16 Fev 2018 | Focolare Worldwide
A festa da primavera (春節, 春节, chūnjié) ou ano novo lunar (農曆新年, 农历新年, nónglì xīnnián), no Ocidente conhecido como ano novo chinês, é uma das mais importantes e muito mais sentidas festividades tradicionais chinesas, em que se celebra o início do novo ano segundo o calendário chinês. As celebrações começarão no dia 16 de fevereiro e se estenderão por cerca de duas semanas até a Festa das Lanternas, com numerosas atividades, espetáculos e mercados. Na véspera do ano novo, as famílias se reúnem para a “ceia de reunião”, a refeição mais importante do ano. Nesta ocasião, diferentes gerações se sentam ao redor de mesas redondas saboreando o alimento e o tempo juntos. Cada rua, casa ou edifício é decorado de vermelho, a cor principal da festividade. Rezar num templo, durante o Ano Novo, é considerado um ótimo auspício para o novo ano que começa. Em Shanghai, milhares de pessoas invadem o Templo Longhua, o maior da cidade. Em Loppiano, cidadezinha internacional dos Focolares, onde muitos habitantes provêm do Extremo Oriente, se festejará a entrada no ano do Cachorro com uma festa, sábado, 17 de fevereiro, ocasião para entrar nas culturas da Ásia através de brincadeiras, arte, música, danças.
16 Fev 2018 | Focolare Worldwide
15 Fev 2018 | Sem categoria
Há pouco se concluiu em Castel Gandolfo (Roma) o curso internacional para noivos organizado por Famílias Novas dos Focolares do qual participaram 65 casais. Além de falar da escolha da pessoa e sobre como identificar e superar as crises relacionais com amplos excursus sobre comunicação, afetividade e espiritualidade e além dos momentos de partilha, o que suscitou grande interesse foram as histórias de vida vivida. Uma entre todas? Máximo e Francesca de Roma, casados há 17 anos, respectivamente administrador de uma sociedade de telecomunicações e professora de italiano para estrangeiros. Francesca: Segundo os médicos não poderíamos nem deveríamos ter filhos e se também houvesse uma gravidez, certamente não acabaria bem. Uma condenação sem apelação. O desconforto dos primeiros momentos é substituído por uma convicção tranquilizadora: a fecundidade não está só na capacidade biológica, mas no saber gerar amor ao redor de si. Assim, continuamos a levar em frente com entusiasmo inalterado as iniciativas que tinham acompanhado as nossas escolhas juvenis para com os outros. E abertos à vida, apesar do espantalho de contínuos e traumáticos abortos.
Não se passaram dois anos e descobrimos que esperávamos uma criança. Como previsto é uma gravidez difícil, que vai em frente apesar dos veredictos dos médicos, os quais não deixam de nos lembrar os graves riscos e as muitas atenções que devemos prestar. Nos muitos momentos difíceis apelamos a Deus, o autor da vida, que nos faz ainda mais conscientes da preciosidade daquele pacotinho que quer crescer dentro de mim apesar do severo parecer dos médicos. A ternura de um para com a outra se intensifica, expulsando os medos e dando sentido à nossa dor. Alessandro nasce no final, mais do que sadio e eu também estou bem, deixando os médicos espantados. Mesmo se nos dizem: agora vocês têm um filho, não se arrisquem mais. Máximo: Nós, ao invés, permanecemos ainda abertos à vida e após um par de anos aparece uma nova gravidez, seguida de uma nova onda de incredulidade, ceticismo e recomendações dos médicos. Ao avançar da gravidez há a suspeita da síndrome de Down, a ser confirmada com a amniocentese. Mais uma vez, apesar do trauma desta notícia, sentimos que é mais forte a certeza do amor de Deus por nós e pelo nosso filho, a quem queremos dar uma acolhida incondicional. Assim renunciamos ao teste e aos riscos que ele comporta e levamos a dúvida até o nascimento. São meses de medos e de desconforto que superamos mirando de novo a não querer ficar enredados na dor, mas a vivê-los como ocasiões de amor entre nós e com todos. Matteo, nos dizem no nascimento, não tem a síndrome de Down, mas uma malformação cardíaca que exige a hospitalização até a cirurgia que acontecerá com só 4 meses de vida.
Francesca: Quatro meses durante os quais o cansaço e, sobretudo, a impotência diante da dor inocente nos levam a momentos de incompreensão. Aquela tensão a nos querermos bem às vezes parece desaparecer, até porque eu tenho que permanecer no hospital, com Matteo e Máximo, em casa, com Alessandro ou no trabalho; nós nos vemos só no setor hospitalar e frequentemente basta uma frase inadequada para acender as tonalidades. Máximo: Uma noite, após ter me encontrado com eles no hospital, ao nos cumprimentarmos no corredor, todos os dois sentimos a exigência de um diálogo sincero, benéfico, de coração para coração. Entendemos que, entre as muitas preocupações, a única que deve encontrar espaço é a de nos querermos bem. E também agora, quando as inevitáveis tensões do dia a dia parecem ter o domínio, voltamos à lembrança daqueles momentos de luz nos quais, também como família, a dor nos gerou de novo ao amor mais verdadeiro.
