Movimento dos Focolares

Movimentos e novas comunidades: peças preciosas no mosaico da Igreja

No dia 20 de junho de 2022 realizou-se, em Roma, o congresso “A identidade dos Movimentos e das Novas comunidades no caminho sinodal da Igreja”, promovido pela Pontifícia Universidade Lateranense e pelo Instituto Universitário Sophia. Aumentar e aprofundar o diálogo entre os dons hierárquicos e carismáticos, entre Igreja institucional, Movimentos e Novas Comunidades. O augúrio do cardeal Marc Oullet é que estes tempos, caracterizados pelo caminho sinodal, alarguem a consciência dos carismas em todas as comunidades eclesiais. Estas palavras do Prefeito da Congregação para os bispos e Presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina, exprimem bem a importante etapa que significou o congresso “A identidade dos Movimentos e das Novas Comunidades no caminho sinodal da Igreja”, realizado ontem na Pontifícia Universidade Lateranense, e promovido juntamente com o Instituto Universitário Sophia. As qualificadas intervenções concentraram-se no caminho e nas questões abertas sobre estas novas expressões do Espírito, que pedem respostas atualizadas e que saibam confrontar-se com um mundo em uma mudança constante e rápida. O cardeal Kevin Farrell, Prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, identificou em quatro pontos os desafios que este caminho apresenta hoje: fidelidade dinâmica ao carisma, unidade, sinodalidade e missionariedade: “As perspectivas novas que o Espírito Santo abre diante de nós apresentam-se sempre como desafios, algo que não deixa tranquilos porque o Espírito é dinamismo, é criatividade, é vida”.

