Movimento dos Focolares
Vincenzo Folonari, o “Eletto”, um obrigado que se prolonga em 50 anos

Vincenzo Folonari, o “Eletto”, um obrigado que se prolonga em 50 anos

Um rastro no céu. É o título do documentário que conta a apaixonante história de Vincenzo Folonari, o “Eletto”, jovem descendente de uma nobre família italiana, que deixa tudo para seguir Jesus. “Escolhi Deus e nada mais” é uma das suas célebres frases. http://vimeo.com/100491503 Da apresentação: 20140712-02«Era jovem. Rico. Bonito. Tinha tudo que na sua idade se pode desejar. Mas Vincenzo apontava longe, queria algo mais para a sua vida. Conheceu a espiritualidade dos Focolares, deixou tudo por um ideal: a fraternidade universal. Desapareceu num dia de verão, nas ondas do lago Bracciano. Mas a sua morte não foi em vão. Representou o impulso para o nascimento do Movimento Gen. Hoje, participam jovens, adolescentes e crianças presentes em 182 países do mundo. Era este o seu sonho. Chamava-se Vincenzo. Mas para todos era o Eletto (eleito)».   Para comprar o dvd (disponível em várias línguas): http://editrice.cittanuova.it/s/38125/Una_scia_nel_cielo.html

Vincenzo Folonari, o “Eletto”, um obrigado que se prolonga em 50 anos

Economia de Comunhão: aprendendo das abelhas

20140711_2Avviare l’attività produttiva non è stato facileIniciar uma atividade produtiva não foi fácil. Dificuldades econômicas não permitiam uma renda segura, até que chegou o momento certo e Donatella Paolini Baldi conseguiu: «O número das famílias de abelhas e a quantidade de mel produzido aumentou – ela conta – até o ponto que pude pedir o registro, fazer os diversos procedimentos, constituir uma verdadeira pequena empresa, deixar o outro trabalho e ter uma pequena renda como apicultora». «Mel de praia», perfumado e aromático, é o produto de força da pequena empresa, Sapori Mediterranei, produzido com a ajuda da entidade responsável pelo Parque Natural de Migliarino, San Rossore, Massaciuccoli. Uma qualidade especial que inclusive já foi premiada. Inserida nos grupos de compra coletiva, como fornecedora de mel, faz parte também do “Distrito de Economia Solidária”, um pacto entre organizações, grupos de compra coletiva, produtores e cidadãos (consumidores), que quer tornar a produção e o consumo mais sustentáveis. Trata-se de uma rede de empresas com finalidades semelhantes, que privilegiam sempre mais as produções locais com poucos intermediários, as energias renováveis, os cultivos biológicos, e oferecem uma série de serviços e produtos com alto teor social e ético. 20140711_3 O estilo da Economia de Comunhão permeia toda a atividade da empresa produtora de mel, que sabe, por exemplo, cortar os próprios custos quando, não obstante a boa produção, não é possível pagar os dois salários: o próprio e o de Pedro, um jovem colaborador. Ou resistindo ao “canto das sereias” quando às vésperas de uma normativa regional sobre os subsídios à apicultura, lhe foi proposto por um fornecedor um estratagema para obter maiores vantagens. «Sofri muito pensando no material que eu poderia obter grátis – conta Donatella – ou melhor, às custas da comunidade, e imaginando a zombaria dos meus colegas, mas junto com meu colega Pietro disse um não, penoso, mas não! Falar de honestidade é fácil, mas ir contra a corrente pode ser duro. Depois a empresa foi considerada apropriada à contribuição e inteiramente financiada; fiquei satisfeita que o meu comportamento sereno tenha tornado financiáveis outros apicultores (sem conhecimento) inseridos depois de mim na lista». Na “casa de mel” que utiliza para a extração, a empresária tem contato com G., um operário que está ali terminando de descontar a sua pena. «Mesmo tendo tido a garantia, por parte do responsável da penitenciária, da assistente social e do advogado, para mim era muito difícil aceitar estar com ele, sozinha, muitas horas de trabalho. Antes de conhecê-lo me haviam contado, com muitos detalhes, as suas ações de homicida… Quando o vi, alto e robusto, gentil e prestativo, este muro continuou firme dentro de mim». Até que um dia G. escutou um telefonema. «Eu estava falando com uma amiga que desabafava comigo, buscando compreensão e ajuda. Procurei sugerir a ela alguns comportamentos, como ver-nos novos a cada manhã, descobrir o positivo uns nos outros…, e G. captou muito bem o sentido das minhas palavras, tanto que depois veio agradecer-me. O seu “obrigado” foi uma luz para mim…». E ainda, intervenções pontuais da Providência, lidas como ação do «sócio invisível», Deus, a quem Donatella e Pedro, seu auxiliar, constantemente se confiam. «Um ano foi especialmente difícil, porque o frio e a chuva intensa comprometeram a floração e assim a produção de mel. Entre os apicultores havia um grande giro de telefonemas. Neste clima, um apicultor, S., que mantém a família com seu trabalho, telefonou-me chorando. Estava desesperado e sem saber o que fazer. Procurava uma floração importante, de girassol, mas não sabia onde encontrá-la. Disse a ele que ficasse tranquilo e mantivesse a confiança. Desafiando a timidez, fui procurar e encontrei a possibilidade de colocar as abelhas num terreno que… confina 10 hectares de uma plantação de girassol. Pudemos colocar as casas das abelhas no seu terreno e elas voariam para o girassol do vizinho, que concordou em colaborar. Não sabia se teríamos uma produção de mel abundante, mas o pedir e o dar tem exatamente o mesmo valor».

