Movimento dos Focolares
NÃO ESQUEÇAM DE NÓS!

NÃO ESQUEÇAM DE NÓS!

1406032894 “Não se esqueçam de nós”, não podemos fazê-lo. Como cristãos e como homens e mulheres deste planeta, não podemos ficar passivos diante das situações difíceis que são vividas em tantos lugares do mundo. Por isso unimo-nos à intensa oração do Papa Francisco pedindo a paz, especialmente na terra de Jesus. E para que sejam percorridos todos os caminhos possíveis, que excluam o uso das armas e assim sejam evitadas tantas mortes de inocentes. Queremos assegurar aos nossos irmãos cristãos, mas também aos de outro credo, que nós não os esquecemos. Que assumimos o compromisso cotidiano de oferecer e rezar ao Onipotente para que cesse a violência, que abra-se o diálogo entre as partes envolvidas e tenha-se a “coragem da paz”. Para aqueles que desejam ajudar: Associazione “Azione per un Mondo Unito – Onlus” Via Frascati, 342 – 00040 Rocca di Papa (Roma, Italy) c/c bancario n. 120434 Banca Popolare Etica – Filiale di Roma codice IBAN: IT16 G050 1803 2000 0000 0120 434 codice SWIFT/BIC: CCRTIT2184D Motivo: Emergência Oriente Médio Para os doadores europeus existe a possibilidade de dedução/imposto. Para aqueles que desejam ajudar os cristãos do Iraque: IBAN JO09 ARAB 1110 0000 0011 1210 9985 98 Account: 0111 210998 0 598 Swiftcode: ARABJOAX100 Motivo: ajudar os cristãos no Iraque ARAB Bank – Amman branch Amman – Jordan 2014_07_banner_gaza_1

NÃO ESQUEÇAM DE NÓS!

Adolescentes dos Focolares nos locais de desembarque na Sicília

2014_07_rpu_sicillia_sbarchiOs jovens do Movimento Juvenil pela Unidade do sul da Itália realizaram, de 1 a 6 de julho de 2014, o seu encontro anual, com o título “Big Bang”, na zona mais periférica da Sicília. Foi o quinto encontro, também este ano rico de conteúdos e de emoções e generoso de empenhos. A preparação foi feita pelos próprios jovens que não decidiram apenas as temáticas, mas o formato e a dinâmica a ser utilizada. Recordou-se a história desses cinco anos e, ao mesmo tempo, considerou-se o momento atual. Foram os jovens redatores do noticiário do MJPU da Calábria e Sicília, “GRAFOTEENS” que introduziram as temáticas mais candentes da adolescência, estre estas o relacionamento problemático com o próprio corpo, responsável pelo incremento de casos de anorexia e bulimia. Os adolescentes desejaram mudar a abordagem ao problema, e assim trataram do assunto com artigos no noticiário e depois com a encenação de um “psicodrama” com final aberto à elaboração dos vários grupos de trabalho. Outro tema polêmico foi a relação entre adolescentes e pais, proposto pelo psiquiatra e ensaísta Ezio Aceti que abordou a comunicação e os sentimentos mais fortes que hoje se traduzem em amizade, amor e, forçosamente, em educação. A notícia dos 45 migrantes mortos no porão de um navio invadiu o acampamento com todo o peso de uma tragédia. O navio com os corpos chegou ao porto de Pozzallo, a poucos quilômetros dali e os adolescentes decidiram cancelar a festa prevista para a conclusão e participar de uma vigília de oração para recordar os mortos e encorajar os vivos. A partir dessa opção iniciou um aprofundamento que os fez entrar diretamente no drama da imigração, conversando com agentes da Cáritas local sobre o percurso dos imigrantes e quais as causas profundas que constrangem milhares de pessoas a fugirem dos próprios países em guerra, em busca de paz e de trabalho. Aos jovens havia sido pedida uma ajuda durante a vigília. Eles decidiram falar “de suas raízes e de suas asas”, contar a própria experiência no Movimento dos Focolares e ler também um trecho de Igino Giordani, de 1926: “Vem irmão desconhecido, abracemo-nos”, texto que explica o compromisso com os outros, os últimos. As “asas” foram representadas por uma carta aos 45 migrantes mortos, escrita por uma adolescente de 14 anos, que pedia perdão pela insensibilidade de um mundo que se mostra indiferente. No final da vigília, os jovens do Movimento Juvenil foram acolhidos e receberam o agradecimento pelo que haviam dito, não só do representante do bispo, mas também dos próprios imigrantes que haviam escapado da morte alguns dias antes, com um grupo de menores. Imediatamente nasceu um diálogo – com um inglês e um italiano apenas balbuciados – onde os adolescentes marcaram alguns encontros com os imigrantes para ajudá-los a inserirem-se na região. O verdadeiro “Big Bang” terminou assim, aliás, começou com esse ato e com um reconhecimento: o “Prêmio Chiara Luce Badano”, entregue às comunidades sicilianas de Ispica e Rosolini pela acolhida dada aos imigrantes, sobretudo aos jovens que esperam o futuro. Fonte: Città Nuova online