Como atuar, portanto, a necessária atualização a ser feita em muitos âmbitos: formação dos membros, atividades de evangelização, atividades de ajuda e cura das feridas mais profundas da sociedade? As respostas e contribuições apresentadas pelos representantes dos Movimentos e Novas Comunidades, em sua variedade e complementariedade, ofereceram um panorama do estágio atual destas realidades eclesiais.  Margaret Karram, presidente do Movimento dos Focolares, salientou que “neste momento em que a Igreja inteira se orienta a um estilo sinodal, somos chamados a um passo ulterior: caminhar unidos, não apenas dentro das nossas realidades, mas junto com todos”. Somente colocando-se em rede, sendo uma dádiva para a Igreja e para a humanidade, os Movimentos descobrirão de maneira nova a própria identidade. Mary Healy, docente de Sagrada Escritura (Seminário Maior do Sagrado Coração, Detroit, USA), destacou os três principais frutos trazidos pelos Movimentos e Novas Comunidades, a partir do Concílio Vaticano II: formação, evangelização e primado da dimensão carismática; dons trazidos à Igreja e à humanidade, fundamentados no encontro pessoal e comunitário com Cristo. Falando sobre “Os movimentos eclesiais e as novas comunidade, no kairós do atual processo sinodal”, Mons. Piero Coda, teólogo e Secretário Geral da Comissão Teológica Internacional, e docente no Instituto Universitário Sophia, evidenciou um desafio ainda aberto: o caráter provisório da configuração dessas realidades eclesiais, em referência ao seu reconhecimento na ordem canônica. “O cuidado da Igreja nesta fase é um prelúdio para estruturas novas e mais maduras, no atual e dinâmico contexto eclesiológico”.
A alguns representantes dos Movimentos e Novas Comunidades foi confiada a sessão sobre “Fundação, desenvolvimento e encarnação do Carisma”. Moysés Louro de Azevedo Filho, da Comunidade Católica Shalom – fundador e moderador geral da Comunidade, apresentou o espírito e as finalidades desta expressão eclesial que “é portadora de um carisma cuja síntese é a palavra pronunciada por Jesus quando encontra os discípulos no cenáculo: “Shalom, rumo a uma santidade comunitária”. Daniela Martucci, vice-presidente da Comunidade Novos Horizontes colocou em relevo o coração do carisma: a escuta do grito de Jesus Crucificado e Abandonado nos pobres, nos últimos e descartados, assim como o do amor de um Homem Deus que continua a repetir: “amai-vos como eu vos amei”. Iraci Silva Leite, evidenciou a centralidade da Palavra de Deus que orienta a experiência da Fazenda da Esperança; Palavra que “nos une, especialmente no esforço de viver o amor entre nós e de doar a quem sofre a presença de Jesus”. Michel-Bernard De Vregille, da Comunidade Emanuel, abordou o tema das crises que atravessaram e atravessam as realidades eclesiais: “Muitas vezes corre-se o risco de querer contrapor carisma e instituição – ele afirmou. No entanto, a centelha da Igreja hierárquica e institucional, e a centelha do carisma, são feitas para se encontrarem e tornar-se uma linda chama para iluminar o mundo com a presença do Ressuscitado”. Sobre o aspecto da encarnação, o prof. Luigino Bruni, economista, concentrou-se sobre o desafio “narrativo” dos carismas que nascem em um período histórico muitas vezes descrito com modalidades típicas do tempo de fundação. “É preciso atualizar-se juntamente com o carisma – afirmou – sem perder, porém, o contato com o seu núcleo fundamental. Um novo capital narrativo virá do pluralismo das linguagens, dos vários experimentos, do diálogo entre sensibilidades diferentes: jovens e adultos, acadêmicos e pessoas comuns, Igreja e movimentos, etc.”.
Na parte da tarde os trabalhos focalizaram a forma como os carismas podem e devem fermentar todos os aspectos da vida dos membros e das comunidades, dos espirituais aos organizativos, da inclusão de membros de diferentes vocações à formação, até à administração dos bens e a todas as formas de responsabilidade e de governo. A Prof. Elena di Bernardo, ordinária de Direito Canônico (Institutum Utriusque luris, Pontifícia Universidade Lateranense) ofereceu um Excursus altamente qualificado sobre as relações entre teologia e direito canônico, assim como se realizaram e desenvolveram no decorrer do tempo. “Deve-se pressupor que a identidade em si, de um Movimento ou realidade eclesial – ela observou – considere-se plenamente adquirida quando todos os aspectos carismáticos constitutivos dela tenham recebido uma configuração jurídica adequada”. Os trabalhos foram concluídos com a relação da Dra. Linda Ghisoni, Subsecretária do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, intitulada “Leigos hoje na eclesiologia de comunhão”. Ela evidenciou duas polaridades sobre as quais é necessário colocar a atenção: pessoa-instituição e práxis-estatutos. Para a primeira, observou que “a entidade, Movimento ou Nova Comunidade, será preservada se a ela forem garantidos o carisma originário, as finalidades próprias nas quais conjugar oração e apostolado e, principalmente, será preservada se existir o cuidado com as pessoas que a compõem. Este último jamais poderá ser alternativo ao bem da instituição!”. Sublinhando quanto a experiência nos ensine, com sofrimento, que cada vez que se pretendeu preservar o “bom nome” da comunidade, sacrificando as pessoas individualmente e os seus direitos, foram cometidas aberrações, prejudiciais para toda a instituição, e concluiu: “A pessoa no centro, sempre, constitui um investimento sobre a comunidade ou movimento”. A outra polaridade, por sua vez, diz respeito a práxis e estatutos: se é verdade que “a vida, sem dúvida, antecipa qualquer definição normativa”, é verdade também que deve ser evitado todo legalismo ou demonização do direito que, “longe de ser um mal necessário a ser suportado redigindo um elenco de artigos, constitui um via de liberdade para todos: para os membros e para os que são chamados, em primeira pessoa, a serem os seus garantidores, especialmente para quem recobre cargos de governo, em todos os níveis”.

