26 Jan 2013 | Focolare Worldwide
Depois da visita às comunidades da Indonésia, Singapura e Malásia, a viagem de Maria Voce e Giancarlo Faletti continua na Oceânia.
Na primeira etapa, que já começou em 22 de janeiro e que continuará até dia 31, estão agendados vários encontros em Melbourne: com os focolarinos e as focolarinas para o seu retiro anual; com todas as pessoas próximas dos Focolares da Austrália e das Ilhas; com os jovens (26/27 de janeiro) que têm muitas iniciativas; com um grupo de bispos e sacerdotes australianos (30 de janeiro).
25 Jan 2013 | Focolare Worldwide
Em dezembro a presidente do Movimento dos Focolares, Maria Voce, lançou uma campanha internacional para que cesse o conflito sírio e pedir que as negociações de paz sejam retomadas, para o bem de milhões de cidadãos desamparados e indefesos: o Time out. Um minuto de silêncio e de oração pela paz, no mundo inteiro às 12h (horário local), agora direcionado em particular pela paz na Síria.
Alguns amigos da comunidade dos Focolares escreveram-nos de Damasco e de Alepo: «Vinte e dois meses constelados por sofrimentos indescritíveis e incalculáveis, que deixam as suas marcas. Foi assim que reencontramos a nossa Síria e o nosso povo. Passamos a fronteira libanesa, depois de uma viagem por estradas entre as montanhas, recentemente abertas por causa da tempestade de neve dos últimos dias. Apesar do céu azul, um senso de profunda inquietação paira no ar.
As inspeções nos postos de controle são minuciosas; existem mais de um entre a fronteira e a periferia da capital, antes do bairro onde mora a família que nos acolherá nos próximos dias, enquanto o pequeno alojamento, que foi colocado à nossa disposição pela Igreja local, não estiver pronto. Já antes da chegada, os nossos celulares começam a tocar ou a receber sms dos nossos amigos de Alepo, de Hama, de Damasco, que querem dar-nos as “boas vindas”! A alegria é muito grande, mas contida, com uma certa ansiedade em relação à incerteza do futuro. Da periferia o barulho dos disparos das metralhadoras e dos canhões não é grande.
As notícias na TV não são estimulantes. Ao falar com um dos amigos, entende-se melhor a amplitude daquilo que esta gente está vivendo na pele: uma manobra arquitetada há anos, para desestabilizar o Oriente Médio, e diante da qual sentimo-nos pequenos e impotentes. A política internacional e regional parece que está a milhas de distância do sofrimento deste povo, como se fosse indiferente. E as pessoas estão cansadas. De Alepo contam-nos, em poucas frases por telefone (que milagrosamente funciona!), sobre as constantes privações, o frio cortante, a falta de água e de eletricidade, a escassez do pão, que se encontra só por um preço exorbitante, as chantagens para obter lucro numa cidade que era o centro industrial e comercial do país. Falam da morte sempre às portas e da ajuda providente de Deus. Estão extenuadas».
E ainda: «No regresso da missa, recebemos a terrível notícia de um massacre, por causa da explosão de dois mísseis, na universidade de arquitetura e nos arredores de Alepo, onde se encontram muitos refugiados. Imediatamente entramos em contato com os nossos amigos que estavam lá: uma professora e duas estudantes. Estão com a voz embargada. Descrevem cenas espantosas. Uma delas escondeu-se atrás de um carro, viu os corpos lançados ao ar, ouviu os gritos de mães à procura dos filhos. A professora conta: «Hoje era o primeiro dia dos exames, já tinha tocado para o fim da aula e estávamos recolhendo as folhas dos testes. Um aluno insistiu para lhe dar mais alguns minutos, porque tinha chegado atrasado por causa dos bloqueios nas estradas. Os colegas não queriam, mas consegui convencê-los. Passaram pelo menos cinco minutos, o aluno entregou o seu exame e descemos para o pátio para nos dirigirmos para a saída. Neste momento, vejo passar em cima da minha cabeça o primeiro míssil e depois o outro! Eu estaria exatamente naquele lugar onde eles foram cair. Encontrei o meu carro com o capô deformado e os vidros quebrados. Mas estamos salvos por causa de um ato de amor feito a um aluno».
