Movimento dos Focolares
A propósito de eleições… juniores

A propósito de eleições… juniores

«Quando soube que seriam lançadas as eleições para o “Prefeito júnior” da minha cidade, resolvi candidatar-me. Estava entusiasmada por poder fazer alguma coisa e testemunhar o meu ideal de viver por um mundo unido. Imediatamente, reuni-me com alguns amigos e juntos criamos o nosso partido, o IPIF, “Insieme per il futuro (Juntos pelo futuro). Elaboramos o programa, o logotipo e depois começou a campanha eleitoral. Éramos nove candidatos.

Eu sabia que, no fim, mesmo se não fosse eleita, teria aprendido muitas coisas, tanto no âmbito político como pelo esforço de reconhecer a presença de Jesus no próximo [Mt 25,40 ndr], mesmo em quem ‘concorria’ comigo.

Antes de tudo, queria tentar viver, com os meus colegas, alguns dos quais não têm fé, uma experiência com o ‘estilo da unidade’. Finalmente chegou o dia das votações, mas o meu pensamento não estava voltado aos votos que receberia, porque eu estava muito feliz por ver todos os candidatos divertindo-se juntos: era uma atmosfera tão diferente daquela que em geral vemos nestas circunstâncias! Apenas em dois obtivemos a maioria dos votos, e eu recebi cinco a mais em relação ao outro candidato. Fiquei satisfeita, porque morava naquela cidade apenas há um ano.

Com uma diferença mínima fomos para o segundo escrutínio e o meu colega foi o vencedor. Mesmo se para alguém possa parecer estranho, fiquei feliz por ele. A competição foi uma disputa saudável. Tanto nas reuniões como na campanha eleitoral, procuramos ajudar-nos mutuamente, sem que um prevalecesse sobre o outro, pelo contrário, até trocávamos ideias interessantes. No fim, fui nomeada presidente do Conselho. Ainda hoje, existe a máxima colaboração entre todos e não se faz distinção entre quem é da maioria ou da minoria, mas trabalhamos unidos para realizar aquilo que é importante para nós e para a nossa escola.

Depois, quando encontramos o Prefeito ‘adulto’, vimos que as nossas ideias – dos adolescentes – são importantes para contribuir para melhorar a cidade! De fato, o nosso pedido de começar a seleção do lixo foi considerada e já está sendo feita».

(E. – Italia)

A propósito de eleições… juniores

Viagem a Singapura, Indonésia e Malásia

A viagem de Maria Voce a Johor para encontrar as comunidades dos Focolares será uma ocasião para conhecer mais alguns países da Ásia: especialmente a Indonésia, Singapura e a Malásia. O slogan indonésio Unidade na diversidade expressa a grande variedade etnolinguística da maior nação arquipélago do mundo, com as suas 17.508 ilhas. Em todas estas nações os cristãos, de várias Igrejas, representam menos de 10% da população que, na maioria é muçulmana na Indonésia e na Malásia; budista e taoísta em Singapura. Na década de 60 as sementes da espiritualidade da unidade começam a espalhar-se nestas nações pela presença de religiosos como Pe. Tarcisio Centis, em Medan (Indonésia) e de sacerdotes como Pe. Jose Lai (Singapura) que, atualmente, é o bispo de Macau. E também por meio da revista New City e do folheto da Palavra de Vida. Em 1991 foram abertos dos centros dos Focolares em Singapura que, atualmente, se transferiram para Yogyakarta, na Indonésia, e, em 2004, em Medan. No final da década de 80 foi a vez da Malásia, com Pe. Rafael Kang; nos anos 90 foram realizadas as Mariápolis em Johor e Penang, o Familyfest (encontro para as famílias) a Penang. Alguns membros participam das escolas de formação em Loppiano e das manifestações internacionais, como o Genfest. Uma “família focolare” vive na Malásia, em Johor e diversos membros do Movimento estão espalhados em muitas localidades do país. As sementes da espiritualidade da unidade germinaram e nasceram muitas comunidades, pequenas, mas muito ativas, que promovem iniciativas com outras pessoas de diversas confissões religiosas. Atualmente o centro da vida do Movimento destas nações está em Yogyakarta, na Ilha de Java.

