24 Ago 2018 | Sem categoria
«A Virgem Maria […] é reconhecida e honrada como verdadeira Mãe de Deus Redentor. Remida de um modo mais sublime, em atenção aos méritos de seu Filho, e unida a Ele por um vínculo estreito e indissolúvel, foi enriquecida com a excelsa missão e dignidade de Mãe de Deus Filho; é, por isso, filha predileta do Pai e templo do Espírito Santo, e, por este insigne dom da graça, leva vantagem à todas as demais criaturas do céu e da terra». (Lumen Gentium, 53) «É a primeira entre os humildes e pobres do Senhor, que confiadamente esperam e recebem a salvação de Deus». (Lumen Gentium, 55) «A bem-aventurada Virgem avançou pelo caminho da fé, mantendo fielmente a união com seu Filho até à cruz. Junto desta esteve, não sem desígnio de Deus, padecendo acerbamente com o seu Filho único, e associando-se com coração de mãe ao Seu sacrifício…» (Lumen Gentium, 58) «O amor e a veneração da Mãe de Deus é a alma da piedade ortodoxa, o seu coração que aquece e vivifica todo o corpo. O cristianismo ortodoxo é a vida em Cristo e em comunhão com a sua Mãe puríssima […] o amor a Cristo que não se pode separar do amor da Mãe de Deus […] Quem não venera Maria tampouco conhece Cristo, e uma fé em Cristo que não inclui a veneração da Mãe de Deus, é uma outra fé, um outro cristianismo que não o da igreja». (S. Bulgakov: L’Ortodossia, p. 356) «Em Maria está presente o sim da humanidade inteira, e este sim incondicional é um cálice que se oferece, que acolhe e que transmite. E assim ela, que viveu a hora de Deus, que pronunciou várias vezes o sim da aceitação, que carregou em si o verbo, é agora Mãe da misericórdia, Saúde dos enfermos e Refúgio dos pecadores, rainha dos apóstolos e da paz, Mãe de todos nós e imagem viva da Igreja». (Klaus Hemmerle, Scelto per gli uomini, p. 156)
23 Ago 2018 | Sem categoria
Drogas na escola Eu devia me ocupar de um aluno que tinha usado entorpecentes. Neste caso se é punido com uma semana de suspensão das aulas. Para evitar o risco de que isto consentisse a ele ainda mais tempo para ficar com más companhias, fiz de modo que durante aquele período pudesse frequentar uma comunidade e, na escola, onde lhe era permitido vir, fiquei com ele todo o tempo, na biblioteca. Eu o ajudei a seguir o programa realizado na sala de aula, para que não ficasse em atraso. Foi um trabalho muito exigente que me ajudou a compreender a concretude do amor para com o próximo. M.M. – Espanha Novo estilo em casa Conduzimos, junto com outro casal, encontros para noivos. Um dia, antes de ir a um destes compromissos, explodiu uma discussão com o nosso filho. A minha mulher e eu, da mesma forma, nos pusemos a caminho, mas não estávamos tranquilos. Depois de alguns quilômetros ficou claro para nós que não tínhamos nada a oferecer aos noivos. Paramos o carro e telefonei ao nosso filho lhe pedindo perdão pelo modo com que nos tínhamos comportado. Mas, uma vez retomado o caminho, a minha mulher me fez notar o tom apressado com o qual eu tinha falado com ele. Então começou uma discussão entre nós. Após outros quilômetros já estávamos conscientes de não estar em condições de testemunhar o amor recíproco. Deste modo, telefonamos para o outro casal para avisar que estávamos voltando atrás. Assim que entramos em casa, explicamos ao nosso filho, admirado, o porquê de termos voltado. A lição nos serviu para que estabelecêssemos em família um estilo de vida diferente. K.E. – República Tcheca Excursão escolar Enquanto eu estava numa excursão, durante o lanche do almoço, percebi que muitos dos meus colegas jogava fora a comida ainda intacta. Para mim foi um choque. No dia seguinte, durante o almoço, fiz uma jogada antecipada: passando entre os colegas, recuperei a comida que não tinha sido nem sequer tocada e com isso enchi uma sacola e a levei para um sem-teto, que estava um pouco longe. N. – Itália Transferência Após 35 anos de serviço, o bispo me pediu para que eu me transferisse para outra paróquia. Seguiu-se um momento de escuridão interior, vivido em oração. Depois, entendi que não devia olhar as coisas só do meu