31 Ago 2020 | Sem categoria
Em muitos países, as restrições devido à pandemia do coronavírus também bloquearam todas as formas de encontros religiosos, de cultos, de orações. No entanto, o desejo dos fiéis de estarem com Deus não diminuiu. O que fazer? Chiara Lubich propõe um caminho original. “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos”(Mt 28,20). […] Jesus dirige essas palavras aos discípulos […] (mas) pensava também em todos nós, que haveríamos de viver a vida complexa do dia a dia. Sendo Ele o Amor feito homem, deve ter pensado: “Eu gostaria de estar sempre com os homens; gostaria de partilhar com eles todas as suas preocupações, gostaria de os aconselhar, gostaria de caminhar com eles pelas ruas, entrar nas casas, reavivar a alegria deles com a minha presença”. Foi por isso que Ele decidiu permanecer conosco e fazer-nos sentir a sua proximidade, a sua força, o seu amor. […] Se vivermos tudo o que Ele mandou, e de modo especial o seu mandamento novo, poderemos experimentar esta sua presença inclusive fora das igrejas, em meio às pessoas, lá onde vive o povo, em todo lugar. A parte que cabe a nós é manter o amor mútuo, de serviço, de compreensão, de participação nas dores, nos anseios e nas alegrias dos nossos irmãos; aquele amor que é típico do cristianismo, que tudo cobre, que tudo perdoa. Procuraremos viver assim, para que todos tenham já nesta terra a possibilidade de se encontrar com Jesus.
Chiara Lubich
Tirado de: Parola di Vita, Maggio 2002, in: Chiara Lubich, Parole di Vita, pag. 657. Città Nuova Ed., 2017.
29 Ago 2020 | Sem categoria
O coronavírus continua a contar mil “histórias” como a de Sher Khan. Embora a sua seja vivida em uma herança – a fraternidade – e em muitos amigos como Marta e Javed. By Anita Martinez and Dalma Tímár. https://vimeo.com/430018854
26 Ago 2020 | Sem categoria
Quantas vezes Deus faz com que nos aproximemos dele por meio de alguém? Nunca devemos esquecê-lo porque também nós poderemos ser instrumento dele algum dia para alguém. Uma nova esperança Estava estudando nos Estados Unidos e havia decidido voltar para casa por insistência dos meus pais, mas fiquei preso por causa da quarentena em um abrigo perto da fronteira com cerca de 500 pessoas. Tinha a sensação de estar numa prisão. Por sorte, meu celular me mantinha ligado ao mundo. Quando via alguém, lia em seu rosto os mesmos questionamentos que eu tinha sobre o que estava acontecendo. Durante aqueles dias, conheci “a distância” um padre salesiano. Mesmo isolado, como eu, emanava uma paz que nem eu nem os outros tínhamos. Era como se ele não se surpreendesse com nada. No começo, ele celebrava sozinho no seu quartinho, depois comecei a participar da missa. Logo, voltei aos sacramentos e à vida de fé de antes, mesmo que não como antigamente. Até a minha namorada percebeu que mudei. Às vezes, penso: se eu passei por essa transformação, o outros também não podem passar? E uma nova esperança nasceu em mim: que aquele mundo que antes parecia ter me deixado desesperançoso possa agora retomar o caminho sobre outros trilhos. K. – Eslováquia Carrinho de bebê Conheci uma jovem cigana que estava grávida. Precisava de tudo, roupas e todas as coisas para o nascimento do filho. Eu tinha lido no Evangelho: “Tudo o que pedirdes ao pai, Ele vo-lo concederá”. Naquele dia, durante a missa, pedi com fé a Jesus um carrinho de bebê. Mais tarde, na escola, me empenhei mais do que nunca a amar os colegas e professores. Voltando para casa à noite, soube que a mãe de uma vizinha, sabendo que ajudo os pobres, tinha deixado algo para mim. Era um carrinho de bebê! Fiquei comovida com essa resposta rápida da providênc C. – Espanha Bênção Sou enfermeiro há um mês, bem no período do corona vírus. No hospital onde eu trabalhava, compartilhei a solidão de diversos pacientes que passavam à outra vida sem o conforto da própria família. A experiência mais forte foi quando, sabendo pela minha mãe que, segundo as palavras do papa, também os médicos e enfermeiros estavam habilitados a dar uma bênção aos pacientes defuntos, pude fazer o sinal da cruz na testa e no peito de muitos deles antes de anunciar a hora da morte e enviar os corpos ao necrotério. Giuseppe – Itália
Por Stefania Tanesini
25 Ago 2020 | Sem categoria
O carisma de Chiara Lubich para a unidade dos cristãos. Entrevista a Lesley Ellison, anglicana, a primeira focolarina não católica que seguiu Chiara.
