25 Abr 2013 | Focolare Worldwide
«O nosso Movimento – como sabemos – surgiu, porque um pequeno número de pessoas, uma célula da humanidade se deparou com uma nascente, deixou-se envolver por um manancial de água viva: uma nova e mais profunda compreensão da Boa Nova: Deus é Amor! Deus nos ama! Deus ama todos os homens. Na nossa vida, na rotina do dia a dia, com os seus problemas e projetos, com os seus sofrimentos e as suas alegrias, não estamos sós. Se a quisermos, se a acolhermos, pode entrar em jogo esta presença superior e extraordinária, capaz de ajudar de maneira imprevisível, de enriquecer e sublimar a nossa vida quotidiana em todas as suas manifestações.
Um Pai, uma Providência divina está acima de nós e nos acompanha. Com certeza, esta fé no amor de Deus não está ausente nem mesmo hoje do coração de muitos. Todavia, nem sempre tiramos disso todas as consequências, e conduzimos a própria vida, construímos a cidade terrena, pretendemos renovar o mundo como se tivéssemos que fazer tudo sozinhos. (…) Uma das maiores convicções que o nosso Movimento adquiriu ao longo desses quarenta anos de vida, convicção confirmada pela experiência quotidiana é esta: viver segundo a Boa Nova, desencadear no mundo a revolução evangélica é sinônimo de desencadear também a mais potente revolução social.
Hoje no mundo existem desníveis sociais? Os ricos e os pobres vivem ainda em margens opostas? Nós acreditamos, como Maria – e graças a Deus o vimos atuar-se em vários pontos do nosso planeta -, que a lei do Evangelho, colocada em prática, sabe efetivamente cobrir de bens os famintos e “despedir os ricos de mãos vazias”. (Lc 1,53). Nós testemunhamos que a bem-aventurança da pobreza (Lc 6,20) e a advertência de Jesus “ai de vós, ricos” (Lc 6,24), levadas a sério, podem dar um notável impulso ao restabelecimento do equilíbrio social.
Existe hoje o problema do desemprego, dos idosos, dos marginalizados, dos diversamente hábeis, da fome, os múltiplos problemas do Terceiro Mundo? Não nos ensina toda a história cristã que a página do Evangelho, relativa ao exame final de cada cristão – “tive fome e me deste de comer…” – (Mt 25,35 ss), ofereceu extraordinárias soluções? E não experimentamos também nós que, colocadas em prática com empenho quotidiano, segundo as exigências atuais e com métodos adequados ao nosso tempo, podem resolver muitos destes problemas?
E o “dar” que o Evangelho requer (‘Dai e vos será dado’), que garante a promessa de “uma boa medida cheia, calcada e trasbordante” (Lc 6,38), que o nosso Movimento muitas vezes constatou, não será também uma atitude concreta que pode aliviar quem está na miséria, na fome, na solidão, carente de tudo?
É também uma experiência quotidiana que, “pedindo” como o Evangelho nos ensina, se obtém (Lc 11, 10); que ‘o resto’ (‘o resto’ que pode ser para uns a saúde, para outros o emprego, para outros ainda a casa ou um filho ou quanto necessita) o resto vem por acréscimo (Mt 6, 33).
Vimos muitas vezes com os nossos próprios olhos, para a glória de Deus, o ‘cêntuplo’ que Cristo prometeu a quantos se desapegam de tudo por Ele. (Mt 19, 23). (…) E se a providência chega aqui, pelo pouco que, com a graça de Deus, se faz e pelo pouco que se ama, porque não poderá chegar em todos os lugares?».
Mensagem de Chiara Lubich na Jornada do Movimento Humanidade Nova
Roma, 20 de março de 1983 – Fonte: Centro Chiara Lubich
24 Abr 2013 | Focolare Worldwide

Eles estavam no mesmo carro proveniente da fronteira com a Turquia. Na periferia de Alepo, um grupo de homens armados bloqueou a rodovia, fizeram os passageiros sair do carro e assassinaram o motorista, que era um diácono. Depois deste fato, não se tem mais notícias dos dois metropolitas.
Mor Gregorious Yohanna Ibrahim, arcebispo da Igreja Sirian Ortodoxa de Aleppo, é um bispo muito conhecido, é amigo do Movimento dos Focolares e colabora com a comunidade de Santo Egídio, assim como o bispo Paul Yazigi.