ponto de vista. Deste modo, lhe apresentei a minha disponibilidade. Assim, de repente, o medo da novidade e as preocupações pela minha saúde desapareceram. Pareceu-me claro, não era um favor que tinha feito a alguém, mas uma graça que eu estava recebendo. Com este estado de ânimo, a vida na nova paróquia começou sobre fundamentos bem mais sólidos, diferentes de quando comecei o ministério, muitos anos antes, como jovem padre. E.B. – Eslovênia Um pequeno gesto de amor Fiquei sabendo que um colega tinha sido hospitalizado. Por alguns meses, cada fim de semana, ao voltar de um curso que estava fazendo numa outra cidade, ia visitá-lo. Os seus pais tinham vindo de outra região para ficar perto dele. Pensei que seria um alívio para eles jantar uma noite numa pizzaria. Naquela noite, fiz minha toda a ansiedade deles e na volta os acompanhei ao alojamento onde ficavam. Eles me contaram que desde o dia da internação do filho nunca tinham passado uma noite tão bonita. A. – Itália
23 Ago 2018 | Focolare Worldwide
As enchentes em Kerala, estado do sul da Índia, provocou mais de 400 vítimas e cerca de 750 mil desalojados. As operações de socorro e assistência prosseguem em meio a grandes dificuldades devido à impossibilidade de acesso a algumas das regiões atingidas. Em alguns casos é preciso jogar os alimentos na água, dos helicópteros, porque as estradas e as pontes foram destruídas pelas devastadoras inundações. Da comunidade local dos Focolares escrevem: «Voltamos de Trichy (cerca de 300 km de Kerala), aonde se realizou a Mariápolis com as pessoas dos grupos da Palavra de Vida, que estão espalhados num raio de 120 km. No coração, porém, tínhamos as pessoas de Kerala atingidas pelas chuvas fortíssimas. Estamos ainda no período das monções, vento quente que provoca estes tufões tropicais. Por enquanto sabemos que as pessoas do Movimento estão bem. Estava programado um retiro para sacerdotes em Trivadrum (sul de Kerala), mas precisamos cancelá-lo porque as viagens não são seguras e muitos sacerdotes inscritos foram envolvidos na tragédia. No fim de semana as nossas comunidades locais trabalharam para recolher gêneros alimentícios e objetos de primeira necessidade para enviar às regiões atingidas. Contamos com as orações de vocês». Também o Papa Francisco rezou pelas vítimas e para que “não falta a estes irmãos a nossa solidariedade e o apoio concreto da comunidade”.
22 Ago 2018 | Focolare Worldwide
Cinquenta anos atrás nem nós conhecíamos a proveniência do nosso amor. Para nós era suficiente saber que nos encaminhávamos a uma aventura sem fim, maravilhados que as nossas diferenças fossem tão calibradas, agradáveis e complementares que faziam com que nos sentíssemos, embora diferentes, maravilhosamente iguais. Estávamos dispostos a tudo, convictos que ninguém se amasse tanto quanto nós, porque nós tínhamos inventado o amor. Não tinha passado um ano do fatídico sim e já alguma sombra começava a obscurecer o nosso horizonte. Trabalho, cansaço, rotina… todos sabem, o enamoramento a um certo ponto acaba. Foi então que alguém nos revelou que a fonte do amor é Deus, que é amor. Nós deveríamos saber disso, porque ao pronunciar o pacto nupcial Ele estava conosco, e desde então havia até se estabelecido entre nós. Mas nós éramos ignorantes de possuir tanta fortuna, não sabíamos que esta Sua presença fazia parte do “pacote”! Ele, só depois entendemos, nos dá tudo de si, pedindo em troca somente uma pequena cifra diária: que nos amemos com o seu mesmo amor. O enamoramento acaba? No seu lugar deve entrar o amor. Porque, se a fé é uma virtude, por assim dizer, interior, o amor é a sua realização exterior, visível. O amor é maior que tudo: mais que a fé, mais que a esperança. Na outra vida não precisamos dessas duas virtudes. Mas o amor, ao contrário, permanece também no paraíso. É o amor que faz dos dois uma só carne, uma única entidade intocável e indissolúvel, um “nós” aberto ao absoluto. O amor deve chegar ao paradoxo de saber fazer-se nada para viver o outro. Somente assim o nosso amor pode espelhar o seu desígnio originário.
