7 Mar 2014 | Focolare Worldwide, Senza categoria
«Dia 23 de fevereiro passado – escrevem os focolarinos de Florianópolis –, com representantes da comunidade e com a presença do arcebispo, D. Wilson Tadeu Jönck, fizemos uma cerimônia simples e fraterna, para oficializar a transferência do focolare masculino para a comunidade de Mont Serrat, na periferia da cidade».
«Nós, que compartilhamos do carisma da unidade – afirma Lucival Silva – sentimos a importância de estar presentes, para dar a nossa contribuição, junto a todas as forças que já trabalham na igreja local e no morro, procurando ser construtores de “pontes” que unam as pessoas da cidade, muitas vezes separadas pelo muro da indiferença, entre uma classe média rica e os mais pobres».
Era visível a alegria nos olhos dos focolarinos envolvidos nessa aventura e também da comunidade local do Movimento dos Focolares. A impressão de repetir um pedaço da história dos Focolares, quando Chiara Lubich e o primeiro grupo de Trento começou pelos pobres, até entender que «todas as pessoas são candidatas à unidade».
Padre Vilson Groh, sacerdote voluntário do Movimento, mora e trabalha há muitos anos lá, dando continuidade a várias iniciativas. Francisco Sebok, um dos focolarinos, trabalha com ele num projeto que ajuda jovens e adolescentes a saírem do tráfico de drogas, num bairro dominado por traficantes. Fabrizio Lucisano já trabalha como médico de família, na unidade de saúde do Morro, e Keles Lima começou a trabalhar como professor na escola de educação infantil. O grupo se completa com Lucival, Miguel Becker e Arion Góes, estes dois últimos focolarinos casados, que mesmo morando com suas famílias darão um grande apoio a essa nova experiência.
A casa alugada é modesta, combina com a vizinhança, embora mantendo aquele toque de harmonia típico dos focolares. «Todos gostaram dela – comenta Francisco – mesmo com poucos meios procuramos decorá-la com bom gosto. No momento tem dois quartos, uma sala, uma cozinha e um banheiro. Mas os proprietários estão construindo um segundo plano e em alguns meses poderemos alugá-lo, assim teremos um ambiente mais reservado, para a vida cotidiana da nossa pequena comunidade, e poderemos deixar toda a parte de baixo à disposição das pessoas».
D. Wilsom abençoou o novo focolare e celebrou a Missa na capela da comunidade local, concelebrada por Pe. Vilson. O arcebispo fez votos de que a vida dos focolarinos «seja um testemunho de santidade, assim como Deus é santo». Percebia-se em todos os presentes a alegria de caminhar junto com a Igreja de hoje, que através do Papa Francisco «continua a nos convidar a ir ao encontro da humanidade – acrescenta Keles -, próximos das pessoas, especialmente dos mais pobres».
«Estamos conscientes de que não resolveremos o problema social do Brasil, nem de uma cidade – afirma Lucival – e nem dessa favela; mas esta experiência pode ser um sinal do nosso Movimento, para a Igreja e a sociedade, para dizer que nós queremos caminhar com todos, ricos e pobres, para contribuir na realização do testamento de Jesus “que todos sejam um”».
«Em 1993 – recorda Fabrizio – Chiara Lubich deu ao focolare de Florianópolis o nome “Emaús”, e escreveu: “Onde Jesus estava entre os discípulos, símbolo de Jesus no meio que iluminava as escrituras…”. Quisemos colocar essas palavras de Chiara na entrada do focolare, para que possamos recordá-las sempre».
5 Mar 2014 | Focolare Worldwide
«A situação em Kiev parece relativamente calma, as violências acontecem agora na Crimeia, onde a Rússia tem enormes interesses econômico-militares… Há grande insegurança em Kiev e em toda a Ucrânia. Percebe-se a emoção perturbadora de um momento histórico para a Europa, mesmo se não se sabe bem o que poderá acontecer nos próximos meses… As pessoas têm dificuldade em recolher o que precisam para sobreviver.
«…Os partidos presentes no país não são tão unânimes como se poderia pensar – russos, cossacos, tártaros, eslavos ucranianos, polacos… -, e ainda por cima encontram-se divididos em múltiplos cultos, muitas vezes em conflito entre eles. Não é de estranhar, então, as recentes crises nacionalistas e bielorussas, que têm origem nas brutais repressões e nas violentas represálias que se repetem a cada dez-vinte anos.