O diretor da Assessoria de Imprensa do Vaticano, Padre Federico Lombardi, declarou que «é uma dramática confirmação da trágica situação na qual vive a população da Síria e as suas comunidades cristãs». «O Santo Padre Francisco – prossegue o porta-voz do Vaticano – acompanha os acontecimentos com grande interesse e intensa oração pela incolumidade e liberação dos dois bispos que foram raptados e para que, com o empenho de todos, o povo sírio possa finalmente encontrar uma eficaz resposta ao drama humanitário e ver surgir no horizonte reais esperanças de paz e de reconciliação».
Neste momento existe incerteza quanto ao destino dos dois bispos. No dia 23 de abril difundiu-se nos meios de comunicação a notícia de que haviam sido libertados, mas, em Aleppo, procura-se entender a veracidade dos fatos. Ao entardecer do dia 23 um grande grupo de pessoas se reuniu diante da sede do Arcebispado daquela cidade, mas, depois, retornaram a casa. Todos aguardam o desenrolar dos acontecimentos nas próximas horas. Fiéis no mundo inteiro rezam para que os dois bispos sejam liberados.
http://cittanuova.it/c/427746/Incertezza_sulla_sorte_dei_due_vescovi.html
http://cittanuova.it/c/427729/Rapiti_due_vescovi_in_Siria.html
http://cittanuova.it/c/427611/Diario_dalla_Siria32.html
24 Abr 2013 | Focolare Worldwide
“O paradigma da unidade: um diálogo interdisciplinar sobre o pensamento de Chiara Lubich” foi o título do seminário realizado nos dias 12 e 13 de abril na Universidade Católica Fu Jen (Taipei).
Organizado em colaboração com o Instituto Universitário Sophia e outras duas universidades católicas de Taiwan, o evento marcou um relacionamento que, desde os anos 50, a fundadora dos Focolares cultivou com a Igreja e o mundo acadêmico da ilha. Na carta enviada para a ocasião por Maria Voce, a Presidente dos Focolares recordou que a iniciativa da Universidade Católica de Taipei de conferir a Chiara Lubich o título honoris causa em Teologia, em 1997, marcou o auge deste relacionamento.
Hoje, no mesmo lugar, emerge o carisma de Chiara, a sua herança, pela qual o Papa Francisco, na mensagem dirigida aos participantes, encoraja-os a “renovar a alegria do encontro com Cristo e a testemunhar a Sua presença no mundo”.
O tema de abertura apresentado pelo Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para a Vida Consagrada, salientou um desafio que a Igreja é chamada a enfrentar: conjugar a unidade, “sua nota essencial”, e a catolicidade. “Por outras palavras – explicitou o Cardeal – de que modo ser um na grande variedade de culturas, tradições, experiências espirituais e teológicas”. Neste caminho rumo à plenitude “da unidade na multiplicidade” insere-se o carisma de Chiara como “uma dádiva maior”.
As contribuições de Piero Coda para o âmbito teológico e de Luigino Bruni para a área da economia alternaram-se com intervenções de relatores locais, numa sinergia frutuosa e rica por uma maior colaboração, que culminou com a assinatura de um acordo com Sophia.
Yu-Xing-yang, parlamentar taiwanês, testemunhou com entusiasmo que o carisma de Chiara é fonte de inspiração também na própria atividade política.
A consistente presença de membros de várias correntes budistas, além de representantes da Igreja Ortodoxa em Taiwan, deu um caráter inter-religioso e ecumênico à realização dos trabalhos.
Na conclusão, o Pe. Ramon da Providence University resumiu a luminosidade dos dias transcorridos: “Chiara veio a Taiwan em 1997, hoje ela passou aqui pela segunda vez, e não devemos mais deixá-la partir”.
23 Abr 2013 | Focolare Worldwide
«Antes de tudo é uma história de amizade». Com estas palavras abriram-se os trabalhos do congresso promovido pela Comunidade Islâmica da Sicília e o Movimento dos Focolares, que aconteceu em Catânia, dia 14 de abril passado. «Nós nos conhecemos, alguns membros do Movimento dos Focolares e o imã de Catânia, e essa amizade cresceu e alargou-se a outros muçulmanos e pessoas do Movimento, especialmente famílias, com momentos nos quais pudemos compartilhar os valores da fraternidade universal, experimentando-os concretamente». Afirmou Giusy Brogna, dos Focolares, especialista em diálogo inter-religioso com o Islã, após anos vividos no Oriente Médio, que junto com o jornalista Roberto Mazzarella e o imã Kheit Abdelhafid, presidente da Comunidade Islâmica da Sicília, e o vice-presidente, Ismail Bouchnafa, esteve entre os organizadores do evento.
