Movimento dos Focolares

Setembro de 2013

“Filhinhos, não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade!”

Além disso, acrescenta o Apóstolo, devemos amar não só com as ações, mas também de acordo com a verdade. O amor cristão, enquanto procura expressar-se em ações concretas, tem a preocupação de inspirar-se na verdade do amor que se encontra em Jesus. Preocupa-se em fazer obras que estejam de acordo com seus sentimentos e seus ensinamentos. Isto é: trata-se de amar segundo a linha e na medida que Jesus nos mostrou.

“Filhinhos, não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade!”

Como viveremos, então, a Palavra de Vida deste mês? A sua mensagem é clara, até demais. Ela reconduz àquela autenticidade cristã sobre a qual Jesus tanto insistiu. Mas, não é essa também a grande expectativa do mundo? Por acaso não é verdade que o mundo de hoje quer ver pessoas que sejam testemunhas do amor de Jesus?

Então amemos com as ações e não com as palavras, a começar pelos serviços humildes que nos são solicitados dia após dia pelos próximos que estão ao nosso lado.

E amemos na verdade. Jesus sempre agia segundo a vontade do Pai; da mesma forma também nós devemos agir sempre em consonância com a palavra de Jesus. Ele quer que reconheçamos a presença Dele mesmo, por trás de cada próximo. Com efeito, tudo o que fazemos por qualquer pessoa Ele o considera feito a si. E ainda: Ele quer que amemos os outros realmente como a nós mesmos, e que nos amemos entre nós estando prontos a dar a vida um pelo outro.

Portanto, amemos dessa forma para sermos, também nós, instrumentos de Jesus para a salvação do mundo.

Chiara Lubich

Este comentário à Palavra de Vida foi publicado originalmente em maio de 1988.

Julho 2013

“Toda a lei se resume neste único mandamento: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’.”

Todavia, a pessoa que ama não só evita o mal. Quem ama se abre aos outros, deseja o bem, pratica o bem, sabe doar-se: chega a dar a vida pela pessoa amada.

Por isso Paulo escreve que, amando o próximo, não só se cumpre a lei, mas se cumpre “toda a lei”.

“Toda a lei se resume neste único mandamento: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’.”

Se toda a lei está contida no amor ao próximo, precisamos ver os outros mandamentos como meios para nos iluminar e guiar a fim de sabermos encontrar, nas complexas situações da vida, o caminho para amar os outros; precisamos saber descobrir nos outros mandamentos a intenção de Deus, a sua vontade.

Ele quer que sejamos obedientes, castos, mortificados, mansos, misericordiosos, pobres… para concretizarmos melhor o mandamento da caridade.

“Toda a lei se resume neste único mandamento: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’.”

Poderíamos nos perguntar: por que o Apóstolo não fala também do amor a Deus?

O fato é que o amor a Deus e o amor ao próximo não competem entre si. Um deles, o amor ao próximo, é até mesmo expressão do outro, do amor a Deus. Com efeito, amar a Deus significa fazer a sua vontade. E a sua vontade é que amemos o próximo.

“Toda a lei se resume neste único mandamento: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’.”

Como colocaremos em prática essa Palavra?

É evidente: amando o próximo; amando o próximo de verdade.

Isso significa: doar-se, mas doar-se a ele de modo desinteressado.

Não é amor instrumentalizar o próximo por objetivos próprios, ainda que estes sejam os mais espirituais, como por exemplo, a própria santificação. Devemos amar o próximo, não a nós mesmos.

Porém não resta dúvida de que, quem ama dessa maneira, chega realmente à santidade; torna-se “perfeito como o Pai”, porque realizou a melhor coisa que podia fazer. Atuou de modo certeiro a vontade de Deus, colocou-a em prática: cumpriu toda a lei.

Porventura no fim da vida não seremos examinados unicamente sobre esse amor?

Chiara Lubich


Este comentário à Palavra de Vida foi publicado originalmente, em junho de 1983.