Burundi: pequenos milagres do microcrédito

Ação por um Mundo Unido (AMU), dos Focolares, e a sua parceira no Burundi, Cadre Associatif des Solidaires (CASOBU), uma dupla vencedora! Graças também ao cofinanciamento de algumas instituições estatais italianas, conseguiram realizar diversos projetos de microcrédito na periferia de Bujumbura e na Província de Ruyigi (Burundi). No total foram constituídos 80 grupos de microcrédito. As poupanças feitas dentro de cada grupo permitiram aos 406 participantes no primeiro projeto, e aos 722 do segundo, iniciar uma atividade produtiva própria, a fim de sustentar a própria família. “No início não foi fácil desenvolver um trabalho de sensibilização – conta Sandrine, uma das animadoras do projeto de Bujumbura -, porque as pessoas não respeitavam os programas… e isso muitas vezes exigia de mim ir além da simples execução das minhas tarefas”. Jérôme trabalha na CASOBU, no setor de projetos em Ruyigi. Sente-se motivado pelo desejo de ir ao encontro das necessidades diárias do seu povo. “Procuro sempre trabalhar em conjunto, respeitar a dignidade e personalidade deles, ajudando-os a colocar a pessoa humana em primeiro lugar e a reforçar a coesão social. Num dos grupos uma pessoa não tinha conseguido restituir o crédito dentro de prazo estabelecido. Outro membro do grupo, vendo a atitude do primeiro, resolveu desaparecer. Sabendo que eu estava em Ruyigi o primeiro devedor procurou-me para falar da sua situação. Colhi a ocasião para reafirmar que a fraternidade nos grupos e comunidades é o maior valor que possuímos, que está antes de todo o resto. Também conseguimos encontrar o segundo, que na verdade tinha ido procurar o dinheiro para reembolsar o seu débito. No final, compreendi o quanto é importante que os beneficiários tenham a capacidade de resolver eles mesmos os problemas, sendo fieis às regras dos vários grupos, mas iluminados pelo espírito de fraternidade que tentamos testemunhar e transmitir a eles. Esta confiança em si mesmos os torna mais conscientes de suas capacidades”. “O que nós, da CASOBU queremos – continua Sandrine –, é que este amor evangélico que orienta a nossa ação como animadores, inspire também as relações dentro do grupo, as decisões deles, e permita que as suas atividades pessoais se tornem mais fortes e estáveis”. Uma das muitas experiências vividas: “Uma mulher, mãe de duas crianças e esperando a terceira, assumiu um empréstimo para iniciar uma atividade econômica, mas não compareceu mais às reuniões do grupo. Parecia que tinha se transferido para outro lugar. Foram procurar até encontrá-la. Escutando a sua história perceberam que tinha enormes dificuldades: abandonada pelo marido, com os filhos pequenos, sem poder pagar o aluguel e com a ameaça de ser despejada, etc. Os membros do grupo encontraram uma família para acolher os filhos, e, por unanimidade, concordaram em dar a ela um segundo crédito, para que pudesse reabrir a sua pequena loja. Assim essa mulher pode pagar os dois débitos dentro do tempo estabelecido. Os membros do grupo ficaram orgulhosos por terem levado esta história a um bom fim”.

NÃO ESQUEÇAM DE NÓS!

