Movimento dos Focolares

Itália, Assis: Rumo à “The Economy of Francesco”

Há dois meses do evento mundial que reunirá ao redor do Papa Francisco centenas de jovens economistas, encontramos o grupo que está organizando o evento. Quais são as suas expectativas? Que o mundo caminhe em outra direção. https://vimeo.com/389747124  

Chiara Lubich e Roma: um vínculo de amor

Chiara Lubich e Roma: um vínculo de amor

Na capital italiana, uma noite dedicada à fundadora do Movimento dos Focolares e ao seu relacionamento íntimo com Roma, cidade da qual havia se tornado cidadã honorária há vinte anos. Também será apresentada a edição Conversazioni. In collegamento telefonico (Conversas. Em collegamento telefônico, em tradução livre). O dia 22 de janeiro é uma data importante para Roma, não só porque é o aniversário de Chiara Lubich, nascida em 1920 – cujo centenário se festeja neste ano – mas também porque no dia 22 de janeiro de 2000, em pleno jubileu, o prefeito de Roma da época, Francesco Rutelli, quis dar-lhe a cidadania honorária. Naquela ocasião, Chiara lembrou que o nome de Roma, lido ao contrário, transforma-se em “amor”. É daqui que veio sua visão de uma capital invadida pelo amor evangélico por aquela que foi chamada mais tarde de operação “Roma-Amor”. Desde aquele 22 de janeiro de 2000, a comunidade do Movimento dos Focolares de Roma começou uma nova fase com mais empenho e testemunho pela cidade. A vinte anos daquele evento, no dia 22 de janeiro de 2020, Chiara foi lembrada com uma noite dedicada a ela. “Eu acho que há um elemento na experiência de Chiara que a conecta com aquela de São Paulo: ambos tornaram-se cidadãos de Roma”, disse o ex-prefeito Francesco Rutelli. “Chiara citou mais de uma vez São Paulo e esse elo entre os dois tem uma força e uma simbologia extraordinárias. E Chiara, desde 22 de janeiro de 2000, assumiu o empenho de se dedicar mais e melhor por Roma, encarnando o amor recíproco onde quer que fosse. Hoje, não há nada mais bonito do que pegar para nós essas palavras.” Durante o evento, houve também um aprofundamento do livro Conversazioni. In collegamento telefonico, de Michel Vandeleene, que tem 300 pensamentos espirituais de Chiara. Textos que ela transmitia por meio de uma conferência telefônica periódica a partir da Suíça (por isso o nome Collegamento CH), com os centros mais importantes do Movimento dos Focolares espalhados nos cinco continentes. Também era uma oportunidade de fazer com que todos participassem dos eventos e notícias da vida do Movimento no mundo. “O que temos diante de nós é um tipo de diário pessoal e comunitário no qual a experiência de Chiara se mostra ligada à vida dos membros do Movimento”, afirmou a professora Maria Intrieri, docente de história antiga na Universidade da Calábria (Itália). “Podemos colher dois tipos de fruto: a grande história de Chiara e da sua Obra na Igreja e com a Igreja pelas estradas do mundo, e também emerge a micro história, as pequenas experiências, os encontros de que ela participava no Centro Internacional do Movimento dos Focolares, suas viagens, uma carta que ela recebeu de uma criança… Chiara fazia isso para ser sempre mais uma só família.” “Percebemos que os dois termos – conversas e collegamento – escondem raízes profundíssimas: encontrar-se no mesmo local e estar coligados”, afirmou a professora Cristiana Freni, docente de filosofia da linguagem na Universidade Salesiana. “É isso que Chiara desejava fazer em 1980: fazer com que se sentissem membros de uma mesma família e instaurar ligações profundamente ontológicas graças aos Collegamentos CH. Desse modo, uma massa pode se tornar um povo.” Michel Vandeleene destacou a importância da linguagem usada nos pensamentos espirituais de Chiara: “o vocabulário de uma pessoa reflete sua alma e, observando o vocabulário de Chiara, vê-se uma pessoa aberta, feliz, evangelicamente tenaz. Além disso, o modo que uma pessoa usa as palavras revela muito sobre ela. A palavra doçura, para Chiara, remete à união com Deus ou à presença amorosa de Deus no nosso meio. Compilando este volume”, comentou, “fiquei tocado com a visão de Chiara sobre o cristianismo: uma religião positiva, fascinante, que não pode não ser seguida”. Por fim, o diretor Marco Aleotti explicou o que é o Collegamento CH hoje: “Depois da morte de Chiara, nos perguntamos: ‘o que acontecerá com o Collegamento?’. A cada dois meses, continuamos fazendo e qualquer pessoa pode acompanhar pela internet. O feedback que chega depois da transmissão”, concluiu, “é o testemunho de tantas pessoas que continuam fazendo a mesma experiência de ser uma única família como nos Collegamentos com Chiara”.