Junho 2013

“Se, fazendo o bem, sois pacientes no sofrimento, isto vos tornará agradáveis diante de Deus.

 A estas pessoas, o apóstolo recomenda não ceder à reação instintiva que poderia se manifestar nestas situações, mas imitar o comportamento de Jesus. Exorta-os antes a responder com amor, vendo também nestas dificuldades e incompreensões uma graça, ou seja, uma ocasião permitida por Deus para dar mostras do verdadeiro espírito cristão. Além de tudo, deste modo poderão conduzir a Cristo, por meio do amor, também aquele que não os compreende.

“Se, fazendo o bem, sois pacientes no sofrimento, isto vos tornará agradáveis diante de Deus.

Sempre existem aqueles que, partindo destas palavras ou de outras semelhantes, pretendem acusar o cristianismo de favorecer uma atitude de excessiva submissão, capaz de entorpecer as consciências, tornando-as menos ativas contra as injustiças. Mas não é isto que acontece. Se Jesus nos pede que amemos até mesmo aqueles que não nos entendem e nos maltratam, isto não significa que deseja nos tornar insensíveis diante das injustiças. Pelo contrário! Ele quer nos mostrar como é que se constrói uma sociedade verdadeiramente justa. Isto se torna possível quando difundimos o espírito do verdadeiro amor, começando nós a dar o primeiro passo no amor.

“Se, fazendo o bem, sois pacientes no sofrimento, isto vos tornará agradáveis diante de Deus.

 Como podemos viver, então, a Palavra de Vida deste mês? São muitos os modos pelos quais também nós, atualmente, podemos ser incompreendidos e maltratados: vão desde as faltas de delicadeza e grosserias às críticas maliciosas, às ingratidões e ofensas, chegando até a verdadeiras injustiças. Pois bem, também em todas essas incompreensões devemos testemunhar o amor que Jesus trouxe à Terra, amor que se dirige a todos e portanto até mesmo a quem nos trata mal. A Palavra deste mês ensina que, mesmo na defesa legítima da justiça e da verdade, nunca devemos nos esquecer que nosso primeiro dever, como cristãos, é amar o outro, isto é, ter em relação a ele aquela atitude nova, feita de compreensão, de acolhimento e de misericórdia que Jesus teve em relação a nós. Deste modo, mesmo quando defendemos nossas razões, jamais romperemos o relacionamento, jamais cederemos à tentação do ressentimento ou da vingança. E agindo assim, como instrumentos do amor de Jesus, nós também estaremos em condições de conduzir o nosso próximo a Deus. Chiara Lubich

Tu santificas

Ó Espírito Santo, quão agradecidos deveríamos ser-te, e quão pouco o somos! Consola-nos saber que és uma só coisa com Jesus e com o Pai, a quem nos dirigimos com mais freqüência, mas isso não nos justifica.

Queremos estar contigo… “

Consolo que acalma, doce hóspede da alma, doce alívio…”1

Tu és a luz, a alegria, a beleza.

Tu arrebatas as almas, Tu inflamas os corações e inspiras pensamentos profundos e resolutos de santidade, com propósitos individuais inesperados.

Tu operas aquilo que muitas pregações não ensinariam.

Tu santificas.

E sobretudo, ó Espírito Santo, Tu que és tão discreto, embora impetuoso e arrebatador, que sopras qual leve zéfiro que poucos sabem escutar e sentir, olha a grosseria de nossa indelicadeza e faz de nós devotos teus. Que não se passe um dia sem te invocarmos, sem te agradecermos, sem te adorarmos, sem te amarmos, sem vivermos como assíduos discípulos teus. Esta é a graça que te imploramos. Envolve-nos em tua grande luz de amor, sobretudo na hora da mais densa treva, quando se apagar esta visão da vida, para se dissolver na visão eterna.

“Ideal e Luz”, Brasiliense Cidade Nova, 2003