Movimento dos Focolares
Dai e vos será dado: funciona!

Dai e vos será dado: funciona!

«Sandro contou-me uma experiência concreta de vida. Com toda a família: a mulher, um filho de 14 anos, uma filha de 12 e o pequenino, de 2, foram ao mercado fazer compras. Encontraram um senhor estava vendendo 15 alcachofras por 3 Euros e a decisão foi unânime: compraram!

Terminaram as compras e enquanto voltavam para casa, encontram uma senhora pobre que diz a Sandro: “O senhor me daria algumas alcachofras? Eu não tenho nada para comer.” E Giorgio, um dos filhos, com o consenso de todos, doou cinco alcachofras àquela senhora.

A filha, Gioia, diz ao pai: “Mas, se esta senhora pede alcachofras a muitas pessoas… talvez isso não seja justo…”. E o pai lhe responde: “Nós procuramos fazer o bem, depois, ela responderá diante da própria consciência como se comporta.” Entram em casa, felizes pelas compras feitas.

No dia seguinte, enquanto Sandro estava em uma igreja e se dirigia a Nossa Senhora pedindo ajuda – era necessário comprar os óculos para um filho e não tinham dinheiro para isso – toca o telefone. E ele fica surpreso ao conversar com um amigo ao qual, há muitos anos, havia emprestado uma soma e que, naquele momento, lhe telefonava para dizer que, finalmente, poderia lhe restituir o dinheiro.

 O valor correspondia exatamente ao preço dos óculos. No Evangelho está escrito: “Dai e vos será dado.”

Mas Aquele que recompensa é exatamente um Senhor. O Senhor».

(A.DN – Italia)

«Esta Palavra de Vida é realmente verdadeira! Um dia, enquanto me dirigia ao trabalho, um dos funcionários pediu-me uma pequena soma que dei com muita boa vontade! Durante estes dias estamos trabalhando mesmo se as escolas estão fechadas. Eu sou professor. Quando fui receber o meu salário fiquei surpreso: a administração havia acrescentado uma soma que não esperávamos mais recebê-la. O valor era, exatamente, cinco vezes mais do quanto eu havia doado ao funcionário».

(K. – USA)

Dai e vos será dado: funciona!

USA – Expo 2013, o balanço

Chegaram ao Hotel Sheraton de Chicago, aparelhado para a ocasião, quase 500 participantes, de toda a América do Norte, de Santo Domingo, da Austrália e da Europa. Foram registrados cerca de mil contatos na internet.

A Expo 2013 mostrou os vultos da América criativa, laboriosa, corajosa, a dos indivíduos e das comunidades que criam redes e, ao conhecer-se, partilham do mesmo caminho. Durante as plenárias não foram apresentadas palestras, nem relatórios, nem mesas-redondas, apenas breves sequencias de testemunhos, para introduzir os oito laboratórios da tarde do sábado: música, trabalho, arte, fé, saúde, educação, ecologia, empenho civil, mídia e comunicação: a mudança positiva partiu dessas áreas.

«É uma mudança que começa pelas relações, os relacionamentos que se criam entre as pessoas que formam o tecido social». Declarou o cardeal Francis George, arcebispo da cidade, que trouxe a sua saudação. E continuou: «E estes são os votos que faço a vocês, também daqui para frente: continuem a construir unidade em todos os níveis, ainda que seja preciso arriscar, porque isso é o que mais serve para a sociedade de hoje».

Um risco que, como outros, também Carol Spale, que mora em Chicago, correu: numa situação de dificuldade para a sua família recebeu uma ajuda gratuita de alguns vizinhos, provocando uma reação em cadeia que fez com que, até hoje, todo o seu bairro esteja comprometido em favor dos mais necessitados, com o envolvimento inclusive da administração pública. Isso também é reciprocidade.