Lorenzo Russo

Bispos “na escola do Espírito Santo”

Bispos “na escola do Espírito Santo”

Uma mensagem do Papa Francisco, seguido de uma saudação da Presidente dos Focolares Maria Voce, abriram em Trento o simpósio “Um Carisma a serviço da Igreja e da humanidade” do qual participam 7 cardeais e 137 bispos, amigos dos Focolares, de 50 países. “É bom, inclusive para os bispos, se colocar sempre de novo na escola do Espírito Santo”. Com esta solicitação do Papa Francisco se abriu hoje de manhã em Trento o simpósio internacional “Um Carisma a serviço da Igreja e da humanidade” do qual participam 7 cardeais e 137 bispos, amigos do Movimento dos Focolares, representando 50 países. Por ocasião do centenário do nascimento de Chiara Lubich, o simpósio quer aprofundar o significado e a contribuição do carisma da unidade dos Focolares a serviço da Igreja e da humanidade. Uma delegação dos participantes, no dia 6 de fevereiro passado, foi recebida em audiência pelo Santo Padre, que afirmou: “Vocês me trouxeram a alegria, vão em frente!”. Na sua mensagem, lida hoje de manhã pelo arcebispo de Bangkok, card. Francis X. Kriengsak Kovithavanij, o Papa Francisco afirmou que os dons carismáticos como o da espiritualidade dos Focolares são “coessenciais, junto com os dons hierárquicos, na missão da Igreja”. “O carisma da unidade – continua o sumo pontífice – é uma destas graças para o nosso tempo, que experimenta uma mudança de dimensão epocal e invoca uma reforma espiritual e pastoral simples e radical, que reconduza a Igreja à fonte sempre nova e atual do Evangelho de Jesus”. O Papa encoraja os bispos presentes a viverem, também eles, os pontos-chave da espiritualidade de Chiara Lubich: o compromisso pela unidade; a predileção por Jesus crucificado como bússola existencial; o fazer-se um “a partir dos últimos, dos excluídos, dos descartados, para levar a eles a luz, a alegria, a paz”; a abertura “ao diálogo da caridade e da verdade com cada homem e cada mulher, de todas as culturas, as tradições religiosas, as convicções ideais, para edificar no encontro a civilização nova do amor”; a escuta de Maria, da qual “se aprende que o que vale e permanece é o amor” e que ensina como levar também hoje ao mundo o Cristo “que vive ressuscitado no meio de todos os que são um no seu nome”. Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares, em um vídeo-mensagem salientou o fato de que esta espiritualidade quer estar – como diz o título do simpósio – “a serviço da Igreja e da humanidade”. Numa época na qual “existem desafios para a Igreja em todas as partes do mundo” –afirmou a presidente dos Focolares – “somos chamados a uma nova enculturação do Evangelho de Jesus, que absorva ensinamentos da experiência do passado, mas o saiba exprimir de novo, com profecia, neste nosso tempo. Por isso é preciso também nos abrir e descobrir a força renovadora ínsita em muitos dos novos carismas presentes na Igreja de hoje”. “A realidade dos bispos amigos do Movimento dos Focolares” –afirmou a presidente – quer justamente promover “um estilo de vida de comunhão entre bispos católicos do mundo inteiro, mas também entre bispos de várias Igrejas” e contribuir assim “para tornar cada vez mais efetiva e mais afetiva a colegialidade”. O programa continuará à tarde com a visita dos participantes à exposição “Chiara Lubich, cidade mundo” na Galeria Branca em Piedicastello. Às 17h15min, na igreja de Santa Maria Maior tomarão parte do evento artístico “Do Concílio tridentino a Chiara tridentina”. Às 19h15min, no Centro Mariápolis de Cádine, haverá a Santa Missa presidida por Dom Lauro Tisi, arcebispo de Trento. Amanhã, domingo, 9 de fevereiro, às 10h00min na Catedral de Trento, se realizará a concelebração da Santa Missa. Presidida pelo cardeal Francis Xavier Kriengsak Kovithavanij e aberta pela saudação do arcebispo de Trento, será transmitida ao vivo por TV2000 e via streaming no site www.centenariolubichtrento.it . A seguir serão recebidos na Sala Depero do palácio da Província pelos presidentes do Conselho Provincial, Walter Kaswalder, e da Junta Provincial, Maurizio Fugatti, e pelo prefeito de Trento, Alessandro Andreatta, para uma saudação endereçada às autoridades locais. O simpósio prosseguirá depois, de 10 a 12 de fevereiro, em Loppiano (Florença), na cidadezinha internacional do Movimento dos Focolares. Em colaboração com o “Centro Evangelii Gaudium”, do Instituto Universitário Sophia de Loppiano se abordarão algumas temáticas de atualidade para a Igreja e a sociedade de hoje através de palestras, mesas redondas e momentos de diálogo. Entre os assuntos programados: “A Igreja e os desafios atuais” com a participação de Andrea Riccardi, historiador e fundador da Comunidade de Santo Egídio; “A Igreja se faz diálogo” com o aprofundamento de quatro dimensões da vida da Igreja: a querigmática, comunional, dialógica e profética. Cada dia será enriquecido por testemunhos de cardeais e bispos de várias partes do mundo. Aqui está o texto da mensagem do Papa Francisco Aqui está o texto da mensagem de vídeo de Maria Voce