O “nós” do casal é o primeiro e vital fruto da fecundidade do nosso amor. A complementariedade do masculino com o feminino que se expressa nos milhares de gestos cotidianos de serviço recíproco e de ternura, até a plenitude da intimidade dos corpos, e se atua também na partilha dos espaços, dos tempos, dos compromissos: um nós que sabe mover-se em saída, primeiramente na direção dos filhos, e na direção dos outros. O “nós” é um modo típico dos esposos de evangelizar, colocando-se diante dos outros como um exemplo entre tantos, nunca como um modelo de família ideal, que não existe. A nossa única chance é o amor, ainda que nos sintamos imperfeitos, ainda que nos pareça ter errado tudo. O importante é acreditar que no momento presente podemos ser a pessoa certa para o outro, e o somos no instante em que decidimos amá-lo assim como é, sem pretender que mude, colocando em ação as três palavras “mágicas” que nos ensina o Papa Francisco: com licença, obrigado, desculpe. Diz-se que a família está atravessando hoje a mais trágica das suas crises. Não lamentemos os belos tempos que passaram. O tempo favorável é hoje. É na família que a vida se acende. É lá aonde aprende-se a compartilhar, a alegrar-se e a sofrer, a encontrar a doença e a enfrentar a morte. É o amor que a torna o lugar do impossível. Dão testemunho disso as tantas famílias que acolhem os filhos mesmo se portadores de deficiências, que os adotam precisamente por as possuírem, que hospedam os pais idosos, que abrem suas casas aos migrantes, que cooperam com a recuperação dos filhos vítimas das dependências. Nestes mais de cinquenta anos a vida nos ensinou muitas coisas. Aprendemos a alegrar-nos e a rezar, a acolher e a esperar. Erramos muitas vezes, mas com a Sua graça e no perdão, recomeçamos. Ao recolocar continuamente o nosso amor nas mãos de Deus, Ele jamais hesitou, como em Caná, em mudar a nossa pobre água em vinho generoso, tornando-o prodigiosamente disponível também a quem está ao nosso redor. E agora, não obstante o passar dos anos que atenua a paixão e evidencia os limites dos nossos caráteres, continuamos confiantes a beber da Sua fonte inexaurível, felizes por sentir-nos companheiros e cúmplices até o fim.
22 Ago 2018 | Focolare Worldwide
Chegou, dias atrás, do distrito de Lebialem, na República dos Camarões, assinada pelo presidente da organização Lecudo (Lebialem Cultural Development Organisation), Mbeboh John, uma carta de saudação e agradecimento à presidente dos Focolares, Maria Voce, e ao copresidente Morán, pela escolha dos focolarinos de permanecerem no local, ao lado de «velhos, doentes, crianças, homens e mulheres que se refugiaram no centro Mariápolis», apesar dos riscos que tal escolha comporta. Há quase dois anos, nas regiões anglófonas da República dos Camarões, situadas no Noroeste e no Sudoeste, onde também se encontra a cidadezinha de Fontem com o hospital “Mary Health of Africa”, fundado em 1964 pela vontade de Chiara Lubich, está em andamento um conflito armado entre grupos separatistas anglófonos e o governo central do país, de maioria francófona. No ano passado, um grupo radical declarou a independência da zona anglófona. Seguiram-se – como denunciaram os bispos da República dos Camarões – “violências desumanas, cegas, monstruosas e uma radicalização das posições”. É neste contexto que se insere a escolha dos Focolares de ficar ao lado do povo Bangwa, que «nos remete – escreve o presidente Mbeboh John – à chegada do Movimento, quando Chiara decidiu combater três guerras: contra a doença do sono induzida pela mosca tsé-tsé, contra a pobreza educativa e contra a material» do povo Bangwa. Leia a carta em inglês