15 Nov 2017 | Sem categoria
“Eu nunca escrevi um livro – disse Chiara Lubich em 1995, quando recebeu o Prêmio UELCI (União dos Editores e Livreiros Católicos Italianos) como autor do ano – ainda que muitos tragam o meu nome”. Existem muitas formas de escrever um livro, e o de Chiara Lubich é realmente um caso literário. A sua bibliografia em língua italiana elenca 58 títulos. Outros tiveram somente edições não italianas. A este volume considerável de escritos acrescentam-se centenas de artigos e milhares de cartas, conservados, junto a um imenso material documentário, pelo Centro Chiara Lubich, instituído após a sua morte a fim de manter sempre viva e atual a sua figura. Uma produção literária que abraça toda a sua existência (Trento, 1920 – Rocca di Papa, 2008), a partir do best seller “Meditações”, que conta 27 edições em italiano, 28 traduções e um milhão de cópias impressas. É a publicação com a qual, em 1959, nasce, em Roma, a editora Città Nuova. Donato Falmi, diretor da coleção “Obras de Chiara Lubich”, explica: «Para superar o caráter episódico com o qual as suas obras eram presentes no catálogo da Città Nuova, a partir de 2012 começamos a trabalhar num projeto sistemático de publicação», que não será uma opera omnia, mas uma classificação por “gêneros literários”, por sua vez organizados em três blocos: a pessoa (elemento autobiográfico acessível, além de que nos diários e nas cartas, também nos escritos místicos), o caminho espiritual (presente especialmente nos textos de meditação, nas Palavras de Vida, nas páginas onde é desenvolvido o pensamento espiritual, teológico e cultural) e a obra (os discursos em âmbito civil e eclesial, os Estatutos e os Regulamentos). Estão previstos 14 volumes, cada um com uma ampla introdução, que fornecerá uma chave de leitura inclusive a todo o conjunto dos escritos, à herança espiritual e às obras deixadas pela fundadora dos Focolares.
«Trata-se de uma mensagem sempre atual», comenta Piero Coda, reitor do Instituto Universitário Sophia e membro do comitê científico da coleção: «Não existe expressão da vida, ou país, onde o fermento deste carisma não esteja agindo. Contudo – afirma – a figura de Chiara Lubich ainda é pouco conhecida», a ser descoberta e valorizada, não obstante a sua história e a sua espiritualidade tenham antecipado muitos paradigmas culturais que só posteriormente se realizaram. «Eu estava também, com ela, em Nova Iorque, na Mesquita de Malcolm X (por ocasião do encontro com o Imã W. D. Mohammed). Ao meu lado sentava-se um rabino; tudo isso parecia impossível. E, no entanto, ela conseguiu realizá-lo» Uma produção literária particular é a relativa às “Palavras de Vida”, reunidas no primeiro volume, preparado por Fabio Ciardi, professor ordinário no Instituto de Teologia da vida consagrada “Claretianum”, de Roma. Trata-se de comentários acessíveis a todos, de frases escolhidas cada vez, do Evangelho, para serem vividas. Inicialmente no formato de simples folhetos transcritos à mão, depois mimeografados e, enfim, impressos num número sempre maior de cópias, as “Palavras de Vida”, embora em sua forma imediata e simples, consentiram uma redescoberta da Palavra de Deus no mundo cristão do século XX, transmitindo um “método” para difundir os frutos de uma vida baseada no Evangelho num amplo raio. Na experiência de Chiara Lubich e de suas primeiras companheiras, as Escrituras voltavam a estar disponíveis a todos, às pessoas humildes e simples como às importantes e cultas, às crianças e aos adultos, aos leigos como aos monges e consagrados. Também nas “Palavras de Vida” podem ser encontrados os sinais proféticos da vocação universal à santidade proclamada muitos anos depois pelo Concílio Vaticano II. A edição sob os cuidados de Fabio Ciardi reúne quase a sua totalidade, num arco de tempo que vai de1943 até 2006. Um grande empenho do Centro Chiara Lubich e da editora Città Nuova numa obra que, espera-se, possa logo ser cogitada em outras línguas e contextos culturais.