«Uma noite na praça Maidan. Apesar do frio, os milhares de jovens revolucionários não abandonaram as suas barracas. É um mausoléu ao ar livre.
Chego na praça quando já anoiteceu. Nas ruas vive-se uma atmosfera surreal de silêncio: quase não há carros, e nem sombra de polícias…
Estes são os lugares onde foram mortos os primeiros jovens, atingidos pelos atiradores a postos nos telhados dos edifícios do governo mais do que pela força da lei. Por toda a parte muitas velas acesas e flores depositadas…
Foi daqui que os jovens, com a sua determinação, chegaram à queda do presidente. Contudo, o país está dividido em dois. Mesmo assim esta multidão – fertilizada pelo sangue dos mártires – não parece decidida a ceder nenhum centímetro.
Está frio, as pessoas ficam ao redor das fogueiras, tomam bebidas quentes oferecidas pelos Cavaleiros de Malta, pela Cruz Vermelha, por muitos voluntários…
Maidan vibra pela Crimeia. A calma do centro de Kiev foi abalada pelas notícias inquietantes provenientes da Crimeia. As opiniões são muitas, mas a esperança de uma Ucrânia livre e independente não desaparece… Com um apelo lançado através das redes sociais, a população pôs-se a limpar tanto a grande praça diante do Parlamento, como a própria praça Maidan e arredores. Homens e mulheres, idosos e crianças empenharam-se para cancelar os traços deixados pela longa batalha de Kiev. Um dia transcorrido à procura de notícias da Crimeia…
Agora a diplomacia está trabalhando: espera-se pela mediação da União europeia e da ONU.
“Será possível que não se possa imaginar uma Ucrânia que não seja nem russa nem americana, mas apenas ela própria?”, diz uma das médicas que há uma semana trabalha para curar feridos e doentes da praça Maidan, no hospital improvisado no Hotel Ucrânia.
«Claro que a situação é grave e, talvez ainda mais do que ontem, tem-se a consciência de que, nesta praça-símbolo, de certo modo, está em jogo o futuro da Europa…
Mas o povo de Maidan fica no coração, com as suas velas e as suas flores. Aquele povo que hoje, aos milhares, quis ver os lugares onde foram martirizados uma centena dos seus filhos. É por esta gente que a Europa deve intervir. Com a diplomacia. Já não é tempo de usar armas para a solução dos conflitos.
Michele Zanzucchi
Fonte: Città Nuova
28 Fev 2014 | Focolare Worldwide
Melodias orientais, versículos do Alcorão e o Pai Nosso cantados, uma tradução em turco. Havia tudo o que era necessário no encontro do dia 9 de fevereiro no Centro Eckstein (Baar, Suíça), para criar uma atmosfera calorosa e acolhedora. Estavam presentes 90 pessoas, muçulmanos e cristãos, convidadas pelo Movimento dos Focolares para aprofundar os valores da família como célula fundamental da sociedade.
Embora morando na Suíça, muitos dos participantes tem suas raízes em outros lugares: Tunísia, Marrocos, Argélia, Madagascar, Albânia, Kosovo, Irã, Síria, Somália, Turquia, Egito, Senegal, Sri Lanka.
Para introduzir o tema da família foram projetados alguns trechos de um vídeo no qual Chiara Lubich conta as origens do Movimento durante a Segunda Guerra Mundial, e a ligação entre as palavras italianas «focolare» e «família». Com a abertura às diferentes religiões e culturas, a «família» dos Focolares criou um espaço de unidade e de diálogo entre pessoas de diferentes confissões cristãs e fieis de outras religiões.
Com depoimentos por vezes dolorosos, alguns dos presentes exprimiram a difícil integração em um país estrangeiro, como a jovem da Argélia, abandonada pelo marido dois anos depois do casamento; ou sofrimentos de outro tipo, como o do casal suíço com um dos três filhos envolvido com drogas ou do jovem casal que perdeu o primeiro filho, e ainda, um jovem egípcio que precisou deixar seu país e sua família. Em cada história emergiu a força que se encontra na fé em Deus e o apoio da comunidade, sustentáculos essenciais para superar as dificuldades.