14 Fev 2018 | Focolare Worldwide
Robert Chelhod, classe 1963, nasceu na Síria, em Aleppo. Encontra-se na Itália, na sede da Amu (Ação Mundo Unido), nas proximidades de Roma, para fazer uma análise da situação dos projetos sociais e da organização das ajudas. Em 1990 voltou ao seu país de origem para abrir o primeiro centro dos Focolares, e permaneceu em Aleppo por 18 anos, antes de ir para o Líbano, em 2008. Qual é a sua recordação da Síria? «O regime não impediu o progresso. Assisti a um florescimento sob todos os níveis: a Síria era cheia de turistas, a economia estava no máximo. Antes da guerra, o salário mínimo era de 500 $, agora, para dar uma ideia é de 50$. O ápice foi em 2010. Com a primavera árabe em 2011 começaram os problemas internos que depois deram origem à guerra». Como você viveu os anos da guerra na Síria, estando no Líbano? «Eu gostaria de estar perto da minha gente, mas não era possível deixar o Líbano naquele momento. A dor maior era ver os refugiados sírios chegarem no Líbano. Aquelas pessoas, eu as conhecia! Gente honesta, que trabalhava bem, que seria um recurso para o país». Em janeiro de 2017, você voltou à Síria, um mês depois da libertação de Aleppo. «Fiquei três meses “em casa”, num círculo restrito. Só após três meses encontrei a coragem para sair e ver a parte mais bonita da cidade totalmente destruída. Rever os lugares dos quais sempre me “orgulhei”, ou melhor, ver que não existem mais, foi um choque. Quando fui pela primeira vez ao velho Suk, onde você só encontra escombros, alguém me explicou: “aqui entraram os rebeldes, aqui veio o exército…”. Eu pensei em quantas pessoas tinham morrido naquele lugar. E senti que não devia julgar nem mesmo aquelas que destruíram a minha cidade». Como você encontrou as pessoas no seu retorno? «Desencorajadas e desiludidas. Mas também desejosas de ir em frente. Há um cansaço pelos anos passados, pelas condições de vida, mas ao mesmo tempo, a vontade de começar de novo».
O que se pode fazer pela Síria hoje? «Para quem tem uma fé, continuar a rezar. E, depois, apostar junto com os sírios que o país está vivo. Na Síria, precisamos de apoio. Não só do ponto de vista econômico, certamente importante, mas de acreditar conosco que este país, berço de civilizações, pode renascer. Que a paz ainda é possível. Precisamos sentir que o mundo sente o nosso sofrimento, o de um país que está desaparecendo». Você coordena localmente os projetos sociais apoiados através da Amu. Como vocês se movem? «Os projetos vão da ajuda para a alimentação à ajuda para a escolarização. Depois existem as ajudas para saúde, porque a saúde pública, por falta de médicos, medicamentos e instrumentos, não consegue responder a padrões mínimos de acessibilidade. Além das ajudas às famílias, se estruturaram alguns projetos mais estáveis: dois reforços escolares, em Damasco e Homs, com 100 crianças cada um, cristãs e muçulmanas; dois projetos de saúde específicos, para tratamentos contra o câncer e para a diálise; e uma escola para crianças surdas-mudas, em atividade já desde antes da guerra. Estes projetos oferecem uma possibilidade de trabalho a muitos jovens do lugar. A questão trabalho é fundamental. Estamos sonhando, no futuro próximo, com a possibilidade de trabalhar sobre o microcrédito para fazer com que as atividades se reativem. Aleppo era uma cidade cheia de comerciantes, que hoje voltariam à atividade, mas falta o capital inicial». Muitos, ao invés, continuam a ir embora… «O êxodo, sobretudo dos cristãos, é irrefreável. O motivo é a insegurança, a falta de trabalho. A Igreja sofre, esta é historicamente terra dos cristãos, antes da chegada do islã. E procura fazer o possível para ajudar e apoiar. Mas os recursos são muito poucos. A maioria dos jovens está no exército. Você encontra alguns universitários, ou adolescentes. Mas a faixa 25-40 não existe. Na cidade de Aleppo se calcula uma diminuição dos cristãos de 130 mil para 40 mil, enquanto que chegaram muitos muçulmanos evacuados das suas cidades destruídas».