Informações e contatos: Ufficio comunicazione Focolari: ufficio.comunicazione@focolare.org Anna Lisa Innocenti – +39 338 3944209

Esperança que nasce das cinzas

Esperança que nasce das cinzas

Para milhares de pessoas a vida está lentamente voltando à normalidade depois da erupção do vulcão Taal, nas Filipinas, no dia 12 de janeiro de 2020, que causou graves danos às áreas adjacentes, ainda que a emergência não tenha acabado. Segundo o Instituto filipino de vulcanologia e sismologia (PHIVOLCS), o nível 4 de alarme foi abaixado para o nível 3, e a zona de perigo foi reduzida de 14 a 7 quilômetros de distância da cratera. A comunidade dos Focolares usa todos os meios para responder às necessidades dos desabrigados pelo desastre; foram mais de 300 mil as pessoas obrigadas a evacuar. Purisa Plaras, focolarina e codiretora da Mariápolis Paz, a Mariápolis permanente dos Focolares, em Tagaytay, conta: “Alguns dias depois da erupção do vulcão Taal voltamos à Tagaytay para ver a situação da nossa comunidade e compartilhar tudo o que viviam as famílias que moram ao redor do nosso Centro, que está dentro da zona de perigo, no raio de 14 km do vulcão. Preocupados pelas suas necessidades básicas, distribuímos alimentos e água às famílias”. Uma das jovens dos Focolares nos disse: “Realmente não é fácil enfrentar essa situação. É doloroso demais e não pude não chorar. Não sei explicar como me sinto nesse momento, mas interiormente sei que Deus nos ama imensamente; abraçando juntos Jesus Crucificado e Abandonado nesta situação serei forte aqui, para servir Jesus nos outros”. Rendy Debarbo, o focolarino responsável pela área que circunda a Mariápolis Paz, conta: “No domingo, 12 de janeiro, quando voltava para casa depois de um encontro, senti no ar o cheiro ruim do enxofre. Começou a chover, mas havia algo estranho. A água da chuva estava manchando os nossos guarda-chuvas e as roupas. Depois nos demos conta que era cinza vulcânica que estava descendo misturada com a chuva, como uma lama! Quando acordamos, na manhã seguinte, não reconhecíamos mais o ambiente externo. Tudo estava cinzento como se fôssemos daltônicos. Vimos a devastação maciça provocada pelo vulcão Taal. A escola pública, próxima ao Centro dos Focolares, se tornou um refúgio provisório e de trânsito para cerca de 500 pessoas que chegavam dos povoados da margem do lago, ao lado do vulcão. Diante daquela destruição uma voz dentro de mim falava alto: “Eu tive fome e me deste de comer…”. E essa preocupação, por Jesus nos vizinhos que precisavam, o levou a ficar em Tagaytay, com outros focolarinos. Randy continua: “Fomos de caminhão até cerca 20 km de Tagaytay para comprar água e distribuir a algumas famílias que ainda estavam lá. Foi forte ver as famílias momentaneamente aliviadas de suas preocupações, as crianças ficavam felizes só por receber um balde de água. Resolvemos ir visitar as famílias junto com um médico que está aqui, para tentar resolver suas questões de saúde. Num dos bairros encontramos as pessoas todas nas ruas, esperando e pedindo comida. Ao invés de visitar uma casa, pudemos oferecer um controle médico gratuito àqueles que esperavam pela comida. Juntamos o pouco dinheiro que tínhamos nos bolsos e compramos alguns remédios para quem precisava com mais urgência”. Além da ajuda generosa proveniente das famílias do Movimento nas Filipinas, no mundo inteiro o Movimento está dando seu apoio, com as orações e ajudas financeiras, à Mariápolis Paz, que está ao serviço de todo o trabalho dos Focolares na Ásia.

Jonas Lardizabal