«A família não se detém nos limites de parentesco: o próximo pode tornar-se irmão ou irmã», assim Chiara salientava em seu discurso no Congresso Internacional sobre a família, em Lucerna (1999). E acrescentava que o que acontece no meio familiar pode se vivido como uma expectativa e uma graça de Deus. Assim como um edifício necessita dos alicerces para erguer-se, a família se consolida por meio das provações, mas também partilhando as alegrias. É uma escola de amor que contém todas as nuances: do perdão recíproco ao convite a recomeçar sempre. Em síntese, a família é vista como uma fonte de estímulos positivos e de vitalidade, em favor dos indivíduos e da comunidade.
Densa de significado foi a conexão internet com um casal muçulmano do Movimento, da Argélia, que contou sua experiência sobre o perdão: «À noite eu não estava de acordo com minha esposa sobre uma decisão a ser tomada no dia seguinte. Mas, de manhã, a voz de Deus na consciência: “por que você está aborrecido com ela? Eu não estou aborrecido com você, mesmo se faz uma semana que não recita a oração”. Então, ao invés de discutir com minha esposa comecei a ajudá-la». E falaram também das numerosas famílias muçulmanas que, com eles, comprometem-se em viver a espiritualidade da unidade.
Em sua saudação, o Imã Mustapha Baztami, de Teramo (Itália), afirmou estar convencido de que «cristãos e muçulmanos podem prestar um enorme serviço à humanidade se juntos empenham-se pelos valores da família».
Na conclusão uma das participantes disse: «Segundo a minha educação estava claro que nós possuíamos a verdade e os outros estavam errados. Hoje, aqui, aprendi a abrir-me, descobri que muros e preconceitos devem ser destruídos».
27 Fev 2014 | Focolare Worldwide
«Hoje de manhã rezamos o Pai Nosso pela paz na Venezuela e no mundo – escreve C., professora na escola infantil -. Quando terminamos uma menina se aproximou e me disse: “professora, eu estava em casa com minha mãe, no jardim, ela estava batendo na ‘caçarola’ (a conhecida panela usada como instrumento de protesto), quando chegaram pessoas em grandes motocicletas, tivemos que fugir correndo porque eles atiraram em nós”. Os meus olhos encheram de lágrimas: não é este o país onde eu nasci, cresci e me formei».
A Venezuela, tradicionalmente, é mesmo um povo de irmãos. Nesta terra sul-americana encontraram uma casa muitos imigrantes, de todas as partes do mundo, formando um povo multiétnico, aberto, acolhedor e fraterno. «Além de tudo – C. procura explicar aos seus pequenos alunos – o nosso país é lindo, é como uma enorme casa, onde todos somos irmãos
».
É por estes motivos que parece “antinatural” o cenário de embates e violência que vem se verificando nos últimos anos. O desconforto popular foi aumentando ao mesmo tempo que crescia a deterioração socioeconômica do país, que nos últimos meses alcançou níveis inéditos.
Escrevem de Caracas: «No dia 12 de fevereiro, por ocasião do Dia Nacional da Juventude, foram feitos protestos estudantis pacíficos em todo o país, pelos graves problemas sociais e econômicos: insegurança, falta de alimentos e remédios, repressão. Infelizmente não houve uma abertura para o diálogo e a situação se degenerou em violência, com alguns mortos e numerosos feridos, inclusive gravemente, pelas severas agressões».
Neste contexto, a comunidade dos Focolares é consciente de poder contribuir como uma esperança de pacificação. Escrevem: «O nosso olhar retorna ao início do Movimento, a Chiara Lubich e ao primeiro grupo, durante a Segunda Guerra Mundial, quando tudo desmoronava e somente Deus permaneceu. (…) A situação que vivemos não pode frear o testemunho do nosso ideal evangélico, temos ainda um coração que pode amar, perdoar, recomeçar. Foi com essa certeza que comemoramos os 10 anos da Associação “A Pérola”, uma iniciativa educacional alternativa, uma resposta concreta à necessidade de formar crianças segundo os princípios de uma “pedagogia da reciprocidade”. Nós nos questionamos se era oportuno festejar nesses momentos delicados, mas a comunidade respondeu afirmativamente. Fizemos atividades esportivas e recreativas nas ruas, com as famílias, num clima de alegria e esperança. “Foi como um raio de sol no meio da tempestade”, disse um dos participantes».