Jovens em Penang

Vanna Lai e Caloi Adan, responsáveis pelos Focolares, nos contam: “A população de cada ilha, aqui na Indonésia, tem a sua mentalidade e o seu modo de agir. Ficamos admiradosconta Caloide ver quanta variedade e riqueza de culturas em um único país: também os dois focolarinos indonésios que estão em Yogyakarta e são provenientes da Ilha de Sumatra, nos dizem que a única coisa que têm em comum com os javaneses é somente a língua oficial. Entre junho e setembro realizaram-se três Mariápolis em Penang e Johor, na Malásia e em Medan, na Indonésia, que reuniram cerca de 400 pessoas”. Onde é mais ativo o Movimento? “Particularmente na Igreja local, como testemunham os numerosos encontros para os religiosos, a formação para catequistas em Yogyakarta, onde Pe. Salvo d’Orto (OMI) recentemente falou sobre a ‘Eucaristia e a espiritualidade da unidade’; o convite a alguns gen de Singapura para dar o próprio testemunho a um grupo de jovens que participam de um encontro promovido por uma paróquia. Foi promovida uma atividade esportiva pelos adolescentes, Run4unity, em Bantul, nas proximidades de  Yogyakarta, que contou com a participação de uma centena de pessoas, jovens e adultos, quase todos muçulmanos. Além disso, 31 jovens participaram ao Genfest 2012, em Budapeste”. “Muito importante – continua Vanna – foi a nossa participação a uma festa que reúne a população muçulmana de várias cidades, para comemorar a data em que os jovens fizeram a promessa de viver pela unidade da Nação”. Nestas cidades, o Movimento dos Focolares contribuiu para a reconstrução de vários edifícios, depois do terremoto acontecido em 2004. Nas páginas do site focolare.org e por meio da nossa social network é possível seguir as notícias dessa viagem.

A propósito de eleições… juniores

Centro Internacional Giorgio La Pira

Um suporte fundamental aos jovens provenientes da Ásia, do Oriente Médio, da África, da América do Sul e do Leste da Europa, é oferecido também por meio das estruturas como o Centro Internacional de Estudantes «Giorgio La Pira». Como se realiza concretamente este serviço?

«Em março de 1978 – recorda Maurício Certini, diretor do Centro – diante da desorientação e da solidão em que viviam numerosos estudantes estrangeiros, a Igreja florentina quis oferecer a estes jovens um lugar de acolhida, no respeito às diferenças culturais ou religiosas; um lugar aberto ao diálogo, onde se pudesse ajudar reciprocamente a superar momentos difíceis e estar juntos, como diria anos mais tarde o Papa João Paulo II, um encorajamento “em direção a uma sociedade culturalmente mais rica, mais fraterna na sua diversidade.”»

«A Diocese e a cidade responderam com entusiasmo à proposta do Cardeal Giovanni Benelli, que pediu uma ajuda a Chiara Lubich e ao Movimento dos Focolares: várias famílias florentinas, por exemplo, abriam a própria casa oferecendo hospitalidade aos estudantes sem alojamento, como se fossem aos próprios filhos. E assim, abria-se diante dos primeiros operadores voluntários do Centro a humanidade a ser amada com o mesmo coração universal de Deus, com a sensibilidade do homem contemporâneo e com a força do Evangelho».

Com o tempo a estrutura desenvolveu-se. E hoje – como afirmou recentemente o Presidente da Cet, Cardeal Giuseppe Betori – representa «a verdadeira casa dos povos». É uma moderna Rede de relações pessoais, associativas, institucionais. Aqui, de fato, foi a sede das primeiras associações dos estudantes estrangeiros que se tornaram, em alguns casos, o fundamento para a Constituição das Comunidades de Imigrantes que, no futuro, esperemos que possam surgir, mesmo se em dimensões menores, também em Pisa, Sena e Arezzo.

Mas, o significado verdadeiro – evidencia Maurício – é expresso pela miríade de semblantes que se encontraram e que se encontram: jovens provenientes muitas vezes de nações em conflito, que fizeram do “Centro La Pira” um centro permanente de educação à paz. Jovens que retornando aos próprios países – às vezes governados por regimes ditatoriais – podem posicionar-se como verdadeiras fontes de democracia e almejar tornar-se a futura classe dirigente.

Fonte: “Toscana Oggi”

A propósito de eleições… juniores

Movimento Juvenil pela Unidade: Projeto Homem Mundo

A Oficina Internacional do Movimento Juvenil pela Unidade, pela primeira vez, sairá das fronteiras da Itália, em julho de 2014, e se realizará na Argentina.