Cerca de 500 pessoas responderam ao convite, famílias inteiras, provenientes de várias cidades sicilianas, onde já há algum tempo nasceu uma amizade entre as comunidades do Movimento dos Focolares e famílias muçulmanas.
Visão cristã da família e valor agregado da família muçulmana para a sociedade italiana estiveram entre os temas centrais, apresentados respectivamente pelo casal Gaetano e Grazia Maria Amore e o imã Kheit Abdelhafid, que exprimiu sua satisfação pelo evento assim como pelo longo trabalho preparatório: “A família é central para ambas as nossas religiões, principalmente pensando no futuro dos nossos filhos, que gostaríamos que vivessem em um mundo sem barreiras, no qual a diversidade fosse vista como riqueza”. As experiências ratificaram aquilo que foi dito. Apresentaram-se, uma família de Scicli; Giosi e Zanja, que estudam juntas em Ispica; Fatima e Hamed, de Rosolini, com a filha Rabia e alguns amigos católicos. Alguns deles atuam há vários anos em uma escola para mulheres imigrantes, que funciona em ambientes das paróquias.
A tarde prosseguiu com a participação dos jovens, cristãos e muçulmanos, que nas semanas anteriores haviam produzido um curta-metragem onde, com perspicácia, descreveram as principais gafes em que se cai quando não são conhecidas as diferentes tradições culturais e religiosas.
O arcebispo de Catânia, D. Salvatore Gristina, presente no encontro, encorajou a prosseguir neste caminho: “Confiamos na ajuda do Senhor – disse – demos as mãos e vamos adiante”. Entre as personalidades civis esteve também o prefeito de Catânia, Raffaele Stancanelli, que quis agradecer a escolha da sua cidade para um evento tão importante, “capaz de contagiar em termos positivos a nossa comunidade nacional”.
Esse evento insere-se entre as experiências de fraternidade que há muito tempo vem sendo vivenciadas por algumas comunidades islâmicas e os Focolares, no contexto do Projeto Itália, e que tiveram um momento importante de visibilidade em novembro passado, em Brescia (Itália).
22 Abr 2013 | Focolare Worldwide
Refletores sobre a Suécia: o país escandinavo de rigorosa tradição luterana, há décadas – assim como a inteira grande península – é investido pela difusa secularização expressa não só pelas reduzidas percentuais de participações a celebrações religiosas bem como por um estilo de vida que parece ter excluído as referências ao transcendente.
A experiência da iniciativa chamada “Pátio dos Gentios“, para o diálogo entre pessoas que professam a fé e quem não a professa – promovida pelo Conselho Pontifício para a Cultura – nestes últimos anos contribuiu ao crescente conhecimento recíproco que pode ser, por parte dos cristãos luteranos e católicos, corroborada e enriquecida pelo fato de colocar em prática o Evangelho e comunicar os frutos que ele produz.
Neste contexto e com esta intenção incluímos duas iniciativas promovidas pelo Movimento dos Focolares, por ocasião do quinto aniversário da morte de Chiara Lubich.
“
Que nenhum daqueles que se aproxima de vocês permaneça decepcionado; antes, cada pessoa encontre em vocês luz para a própria vida, calor para o próprio coração, força para a própria caminhada (…). Permaneçam fiéis ao carisma que receberam e sejam testemunhas de Cristo, neste mundo tão confuso, às vezes cansado e sem entusiasmo!”; uma recomendação, uma exortação que o Monsenhor Nowacki, Núncio Apostólico na Suécia deixou ao membros do Movimento dos Focolares.
Na homilia pronunciada durante a missa que ele celebrou no dia 14 de março passado, por ocasião do quinto aniversário de morte de Chiara Lubich, referindo-se a ela, disse: “é uma mulher extraordinária que (…) incendiou o mundo com a chama do amor de Cristo e descobriu na cruz de Jesus o motivo fundamental para viver intimamente unida a Ele (…), cada dia como expressão de amor a Deus e aos irmãos.”