N., limitada fisicamente há muitos anos, conta como vive este momento: «Rezo por todos os manifestantes, sem distinção de trincheira, especialmente por aqueles que morrem. Digo a Jesus: “Não tenho forças físicas, nem armas, mas possuo a oração e ofereço a minha vida para que possam encontrar-Te, antes de morrer”. Duas noites atrás houve uma grande manifestação bem diante da minha casa, com as ‘caçarolas’, gritos, slogans; atearam fogo e a fumaça entrou em casa. Então minha irmã levou o nosso sobrinho – que também é doente – para o meu quarto. Eu inventei alguma coisa para fazê-lo rir, assim se relaxou um pouco».
Vivemos momentos muito delicados. O Papa Francisco convidou todos os fieis a “rezar e trabalhar em favor da reconciliação e da paz”.
25 Fev 2014 | Focolare Worldwide, Senza categoria
Enquanto a crise na Ucrânia, que chegou ao colapso, deixa o mundo sem fôlego; e os refletores dos media apontam para tantos outros pontos do planeta como a Síria ou a Venezuela, temos a possibilidade de dialogar com alguns amigos dos Focolares que vivem as tensões da Nigéria, o país mais populoso da África, com mais de 160 milhões de habitantes. 
A Nigéria concentra a convivência islâmico-cristã mais numerosa do mundo. Consideram que esta seja a causa dos graves atos de violência que acontecem no País?
«Infelizmente, nos últimos anos, a Nigéria esteve na ribalta pelos danos causados, tanto aos muçulmanos como para os cristãos, por frequentes atentados terroristas, como demonstram os dolorosos acontecimentos das últimas semanas nos estados de Borno e de Adamawa, no nordeste do país. Olhando de fora, pode parecer que isto seja expressão de um conflito religioso, mas quem está no país pode testemunhar que esta não é toda a verdade. A realidade é que em grande parte da Nigéria a convivência é pacífica e respeitosa».
Mas, há muita violência…?
«Em algumas regiões, particularmente no norte, existem tensões constantes com milhares de vítimas. Os motivos são muitos: a falta de recursos econômicos, as feridas sofridas no passado entre as várias etnias mas, sobretudo, as atividades destrutivas de grupos terroristas».
De que modo vocês procuram reagir a esta situação?
«Os membros do Movimento dos Focolares, juntamente com muitos homens e mulheres de boa vontade, procuramos ser construtores de paz na vida quotidiana: reconhecer em cada pessoa antes de tudo um irmão ou uma irmã, para respeitar, sustentar, ajudar. Empenhamo-nos em ter esta atitude em todos os lugares: na família, no trabalho, pela rua, no mercado ou na escola, começando por pequenos gestos, como uma saudação, ou por interessar-se por aquilo que interessa ao outro, etc…».
E nas situações de perigo, quando é preciso proteger a própria vida ou a de outra pessoa…?
«Procuramos não parar diante das diferenças étnicas ou religiosas, para estar prontos a ajudar a quem precisa. Vemos que estas ações, tanto as pequenas como as menos pequenas, podem ajudar a diminuir e, às vezes, até mesmo parar a onda de violência. Assim, pode-se aos poucos promover uma nova mentalidade, isto é, ajudar a transformar o clima de ódio e de vingança com atitudes de respeito e de fraternidade».

Há pouco tempo vocês abriram um novo centro em Abuja, a capital da Nigéria…
«Sim, faz precisamente um mês. Foi uma decisão tomada junto com a Igreja local para estarmos próximos das comunidades do norte do País, que estão mais expostas às tensões. Deste modo, poderemos sustentar e encorajar aqueles que vivem pela paz e a fraternidade, não obstante tudo o que acontece».
23 Fev 2014 | Focolare Worldwide, Senza categoria
Os primeiros contatos do Movimento dos Focolares com membros da comunidade judaica, em vários países, remontam aos anos 1970 e 1980.
Em 1995 uma representação da Comunidade judaica de Roma doou a Chiara Lubich uma simbólica oliveira, em reconhecimento pelo seu empenho de paz entre judeus e cristãos, que foi plantada no jardim do Centro do Movimento, em Rocca di Papa (Roma).