E Marisol Jimenez, que trabalha na escola “Café con Leche”, em Santo Domingo, que além de garantir alimentação e instrução para mais de 500 crianças, tem uma atuação fundamental no restabelecimento da harmonia social nos bairros mais pobres da cidade.

E assim acontece também no Canadá e em toda a América do Norte. Em Chicago reuniram-se para olhar-se de frente, fazer um balanço da situação e adquirir nova coragem para continuar a levar adiante as mais variadas ações, em todo o território.

Fonte: Umanità Nuova online


Expo 2013 – Galeria de fotos


Dai e vos será dado: funciona!

Be the Bridge – Reveja a transmissão

No dia 1° de maio, um flashmob e uma caminhada pela paz em Jerusalém e, como conclusão, um programa life streaming que envolverá os jovens do mundo inteiro. Previstas também conexões two ways com Loppiano (Itália), Mumbai e Budapeste.

Com estes eventos inicia-se a Semana Mundo Unido, compromisso anual desde 1996, dos Jovens por um Mundo Unido, ponta do iceberg do empenho concreto deles para promover a unidade e a paz em todas as situações em que se encontram.

“Sejamos pontes”, portanto, em conformidade com o Projeto Mundo Unido que foi lançado exatamente durante o Genfest 2012.

Um compromisso assumido com responsabilidade que deseja acatar o apelo do Papa Francisco aos jovens: “Não permitam que a esperança de vocês seja roubada” e é uma natural etapa no caminho em direção à JMJ 2013, no Rio de Janeiro.

Dai e vos será dado: funciona!

Suíça: paz e justiça, frutos da unidade

A amizade e a colaboração que liga o Conselho Ecumênico das Igrejas ao Movimento dos Focolares tem suas raízes no final da década de 1960 e escreveu uma nova página dia 25 de abril passado. Realizou-se na sede de Genebra uma conferência e uma mesa-redonda com o título: “Paz e justiça: frutos da unidade”, com o objetivo de colocar em relevo os frutos que o carisma de Chiara Lubich produziu em termos de diálogo inter-religioso, de difusão dos paradigmas basilares para a promoção dos direitos humanos, de comunhão na práxis política.

O Rev. Dr. Olav Fykse Tveit, secretário geral do Conselho, com pesar não pode estar presente devido a uma importante viagem ao Egito, Etiópia, Sudão e Sudão do Sul. Foi o vice-secretário geral, M. Georges Lemopoulos, que acolheu calorosamente os convidados e salientou a importância deste acontecimento no quadro da preparação da Assembleia geral da entidade, que se realizará de 30 de outubro a 8 de novembro de 2013, em Busan, na Coreia do Sul, com o tema “Deus da vida, guia-nos rumo à justiça e à paz”.

Michel Vandeleene, doutor em teologia espiritual, dirigiu aos mais de 180 participantes, em sua maioria representantes das igrejas locais, membros de organizações internacionais e colaboradores de organizações ecumênicas, uma mensagem de Maria Voce, presidente dos Focolares: “Aprecio muito o ardoroso empenho de muitos – também hoje aqui presentes – em favor da plena e visível comunhão da Igreja de Cristo, para que a cristandade, numa voz unânime, dê a sua indispensável contribuição de vida e de pensamento à construção de um mundo mais justo e em paz. Alegra-nos saber unidos a nós nesse esforço pela fraternidade universal, tão importante para a humanidade da hoje, pessoas valentes, pertencentes a outros credos ou organismos com finalidades humanitárias”. “É justamente o amor fraterno que transforma a nossa ação em conjunto em relacionamentos de reciprocidade”. Michel Vandeleene ilustrou ainda o desenvolvimento e a especificidade do carisma de Chiara Lubich, salientando a sua “paixão pela paz, a justiça e a unidade”, que lhe proporcionou o recebimento do prêmio Unesco pela educação à paz e, em 1998, o prêmio do Conselho da Europa pelos direitos humanos.

