26 Set 2013 | Focolare Worldwide
http://vimeo.com/75470546
«Caritas Jordânia é um organismo filiado à igreja Católica, presidido pelo Patriarca de Jerusalém. Está presente na Jordânia há 45 anos e faz parte da Caritas internacional», conta o diretor, Wael Suleiman. E continua: «Caritas Jordânia respondeu ao apelo da Igreja de cuidar dos refugiados sírios. Registramos o ingresso na Jordânia de 1 milhão e trezentos mil sírios entre os quais 130 mil inscritos na Caritas. Oferecemos a eles assistência médica, ensino e ajudas humanitárias.
Com os poucos recursos do país: água, petróleo e todos os problemas econômicos, é difícil para a Jordânia acolher este grande número de refugiados. Mas não quer fechar as portas. O Rei ordenou que as fronteiras permaneçam abertas para servir os nossos irmãos sírios. Procuramos viver, neste momento, a solidariedade».
Suhad Zarafili, é a responsável pelos projetos da Caritas Jordânia: «Um dos nossos programas – explica – é o de voluntariado. Temos cerca de 30 grupos com mais de mil voluntários, cristãos e muçulmanos. Foram eles que começaram a visitar os campos para encontrarem os refugiados sírios mais necessitados».
Entre esses voluntários está Carole. «Estou muito contente por Deus ter me dado a oportunidade de trabalhar na Caritas e ajudar os sírios. Eu também sou síria e, de certa forma, posso entender melhor o que estão passando; nos compreendemos reciprocamente. Eles sofrem muito, precisam de muitas coisas. A Associação os acolhe e procura ajudar de todas as maneiras, até quando o nosso Deus resolverá a situação».
«Pertenço ao Movimento dos Focolares – continua o diretor Wael Suleiman – e a sua espiritualidade, vivida por muitas pessoas que trabalham na Caritas, nos ajuda a olhar o mundo, a sair do pequeno círculo onde vivemos e trabalhamos, para amar mais a todos. Vivendo a espiritualidade da unidade formou-se na Caritas uma “célula” que contribui para o desenvolvimento de todas estas ações. As pessoas que vêm aqui não recebem somente ajuda material, mas o espírito e a vida que está por trás dessa ajuda».
25 Set 2013 | Focolare Worldwide
Passaram-se três anos daquele dia 25 de setembro de 2010, quando Chiara Luce Badano foi proclamada beata, no Santuário do Divino Amor, em Roma.
Parece ter sido ontem, tão vivas são as lembranças daquele evento extraordinário que soava como a realização da carta escrita por Chiara Luce aos seus amigos: «Saí da vida de vocês num instante. Ah! Como eu queria ter podido parar aquele trem que corria e me afastava cada vez mais! (…). Mas agora sinto-me envolvida em um esplêndido desígnio que pouco a pouco se revela».
Desejamos recordar a realização do “esplêndido desígnio” que Chiara Luce realizou na sua vida com algumas palavras de seus pais, Maria Teresa e Ruggero, retiradas do livro de Franz Coriasco “Viajando com os Badano”.
«Em seus últimos meses, vocês nunca pensaram que tinham uma filha santa?»
Maria Teresa: «Não, nunca pensamos nisso, nem de longe. Vivia-se numa constante “extraordinária normalidade”, embora Chiara já tivesse perdido o uso das pernas e estivesse sempre na cama. Havia uma graça, evidentemente, que talvez no momento não tivéssemos nem o tempo de realizar plenamente, mas que vivíamos a cada dia. E que continuou depois também, e continua agora. Esta foi, se pudéssemos dizer assim, a “especialidade” de Chiara: não ter se tornado santa no meio de sofrimentos atrozes (ainda que tenham existido), mas tornar-se santa na alegria de amar a Deus».
Ruggero: «Enfim, repensando no período da doença de Chiara, não podemos deixar de repetir sempre que realmente foram os dois anos da nossa vida mais abençoados por Deus».