USA: O dado das empresas

http://vimeo.com/album/2915095/video/98643644 O empresário é alguém que segue uma ideia produtiva. A de John Mundell, de Indianapolis (USA) é bastante original. A empresa deste engenheiro civil, que conta com 19 funcionários, adere ao projeto da Economia de Comunhão (EdC). Em todo o mundo são cerca de mil as empresas que aderem a este modo de agir evangélico no âmbito econômico, com uma forte presença na Europa e um notável crescimento na América Latina e na África. A simples, mas bem sucedida, ideia lançada por Mundell chama-se “O Dado das Empresas (The Company Cube). Trata-se de um simpático instrumento, que ajuda, de forma prática, a viver o estilo de vida da Economia de Comunhão. O Dado das Empresas é um modo simples para recordar os valores que criam um ambiente de trabalho fundamentado no respeito mútuo, no compromisso e na responsabilidade compartilhadas. E não só, o alvo é mais alto, isto é, propõem-se como um “modus operandi” cotidiano para realizar mudanças sociais, através de decisões centradas na pessoa. E como funciona? “Pegue o dado e o jogue… – explica John Mundell -. Leia o lado que cai e experimente vivê-lo no seu lugar de trabalho. No fim do dia pense em como o seu comportamento mudou e compartilhe a sua experiência: Jogue, Leia, Viva, Compartilhe. Experimente os resultados surpreendentes!”. Mas, o que está escrito nas faces do dado? Construir (relacionamentos todos os dias), Ajudar (com ações concretas, não só com palavras), Compartilhar (conhecimento, tempo, a si mesmo), Valorizar (cada pessoa, cada ideia), Ser o primeiro (a ajudar os outros), Concorrentes (também podem ser amigos). A propósito de concorrentes, uma colega conta: “Quando descobri que uma minha concorrente havia ganho um projeto ao qual nós duas tínhamos mandado propostas, telefonei para cumprimenta-la. Ela ficou muito surpresa com a chamada. Durante a conversa explicou-me o que tinha preparado e assim deu-me uma sugestão útil para um novo projeto meu”. Em agosto de 2013, durante um congresso internacional da EdC realizado na Cidade do México, com o título “Pessoa e comunhão, para um refundação da economia”, John Mundell lançou o “The Company Cube” na sua versão em espanhol: “El dado empresarial”. Para maiores informações: The Company Cube