Stefania Tanesini

Um novo olhar sobre o mundo e os outros

O Halki Summit V em Istambul (Turquia) chegou ao fim. Quatro dias de trabalho sobre o cuidado do ambiente, com vista ao futuro do planeta.  No final do Hanki Summit V intitulado “Sustentar o futuro do planeta juntos”,  despedimo-nos numa atmosfera muito familiar. O encontro internacional e interdisciplinar co-organizado pelo Patriarcado Ecuménico e pelo Instituto Universitário Sophia, inspirado pelo magistério profético do Patriarca Bartolomeu e do Papa Francisco, foi unanimemente reconhecido como um evento do Espírito Santo. Não foi por coincidência que os dias do Summit coincidiram com os dias entre as duas datas de Pentecostes das nossas respectivas Igrejas. O confronto sincero, a escuta recÍproca livre e aberta, a troca de dons consubstanciada por reflexões, pesquisas e caminhoseclesiais partilhados, com espanto, levou-nos à consciência de viver um ponto de viragem decisivo para o futuro da família humana, na qual cada um tem uma responsabilidade imprescindÍvel. O desafio e a oportunidade que temos pela frente no nosso caminho comum são certamente os de desenvolver, antes de mais, uma ética ecológica partilhada, implementando – como artesãos da paz e da fraternidade – boas práticas em todos os domínios: da pedagogia à pastoral, do social à política e à economia. A isto temos que acrescentar o compromisso, a um nível puramente cultural, de aprofundar caminhos interdisciplinares para a formação de novos paradigmas de interpretação e transformação da realidade, com vista a superar a cultura do desperdício. Finalmente, tornou-se claro como estas linhas de acção seriam ineficazes sem um compromisso educativo não elitista que preveja um envolvimento eclesial generalizado e convicto. Surgiu um pedido espontâneo para assinar um apelo final dirigido às Igrejas e todos os que cui damdo lar comum. A esperança é que não permaneça sócomo uma bela memória, mas que cada uma reconheça que temos diante de nós um horizonte de luz que requer uma conversão de perspectiva que parte do coração e é alimentada pela sabedoria evangélica. A “cultura ecológica”, diz o Papa Francisco, não se pode reduzir a uma série de respostas urgentes e parciais para os problemas que vão surgindo à volta da degradação ambiental, do esgotamento das reservas naturais e da poluição. Deveria ser um olhar diferente, um pensamento, uma política, um programa educativo, um estilo de vida e uma espiritualidade que oponham resistência ao avanço do paradigma tecnocrático. Caso contrário, até as melhores iniciativas ecologistas podem acabar bloqueadas na mesma lógica globalizada. Buscar apenas um remédio técnico para cada problema ambiental que aparece, é isolar coisas que, na realidade, estão interligadas e esconder os problemas verdadeiros e mais profundos do sistema mundial. ” (Enc. Laudato Si”, n. º 111).

Vincenzo Di Pilato (Foto: Alfonso Zamuner, Noemi Sanches e Nikos Papachristou)

Os sonhos de Deus podem ser adiados, mas não cancelados!

Os sonhos de Deus podem ser adiados, mas não cancelados!