Fonte: Città Nuova – Diário da Síria/1 – Diário da Síria/2 – Diário da Síria/3
21 Jan 2013 | Focolare Worldwide
«Do aeroporto de Singapura à cidade de Johor se faz um percurso de uma hora e se atravessa uma fronteira, em Woodlands, um rio que, na realidade, é um canal marítimo que separa Singapura da Malásia. No carro, estou em ótima e jovem companhia. Estou com Sophie, recém chegada de Jakarta, a capital da Indonésia, 43 anos, dois filhos de 11 e 14 anos e trabalha em uma companhia aérea árabe. Fala-nos da sua decisão de viver o cristianismo em um ambiente profissional nem sempre fácil, não só e nem tanto por motivos religiosos; mas, pela qualidade do trabalho: «frequentemente sou obrigada a não aceitar presentes e “gratificações” que me oferecem porque, infelizmente, na Indonésia a corrupção é muito grande».
Ao lado dela irradia o belíssimo sorriso de Heyliy; outro mundo, originária de Mumbai, Índia, e encontra-se há sete anos em Singapura, é comissária de bordo e trabalha em outra companhia aérea. Participa de um grupo de jovens do Movimento dos Focolares: ela é hindu, uma é originária do Brasil, duas de Singapura, uma das Ilhas Maurício, uma da Malásia, uma de Macau e, finalmente, outra da Coréia!
Latando tem 26 anos e Oktav 28, recém desembarcaram de um vôo procedente da Yogiakarta, capital cultural da Indonésia, onde estão estudando a língua italiana com dedicação, porque elas querem passar um período de formação espiritual e profissional na Itália. Elas cultivam uma grande esperança: a de colaborar para que os seus amigos muçulmanos de Bantul, com os quais trabalharam por muito tempo depois do terrível terremoto acontecido em 2009, encontrem uma adequada via de desenvolvimento.
Anna, 22 anos, é a nossa motorista. Com a sua família, mora em Johor. Estuda Administração Hospitalar. Positiva e otimista por natureza e, da mesma forma, o é com a sua vontade: «Creio que a criminalidade que fere a mia cidade deve ser resolvida através das medidas positivas da polícia, mas, ainda mais, por meio das obras de justiça social e política». E ainda Nicolas, 22 anos, de Singapura, com o smartphone sempre ligado e perenemente com o alarme. Trabalha controlando contas: «Mas, eu procuro ver o semblante das pessoas que sempre existe atrás do dinheiro. Não é sempre fácil, mas, parece que aqui se deve viver pelo dinheiro e eu não concordo com isso».
São estas pessoas, junto a 300 outras provenientes de Singapura, Indonésia e Malásia, que se reuniram no dia 20 de janeiro, na sede da Catedral do Sagrado Coração, no centro da cidade de Johor, para encontrar Maria Voce e Giancarlo Faletti que visitam a região. Muitos deles não se conhecem porque as distâncias aqui são enormes. É mais fácil que se reúnam os indonésios, os singapurenses, os malaios separadamente… Os jovens e os adolescentes constituem a grande maioria, mas, não faltam os “operários da primeira hora”, isto é, aqueles da década de 80, quando a notícia de uma professora de Trento chegou até aqui. Semblantes e cores variadas, muitas idéias, muita expectativa. É palpável a emoção. Povos muito diferentes, mas, unificados pelo amor evangélico e pelo amor de Chiara Lubich.
Caracteres de povos diferentes que se expressam cromaticamente, emotivamente e artisticamente em apresentações de dança, música, teatro e representações cênicas… Um festival de povos, uma exposição desta parte do mundo tão variada e tão rica. «Mi tocou a riqueza destas pessoas, que tem mil diferentes potencialidades expressivas e também espirituais», comenta Maria Voce. E um jovem de Penang, da Malásia: «Eu não sabia que as comunidades dos Focolares dos países vizinhos fossem tão diferentes, complementares eu diria. Entendi que nós, malaios, sozinhos não saberíamos ser assim tão ricos».