Vincenzo Folonari, o “Eletto”, um obrigado que se prolonga em 50 anos

Arrancar fragmentos de céu

20140708_2No silêncio, não se assuste com a solidão: a solidão existe para proteger e não para amedrontar. Todavia, que dê frutos também, se faz sofrer. A maior grandeza de Cristo é a cruz. Ele nunca esteve tão próximo do Pai e tão próximo dos irmãos como quando nu, ferido, gritou da cruz: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?” Com aquele sofrimento redimiu: naquela fratura uniu novamente os homens a Deus. E, portanto, não se pode pensar que os sofrimentos – presentes também neste período de pausa – sejam empecilhos; não, são estímulos. Portanto […] ouça aquela Voz, para estabelecer uma conversa íntima. Uma Voz que se eleva da profundidade da sua alma e desce das alturas dos céus. Você não tem o hábito de escutá-la e, por isso, nas primeiras vezes, terá a impressão de que tal Voz lhe fuja, quase como se um muro intransponível surgisse para lhe separar dela e criar entre vocês uma distancia cósmica. Ela brota do seu íntimo e você está habituado ao barulho estrepitoso proveniente do externo. Origina-se dos planetas, do sol, da natureza […] e trás consigo uma voz profunda: a do autor do céu e da terra. Pare, escute! Pare, contemple, dentro do silêncio no qual Deus fala. É esta, na jornada da vida, a hora preciosa da contemplação, quando as criaturas se recolhem para fazer um balanço do trabalho realizado e predispõem a ação do futuro: um futuro imerso na eternidade […]. Desapego do mundo, portanto, e apego a Deus, e, justamente por isso, não separação dos homens, enquanto irmãos, componentes da mesma família divina e humana. A eles faz bem o tesouro de experiências de quem superou o exame da vida, mas, acima de todas as coisas, faz bem aquela sabedoria que na religião chama-se santidade. O místico injeta nas artérias do Corpo místico as virtudes da contemplação: germes do sagrado que se expandem no corpo social. E este corpo, hoje como nunca, necessita do sagrado […]. E assim (…) separam-se das criaturas para encontrá-las em Deus e, nele não se separam jamais. Permita que o Senhor – a Trindade – viva em você; com o amor Dele ame as criaturas, e, amá-las é unir-se a elas […]. E uma vez que Deus encontra-se na serenidade do silêncio, alcança-se tal serenidade na distensão do espírito e, possivelmente, do corpo, buscando a distensão no ato de estabelecer a paz com todas as criaturas, perdoando e esquecendo, de modo que o pensamento sobre todas elas não traga nenhum turbamento, mas as reúna na casa do Senhor, na comunhão entre todas. […] E nesta jornada nos encontramos com destemidos companheiros de viagem, os quais, colocando-se diante do dilema: “o Eterno ou o mundo?”, escolheram, com desconcerto dos parentes e escândalos dos conhecidos, o Eterno. Eles tornaram a obra que lhes foi atribuída no tempo uma marcha de aceleração – quase de assalto – ao Eterno e arrancaram fragmentos de céu: assim ofereceram às gerações uma idéia do Infinito. Paulo, Agostinho, Bernardo, Francisco. Tomás, Dante, Catarina… E, ainda, João da Cruz, Teresa d’Ávila, Pascal, Newman e Manzoni… […] Meditar os textos deles – até à assimilação – conduz a alma à divindade. Escala-se até o cume na companhia deles que conhecem o caminho e oferecem os instrumentos necessários. E o cume é um espaço de paz e, também, da alegria porque toca, suavemente, o paraíso. (Fonte: “Città Nuova” XXIII/13 10/7/1979, pp.32-33)