Os motivos desta escolha foram muitos, o primeiro é mostrar quanto o Continente Latino Americano, composto por povos de raízes culturais diferentes, pode oferecer ao mundo. Além disso, durante a última Oficina, realizada na Itália, na cidadezinha de Loppiano, em julho de 2012, os adolescentes que dela participaram expressaram o desejo de repetir esta experiência a cada dois anos e, sempre, em um continente diferente.

A idéia de começar partindo da Argentina nasceu também pela numerosa presença dos jovens que caracteriza a Mariápolis Lia, a cidadezinha argentina dos Focolares, em meio aos Pampas, que receberá a realização da primeira etapa do projeto e que tem uma maneira especial de acolher as novas gerações.

O Projeto “Homem Mundo” compõe-se de duas etapas. A primeira se realizará exatamente na Mariápolis Lia, durante quatro dias, nos quais os adolescentes, provenientes de vários países do mundo, realizarão a Oficina, através de um programa dinâmico com o objetivo de aprender a “estabelecer relações” com todos, superando as diferenças culturais, compartilhando as próprias experiências e enriquecendo-se com aquelas dos outros; em uma atmosfera de amor recíproco que permita a cada um e, todos juntos, de forjar-se “homem mundo”.

Na segunda etapa, ao invés, a Oficina se transferirá em varias cidades do Continente Latino Americano, onde já existem obras sociais – escolas, ambulatórios, creches, assistência aos idosos – cuja promoção tem como fundamento a espiritualidade da unidade.

Quest’esperienza servirà a “testimoniare – come ha detto la presidente dei Focolari, Maria Voce, nella sua visita in Ispano America nella primavera 2012 – che non c’è confine, che non c’è differenza di etnia che non sia superabile. Non c’è niente, non ci sono nemmeno le Ande che ci dividono, nemmeno l’oceano, niente, niente. Possiamo andare al di là di tutte queste cose per il nostro amore scambievole”.

Esta experiência servirá para “testemunhar”, como afirmou a Presidente dos Focolares, Maria Voce, durante a sua viagem na América Latina, em setembro de 2012: “testemunhar que não existem barreiras, que não existem diferenças de etnia que não se possam superar. Não existe nada, não existem nem mesmo os Andes que nos dividem, nem mesmo o oceano, nada, nada. Podemos ultrapassar todas essas coisas com o nosso amor recíproco”.

Recandosi sul posto i ragazzi avranno la possibilità di entrare nelle realtà locali, cogliendo le sfide, le ricchezze e le radici di ogni popolo. E in questo clima, insieme ai ragazzi che vivono in queste città, anche i partecipanti degli altri continenti potranno essere coinvolti in azioni sociali a contatto con le popolazioni originarie ed in iniziative locali, per esempio sulla cultura del dare, sport, arte, ecc. Infine, il progetto nasce anche dall’esigenza – dopo alcuni anni di impegno nelle tappe del progetto in corso ‘ColoriAMO la città’ -, di uno sguardo più ampio sul mondo, perché, come diceva Chiara Lubich, “una città è troppo poco: mira lontano, alla tua patria, alla patria di tutti, al mondo”.

Indo àqueles ambientes os adolescentes terão a possibilidade de inserir-se nos contextos locais, colhendo os desafios, as riquezas e as raízes de cada povo. E, nessa atmosfera, junto aos adolescentes que vivem naquelas cidades, também os participantes dos outros continentes poderão ser envolvidos nas ações sociais em contato com as populações e com as iniciativas locais, por exemplo, com a cultura do dar, o esporte, a arte, e assim por diante. Enfim, o Projeto nasce também da exigência – após alguns anos de empenho nas etapas do projeto em andamento ‘Vamos colorir a cidade’ (ColoriAMO la città) – de ter um olhar mais amplo sobre o mundo, porque, como afirmava Chiara Lubich, “uma cidade é pouco: olhe para longe, para a tua pátria, para a pátria dos outros, olhe para o mundo.”

A propósito de eleições… juniores

Uma ponte com o Congo

Kinshasa, Centro Médico “Luz da Manhã” (Moyi Mwa Ntongo, na língua local), uma das obras sociais do Movimento dos Focolares na capital da República Democrática do Congo. É o destinatário de uma interessante iniciativa promovida por uma empresa local em colaboração com a AMU: “Uma pequena ação por eles”, endereçada aos cidadãos de Grottaferrata (Roma). O objetivo é recolher os óculos, muitas vezes em desuso e esquecido em uma gaveta, que o Centro Ótico de Grottaferrata; ao invés, teria já feito uma limpeza e desinfecção, classificado e embalado para, depois, expedir esse material para Kinshasa.