Em 1996 realizou-se, em Roma, o primeiro congresso internacional entre judeus e cristãos promovido pelo Movimento. O tema centralizou-se no amor a Deus e ao próximo. Surpreendente notar a grande consonância entre a genuína tradição rabínica e a espiritualidade do Movimento. O ápice do encontro: um “pacto de amor e de misericórdia”, proposto por Norma Levitt, judia, de Nova Iorque, pela reconciliação entre cristãos e judeus de diferentes tradições.
O acontecimento mais significativo, no entanto, ocorreu em Buenos Aires (Argentina), por ocasião da visita de Chiara Lubich, em 1998.
Chiara apresentou a espiritualidade da unidade evidenciando os pontos comuns com o patrimônio espiritual judaico. Um momento culminante foi a referência à Shoah: “O sofrimento inominável da Shoah e de todas as mais recentes e sangrentas perseguições, não pode deixar de produzir fruto. Nós queremos partilhá-lo com vocês, para que não seja um abismo que nos separa, mas uma ponte que nos une. E que se torne uma semente de unidade”. Desde então, celebra-se todos os anos a Jornada da Paz, na Mariápolis Lia, pequena cidade dos Focolares na província de Buenos Aires.
Outra etapa: o encontro com amigos judeus em 1999, em Jerusalém. Chiara, embora não podendo estar presente, respondeu às suas perguntas, lidas por Natalia Dallapiccola e Enzo Fondi, então corresponsáveis pelo diálogo inter-religioso do Movimento. Foi muito apreciada pelas pessoas presentes, entre as quais alguns rabinos, uma resposta sobre o porquê do sofrimento, que cita um passo do Talmud: “Aquele que não experimenta o encobrimento do vulto de Deus não faz parte do povo judaico” (TB Hagigah 5b).
Desde 2005 foram realizados quatro simpósios internacionais: os dois primeiros em Castelgandolfo (Roma – Itália), o terceiro em Jerusalém, em 2009. “Milagre” e “esperança” foram palavras frequentemente repetidas por todos, judeus e cristãos. Presente também a comunidade árabe local do Movimento. Todos queriam assumir o difícil desafio da unidade, “Caminhar juntos em Jerusalém”, como recitava o título do congresso. Foi comovente o momento do “Pacto de amor mútuo”, selado solenemente no Monte Sião, na “escadaria” onde uma tradição afirma que Jesus rezou pela unidade, e no Kotel, Muro Ocidental, o chamado Muro das Lamentações.
Em 2011 o simpósio foi realizado em Buenos Aires. Na Mariápolis Lia, cristãos e judeus de várias correntes – ortodoxos, conservadores e reformados – trataram sobre o tema “Identidade e diálogo, um caminho que prossegue”. O programa foi muito rico de intervenções sobre várias disciplinas, como filosofia, antropologia, psicologia, pedagogia, direito e comunicação. Dias importantes não apenas pela riqueza de conteúdos, mas pela escuta recíproca e o intercâmbio de muitas experiências. Um participante judeu comentou: “Nestes dias de diálogo respeitoso, as diferentes correntes do judaísmo encontraram-se harmoniosamente”.
Passos ulteriores foram dados em 3013, em Roma, num encontro internacional no qual buscou-se entrar, ainda mais profundamente, uns na tradições dos outros.
Mas a principal característica desse frutuoso diálogo não são tanto os congressos, mas a vida compartilhada, a contínua interação das próprias experiências e pontos de vista, que se atua durante o ano inteiro, em muitas cidades da Europa, nas Américas e em Israel.
No dia 20 de março de 2014, na Universidade Urbaniana de Roma, acontecerá o evento “Chiara e as religiões: juntos rumo à unidade da família humana”. Deseja-se evidenciar, a seis anos de seu falecimento, o empenho pelo diálogo inter-religioso. A manifestação coincide com o 50º aniversário da declaração conciliar “Nostra Aetate”, sobre a Igreja e as religiões não cristãs. É prevista a participação de personalidades religiosas do judaísmo.
Leia mais: Buenos Aires, 20 de abril de 1998 – Chiara Lubich aos membros da B’nai B’rith e outros membros da comunidade judaica.