Que reflexo isto tem sobre o diálogo inter-religioso? «Em Aleppo os cristãos se consideravam um pouco a elite do país. Com a guerra, visto que as zonas muçulmanas foram atingidas, muitos se refugiaram nas zonas cristãs. Portanto os cristãos se abriram aos muçulmanos, tiveram que acolhê-los. O bispo emérito latino de Aleppo, d. Armando Bortolaso, durante a guerra me disse: “Agora é o momento de sermos verdadeiros cristãos”. Ao mesmo tempo, os muçulmanos conheceram mais de perto os cristãos. Ficaram tocados pela ajuda concreta. Existe o positivo, existe o negativo. O positivo é que esta guerra nos uniu mais entre sírios». Fonte: Città Nuova
13 Fev 2018 | Focolare Worldwide
«Eu tinha só 12 anos quando conheci Chiara Lubich. Se não fosse pela amizade com ela e pelo carisma da unidade eu não teria resistido num ambiente tão fortemente competitivo e cheio de ‘areias movediças’. Tenho um profundo senso de gratidão por todos aqueles com quem compartilho esse desafio». Fernando Muraca, concluídos os estudos universitários em Roma, iniciou a sua atividade como diretor de cinema e autor de teatro. Após o sucesso obtido com a direção de alguns episódios em duas séries de televisão, a entrada no mundo do cinema com o C maiúsculo. Entre os seus trabalhos mais recentes, o corajoso “A terra dos santos”, um filme denso sobre o papel das mulheres da máfia calabresa, recebeu numerosos prêmios e reconhecimentos. Diante de uma plateia muito atenta Fernando contou a sua história: «Uma noite recebi um email do meu amigo Gianpietro, missionário no Brasil. Tempos atrás eu tinha dirigido, gratuitamente, um documentário para recolher fundos para a sua comunidade, comprometida em salvar mulheres, homens e crianças que moravam embaixo das pontes, em São Paulo. No email ele perguntava se eu estava disposto a deixar por alguns anos o meu trabalho para documentar o que estava acontecendo lá. A sua missão, naquele momento, ocupava-se também de pessoas que haviam caído na escravidão da droga. A abordagem sem preconceitos, embasada no amor evangélico, já havia salvado 10 mil pessoas destinadas à morte certa. Um resultado que precisava ser documentado».
«E ainda nesse email – continua Fernando – Gianpietro mencionava um fato anterior. Um homem muito rico, depois de tê-lo investigado e descoberto quem ele era realmente, havia decidido doar-lhe a metade de suas riquezas. Giampietro não podia aceitar, havia feito um voto de pobreza. Mas ele tinha um desejo: que eu fosse ao Brasil para documentar o trabalho da missão. Sendo assim, aquele homem se tinha oferecido para pagar todas as despesas, inclusive as contas da minha casa durante minha ausência». Fernando sorri: «Parece um filme, eu sei, mas aconteceu de verdade». E continua: «Falei sobre isso com minha esposa e nossos filhos. Tratava-se de deixar o meu trabalho por dois ou três anos, sair do meu ambiente de trabalho, colocar em risco a minha carreira, e minha esposa deveria levar adiante a família sozinha, enquanto eu estivesse fora. Ela respondeu que estava pronta para este sacrifício, se isso era útil para tornar visível o sofrimento daquelas pessoas. E nosso filho mais velho: “Papai, nós não podemos voltar as costas…”. Os meus amigos também me encorajaram a aceitar. O meu filme estava para chegar às telas e eu devia viajar em 15 dias. Uma loucura. O longa-metragem tinha uma pequena distribuição. Sem a minha presença para promovê-lo talvez terminasse morto e eu teria queimado a minha única chance de carreira no cinema. Mas a resposta do meu filho, não podemos voltar as costas, foi decisiva para mim».
«Em São Paulo, documentar a vida de pessoas que moravam embaixo das pontes, no início era quase impossível. Odiavam ser fotografados, imaginem filmados! Para que entendessem que eu não queria me aproveitar da imagem deles eu devia fazer como os missionários. Comecei a ir dormir também embaixo da ponte, passar os dias com eles, e assim me aceitaram. Depois de um mês voltei à Itália para dar uma parada. O impacto havia sido duro. Eu devia raciocinar sobre o material que estava filmando e organizar uma nova viagem, mais longa. Na Itália tinha acontecido o que todos haviam previsto. Sem dinheiro para a promoção e sem a presença do diretor, o meu filme estava desaparecendo rapidamente das salas.
Depois houve um fato inesperado. Em Roma, no último dia de projeção, apareceu um importante crítico cinematográfico. No dia seguinte, um jornal nacional, na edição impressa e online, publicou duas críticas muito positivas. O filme começou a ser mandado aos festivais, na Itália e no exterior. Recebeu muitos prêmios, alguns de prestígio. Desde então se passaram três anos. Terminado o trabalho no Brasil eu retomei as rédeas da minha vida. Não dirigi outros filmes, mas tenho vários na prancheta, sobre assuntos que antes eu não tinha coragem de enfrentar. Escrevi dois romances e um ensaio sobre a experiência de “encarnação” dos meus ideais na arte. Amadureci também o projeto de dedicar-me aos jovens. Nesta “profissão” são necessários conforto e estímulo. E pontos de referência». Chiara Favotti