Começou ontem, 08 de junho de 2022, na Turquia, o V Halki Summit, organizado conjuntamente pelo Patriarcado de Constantinopla e pelo Instituto Universitário Sophia. Tivemos um sonho… Sim, era janeiro de 2019 e uma delegação do Instituto Universitário Sophia (IUS) visitava o Patriarca Ecumênico Bartolomeu, no Fanar, bairro grego histórico da atual cidade de Istanbul (Turquia). Naqueles dias, foram acolhidos com cordialidade também pelo metropolita Elpidophoros de Bursa, na época, abade do Mosteiro da Santíssima Trindade na ilha de Halki e professor da Escola de Teologia da Universidade de Salônica (em maio se tornou arcebispo da América). Respiramos um ar de comunhão profunda com ele da qual surgiu o desejo de organizar juntos uma Escola de Verão em Halki, com estudantes e docentes católicos e ortodoxos, abordando o tema da ecologia, tão importante para ambas as Igrejas irmãs de Roma e Constantinopla. A pandemia conseguiu apenas adiá-la, mas hoje aquele sonho se realizou. É quarta-feira, 08 de junho de 2022, são 18h30, e estamos novamente na “rainha das cidades” – como era chamada, com razão, a esplêndida cidade de Constantinopla – e o Patriarca Bartolomeu dirigiu uma saudação intensa e luminosa aos participantes, estudantes e docentes provenientes de todos os continentes com experiências interdisciplinares e ecumênicas muito variadas. Ao lado dele estão o monsenhor Marek Solczynski, novo núncio apostólico da Turquia, o monsenhor Vincenzo Zani, secretário da Congregação de Educação Católica, o já citado arcebispo Elpidophoros e Margaret Karram, presidente do Movimento dos Focolares e vice-conselheira do IUS. “Tudo tem uma relação de amor”, disse, entre outras coisas, Margaret Karram, recordando o destino de unidade guardado no universo que o homem e a mulher são chamados a proteger com ações e pensamentos, hoje mais do que nunca, audaciosos, proféticos. O título do quinto Halki Summit organizado em conjunto pelo Patriarcado de Constantinopla e pelo IUS que começou na quarta, 08 de junho, revela isso claramente: “Sustentar juntos o futuro do planeta”. Não por acaso há duas palavras que o Patriarca Bartolomeu quis destacar a partir desse título: “futuro” e “juntos”. A primeira se refere à forte ligação intergeracional intrínseca com relação ao ambiente em que vivemos; já a segunda, à abordagem obrigatória interdisciplinar a ser assumida diante da vastidão e complexidade dos problemas ecológicos. “Torna-se evidente”, disse o Patriarca, “que somente uma resposta cooperativa e coletiva por parte de líderes religiosos, cientistas, autoridades políticas, instituições de ensino e organizações financeiras estará à altura de enfrentar de maneira eficaz essas questões vitais do nosso tempo”. Ao final de sua fala, retomou dois conceitos muito importantes para a teologia e a espiritualidade ortodoxa: “eucaristia” (no sentido de “agradecer” pelo dom da criação) e “ascese” (entendida como “autocontrole” das paixões consumistas). No entanto, o Patriarca convidou a considerar esses conceitos não simplesmente no sentido litúrgico ou monástico, mas sim como modos diferentes de falar da comunhão. “E é aqui que a visão do nosso irmão Papa Francisco”, admitiu com comoção, “coincide com a visão do mundo que propusemos e promulgamos por mais trinta anos. Ambos estamos convencidos de que aquilo que fazemos ao nosso mundo, ‘fazemos ao mais pequenino dos nossos irmãos’ (Mt 25:40), assim como o que fazemos aos outros, o fazemos a Deus (Mt 25:45). Não foi por acaso que logo depois de ter publicado a encíclica sobre o meio ambiente Laudato Sì, a próxima encíclica do Papa Francisco tenha sido Fratelli Tutti (Todos Irmãos)”. De fato, são muitas as declarações conjuntas do Papa e do Patriarca – juntamente ao arcebispo de Canterbury – sobre a urgência da sustentabilidade ambiental, sobre o impacto social e sobre a importância da cooperação global. É o que também escreve o Papa Francisco na Laudato Sì: “Quando, na própria realidade, não se reconhece a importância dum pobre, dum embrião humano, duma pessoa com deficiência (…), dificilmente se saberá escutar os gritos da própria natureza. Tudo está interligado.” (nº 117). E o Patriarca esclarece, contextualizando: “Conexão entre nós e toda a criação de Deus, entre a nossa fé e a nossa ação, entre a nossa teologia e a nossa espiritualidade, entre o que dizemos e o que fazemos; entre ciência e religião, entre as nossas convicções e cada disciplina; entre a nossa comunhão sacramental e a nossa consciência social; entre a nossa geração e as gerações futuras, entre as nossas duas igrejas, mas também com outras igrejas e outras comunidades de fé”. Sim, tudo está interligado por uma conexão que só o amor recíproco entre as pessoas consegue tornar visível a todos os homens e mulheres deste maravilhoso planeta Terra.

Vincenzo Di Pilato

(Foto: Alfonso Zamuner)

O programa de financiamento “Seed Funding Program”: uma oportunidade de agir localmente

O programa de financiamento “Seed Funding Program”: uma oportunidade de agir localmente

Convocatória de projectos com impacto ecológico dirigidos às comunidades locais do Movimento dos Focolares. Regras e condições de participação. As propostas serão aceites até 30 de Junho de 2022. https://www.youtube.com/shorts/JyNTKLYfz5c O que é o projeto O “Seed Funding Program” quersustentar e encorajar iniciativas significativas e promissoras em diferentes partes do mundo para a criação de planos ecológicos locais/nacionais para as pessoas e o planeta dentro das comunidades do Focolare. O objetivo principal é construir planos ecológicos locais dentro das comunidades dos Focolares para caminhar juntos em direção a uma ecologia integral. Nossa inspiração O mundo enfrenta uma complexa crise social e ambiental. A Encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco explica como o grito dos pobres está completamente interligado com o grito do planeta. Não podemos considerar nossa relação com a natureza como algo separado da fraternidade, da justiça e da fidelidade aos outros. Chiara Lubich, a fundadora do Movimento dos Focolares, argumentou que é começando por pequenos problemas locais que se forma uma consciência moral capaz de enfrentar os problemas em escala global. De fato, Chiara continuou: o que falta não são recursos técnicos e econômicos, mas uma alma alargada, o que significa um novo amor pela humanidade, para que todos nós nos sintamos responsáveis com todos. Participe! A SFP está procurando iniciativas lideradas pelos jovens e intergeracionais (iniciativas em andamento ou futuras) que visem uma mudança em nosso estilo de vida pessoal e comunitário, vislumbrando uma relação sustentável entre natureza e seres humanos, e trabalhando dentro de um contexto local. 10 projetos serão selecionados e serão financiados até 1000 euros. Um júri internacional e interdisciplinar selecionará os projetos de acordo com os seguintes critérios:

  • O projeto deve ser orientado para a ecologia integral (em favor das pessoas e do planeta);
  • O projeto deve envolver esforços intergeracionais com jovens desempenhando um papel significativo na liderança e implementação de cada projeto;
  • O projeto deve envolver a comunidade local (possivelmente em nível nacional); e
  • O projeto deve mostrar como os valores espirituais motivam a ação ecológica (possivelmente com uma dimensão ecumênica e interreligiosa).

 Submeta seu plano ecológico e faça parte deste caminho, juntos! https://www.new-humanity.org/fr/project/seed-funding-program/ Para participar desta chamada, è necessário preencher algumas informações cruciais. Não deixe de preencher ao formulario de incrição do projeto e de olhar a estrutura do plano de trabalho

Modelo de planejamento O prazo para completar sua solicitação é 30 de junho de 2022. Você saberá se seu projeto foi bem sucedido para receber o financiamento de sementes até 15 de julho de 2022. Uma vez bem sucedido no financiamento, você se comprometeria a dar os primeiros passos dentro de seu projeto entre julho e setembro de 2022 e gostaríamos de ver seu primeiro relatório até o final de outubro de 2022. Para maiores informações, sinta-se à vontade para nos contatar em ecoplan@focolare.org Mais informações sobre o Faithinvestment para as Pessoas e o Planeta em https://www.faithplans.org/

Il Movimento dei Focolari rende note le misure sulla tutela dei minori e delle persone vulnerabili in risposta all’indagine indipendente di GCPS Consulting

Prende il via un deciso percorso di ampliamento e rafforzamento delle misure di prevenzione, formazione, risarcimento e valutazione delle responsabilità, per garantire giustizia a tutte le vittime e implementare in ogni ambiente del Movimento una cultura del primato della carità, della dignità della persona, della sicurezza e della trasparenza. “Quella che presentiamo oggi è una prima risposta alle raccomandazioni indicate dal rapporto di GCPS Consulting sui casi di abuso su minori ad opera di un ex membro dei Focolari in Francia. Siamo coscienti che queste prime misure non sono esaustive, ma fanno parte di un deciso processo di riorientamento della vita e delle attività del Movimento dove il minore e la persona, in tutta la sua complessità, è al centro di ogni cura, protezione, processo di riparazione e rinascita”. Con queste parole Margaret Karram, Presidente dei Focolari, presenta il percorso che il Movimento intraprende ora, grazie anche alle raccomandazioni di GCPS Consulting. Sono misure che vanno ad aggiungersi alle Linee Guida per la Tutela dei Minori e delle Persone Vulnerabili (in vigore nel Movimento dei Focolari dal 2014 e attualmente in fase di revisione, in base agli standard internazionali) e ai corsi di formazione sui temi della tutela, per i membri del Movimento. “Come prima cosa e più importante – spiega la Presidente – voglio rivolgermi a tutte le vittime di abusi sessuali, in particolare in Francia: desidero ringraziarvi a titolo personale e a nome del Movimento, perché il coraggio delle vostre testimonianze, del vostro dolore comunicato, sono per noi il punto di partenza imprescindibile di questo cammino di purificazione e vorrei anche ringraziare la comunità francese del Movimento per il suo coraggio nell’affrontare una tale sofferenza. La Commissione disciplinare centrale della quale annunciamo ora l’istituzione avrà il compito di valutare le responsabilità dei dirigenti del Movimento coinvolti in casi di abuso, allo scopo di fare chiarezza e rendere giustizia alle vittime. A fondamento di questo cammino di rinnovamento poniamo prima di tutto il Vangelo che vogliamo rimettere al centro della nostra azione – conclude Margaret Karram –, inoltre, le gravi sfide che l’umanità vive oggi domandano un’attualizzazione della spiritualità dell’unità perché possa essere strumento di fraternità e pace”. Le misure esposte di seguito verranno implementate su un breve, medio e lungo termine e sono ritenute le più urgenti e necessarie per innestare saldamente il Movimento su un cammino di riparazione e ripartenza positiva.