14 Nov 2017 | Focolare Worldwide
Um contexto político e social perigosamente instável, uma renda per capita entre as mais baixas no mundo, a pressão das potências internacionais sobre os enormes recursos naturais da região. Mas também o eco da coragem dos grandes líderes africanos do século XX, de Nkruah a Senghor, de Lumumba a Nyerere, que ainda ressoa como uma advertência a sair do passado para almejar grandes metas, “impossíveis só até quando alguém não as realiza” (com as palavras de Mandela). É neste âmbito que, no dia 4 de novembro passado, foi inaugurada em Kinshasa (República Democrática do Congo), Ecoforleaders, Escola de Alta formação para lideranças de comunhão, na presença de algumas autoridades políticas, diplomáticas, acadêmicas (entre as quais os reitores da Universidade Católica, da Universidade de Mapon, e dois eméritos das universidades de Kasangani e de Pedagogia Nacional), e religiosas, seja cristãs seja muçulmanas, salientando a esperança que suscita a abertura de Ecoforleaders no país africano. Tudo partiu de um grupo de estudantes africanos que se perguntaram como se dedicar totalmente por uma África nova e que agora, com o apoio do Instituto Universitário Sophia e do Centro internacional do Movimento político pela unidade (MPPU) trabalha com empenho para realizar este sonho.
Para o corte da fita inaugural foi encarregado o Secretário da Conferência Episcopal Congolesa, homem muito conhecido por ter conduzido o diálogo entre políticos de maioria e oposição, por ocasião da controversa proposta de lei eleitoral que ligava a data das eleições presidenciais ao próximo recenseamento. Uma personalidade que até hoje é ponto de encontro entre as partes. Cinquenta estudantes, selecionados com currículo e entrevista, iniciarão os cursos conduzidos por um corpo docente, entre os quais três reitores de ateneus universitários e alguns preceptores. Não se trata de uma iniciativa isolada, pois a Escola se insere num mais vasto projeto, já apresentado à UNESCO, de formação a uma liderança inspirada na fraternidade universal, que verá a formação inclusive de preceptores e docentes, em Nairóbi, no próximo mês de janeiro. Um projeto que interessará a toda a África Oriental com a duração de três anos e, sucessivamente, se expandirá também em outras regiões africanas. Ler também: news República Democrática do Congo
13 Nov 2017 | Sem categoria
Ontem, 12 de novembro, um forte abalo de magnitude 7,3 provocou centenas de vítimas em uma região próxima à fronteira entre dois países asiáticos. Onze mortos e milhares de feridos no Iraque, 348 vítimas fatais e 6.603 feridos no Irã. Nas regiões devastadas se veem edifícios inteiros derrubados pela força do terremoto. O epicentro foi localizado a 31 km da cidade de Halabja, 240 km ao nordeste de Bagdá e a cerca de 15 km da fronteia iraniana, mas a onda expansiva do abalo foi sentida por milhões de pessoas em toda a Ásia Central. As autoridades iraquianas ordenaram a evacuação urgente da área adjacente à central hidrelétrica de Darbandiyan. Teme-se que muitas pessoas estejam sepultadas sob as ruínas. Também as autoridades do Irã convocaram todas as forças do país a colocarem-se rapidamente em ação para o resgate de quem encontra-se soterrado. Segundo a agência Mehr News, o primeiro ministro curdo iraquiano agradeceu ao Irã pela sua colaboração com o Iraque. O Papa Francisco “exprime a sua consternação a todos aqueles que choram a perda de seus entes queridos” e “oferece as suas orações pelos falecidos”. O Papa, ainda, “invoca bênçãos divinas de consolação e força” para os feridos e para todos os que estão atuando nas ações de salvamento.
13 Nov 2017 | Sem categoria
O Dia Mundial dos Pobres será celebrado no dia 19 de novembro, anunciado pelo Papa Francisco para focalizar a atenção em todas as pessoas socialmente excluídas, descartadas e marginalizadas e para assumir um estilo de vida sóbrio, que possa reagir à cultura do descartável e do desperdício. O convite, dirigido a todos, independentemente das crenças religiosas, é àquele de abrir-se à partilha com os mais necessitados, com todas as formas de solidariedade e com sinais concretos de fraternidade.“Não pensemos nos pobres apenas como destinatários de uma boa obra de voluntariado, que se pratica uma vez por semana – escreve o Papa – ou, menos ainda, de gestos improvisados de boa vontade para pôr a consciência em paz. Estas experiências, embora válidas e úteis a fim de sensibilizar para as necessidades de tantos irmãos e para as injustiças que frequentemente são causa disso, deveriam levar a um verdadeiro encontro com os pobres e dar lugar a uma partilha que se torne estilo de vida“. A proposta, assumida pelo Movimento dos Focolares na Itália, é um convite dirigido a todos, a engajar-se, sobretudo na semana anterior ao dia 19, mas também depois, de forma continuativa, criando momentos de encontro, amizade, solidariedade e ajuda concreta às pessoas mais necessitadas, convidando-as no dia 19 de novembro, como hóspedes privilegiados nas nossas casas. A logomarca deste Dia, com duas mãos que se encontram, cada uma oferecendo algo, exprime o sentido da solidariedade e o convite para que ninguém se detenha no batente de casa.