Movimento dos Focolares
Jamaica: turnê do Gen Rosso

Jamaica: turnê do Gen Rosso

No dia 22 de maio, o Gen Rosso apresentou, em Kingston, capital da Jamaica, o espetáculo “Streetlight” na segunda Convocação Internacional pela Paz que se realizou nesse país caribenho, promovida pelo Conselho Mundial de Igrejas. O encontro representou uma nova e importante etapa no caminho de comunhão e de compromisso mútuo entre as Igrejas a partir da reflexão sobre o tema “Paz – Justiça – Defesa da Criação”. Essa convocação ecumênica surgiu em meados dos anos 1980. Em particular, o evento de 2011 coloca-se como a conclusão da “Década para Superar a Violência”, que tem visto as Igrejas ao redor do mundo empenharem-se cada vez mais pela paz e pela não-violência. Nesta mesma frente, o Gen Rosso está ativo há vários anos com o projeto “Fortes sem violência”, envolvendo escolas de ensino médio e superior em alguns países. Tomek Mikusinski, em nome do grupo, escreveu à nossa redação: «Voltamos de um grande teatro tenda, popularmente conhecido como “Tent” com o coração cheio de alegria por aquilo que aconteceu nesta noite em Kingston: 700 pessoas de todas as esferas sociais participaram do nosso musical Streetlight. O Re. Dr. Olaf Tveit, Secretário Geral do Conselho Mundial de Igrejas coordenador do evento, nos recebeu com calorosas palavras de boas-vindas e de gratidão com o trabalho que temos realizado juntos aos jovens de Trench Town, um bairro mergulhado na violência no conhecido centro da cidade de Kingston». Na verdade, foi exatamente com as crianças desse bairro que a banda trabalhou nos dias precedentes ao show, por meio de várias oficinas, laboratórios; mas, sobretudo, a partir de um relacionamento fundamentado na fraternidade que se estabeleceu entre os membros do grupo e as crianças. O Gen Rosso foi capaz de transmitir, por meio de diferentes formas artísticas, os valores que ajudam os adolescentes a combater a violência, a exclusão, as perseguições e as várias formas de transtornos que muitos deles vivem nos grandes centros urbanos: «Cada refeição feita juntos, cada bom-dia e cada saudação era uma ocasião para estabelecer um relacionamento e dizer que também nós fazemos a nossa parte nesse importante diálogo entre as Igrejas cristãs. Outro momento importante foi trabalhar com os jovens do gueto. Na Jamaica, “Fortes sem violência” já é de fato uma realidade!», concluiu Mikusinski. Se, então, o show na “Tent” foi o ponto alto da turnê na Jamaica, não faltaram outros momentos importantes durante os quais o Gen Rosso foi capaz de dar uma contribuição efetiva para a solução do problema da violência entre as jovens gerações do país, que continua a ser o terceiro no mundo pela sua alta taxa de criminalidade. Assim foi a segunda-feira 23 de maio, quando o grupo juntamente com a Associação Starchmaker, foi capaz de apresentar o projeto “Fortes e sem violência” em uma sessão oficial da conferência, para pessoas convidadas e interessadas nas diferentes facetas artísticas do projeto, e para outras áreas da sociedade nas quais o projeto ganha forma.  

Jamaica: turnê do Gen Rosso

Hungria, combinação de cordialidade e nobreza

Tanino com os primeiros focolarinos húngaros

Tanino Minuta, italiano, professor de história da língua italiana, viveu muitos anos na Hungria, onde assumiu a cátedra de língua e literatura italiana na Universidade Janus Pannonius, de Pécs. Pedimos que ele nos narrasse suas recordações de quando foi aberto o focolare no país magiar. Qual o primeiro impacto com aquele mundo, tão diferente do seu? Cheguei à Hungria em outubro de 1980 e fiquei por 16 anos. Fui enviado para dar início ao focolare masculino em Budapeste. Não era fácil entrar no país, que então vivia sob o regime comunista. O Ministério das Relações Exteriores havia me concedido uma bolsa de estudos para pesquisas sobre literatura para a infância. No início a minha vida se desenrolava prevalentemente na capital. As fachadas dos prédios traziam ainda os sinais da revolução de 1956, porém, mais do que nas casas, as feridas tinham ficado no coração do povo: desilusão amarga, humilhação profunda e, o que era assustador, suspeita diante de tudo e todos. Para você, o que significou esta experiência?