Viver juntos o Evangelho, Palavra de Deus; amar o irmão como fez Jesus, até ao ponto de dar a própria vida pelo próximo; viver pela unidade entre os que acreditam em Cristo, independente da Igreja a qual pertençam e para além de todas as divisões. É nestas dimensões que se desdobra o potencial ecumênico do carisma da unidade de Chiara Lubich. “Uma espiritualidade completamente ecumênica” é como a define o cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, no prefácio do livro “Uma Espiritualidade para a Unidade dos Cristãos. Pensamentos Escolhidos”, publicado pela Editora Città Nuova, que reúne alguns discursos e respostas dadas no âmbito ecumênico pela fundadora do Movimento dos Focolares, 100 anos após o seu nascimento. A introdução é da Presidente dos Focolares, Maria Voce, e a palavra final oferecida pelo então Secretário Geral do Conselho Ecumênico das Igrejas, Reverendo Olav F. Tveit, atual Presidente da Conferência dos Bispos Luteranos na Noruega. Lesley Ellison, anglicana, foi a primeira focolarina não católica que seguiu a mesma estrada de Chiara: A sua experiência preparou o caminho para muitas outras pessoas. Você nunca teve alguma hesitação? “Cresci em uma família protestante com preconceitos contra os católicos e, naquela época, em Liverpool as duas comunidades estavam separadas. Como Chiara, eu também queria dar a minha vida a Deus. Quando a ouvi pela primeira vez, em 1967, na Cantuária, eu já estava freqüentando as focolarinas em Liverpool há um ano, e procurávamos viver o Evangelho, mas eu não sabia que elas eram católicas. E também não conhecia a comunidade das pessoas ao redor do focolare. Quando percebi que eram todos católicos, fiquei chateada, mas na Cantuária, ouvindo Chiara, entendi que Deus ama a todos, e “todos” inclui também os católicos! Senti que tinha que dar um passo dentro de mim e deixar de lado meus preconceitos. Quando chegamos em Liverpool, um casal católico me ofereceu uma carona para casa. Era inaudito. “Mas eu sou protestante”, disse. “Tudo bem! Nós nos amamos!”, reponderam-me. Foi a minha primeira experiência ecumênica”. Quando foi que você sentiu que a Espiritualidade da unidade poderia ser sua? “Em 1967 fui visitar a cidadela de Loppiano, na Itália. Durante a visita, houve uma missa católica, mas eu, uma anglicana, não pude receber a Eucaristia. Esta fratura entre as nossas Igrejas me pareceu absurda, tão dolorosa que por dentro gritei a Jesus: “O que posso fazer”? E eu pensei tê-lo ouvido dizer: “Dê-me sua vida pela unidade”. A vivência do Evangelho foi o caminho que Chiara Lubich indicou para a unidade. Como anglicana, por que esta proposta lhe tocou? “Minha formação como jovem anglicana ensinava-me a “ouvir, ler, considerar, aprender e digerir interiormente” a palavra de Deus. Portanto, a ideia de “viver o Evangelho”, que ouvi pela primeira vez no Focolare, foi uma novidade absoluta e deu à minha vida cristã uma nova dimensão comunitária”. Jesus nos pede para nos amarmos uns aos outros como Ele fez, até ao ponto de darmos a vida pelo outro. O que isso significa para você em seus relacionamentos com pessoas de outras Igrejas? “Na palavra ‘como’, encontro todo o carisma de Chiara, Jesus crucificado e abandonado, que é Vida”. Foi essa a maneira como o próprio Deus quis dialogar com a humanidade, e é o modelo que Ele nos oferece para qualquer diálogo entre nós e com Ele. Para mim, dar a vida significa acolher o outro, escutar, deixar de lado os pensamentos e os julgamentos. Mas também oferecer os meus pensamentos com desprendimento. Foi o que Chiara fez comigo e com cada pessoa que ela conheceu. E é assim que tentamos viver as relações entre nós no Movimento dos Focolares.
Claudia Di Lorenzi
24 Ago 2020 | Sem categoria
A pandemia do Coronavírus mudou bruscamente programas, estruturas e procedimentos em todos os âmbitos da vida humana. Por toda parte existe uma grande necessidade de criatividade para encontrar novas respostas aos desafios que esta situação apresenta. É muito atual o que Chiara Lubich propôs ainda em 1983. Deus nos fala de vários modos: um deles consiste nas inspirações do Espírito Santo. Devemos, portanto, servir a Deus, seguindo também as indicações da voz suave do Espírito Santo que fala dentro de nós. O Espírito Santo! A Terceira Pessoa Divina que é Deus, assim como o Pai é Deus e como o é o Verbo! (…) Ele está no coração dos cristãos, portanto, está aqui no meu coração. Ele está no coração dos nossos irmãos. (…) Tornemo-nos alunos atentos e assíduos deste grande Mestre. Procuremos prestar atenção às suas manifestações misteriosas e delicadíssimas. Não desperdicemos nenhuma daquelas que podem ser suas inspirações. Se nos primeiros tempos [do nosso Movimento] fizemos grandes progressos colocando em prática o lema “Cada ideia é uma responsabilidade”, lembremo-nos de que as ideias que brotam na mente de uma pessoa que se propôs a amar são, muitas vezes, inspirações do Espírito Santo. E porque Ele nos dá essas inspirações? Em benefício nosso e do mundo através de nós, para que levemos adiante a nossa revolução de amor. Atenção, portanto: cada ideia, especialmente quando acharmos que ela possa ser uma inspiração, deverá ser sentida como uma responsabilidade a ser acolhida e colocada em prática. Fazendo assim teremos encontrado uma ótima maneira de amar, de honrar e de agradecer o Espírito Santo.
Chiara Lubich
(em uma conexão telefônica, Mollens, 01 de setembro de 1983) Tirado de: “Ogni idea, una responsabilità”, in: Chiara Lubich, Conversazioni in collegamento telefonico, pag. 127. Città Nuova Ed., 2019.