Durante a mesa-redonda diversos relatores mencionaram a inspiração que recebem do carisma de Chiara em seu trabalho pela paz e a política. Ada Marra, Conselheira Nacional do parlamento suíço falou do seu desejo de manter-se em diálogo com seus colegas, independentemente das divergências políticas, e testemunhou o seu compromisso em estabelecer relações interpessoais que respeitem as diferenças de opinião e ideologia. Maria Francisca Ize-Charrin, ex-diretora do Comissariado para os Direitos Humanos da ONU estabeleceu um liame entre o estilo de vida proposto por Chiara – a unidade – e as duas principais preocupações das Nações Unidas: o reconhecimento universal dos direitos humanos e a tutela de cada pessoa. O professor Ioan Sauca, diretor do Instituto Ecumênico de Bossey, acrescentou que “a amizade com Chiara Lubich produziu frutos significativos, entre estes, dispôs o Instituto a diversas mudanças, como uma maior unidade entre seus membros, a colaboração com professores de outras religiões e a abertura a estudantes de novos movimentos religiosos”. Afirmando seu apreço pela reunião, um dos presentes sublinhou como a atuação do carisma de Chiara “deve iniciar com as relações interpessoais, para conduzir depois a uma profunda mudança da sociedade, que levará ao desenvolvimento e à paz”.

Dai e vos será dado: funciona!

Na Colômbia, um elogio à fraternidade

É denominada “Condecoração da Ordem do Congresso da Colômbia” e foi instituída em 1987 pelo parlamento colombiano. Trata-se da honraria que, em nome do povo, as duas câmaras podem conceder a cidadãos ou instituições quem tenham servido o país. E foi com esta motivação que foi solicitada pelo Senador da República José Darío Salazar Cruz e atribuída ao Movimento dos Focolares, que a recebeu pelas mãos do magistrado italiano Dr. Giovanni Caso, presidente adjunto honorário do Supremo Tribunal italiano.

“Recebemos este reconhecimento à obra de Chiara como um encorajamento ulterior a prosseguir, com decisão e entusiasmo cada vez maiores, no caminho traçado por ela, em toda parte e, de modo especial, na Colômbia”, escreveu a presidente dos Focolares, Maria Voce, no agradecimento enviado aos parlamentares e a todos os presentes, reunidos na sessão extraordinária do Congresso da República da Colômbia, realizada dia 25 de abril. Nessa ocasião foi conferido ao Movimento dos Focolares o título de “Comendador”, com o objetivo de “evidenciar a excelsa contribuição dada pelo Movimento ao longo dos 41 anos de presença na Colômbia, em benefício da convivência e da fraternidade”.

Estiveram presentes, o secretário da conferência episcopal, D. Daniel Falla Robles, o bispo anglicano Francisco Duque, e o responsável pelo Conselho Distrital dos Direitos Humanos de Bogotá, Dr. Ricardo Cañón. Nas motivações salienta-se que, nesses 40 anos, os Focolares geraram “modelos de convivência nos vários ambientes da sociedade, no mundo da pedagogia, do direito, da economia…”. Em seu discurso o senador citou, entre as concretizações, o “Centro Unidade” de Los Chircales, a escola Sol Nascente, a colaboração com a Pastoral Social de Soacha, entre outras coisas.

Maria Voce sublinhou ainda a fraternidade como “pressuposto essencial de qualquer convivência”, considerando que a sua aplicação “em vasta escala na ação política, jurídica e social, abre possibilidades surpreendentes. Favorece o diálogo em vários níveis e permite manter conectados e valorizar culturas e pensamentos diferentes, experiências humanas divergentes que, de outra forma, poderiam desembocar em conflitos insanáveis. Pela fraternidade também a liberdade e a igualdade, fundamentos básicos da democracia, conquistam significados novos. A fraternidade pode sustentar e iluminar organismos empenhados em superar as barreiras entre indivíduos e povos, para acelerar as etapas rumo à unidade da família humana e garantir a paz”.