Grazia Passa, a primeira focolarina enviada à Hungria

Um grande dom de Deus. Quando cheguei à Hungria, enfraquecido pelas fortes mudanças de ritmo na vida social, separado dos relacionamentos construídos até então, encontrei-me nas melhores condições de perceber a dinâmica interna que gera uma comunidade, e entendi melhor a didática, os objetivos do Movimento dos Focolares, que tem a missão de agir na raiz dos relacionamentos, criar as condições para que estes existam, cresçam e sejam construtivos e constitutivos da sociedade. Restabelecer a unidade. Eu vi uma revolução no seu “statu nascendi”. Foi uma experiência do Espírito que, como afirma David Maria Turoldo, “é o vento que não deixa a poeira dormir”. Justamente quando estava para viajar para a Hungria, Chiara Lubich enviou-me um presente “para o focolare de Budapeste”. Quem me entregou transmitiu também os votos: “você verá milagres!”. Sim, eu vi milagres! Vi “o espírito soprar sobre a poeira” e “o impossível tornar-se possível”.

Uma das primeiras Mariápolis, no final dos anos 1970

O impossível tornar-se possível? Vi que aquele pequeno primeiro grupo que vivia a espiritualidade do Movimento, constituído por famílias, sacerdotes, algumas moças e rapazes, crianças… era, de fato, uma comunidade ordenada pela caridade, exatamente como Chiara diz, que “não existe nada mais organizado do que aquilo que o amor ordena e nada mais livre do que aquilo que o amor une”. Atualmente o Movimento dos Focolares está difundido e é muito estimado na Hungria. Qual os seus votos para esta visita de Maria Voce? Com a rara combinação de cordialidade imediata e de nobreza refinada que o distingue, o povo húngaro não se deixou seduzir por ideologias e modas não dignas do homem. Creio que saberá acolher a dádiva dessa visita e ser um dom, não apenas para a presidente Maria Voce, mas para todo o Movimento. O fato que o país tenha sido consagrado a Maria, com o ato de doação da coroa a Ela, feito por Santo Estevão, constitui um sinal e uma responsabilidade histórica e espiritual. Eu diria que, precisamente porque, como diz o hino nacional, “os húngaros já pagaram o passado e o futuro”, estão em condições de ser um país que pode dar muito a outros povos. Os meus votos são que a presidente, 50 anos depois, possa recolher os frutos da oração de Chiara e constatar que Maria é verdadeiramente Senhora dos Magiares.