  • Le vittime al centro: la richiesta di perdono personale della Presidente

Le persone che hanno subito abusi occupano in questo processo un posto centrale e prioritario. Pertanto, l’ascolto, la richiesta di perdono, l’offerta di aiuto e il percorso riparativo sono il punto di partenza. Margaret Karram si è messa in contatto personalmente con le vittime in Francia con cui è stato possibile farlo e nel rispetto della privacy. Il suo desiderio è di raggiungerle tutte, sempre nel rispetto della loro volontà di mantenere l’anonimato.  

  • Una rete per l’accoglienza e l’ascolto delle vittime

Verranno rafforzate (dove sono già presenti e operative) o istituite ex novo le Commissioni locali per il benessere e la tutela dei minori e delle persone vulnerabili con la presenza di professionisti negli ambiti del sostegno psicologico, legale, pedagogico e formativo. Tali commissioni sono indipendenti dagli organi di governo del Movimento dei Focolari e hanno il compito di accogliere denunce, testimonianze e di avviare i procedimenti d’indagine. Le commissioni locali potranno offrire un ulteriore servizio: un punto d’ascolto e di prima accoglienza per chiunque desideri condividere la propria esperienza di abuso, violenza, disagio o vissuto traumatico di vario tipo, avvalendosi anche – se richiesto – di una consulenza per un percorso successivo. A questo riguardo in alcuni Paesi, come in Francia, in Germania e in altre nazioni, sono già attivi punti d’ascolto.

  • Elaborazione di un protocollo per il risarcimento di vittime di abusi commessi in seno al Movimento dei Focolari

È in fase di elaborazione un protocollo del Movimento dei Focolari per il risarcimento delle vittime.

  • Istituzione di una Commissione disciplinare

Verrà istituita una Commissione disciplinare centrale, composta in maggioranza da professionisti esterni, in ambito legale e psicologico al fine di valutare la responsabilità dei dirigenti del Movimento dei Focolari nella gestione degli abusi sessuali, spirituali e di autorità. Essa opererà in base ad un Codice disciplinare che sarà elaborato in accordo con la Commissione stessa e stabilirà i principi etici e le sanzioni.

  • Pubblicazione di un rapporto annuale a livello mondiale

Verrà pubblicato, a cadenza annuale, un rapporto sul lavoro effettuato dalla Commissione Centrale per il Benessere e la Tutela dei Minori e delle Persone Vulnerabili (CO.BE.TU), relativamente ai casi di abuso e alle misure di prevenzione e tutela dei minori.

  • La tutela è responsabilità di tutti i membri del Movimento

Per rafforzare tale riconoscimento, il Movimento ritiene obbligatorio per ogni membro, inclusi i minori stessi e quanti desiderano farne parte, la frequenza di un corso base sulla tutela dei minori e delle persone vulnerabili, organizzato dalle Commissioni locali per il benessere e la tutela dei minori e le persone vulnerabili.

  • Corsi di formazione per dirigenti

Sono in fase di definizione corsi di formazione obbligatori per preparare i dirigenti – a qualsiasi livello siano chiamati ad operare – a mettere in atto forme di corresponsabilità, maggiore trasparenza nei processi decisionali, alternanza delle cariche, accompagnamento delle persone, alla luce della distinzione tra ambito di governo e ambito di coscienza.

  • Percorsi di condivisione e formazione per comunità del Movimento dei Focolari

Le comunità dei Focolari, nelle loro diverse forme devono favorire il necessario processo di discernimento, dialogo aperto e comprensione delle corrette dinamiche relazionali. In seguito alla pubblicazione dell’indagine indipendente di GCPS Consulting tanti gruppi e comunità del Movimento hanno già dato vita a momenti di condivisione e dialogo sulle tematiche degli abusi. Il Movimento incoraggia tali percorsi con il supporto di esperti e professionisti, dove necessario o richiesto, tenendo conto delle diverse sensibilità culturali.

Stefania Tanesini