Vincenzo Folonari, o “Eletto”, um obrigado que se prolonga em 50 anos

USA: Prêmio Luminosa 2014

20140707_01“A Bíblia que o mundo mais lê é a que vê em nós”. Com estas palavras o vencedor do Prêmio“Luminosa pela Unidade” 2014, o rev. John Armstrong, questionou o público durante a mesa-redonda do dia 12 de junho na Mariápolis Luminosa (Hyde Park, Nova Iorque). “Como é possível entender a Bíblia quando os cristãos estão divididos entre si? – insistiu -. Se as pessoas pudessem ler, em nós cristãos, a mensagem fundamental do Evangelho – ‘amai-vos uns aos outros como eu vos amei’ (Jo 13,34) – entenderia a sua essência”. O rev. John Armstrong é o fundador da ACT3network (Advancing the Christian Tradition in the Third Millennium). O seu ministério iniciou focalizando a renovação espiritual, e abriu-se posteriormente ao que ele chama de “ecumenismo missionário”, especialmente entre os cristãos evangélicos. No discurso de aceitação do prêmio ele citou a fundadora dos Focolares, Chiara Lubich: “No cristianismo, o amor é tudo”. E acrescentou que “se os cristãos acreditam verdadeiramente nesse amor puro, a consequência é a presença de Jesus no meio deles (Mt 18,20)”. Segundo ele, é apenas nessa ótica que pode-se esperar a renovação, não apenas da teologia e do ecumenismo, mas dos vários âmbitos da atividade humana. “O nosso business – afirmou – é o de viver o Evangelho em comunidade, estar unidos pelo Espírito por meio do vínculo da paz”. Durante a mesa-redonda, cujo título era “Como podemos testemunhar o mandamento novo”, os quatro relatores compartilharam suas histórias pessoais no campo ecumênico. O padre John Crossin, diretor do Secretariado para os assuntos ecumênicos e inter-religiosos da Conferência dos Bispos católicos dos Estados Unidos, convidou a concentrar-se na missão que acomuna os cristãos, ao invés de olhar àquilo que divide. A pastora Elizabeth Nordbeck, ministro da Igreja Unida de Cristo e docente na Escola Teológica “Andover Newton (Massachusetts) contou quatro histórias ecumênicas. Todas salientavam que a amizade e a confiança precedem o diálogo ecumênico e que com frequência estes relacionamentos fraternos ajudam a “levar adiante juntos iniciativas comuns”. “Muitas vezes tendemos a rejeitar algo que não conhecemos ou que nos suscita medo – afirmou Nordbeck – . Ao contrário, necessitamos do outro para aprender a abrir a mente”. O rev. Bud Hackman, diretor da Fundação El Hibri e ex-diretor executivo das Religiões pela Paz dos Estados Unidos, evidenciou a necessidade de saber dialogar com quem não se identifica com uma igreja em particular. Os tempos mudaram, “quando cresci, numa pequena cidade do Ohio, éramos todos cristãos – ele recordou. Um garoto que morava do outro lado da rua não foi à minha igreja. ‘Você é cristão?, perguntei a ele. ‘Não, eu sou católico’, foi a resposta. Ter um amigo católico era uma exceção”. Em 1990, 86% da população dos Estados Unidos declarava-se cristã; em 2001 esse número desceu a 76%. Até 2050 menos da metade da população será cristã. O grupo daqueles que não tem uma fé particular está em crescimento. “É preciso o testemunho do amor recíproco inclusive entre as religiões, com os fatos e não só com palavras – reafirmou – porque são as experiências vividas que incidem sobre nós”. Recordou ainda o congresso do Parlamento das Religiões pela Paz, na Espanha, em 2004, quando a comunidade Sikh ofereceu aos presentes pratos vegetarianos. “No final todos recordavam a hospitalidade, a construção de relacionamentos, mais do que os discursos feitos”. As diversidades de opinião e de convicção, segundo Armstrong, não deveriam impedir o diálogo. “Não pretendo que o outro esteja de acordo comigo, senão não seria diálogo. Trata-se, na verdade, de ter as portas abertas ao outro e ao Espírito que trabalha”. Com o Prêmio Luminosa pela Unidade, desde 1988 o Movimento dos Focolares destaca pessoas ou associações que deram uma contribuição significativa à unidade entre as igrejas cristãs, entre as grandes religiões e com as pessoas de boa vontade. Fonte: Living City