Jamaica: turnê do Gen Rosso

Com os jovens, em Praga

“Em 2007 recebi o diagnóstico de uma leucemia. No início reagi bem, mas num certo ponto tive medo de morrer e foi importante o sustento que tive de outros jovens do Movimento, os gen… de muitas maneiras, com sms, email, visitas. Quando estava no terceiro ciclo de quimioterapia, no mesmo hospital estava uma moça, da minha mesma idade e que tinha acabado de se tornar mãe, ela estava pior do que eu, não era casada e nem batizada. Mesmo assim falamos muito de Deus, da fé, do matrimônio. Embora ela tivesse feito o transplante não conseguiu superar a doença, mas pouco antes que as suas condições se agravassem manifestou o desejo de casar, e quanto estava para morrer pediu à sua família que fosse batizada. Um sacerdote veio ao hospital e a batizou com o nome de Margarida Maria. Poucos dias depois ela faleceu, era o dia de santa Margarida Maria Alacoque”. Começou com o forte testemunho de Agnieska, e continuou com experiências da vida cotidiana, a programação deste dia, que teve como protagonistas os jovens, reunidos no Centro Mariápolis. “Pelo caminho, uma viagem juntos” era o título do encontro, que, segundo os organizadores, queria dar a todos os que viriam a oportunidade de conhecer, por dentro, “a excepcionalidade do ideal no qual acreditamos”. “Para ser sincero no início eu estava bastante cético – confessa Lukas – pensava que no máximo viriam uns 50 jovens, mas não foi assim. Evidentemente o ideal da unidade tem algo a dizer”. De fato, o auditório quase não continha os 150 jovens, que vieram de várias partes do país. A maioria deles tinha o seu primeiro contato com o Movimento dos Focolares e não deixaram de exprimir a alegria por ter descoberto algo grande. “Ouvi falar dos Focolares através de uma amiga e não sabia o que esperar – diz Kristina, de 17 anos – mas me surpreendi, porque aqui sente-se um grande amor nas pessoas que falam. Posso dizer que senti fortemente a presença de Deus. Fiquei comovida, porque meu pai não crê e sinto muito que ele não conheça este Movimento”. Maria Voce e Giancarlo Faletti contaram sobre o próprio “caminho”, o modo como conheceram o ideal da unidade, até decidirem seguir Deus na estrada do focolare; e logo depois pulularam as perguntas, várias, e as respostas, profundas. Apenas uma, como exemplo. A uma jovem que perguntou onde encontrar coragem para escolhas radicais, livres de condicionamentos, Maria Voce sugeriu: “A idade dos jovens é a idade das escolhas importantes: se vocês não as fizerem agora não serão capazes de fazê-las mais adiante. Sim, precisa coragem, mas a coragem está em você e você a encontra no relacionamento com Deus. Se escolher por amor pode ficar tranquila. Não fique adiando eternamente, e não permita que outros escolham por você”. Um convite a “amar ao máximo”, como fez Jesus sobre a cruz, a recomeçar sempre, a não ter “remorsos inúteis”. A plateia estava atenta e participante, recolhida. Os 150 jovens pareciam não querer ir embora. Elizabetta, de 27 anos, confidenciou: “Eu sou muito crítica e, ao mesmo tempo, estou tentando entender como e onde viver bem a vida cristã; estou buscando o meu caminho, e por isso aceitei de boa vontade o convite para conhecer o que é o Movimento dos Focolares. O que foi dito é um grande enriquecimento para mim, encorajou-me a decidir pertencer a alguma coisa. Vou embora tendo entendido que seja o que fizer na minha vida o importante é Deus, e não devo guardá-lo só para mim”. Não apenas para Elisabetta, mas para muitos dos presentes, parece que realmente abriu-se um novo caminho. Da enviada Aurora Nicosia