É um colóquio pessoal o que se instaura entre os hóspedes de Roma e os muitos presentes. Perguntas íntimas e respostas, de certa forma, também íntimas. Um apelo constante ao amor a Deus e à consciência pessoal. E, também, um convite a uma espécie de “ano jubilar”, durante o qual, dar espaço ao perdão, ao “recomeçar”, a olhar a graça que Deus oferece… Perguntas com características universais, mundiais, válidas se fossem também formuladas em Colônia ou em Buenos Aires. Mas, com uma inspiração local, aquela da situação social, religiosa e política: a dificuldade de comprometer-se pelo estresse da vida cotidiana, na qual o trabalho é o valor mais importante; o contexto religioso, muçulmano em particular; a dificuldade de um verdadeiro altruísmo; as relações entre as gerações; as leis, nem sempre favoráveis a uma adequada convivência civil…
«
Somente Deus permanece… Deus não tem necessidade de defensores, mas de testemunhas», conclui Maria Voce. E é este o sentido da vida do Movimento nestas terras: renovar-se sempre no amor evangélico e testemunhar-lo com a própria vida. Para assim alcançar, aos poucos, a unidade desejada por Jesus.
Selamat Datang, lê-se na sala do encontro. Quer dizer “bem vindo!”. Poucas horas juntos e isto é já uma certeza».
Michele Zanzucchi, enviado especial.
19 Jan 2013 | Focolare Worldwide

Mirta Zanella, originária de Mendoza, na Argentina, é casada e tem três filhos. Conhece o carisma da unidade há bastante tempo e constatou que viver a Palavra de Deus transforma-nos, mudando também a realidade que nos circunda.
Um episódio. Um dia desaparecem as chaves de casa, o salário do marido e outros objetos de valor. Quem terá sido? O autor do furto deve ser necessariamente alguém próximo da família… Isto provoca em Mirta um grande sofrimento, tanto que não consegue nem rezar. Depois, recordando que Jesus convida a perdoar, consegue fazê-lo, também em relação à pessoa que a tinha roubado.
Após alguns dias, surge a notícia de que uma senhora em dificuldade, que pedia esmolas no bairro e com a qual mantinha, já há alguns tempo, uma relação cordial, tinha roubado na casa de uma vizinha: enquanto ela a ameaçava com uma pistola, o marido roubava os bens.
Sucessivamente, também Mirta recebe dela ameaças graves e para defender-se chama a polícia. A mulher é presa e, depois do processo, reconhecida culpada por vários delitos, sendo condenada a 17 anos de prisão.
Nos meses seguintes, o marido sugere a Mirta de ir visitá-la no cárcere, mas isto não está nos seus planos: “Nem por sonho!”, responde, até porque sente medo. Pouco tempo depois, um novo pedido: desta vez é o sacerdote da paróquia, que lhe propõe de ir com um grupo de senhoras ao cárcere feminino onde está presa a mulher que a roubou. Um pouco confusa, Mirta aceita, recordando-se da palavra de vida: “Ide aprender o que significa: prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Mt. 9, 13).
Assim, vai com o grupo à prisão e, no fim da Missa, vê a mulher. Num instante, decide ir cumprimentá-la com um abraço. “Ela começa a chorar e pede-me perdão”, conta Mirta. “Respondo que o Senhor já a perdoou e eu também. Pede-me para rezar pelos seus filhos e prometo que o farei”.
A partir daquele dia, Mirta continua, com o sacerdote e outras pessoas, a ir visitar a prisão, até que lhe pedem para coordenar a Pastoral Carcerária. As presas, tocadas pelo amor concreto do grupo, mudam de atitude, colocando-se à disposição: reordenam a capela, restaurando o crucifixo e limpando os bancos, ao ponto que agora pode-se celebrar a Missa ali, com regularidade. Algumas das suas impressões confirmam o clima que se instaurou no cárcere: “Não sabia dialogar com os meus filhos, agora consigo compreendê-los”; “sou egoísta, vejo só o meu sofrimento, mas procuro estar atenta também à dor dos outros”; “não importa o lugar, aqui eu descobri Deus”.
Na vigília de Natal, Mirta e os seus amigos organizam no cárcere uma ceia e o Bispo vai celebrar a Missa. Por um lado, é uma renúncia a passar a festa com as próprias famílias, por outro, é forte a consciência de construir assim uma família maior.
18 Jan 2013 | Focolare Worldwide
Recentemente, a Igreja no Brasil fez a opção de configurar-se sempre mais como uma “Rede de comunidades”. É neste contexto que se insere o encontro para sacerdotes do Movimento dos Focolares que se realizou de 3 a 10 de janeiro passado, nas proximidades de São Paulo.