Vincenzo Folonari, o “Eletto”, um obrigado que se prolonga em 50 anos

Padre Cosimino Fronzuto, uma recordação viva

“Eu gostaria de dizer-lhes o meu conceito sobre o sacerdócio e o que significa, para mim, ser sacerdote na atualidade. Por quanto seja possível a uma criatura humana é ser, contemporaneamente, Jesus no Cenáculo e Jesus no Calvário; Jesus das multidões e Jesus do Getsêmani; Jesus dos hosanas e Jesus do grito ‘Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?’; Jesus da morte e Jesus da ressurreição. É ser sempre mais, cada dia um pouquinho mais Jesus, assim como o eterno Pai deseja e dispõe na sua amorosa vontade […]. Que se sirva de mim como quiser. Eu nada tenho; só o momento presente. E neste, poder ou não poder agir, tanto como homem quanto como sacerdote, nada conta, conta somente ser a vontade de Deus, aquela que Ele deseja, para mim.” 20140705-03Padre Cosimino dirigiu-se aos seus paroquianos nestes termos, por ocasião da festa dos vinte e cinco anos de ordenação sacerdotal, em 1988, já sob uma provação causada pela doença que o levará ao fim da sua experiência terrena, no dia 5 de julho de 1989. Escreveu ainda: “Jesus morreu aos 33 anos e eu não posso morrer aos 49 ou 50? Por quê? Jesus pôde dizer ‘Tudo está consumado’ em um momento que tudo desmoronava ao seu redor e, mesmo assim, o disse. Por que eu penso a muitos projetos, pequenos ou grandes? Para mim tudo estará ‘consumado’ (isto é, levado perfeitamente a termo) se eu permanecer, como Jesus, no desígnio do Pai.” Padre Cosimino nasceu em Gaeta (Itália) no dia 5 de setembro de 1939 e ingressou no seminário em 1950. Durante o período de formação foi exemplar tanto na caminhada espiritual, vivida com grande comprometimento, quando nos estudos. Possuía sempre um profundo desejo: entender como viver para tornar-se santo. Foi ordenado sacerdote em Gaeta, dia 14 de julho de 1963. Um ano depois da sua ordenação, participou de um encontro promovido pelo Movimento dos Focolares, em Ala di Stura, no norte da Itália. Naquela ocasião, como ele mesmo afirmava frequentemente, encontrara a resposta ao seu desejo de santidade, encontrou “O IDEAL”, ele repetiu isto desde aquela época. E, desta forma, valorizava com grande comprometimento tudo o que recebia, procurando não perder nenhuma palavra sequer e o fazia, certamente, para compreender, mas, especialmente para viver a espiritualidade da unidade. 20140705-04Em 1967 ele foi destinado à Paróquia São Paulo, em Gaeta, como pároco. Lá, com o seu típico estilo pleno de amor e de atenção a todos, especialmente aos “últimos” (jovens mães sem marido, ex-detentos, drogados, pessoas que sofreram ação de despejo, os moralmente desorientados e marginalizados), ele colocou como fundamento na sua comunidade – mirando simplesmente, mas, com determinação e decisão – somente a vivência do Evangelho, em todas as situações e nas condições mais diversas. Não faltaram as ocasiões para tomar posição também frente a situações sociais cada vez mais distantes de uma dimensão realmente humana e cristã. Ele trabalhou muito para o Movimento Sacerdotal e para o Movimento Paroquial, duas ramificações do Movimento dos Focolares. Desta forma, muitas pessoas, no mundo inteiro, puderam conhecer Padre Cosimino, como foi constatado pela grande participação que houve durante todo o período da sua doença. 20140705-06Um aspecto relevante para compreender a sua vida é a relação de unidade com os outros sacerdotes, construída na passagem de uma mentalidade individualista a uma vida de comunhão. O único objetivo era crescer na unidade, deixando à parte os discursos sobre as novas técnicas de apostolado e de catequese e sobre modernas e atraentes expressões de liturgia, como eram de moda naquela época, para dar lugar à comunhão, como se faz em uma família: bens, salário, despesas, amigos, inspirações, provações, saúde, roupas e idéias. Ele assumiu, de maneira radical e convicta, o símbolo do Movimento Sacerdotal dos Focolares: o lava-pés. Escreveu: “A consideração do lava-pés foi, para mim, fundamental. Porque Ele o fez, devo repeti-lo para os homens desta geração. Dignidade sublime! Mas Cristo, na sua dignidade divina, depõe as vestes e lava os pés dos amigos. Eu, sacerdote, repetirei Cristo desnudando-me da minha honorabilidade falsa e me aproximarei dos homens para levar a eles o lava-pés, a redenção. Lavarei os pés no confessionário, no hospital, celebrando a missa, cuidando dos pobres e dos idosos. Mas, devo despojar-me. Isto é essencial”.