Encorajada e sustentada pela estima e pelo entusiasmo do Núncio, dois dias depois, a comunidade do Movimento promoveu um evento, no salão de uma igreja luterana, cujo título foi: “Que relevância o Evangelho tem hoje?” no qual sucederam testemunhos e experiências concretas fundamentadas no Evangelho, notícias sobre as atividades concretas de solidariedade atualmente em curso e um aprofundamento espiritual com a contribuição de manifestações artísticas.
Algumas repercussões expressam muito bem a atmosfera que envolveu os participantes: “Na segunda-feira enquanto me dirigia ao trabalho eu estava pensando em impor as minhas razões, mas, depois me lembrei de uma experiência de vida que ouvi no dia anterior e entendi que eu devo amar por primeiro”, e ainda: “Compreendi que ainda é possível viver o Evangelho também nos tempos atuais e eu também quero experimentar.”
Próximo evento promovido pelos Focolares na Suécia: Mariápolis em Kumla (Örebro) de 27 a 30 de junho.
21 Abr 2013 | Focolare Worldwide
De 4 a 7 de abril, adolescentes de várias ilhas das Filipinas, reuniram-se em Tagaytay para uma aventura fora do comum. Deixaram o conforto das suas casas e desligaram-se da tecnologia, enfrentaram o desafio de conhecer coisas novas, e escolheram o contato com a natureza, fazendo novas amizades com outros adolescentes de todo o país. Com o tema “O outro, diferente de mim… um outro eu”, procuraram descobrir de que modo se pode viver um dia inteiro guiados pelo amor.
Durante a atividade de “vAMOs colorir a cidade”, os jovens participantes da colônia de férias realizaram várias ações sociais: visitas a orfanatos e ao cárcere local; ida a diferentes bairros da periferia de Tagaytay, onde plantaram uma centena de árvores. Foram ocasiões para concretizar o tema daqueles dias, especialmente a aplicação da frase do Evangelho: “Qualquer coisa que fizerdes ao menor dos meus irmãos foi a mim que o fizeste” (Mt. 25,40).
Estas experiências deixaram marcas importantes nos jovens, como comentou um deles depois de ter ajudado algumas pessoas com lesões cerebrais: “Entendi como muitas vezes não valorizo as dádivas que recebi nem muitas coisas que na realidade são um privilégio”. E um outro, depois de ter passado algumas horas com crianças órfãs: “Naquele pouco tempo em que estive com elas, senti que me tornei como um pai para um menino que não tem os pais”.
Aqueles que visitaram o cárcere de Tagaytay City, ficaram impressionados com os testemunhos dos presos, sobre como procuram reconstruir as suas vividas. Os presos alertaram os adolescentes para os graves erros que levam as pessoas para o cárcere, destruindo a própria vida e a de outras pessoas.
Os jovens também participaram em workshop de arte, teatro, dança, música, jornalismo e desporto. Partilharam experiências de vida, como aquela da família de Lito Bulan: diante de grandes dificuldades, como a doença da esposa, enfrentou a situação com mais amor e perseverança. Também a sua filha procurou viver “a arte de amar”, fazendo de tudo para manter a unidade entre todos na família. Ela contou que as dificuldades da vida servem como um ‘filtro’ para um relacionamento de amor mais forte e profundo na família.
Durante a colônia de férias realizou-se uma “Amazing Race” (corrida extraordinária): uma competição para testar a unidade e a capacidade de trabalho em equipe entre os 15 grupos formados. As mais emocionantes das 15 etapas foram: escorregar na lama, uma lição sobre a confiança e a coragem na vida, e a corrida de obstáculos, um verdadeiro teste à perseverança!
O último dia foi dedicado à oração, à reflexão e ao sacramento da reconciliação, que marcou o momento para refletir e integrar tudo o que aprenderam nestes quatro dias aventurosos e significativos. Como em cada youth camp (este foi o 5° ano consecutivo), foi difícil despedir-se, mas ainda era mais forte o empenho de partir com o desafio de “amar o próximo e colorir os ângulos escuros das nossas cidades”. As páginas Facebook dos participantes em pouco tempo encheram-se com fotos e mensagens que exprimem que este foi “o verão mais inesquecível” das suas vidas! Agora estes 300 jovens filipinos querem exportar a experiência vivida no Youth Camp para o próprio ambiente.