(Retirado de: F. Coriasco, Em viagem com os Badano. Chiara Luce e a sua família: os segredos de um segredo, Città Nuova, Roma, 2012).
www.chiaraluce.org
24 Set 2013 | Centro internazionale, Focolare Worldwide, Focolari nel Mondo, Spiritualità
http://vimeo.com/75092268 (mais…)
24 Set 2013 | Focolare Worldwide
24 Set 2013 | Focolare Worldwide

«Trabalho numa escola de educação infantil como especialista na educação de crianças especiais. Um de meus alunos, F., usa um aparelho auditivo. Ele tem problemas de comportamento e dificuldades em relacionar-se com os colegas que, por sua vez, o tratam mal e o excluem das brincadeiras. Em geral nas turmas existe uma certa rivalidade entre as crianças, que competem para mostrar o erro ou o defeito de quem é mais frágil. Assim pensei em envolvê-los numa atividade que fosse gratificante para eles e os ajudasse a ver o bom que existe em cada pessoa, esperando que vissem o que é bom também em F.
Foi assim que começou o “Correio da Amizade”: uma manhã apareceu em cima da minha mesa uma caixa colorida com uma abertura, como uma caixa de correio. Na tampa da caixa coloquei um desenho do Pepê & Jotabê que, sorrindo, diziam: “Tenho uma surpresa para você!”. Propus às crianças que, durante a semana, usassem a caixa para dizer as coisas boas que haviam vivido ou os aspectos positivos que tinham observado um no outro durante o dia. As cartas podiam ser anônimas ou assinadas, endereçadas a qualquer um. Podiam ser enviados desenhos, poesias, presentinhos. Decidimos que nós também, as professoras, iríamos participar, para escrever àquelas crianças que quase com certeza não iriam receber nada. O correio seria lido por todos juntos no final da semana. As crianças aceitaram a proposta com entusiasmo e começaram a escrever cartas, bilhetinhos e poesias.
No final da primeira semana toda a classe fervia de impaciência. A abertura do correio foi um momento de partilha, quando, finalmente, todos se concentraram no positivo e não no negativo. Cada criança recebeu uma carta e se declarou disposta a responder ao remetente.
Tendo controlado anteriormente quem havia recebido ou não alguma coisa, escrevi alguns breves pensamentos para alguns, e para outros dei uma tirinha do Pepê & Jotabê. Quem recebeu as tirinhas quis saber algo mais sobre estes dois simpáticos personagens e eu pude explicar o significado das historinhas. Daí brotou um diálogo bonito e profundo. Desde aquele momento receber uma tirinha de desenho tornou-se um privilégio, um presente especial que todos conservavam cuidadosamente.
Nas semanas seguintes a atmosfera mudou consideravelmente na turma. As crianças eram mais gentis entre si, um pouco pelo desejo de receber as cartas, um pouco pela ligação positiva que havia nascido por terem recebido elogios dos colegas.
No entanto, para F. foi mais difícil tirar proveito do “Correio da Amizade”. Ele se recusava a escrever cartas aos outros, dizendo que certamente não teria recebido nada de ninguém, a não ser das professoras. Foi assim nas duas primeiras semanas. Na terceira, porém, uma menina escreveu a ele dizendo que o considerava seu amigo porque lhe emprestava as coisas. F. começou a chorar e rasgou o bilhete, com raiva. Na outra semana ele me pediu ajuda para escrever algumas cartas, e na sucessiva recebeu outros bilhetes, cheios de elogios que o deixaram surpreso e feliz.
Decidiu então escrever a todos um bilhete. Para ele, assim tão seletivo nos seus relacionamentos, este foi um grande passo, que o encheu de emoção. O “Correio da Amizade” continuou a ser utilizado na classe até o final do ano, tornou-se parte integrante da nossa vida escolar, veículo de afeto e de reciprocidade para todos».
(M. T. – Itália)
23 Set 2013 | Focolare Worldwide

© Sean Scaccia
A comunidade do Movimento dos Focolares na Sardenha aderiu ao convite dos bispos locais para uma comunhão de bens em dinheiro a ser destinada à Cáritas de Buenos Aires, ligada por vínculos históricos à ilha italiana.
O nome originário da capital argentina, “Santa Maria de Buen Ayre”, deriva, de fato, de Santa Maria da Bonaria, tão venerada pelos habitantes da Sardenha.
“Da Cáritas sarda, um presente para os ‘últimos’ de Buenos Aires”, foi denominada a ação.
Além disso, a comunidade do Movimento na Sardenha ofereceu ao Papa Francisco um presente simbólico: uma tela (1m x 70 cm) intitulada “Confiança”, realizada pelo artista Sean Scaccia. A tela foi acompanhada por um breve texto do autor:
“A confiança
é um salto no escuro
de uma alma na Luz
que, não olhando à escuridão ao redor,
mergulha num abraço, ao Céu”.
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