Jamaica: turnê do Gen Rosso

700 pessoas da República Tcheca: hoje é tempo de alegria

20110523-11A história do Movimento dos Focolares em terra tcheca possui frequentes traços de heroísmo. O ideal da unidade chegou na, então, Tchecoslováquia por volta dos anos 1960, quando reinava o poder comunista soviético. A partir de 1968, ano da Primavera de Praga, sufocada pela ocupação armada, e após a qual o comunismo tornou-se novamente mais opressivo, até 1989 quando teve fim o regime, a história do povo tcheco é marcada por grandes sofrimentos. Mas em meio à clandestinidade e perseguições muitas pessoas começaram a fazer parte do Movimento, e hoje estão presentes mais de 700, vindas de todo o país para o encontro com a presidente dos Focolares. Encontram-se no Palácio da Cultura de Praga, um dos dez setores nos quais a cidade é dividida. Existe emoção, alegria e expectativa, é a festa da “família” que relembra e olha ao futuro. As perguntas a Maria Voce e Giancarlo Faletti foram numerosas. 20110523-07Uma gen 4 perguntou: “O que você sonhava quando era criança?”; e alguns gen 3: “Como você conheceu Deus? O que faria se encontrasse uma família pobre? Porque Deus não interveio quando Hitler matou tantas pessoas?”. Em seguida os adultos, com perguntas sobre o significado das viagens da presidente, sobre como prosseguir com os empenhos que alguns têm na “reconstrução” do país, sobre a vida das comunidades do Movimento e sobre o ativismo. “Viajar é ir encontrar a minha família, e isso é uma grande alegria para mim. Vou para sustentar, encorajar, entender as coisas que fazem”, explica Maria Voce. E não importa que sejam coisas pequenas ou grandes. “Durante a recente viagem à América do Norte – continua a presidente – onde tudo é enorme e, em comparação, a nossa comunidade parece tão pequena, senti que Jesus, presente entre as pessoas que se amam, é uma superpotência”. Este é o convite que faz também aqui, acreditar nessa potência para “chegar a toda a nação. Com este ideal não apenas podemos, mas devemos levar o anúncio da ressurreição ao mundo, levar Jesus conosco, na escola, nas fábricas, no parlamento. É o que de maior podemos fazer”. 20110523-06Na tarde do mesmo dia, 21 de maio, o encontro abre-se também a quem deseja conhecer melhor a “revolução” focolarina. Testemunhos de vida e iniciativas mostram uma vida que envolve pessoas de todas as idades. É feito um balanço da operação “Praga de Ouro”, lançada por Chiara Lubich em sua visita à cidade, em 2001. Não faltou o trabalho para re-evangelizá-la e reanimá-la, e também os frutos. Maria Voce propõe um novo passo: “Chegando aqui respira-se a história e a espiritualidade, que nem mesmo nos anos duros foi destruída, mas coberta e talvez protegida. Aqui não se parte do zero, mas das raízes profundas de quem construiu esta civilização, esta cultura. O passo que devemos dar agora é a nova evangelização, o novo anúncio, feito por pessoas renovadas pelo amor recíproco. O nosso compromisso deve ser anunciar aos outros que Jesus ressuscitou, que todos os sofrimentos foram resgatados. Hoje é tempo de alegria!”. Páginas de uma nova história esperam para serem escritas. 20110523-04E tudo é confirmado por D. Frantisek Radkovský, encarregado pelos leigos na Conferência Episcopal Tcheca: “A Igreja tem grandes expectativas sobre os Movimentos – afirmou em seu discurso – porque são a sua parte mais dinâmica, um dom do Espírito Santo para estes tempos. A nossa sociedade é secularizada, mas agora existe abertura para as coisas espirituais e é importante mostrar com a vida que o cristianismo pode trazer o verdadeiro humanismo. Os Movimentos tem a capacidade de chegar a todos e estão abertos a todos os campos de atuação, desde a família, à educação, à política, à economia, aos meios de comunicação, ao esporte”. Chegando à conclusão, o quarteto, que durante o dia tocou, com qualidade, peças musicais, executa “Missão impossível”. Vem em mente que o é impossível aos homens é possível a Deus. Da enviada Aurora Nicosia [nggallery id=42]

Jamaica: turnê do Gen Rosso

Praga, aqui é possível acreditar

20110521-01Maria Voce e Giancarlo Faletti, presidente e copresidente do Movimento dos Focolares, foram recebidos em Praga em um dia não comum de calor, 19 de maio de 2011.  O avião, proveniente de Moscou, chegou com uma hora de antecipação, tornando mais breve a espera das cerca de trinta pessoas que com um aplauso receberam os hóspedes no Terminal 1: clima de festa! A programação da viagem é intensa. No calendário estão previstos encontros com representantes da Igreja local, o arcebispo de Praga, D. Dominik Duka, e também com sacerdotes que vivem a espiritualidade de comunhão. Existe grande expectativa nos jovens, que organizaram um dia no Centro Mariápolis de Vinor, e também de toda a comunidade dos Focolares, que se reunirá em Praga vindo de todo o país. Está previsto um encontro aberto, para recordar os 10 anos da visita de Chiara Lubich à República Tcheca e o lançamento da operação “Praga de Ouro”, promovida por ela naquela ocasião, para que se atuasse a “nova evangelização”. 20110521-07Maria Voce e o pequeno grupo vindo de Roma hospedam-se no moderno Centro Mariápolis, construído em dois anos, núcleo central da Mariápolis permanente, hoje em construção. “Quando Chiara veio à Praga, em 2011 – contam os pioneiros – exprimiu um duplo desejo: dar uma casa à família do Movimento e ter um local onde as pessoas que ela conheceu, expoentes do mundo político, civil e eclesial, pudessem encontrar-se”. Dito e feito. Com entusiasmo e muitas iniciativas, de destaque a “ação primeiros sábados”, que continua ainda, o Centro Mariápolis foi se estruturando, e também a Mariápolis, embora esta se encontre, atualmente, no auge das construções. Em prática, todo primeiro sábado do mês quem pode vem trabalhar, tijolo por tijolo, para edificar aquele que está se tornando um centro de irradiação da espiritualidade da unidade. Dez famílias já se transferiram para cá e construíram a própria casa, outras pessoas do Movimento tem o projeto de fazer o mesmo.

