17 Mar 2011 | Focolare Worldwide
“Olho a humanidade com os olhos de Deus”. Esta é a frase de Chiara Lubich que serviu de inspiração para os muitos artistas presentes na Bienal de Maracaibo, sábado, dia 12 de março de 2011.
Em 1949, Chiara Lubich contemplava a cidade de Roma no pós-guerra, cheia de banalidades, com uma humanidade triste e decadente. Ao mesmo tempo, porém, acreditava poder ver o mundo através do amor de Deus, vê-lo com os olhos de Deus presentes dentro de si. Nesta experiência espiritual teve origem um texto precioso, intitulado “A ressurreição de Roma”, onde convida-se todos a descobrirem de que modo a presença de Deus dentro de nós pode transformar a realidade que nos circunda. Esse texto foi oferecido a cada artista, para que o usasse como fundamento da própria criação.
O concurso original, organizado pela Universidade Católica Cecilio Acosta, era dirigido a artistas profissionais e amadores. Além disso, a Bienal era aberta a todas as disciplinas e expressões artísticas: pintura, escultura, desenho, litografia, cenários e painéis, etc. Para a categoria dos artistas profissionais o prêmio consistia na possibilidade de participar de uma experiência de trabalho com o artista italiano Roberto Cipollone (Ciro), em Florença (Itália), na Mariápolis internacional do Movimento dos Focolares, Loppiano.
A iniciativa foi lançada precedentemente, no dia 16 de fevereiro, no auditório da Universidade, decorado com as obras da primeira Bienal. A professora Carmen Mendez, da Universidade Nacional da Costa Rica apresentou a conferência “Rumo a uma nova cultura artística”. Na ocasião, o reitor Dr. Lombardi, afirmou que um dos grandes problemas que a humanidade enfrenta hoje é a banalização da vida, crer-se onipotente justamente quando o planeta encontra-se mais desequilibrado e em perigo. Segundo o reitor muitos já buscaram uma solução; uma das mais importantes é justamente o caminho da arte, compreendida como possibilidade de ser canal da espiritualidade, da beleza e da verdade.
Reconhecendo a contribuição espiritual e cultural de Chiara Lubich, a mesma universidade, em 2003, decidiu conferir-lhe um doutorado honoris causa, e no ano sucessivo instituir uma cátedra que permitisse aprofundar e divulgar seu pensamento e sua obra. Em 2009 realizou-se a primeira edição da Bienal de Arte “Chiara Lubich”.
Esta segunda edição da Bienal aconteceu no cenário da Praça da República, que na ocasião transformou-se num estúdio de arte a céu aberto, porque os artistas deveriam produzir no local as obras que concorriam. Além dos participantes foram inúmeras as pessoas, e curiosos, que assistiram ao evento, o que chamou a atenção da mídia local, noticiando sobre ele com entusiasmo.
16 Mar 2011 | Focolare Worldwide
Tocigi, 15 de março de 2011
Caríssimos, obrigado, com todo o coração, pelo amor de vocês e pelas saudações! Digo-lhes logo que eu, minha família e os parentes, estamos todos vivos! Moramos em Tocigi, 300 km ao norte de Tóquio.
No dia 11 de março estava fazendo compras, com um amigo, quando de repente o terremoto começou, cada vez mais forte: um tremor de sete graus na escala sísmica japonesa. No supermercado quase tudo caiu das prateleiras e depois a luz se apagou! As lâmpadas de neon se despedaçaram.
Saímos, esperamos um pouco e depois fomos pegar o carro no estacionamento. Todos os pilares estavam rachados. A rua já estava cheia de carros e de gente. Os semáforos não funcionavam. Estávamos tomados pelo pânico. No carro continuávamos a sentir os tremores.
Depois de quase uma hora chegamos em casa. O teto estava quase quebrado e havia muitas rachaduras nas paredes. No cemitério todos os túmulos se romperam.
Meu pai e meu irmão, que trabalham na prefeitura, não conseguiam voltar para casa. Ficaram ajudando as pessoas, procurando escutá-las, indo de casa em casa para ajudar e visitando os anciãos que moram sozinhos… ontem à noite, finalmente, conseguiram voltar para casa, mas esta manhã já saíram novamente.
Um amigo meu trabalha numa empresa, mas em casos de emergência faz parte dos bombeiros. Ontem ele e os outros amontoaram sacos de terra, para controlar o constante risco de avalanches. São heróis!
Os nossos vizinhos foram se refugiar numa escola primária, perto da nossa casa. As lojas estão fechadas e também os postos de gasolina: “Terminou tudo!”.
Por quatro dias vivemos sem água e eletricidade, somente às três da manhã a luz voltou. Mas nós temos comida, cama e casa!
Quando aconteceu o terremoto lembrei-me da experiência de Chiara Lubich na guerra. Tudo desmorona, resta somente Deus. Se tenho Deus, tenho tudo! Fiz uma experiência realmente muito profunda.
A família do focolare está bem! Os parentes de uma focolarina moram numa cidade muito danificada e ela não conseguia contatá-los, mas hoje soube que todos estão bem. Agradeçamos a Deus!
Nas zonas do epicentro moram alguns de meus amigos. Uma delas se salvou, mas não sabemos onde está a sua família… Lá perto estão as centrais nucleares. Já houve uma explosão de grande risco pela radioatividade. As notícias dizem que as vítimas aumentarão. Houve também a explosão do hidrogênio.