A cidadezinha Mariápolis Ginetta, recebeu os 145 sacerdotes, diáconos e seminaristas provenientes das diversas regiões do país, com representantes também da Argentina, da Bolívia e do Peru.
Outro ponto de referência foi o apelo do recente do Sínodo dos Bispos a “formar experiências concretas de comunhão que atraem o olhar desencantado da humanidade contemporânea com a força ardente do amor – «Vede como se amam!» -, e a “multiplicar os poços onde os homens e mulheres, sedentos, são convidados a encontrar Jesus” (Mensagem ao povo de Deus, n. 3).
O programa, a cada dia, introduzido por uma frase do Evangelho como proposta de vida, percorria um itinerário de aprofundamento da espiritualidade da unidade. Para evidenciar a vida de comunhão, foi dedicado bastante tempo ao diálogo na plenária e aos trabalhos dos grupos.
No contesto da celebração do Ano da Fé, falou-se da relação entre o Concílio Vaticano II e a promessa evangélica da presença de Jesus entre aqueles que estão reunidos em seu nome.
Para todos os participantes, ficou evidente a necessidade urgente de tornar visível esta presença. Também a constatação de que a Igreja, ao invés de olhar para si mesma ou apresentar-se ao mundo unicamente com um perfil institucional, é chamada a dialogar com a cultura, mostrando Jesus por meio do amor recíproco entre as pessoas.
Entre as conclusões do encontro, exprimia-se a convicção que esta presença de Jesus na comunidade permite à Igreja renovar as suas estruturas e os seus métodos através de relações autênticas e uma vida espiritual profunda.
Além disso, o encontro ofereceu a oportunidade de delinear, mais uma vez, a presença do Movimento dos Focolares a serviço específico aos sacerdotes, diáconos permanentes e seminaristas nas várias regiões do Brasil, formando numerosos grupos de partilha com o objetivo de aprofundar na vida cotidiana o carisma da unidade como fonte inspiradora da vida e do ministério.
17 Jan 2013 | Focolare Worldwide

Acontece durante o verão em algumas regiões do sul da Europa, que muitos hectares de bosques são destruídos por incêndios em diversos países, como aconteceu na Albânia.
Os Jovens por um Mundo Unido albaneses tiveram a idéia de envolver muitos outros coetâneos em uma iniciativa: comprar árvores e, juntos, plantá-las nas regiões devastadas pelo fogo, daí o título do projeto: “Ofereça uma árvore”.
“Os preparativos para o encontro duraram algumas semanas – escrevem da Albânia – com muitos imprevistos, como a coincidência com a festa nacional do Centenário da Independência do país e, sendo feriado as universidades se fecham e muitos jovens retornam às próprias cidades”.
Não obstante isso e, ainda, a sala era pequena com capacidade máxima de 80 lugares, nos dias 28 e 29 de novembro, chegaram a Tirana 140 jovens, com o objetivo de transcorrer dois dias na mesma trilha da experiência vivida durante o Genfest, em Budapeste.
“A experiência mais bonita e mais forte – contam – vivemos durante a preparação feita com alguns jovens que haviam participado conosco do Genfest, os quais se sentiram os primeiros protagonistas. Alguns se ocupavam das refeições; outros das coreografias e das canções; outros dos testemunhos; outros ainda da tradução e dublagem dos documentários e das apresentações…
E assim nos tornamos um grupo muito unido. E isto nos deu a força para convidar os nossos amigos, ajudando-os a encontrar soluções para que permanecessem na cidade, mesmo se muitos alojamentos estavam fechados”.

O slogan do encontro foi “Faça aos outros aquilo que gostaria fosse feito a ti”, a conhecida Regra de Ouro presente em quase todas as religiões. E, durante dois dias, além de ouvir os principais discursos do Genfest, foi também apresentado, de modo mais aprofundado, o Projeto Mundo Unido (United Worl Project, http://www.unitedworldproject.it/), uma iniciativa realizada pelos Jovens por um Mundo Unido do inteiro planeta.
“Os jovens que participaram – concluem – ficaram felizes ao experimentar esta experiência de unidade e de reciprocidade vivida. Muitos agradeciam porque constataram que é possível realizar um mundo mais unido, que é possível transformar a realidade que nos circunda, começando primeiramente por nós e que, nesta tarefa, não estamos sós”.
Os Jovens por um Mundo Unido da Albânia.