O arcebispo de Praga, D. Dominik Duka

A própria Chiara, antes de se despedir, em 2001, colocou no terreno as primeiras “medalhas de Nossa Senhora”, simbolicamente alicerces das construções que teriam surgido nos três terrenos que constituem a Mariápolis, num bairro de periferia de Praga. “Alguns vizinhos não entendiam – conta alguém que esteve presente – pensavam que estávamos enterrando dinheiro. Com o passar do tempo entenderam o sentido daquilo que estava nascendo. Até pessoas distantes de Deus se aproximaram e agora fazem parte, de várias maneiras, da família do Movimento”.  Sim, porque, como alguém explicou, aqui não é tanto o ateísmo que está difundido, quanto uma certa forma de “não crer”, devida ao “não conhecer”. Mas a sede de encontrar Deus não se apagou. O primeiro compromisso oficial foi o encontro com o arcebispo, D. Dominik Duka, no palácio que é sede do arcebispado desde 1344, no centro histórico de Praga. É adjacente ao Castelo, em parte museu e em parte sede da Presidência da República, obra de destaque na cidade, que localiza-se a pouca distância da suntuosa catedral gótica da São Vitor, centro da cristandade mas também do pais inteiro, como explicou o pároco, que guiou a visita do grupo vindo de Roma. O arcebispo os acolheu com grande cordialidade, comunicando o seu desejo de que se reacenda a religiosidade popular na diocese, e também a esperança que o aniversário da chegada dos santos Cirilo e Metódio, que trouxeram o cristianismo 1150 anos atrás, e que será celebrado em 2013, seja uma grande ocasião de evangelização. Da enviada Aurora Nicosia [nggallery id=41]

Jamaica: turnê do Gen Rosso

Um centro social no Coroado, um bairro de Manaus

Bairro Coroado, na exterminada cidade de Manaus, em plena floresta amazônica. Uma metrópole de dois milhões de habitantes, em contínua expansão. O nome do bairro recorda a coroa de espinhos que abraça muitas metrópoles brasileiras. Uma coroa de pobres. O céu reflete o rio, os prédios da periferia são a contrapartida das palafitas da praia. Espelho das contradições sociais que separam os pobres dos mais pobres. Pouco distante, dez minutos a pé, encontra-se o Centro Roger Cunha Rodrigues, fundado em 1994 pelo Movimento dos Focolares e logo assumido como projeto da ONG “Ação Famílias Novas”. Desde então mais de mil crianças receberam instrução, alimentação, suporte à família e atividades culturais substanciadas por valores sólidos, que favorecem o crescimento e as relações interpessoais, para aviar uma recuperação das famílias e da comunidade. Alguns tornaram-se confeiteiros, outros eletricistas, há quem frequenta a universidade. Este ano o Centro é frequentado por cerca de 300 pessoas e as crianças sustentadas à distância são 236. Somente em 2010 os recursos enviados alcançaram a cifra de 85 mil euros. Agora são necessários recursos para reestruturar o edifício principal, que nunca sofreu manutenção desde a sua construção; construir um novo refeitório, ampliando o que já existe e é pequeno demais, obrigando as crianças a vários turnos para as refeições; e também elevar os muros, para defender-se dos assaltantes. É uma água que escorre e cura. De Aurélio Molé, publicado em Espaço Família – abril de 2011