O trabalho dos Focolares na Colômbia, portanto, prossegue, e nos últimos dias houve uma série de encontros com o Dr. Caso, membro da comissão central internacional de “Comunhão e Direito”, rede internacional de estudiosos e operadores do direito, que buscam conjugar o paradigma da fraternidade com o direito. Anteriormente ele esteve na América Central, num importante encontro com operadores do direito da Guatemala.

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Encontro com a prefeita de Belém, na Palestina

O “Centro Paz” encontra-se no coração político e multi religioso de Belém. Na mesma praça – um quadrado de pedra branca delimitado por palmeiras – estão a Basílica da Natividade e a mesquita: uma convivência onde não existe nada de disputa ou de intolerância. Ao lado encontra-se a prefeitura e ao redor as muitas cores do mercado. Em Belém, o muro que o governo israelense decidiu construir para defender o seu território é uma presença quase obsessiva.

Os Jovens por um Mundo Unido, 130 de 25 nações, quiseram começar pelo Centro da Paz, para reforçar os pontos de fraternidade que começaram a lançar a partir do Genfest – manifestação de setembro de 2012, em Budapeste – em muitas partes do planeta. Se na Hungria o slogan era “Let’s bridge”, “Vamos construir pontes”, neologismo que convidava a estabelecer ligações e superar barreiras entre povos, crenças e culturas, agora é Be the bridge, “Seja a ponte”, o projeto que será lançado exatamente na Terra Santa, com um banco de dados que irá catalogar as boas práticas inspiradas na fraternidade, realizadas por pessoas e grupos, organizações e estados.

Vera Baboun, primeira mulher prefeita de Belém e dos Territórios Palestinos, acolheu a proposta desse lançamento «feliz e orgulhosa, porque acredito na força e na capacidade de diálogo, justamente numa terra ferida pela ausência de fraternidade». Cristã, professora universitária, viúva e mãe de cinco filhos, por quarenta minutos ela narrou a sua experiência como mulher e prefeita, e respondeu às perguntas prementes dos jovens. Sendo uma entusiasta apoiadora das mudanças e das novas gerações, várias vezes salientou: «Cabe a nós dar os passos para a criação de um mundo novo. Para construir pontes é preciso três coisas: coragem, boa vontade e verdade. É preciso confiar em si mesmos e acreditar que é possível mudar».

Uma confirmação do estilo de novidade que marca a sua administração é o projeto da criação de um conselho consultivo formado por jovens, que trabalhará junto com o conselho eleito da cidade. Na sua saudação final não podia faltar uma referência aos muros que circundam a circundam: «O muro foi construído pelas mãos de homens. Quem o abaterá? Mãos de homens. Façamos da desvantagem uma vantagem e trabalhemos por um sonho comum: fazer do mundo uma casa comum, onde os homens sejam verdadeiramente uma só humanidade. E os palestinos são essa humanidade».

Em Jerusalém, até o dia 1º de maio, tem continuidade a última etapa do Genfest, com o laboratório de fraternidade dos Jovens por um Mundo Unido na Terra Santa, que começou dia 24 de abril. São previstos vários eventos, com judeus, árabes, muçulmanos e cristãos, para continuar a lançar pontes, segundo o compromisso assumido em Budapeste. Um deles será com duzentos estudantes muçulmanos e cristãos na Universidade de Belém, para um seminário sobre a reconciliação e a paz, enquanto que, com os grupos internacionais Gen Verde e Gen Rosso, e artistas locais, trabalha-se com a arte e a música.

Dia 1º de maio, uma conexão internacional de Jerusalém com Itália, Hungria e Índia, assinalará um pacto mundial de fraternidade, e será relançado o Projeto Mundo Unido, que mira a incrementação da unidade entre povos, pessoas e instituições através da criação de um banco de dados de todas as iniciativas que nestes anos agiram nessa direção.

Fonte: Città Nuova online

“Be the Bridge” website