Evangelho vivido: a resposta de Deus

Gravidez e trabalho 2014_07_gravidanzaDiante da notícia que eu esperava uma criança, não obstante as promessas recebidas, a empresa onde trabalhava não estava mais disposta a dar-me licenças, indenizações, garantias para o futuro. Assim fui obrigada a pedir demissão. Nesse momento um amigo ofereceu-me um lugar em seu escritório profissional. Seria uma admissão fictícia, eu não iria trabalhar, mas teria reconhecidos os meus direitos de mãe trabalhadora. Eu já estava preparando os documentos quando a minha consciência se rebelou: saindo da legalidade eu estaria organizando um furto contra o Estado, mas eu queria ser uma mãe honesta para o filho que esperava. Rejeitei a proposta, enfrentando a opinião contrária dos meus parentes. Eles mesmos, porém, alguns dias depois, ficaram impressionados de como Deus respondeu com a sua providência: um novo curso profissional para o meu marido, berço, carrinho e roupas para o bebê e um trabalho novo para mim. M. L. – Itália A tábua de passar roupa Há pouco tempo meu filho foi morar sozinho. Ele vem sempre me visitar e um dia, vendo que eu passava roupa, disse: «Sabe de uma coisa? Está me faltando justamente uma tábua de passar». Não pensei muito tempo e já ofereci a minha. Ele foi embora contente, mas eu fiquei ainda mais feliz, porque tinha dado algo que realmente ele precisava. Dois dias depois uma amiga me fez a pergunta: «Você precisa de uma tábua de passar? No meu depósito há uma que não uso mais». Fiquei sem palavras! Aquela era até mais cômoda do que a que eu havia doado. R. B. – Suíça Um colega de escola Um dia um meu colega de classe começou a jogar os livros e cadernos para cima, imprecando contra Deus: «Por que não estás aqui quando eu preciso? O que ficas fazendo lá em cima?». Eu não entendia a sua atitude até que fiquei sabendo que sua mãe devia ser operada de um câncer. Fiquei ao lado dele, partilhando este grande sofrimento, e no final pedimos juntos, para Jesus, que a cirurgia fosse bem sucedida. Os nossos outros colegas também rezaram. A classe parecia transformada porque esse fato nos havia tornado mais unidos. A cirurgia teve sucesso e todos nós agradecemos a Deus. J. S. – Alemanha Trabalho de tradução 2014_07_interpreteEu precisava de dinheiro e tinha conseguido encontrar um trabalho de traduções. Uma amiga me contou que estava passando um momento de dificuldade financeira e eu, então, ofereci a ela dividir o trabalho que estava fazendo. No mesmo dia recebi uma proposta de outro trabalho, que me daria o dobro do valor que havia partilhado com a minha amiga. E. M. – Açores

NÃO ESQUEÇAM DE NÓS!

Laboratórios “Homem Mundo”, a copa do mundo da fraternidade

wpid-1405513584821.jpgA ansiedade dos 115 minutos de jogo sente-se no mundo inteiro, e mais ainda na Argentina. Todos estão diante da tela, para a final da Copa do Mundo de futebol. Quando a Alemanha marca, há um momento de silêncio profundo, depois os gritos de alegria de quem simpatiza com aquela equipe e a seguir um aplauso de todos. São os mais de 500 adolescentes de vários países que se encontram na Mariápolis permanente argentina dos Focolares (a 250 km de Buenos Aires), para participar do “Laboratório Homem Mundo” que teve início no dia 14 de julho. Alguns tinham previsto chegar depois, mas apressaram-se para viver juntos a grande final. Bandeiras, faixas pintadas com as cores das duas nações, músicas, torcida… Porém, tudo acontece no respeito recíproco. Mesmo se ainda não se conhecem, rapidamente estabelecem-se relacionamentos de amizade. São  adolescentes dos 13 aos 17 anos, provenientes de 27 países dos 5 continentes. Fazem parte do Movimento Juvenil pela Unidade. Foi uma feliz coincidência compartilhar a final, como uma oportunidade para exercitarem a vivência da fraternidade, antes de começarem os trabalhos da primeira semana do laboratório. A proposta consiste em realizar um workshop internacional onde os jovens serão formados segundo a cultura da fraternidade, que lhes permitirá adquirir uma dimensão mundial, de respeito e amor à pátria do outro como à própria. O evento desenvolve-se em duas fases. A primeira semana na Mariápolis Lia, onde os jovens irão trabalhar juntos com um programa dinâmico, “como num laboratório, onde misturam-se vários elementos, produzindo algo novo”, explicam. “É o que queremos fazer nestes dias”. O objetivo é aprender a relacionarem-se com todos, num espaço de “cultura da reciprocidade” que permita a cada um crescer como “homens e mulheres cidadãos do mundo”. Sábado, 19 de julho, encerra-se a primeira fase com uma jornada aberta a outros jovens, numa ligação streaming (http://live.focolare.org/rpu/) com os adolescentes do MJPU do mundo inteiro. No fim do dia farão um pacto, onde se comprometerão a “ir para as periferias”, para concretizarem ações solidárias e de fraternidade. De 20 a 27 de julho, na segunda semana, o projeto continuará em várias cidades do continente latino-americano, onde existem iniciativas sociais animadas pela espiritualidade da unidade, típica dos Focolares. São escolas, centros comunitários, casas de acolhimento para crianças e idosos. As ruas e os vários ambientes da Mariápolis Lia enchem-se de vida e novo entusiamo com a presença destes adolescentes que querem disputar a “copa do mundo da fraternidade”. video