura (FAO) mira nas novas gerações. Os adolescentes do Movimento dos Focolares decidiram torná-lo um ponto central de seu congresso de formação anual, de 20 a 24 de junho. No Centro Mariápolis de Castelgandolfo (Roma) se reunirão 630 meninas, e 250 meninos viverão este momento de formação na Mariápolis Internacional de Loppiano (Florença – Itália). São provenientes de vários países da Europa e da América do Sul. Em Loppiano os adolescentes irão aprofundar o tema “Fome Zero” buscando entender como concretizá-lo na vida cotidiana, redescobrindo valores como a coragem, o perdão, o serviço, o esforço, a espiritualidade, a paciência, a responsabilidade, a fidelidade, reconhecer as capacidades do outro. Já as adolescentes terão um dia especial, em 22 de junho, quando irão visitar a sede internacional da FAO, no centro de Roma, para participar da discussão sobre o objetivo “Fome Zero”. No final da manhã receberão o passaporte de “Cidadãs Fome Zero”. Acompanhe o streaming, no dia 22 de junho, às 11 horas (hora italiana)
19 Jun 2018 | Sem categoria
No dia 20 de junho celebra-se, no mundo inteiro, o Dia Mundial do Refugiado, instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas para sensibilizar a opinião pública sobre a condição de milhões de refugiados e pessoas que pedem asilo, que deixam o próprio país constrangidos a fugir de guerras e violência. A agência da ONU para os refugiados lançou a campanha «#WithRefugees», para dar visibilidade aos gestos de solidariedade para com os refugiados, dando voz a quem os acolhe e reforçando o encontro entre as comunidades locais e aqueles que pedem asilo. Mas #WithRefugges é também uma petição por meio da qual o Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados (Unhcr) pede aos governos que garantam que toda criança refugiada tenha instrução, que toda família refugiada tenha um lugar seguro onde viver, que todo refugiado possa trabalhar ou adquirir novas competências para dar a sua contribuição à comunidade. A petição será apresentada à Assembleia das Nações Unidas até o final de 2018, por ocasião da adoção do Global Compact para os refugiados. «Hoje – diz Carlotta Sami, porta-voz do Unhcr para o sul da Europa – estar do lado dos refugiados não é apena um ato de humanidade, infelizmente é também um ato de coragem. Tornou-se incômodo estar do lado daqueles que não escolheram deixar o próprio país e que enfrentam um desafio pesadíssimo, o de começar do zero num ambiente novo, com frequência desconfiado e, no pior dos casos, hostil». Numerosos eventos estão previstos até o fim do mês. Veja: www.withrefugees.unhcr.it