No Centro Médico congolês, de fato, alem dos serviços de clínica geral e interna, ginecologia, pediatria e dermatologia, funciona também um centro oftalmológico, com um programa de prevenção à cegueira, além dos tratamentos comuns e diagnoses neste campo, graças à aparelhagem de última geração, fruto de doações precedentes. Os principais beneficiados destes tratamentos são as mais de 1200 crianças assistidas pelo programa de assistência escolar e nutricional “Pequena Chama” (Petite Flamme), tanto em Kinshasa quanto em outras cidades do país.

Os operadores do Centro Médico são preparados para fazer exames oftalmológicos nas crianças e para oferecer a formação de prevenção aos seus familiares e educadores; as crianças que necessitam de tratamento, óculos ou de intervenções cirúrgicas são apresentadas ao Centro e, quando necessário, recebem o tratamento gratuitamente. Mas a colaboração entre os povos do Norte-Sul do nosso planeta deveria fazer parte de uma cultura da reciprocidade que descobre, também nas pequenas ações cotidianas, a fraternidade.

A campanha “Uma pequena ação por eles foi acolhida com entusiasmo pela população, tanto que nos numerosos lugares espalhados pela cidadezinha dos Castelos Romanos – nas escolas, nas igrejas, nos escritórios, entre outros – os recipientes que recolhiam os óculos usados foram imediatamente preenchidos. Pode-se afirmar que o êxito foi muito acima do que se esperava: na tarde do dia 5 de dezembro, na Biblioteca Municipal de Grottaferrata, foram reunidas dezenas de caixas que continham óculos, lentes e protetores para óculos, organizados e com etiquetas contendo as respectivas informações, tudo pronto para ser expedido. Foi apresentado o resultado desta campanha e alguns amigos congoleses apresentaram o próprio país narrando e ilustrando as atividades desenvolvidas no Centro Médico. Ao retornar a Kinshasa, a bagagem era… muito mais pesada e agora se está organizando uma expedição para enviar o abundante material restante.

Stefano Comazzi                                                                                                                                                                                 Setor de Projetos – AMU

Fonte: Newsletter Amu – Formação                                                                                                                                        Janeiro 2013 – Ano 4° N. 5

A propósito de eleições… juniores

Novas perspectivas no Direito

O II Congresso Nacional que terà lugar em São Paulo de 25 a 27 de janeiro de 2013, reunirá professores, alunos, magistrados, advogados, promotores de Justiça, interessados em aprofundar uma proposta inovadora: colocar em prática o princípio da fraternidade no Direito como instrumento de transformação social. Com o apoio do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ministério Público do Estado de São Paulo, Escola Paulista de Magistratura, Escola Superior do Ministério Público, Escola da Defensoria Pública do Estado, Associação Paulista do Ministério Público, Comissão Justiça e Paz, Ordem dos Advogados do Brasil/SP. “Diante à crescente onde de violência, do fenômeno da corrupção, de muitos conflitos sociais, está surgindo, não somente no Brasil, a necessidade de um novo enfoque, de uma transformação do direito. Não poucos são os sinais que já se apresentam”, declara Munir Cury, procurador da Justiça do Ministero Publico de São Paulo e Coordenador nacional de “Direito e Fraternidade”. O que é Direito e Fraternidade – É uma rede que reúne estudiosos e profissionais em diferentes áreas do Direito dos diversos Estados Brasileiro. Faz parte da rede internacional “Comunione e Diritto”. Tem em comum o compromisso de aplicar a categoria da fraternidade para desenvolver e disseminar uma nova cultura juridica. Promove e apoia as mais diversas iniciativas baseadas no relacionamento fraterno entre operadores do Direito e entre mundos jurídico e sociedade civil. Dá suporte à formação das consciências. O grupo nasceu em 2001 como resultado de uma intuição di Chiara Lubich (1920-2008), fundadora do Movimento dos Focolares, Prêmio Unesco Educação para a Paz 1996, que deu inicio ao desenvolvimento da “cultura da unidade” e da fraternidade universal nos mais diversos âmbitos de conhecimento, do direito à política (Movimento politico para unidade), da economia (Economia de Comunhao) à comunicacao, saude, pedagogia, ecologia, arte. ____________________________ Para maiores informações:

http://comunionediritto.org/br/ facebook: direitoefraternidade www.focolares.org.br – site internacional: www.focolare.org/pt