A partir de hoje começa o racionamento de corrente elétrica, que vai continuar até o final de abril.
Até este momento os mortos são mais de 7200, e os desaparecidos mais de 5 mil. Uma cidade praticamente desapareceu com a passagem do tsunami. Uma quadra de esportes, perto do epicentro, tornou-se uma câmara mortuária.
Nesta situação dramática está nascendo um forte vínculo entre todos e nos ajudamos reciprocamente. Trocamos comida, velas e outras coisas com os vizinhos. Hoje minha mãe ofereceu-se como voluntária para as necessidades na cidade.
Obrigada, mais uma vez, pelas orações e a proximidade de vocês!
Hiromi Onuki (Redi)
16 Mar 2011 | Focolare Worldwide
Em duas cidades europeias cresceu o interesse pela Economia de Comunhão, foi o que se constatou no último mês de fevereiro. No dia 19, em Madri, realizou-se um encontro dedicado a estudantes e empresários, sobre as oportunidades que a EdC pode oferecer à sociedade espanhola neste período de crise econômica e moral.
“Se olhamos para a vida das empresas EdC, se vivemos verdadeiramente a fraternidade, sem nos escondermos atrás da hierarquia, se nos expomos diante do outro… sofremos mais feridas, mas temos mais bênçãos”, disse Luigino Bruni, professor de economia na Universidade Bicocca, de Milão, numa palestra de julho de 2010, apresentada aos participantes do encontro de Madri, que apreciaram e captaram a novidade da opção pela EdC: “Uma proposta muito, mas muito corajosa”, segundo um dos empresários presentes.
O diálogo continuou inclusive durante o jantar que concluiu o evento. Outro empresário, que tinha seu primeiro contato com o projeto, disse: “Entendi que ser um empresário EdC significa escolher um novo estilo de vida”.
No dia 26 de fevereiro, em Nuremberg, na Alemanha, concluiu-se a sétima edição do Congresso dos empresários cristãos, que teve a Economia de Comunhão como um dos 300 expositores. O título do congresso-feira era “Crescer, levando adiante a empresa com os valores”. Os participantes foram 3800, com um grande destaque na imprensa nacional.
Na noite do dia 25 houve a apresentação da EdC, que colocou em relevo a importância da “cultura da partilha” para um cristão, seja na relação com os clientes, seja no relacionamento de fraternidade entre os dirigentes e também nos momentos mais difíceis para uma empresa. “O que escutei hoje é o que procurei por toda a minha vida”, comentou um empresário. Outra participante declarou: “Vocês colocaram em crise o meu princípio de lucro, que considerava imprescindível”.
O evento foi uma pequena antecipação do próximo congresso que se realizará no Centro de Encontros de Ottmaring, na Baviera, de 24 a 26 de junho de 2011, dedicado aos 20 anos da EdC.
15 Mar 2011 | Focolare Worldwide
Caríssimos,
Agradecemos de coração, em nome de toda a comunidade dos Focolares no Japão, pelas orações. Não é fácil descrever a tragédia que o povo japonês está vivendo neste momento.
Mas imaginamos que vocês tem acompanhado todas as notícias que constantemente falam do perigo da difusão das irradiações, inclusive até Tóquio, e da probabilidade de um outro terremoto.
Seguimos com trepidação as notícias, procurando viver, momento por momento, a vontade de Deus.
Como vocês podem compreender o Japão agora precisa de grande ajuda do mundo.
Antes de tudo ajudas concretas e urgentes, para as pessoas que perderam tudo. Somos gratos a todos os que estão se unindo a esta ação de solidariedade com todos os nossos, no mundo inteiro, e com todas as pessoas de boa vontade.
De Austin Im, Kumiko (Renata) Kobayashi (responsáveis pelo Movimento dos Focolares no Japão)
Conta corrente (é importante especificar a motivação da transação)
- Através da Secretaria Internacional dos Jovens por um Mundo Unido
Conta no nome de: Pia Associazione Maschile Opera di Maria
Endereço do Banco: Intesa San Paolo
Filiale Di Grottaferrata
Via Delle Sorgenti, 128
00046 Grottaferrata (Roma)
Italia
Código Iban Para Transações Nacionais e Internacionais
IBAN IT04 M030 6939 1401 0000 0640 100
BIC BCITITMM
- Através do Focolare de Tóquio
Sumitomo Mitsui Banking corporation
Nishiogikubo branch
Code number : SMBCJPJT
Bank account:1227534
Indrizzo di banca:2-3-5 Nishiogikita Suginami-ku Tokyo Japan
Tel : 03-3396-4111
Endereço e número telefônico do Focolare de Tóquio
focolare, 2-31-12, Asagaya-Kita, Suginami-ku, Tokyo, Japan
Tel: 03-3330-5619
15 Mar 2011 | Focolare Worldwide
Caríssimas e caríssimos, todos do Movimento dos Focolares no Japão,
aqui no Centro, junto com os nossos do Movimento espalhados no mundo, seguimos com trepidação as graves notícias que chegam até nós da sua amada nação.
O nosso coração está com vocês, neste momento de grande sofrimento e incerteza pela imensa provação que afligiu o Japão. As circunstâncias que estão vivendo logo nos fizeram pensar no “tudo desmoronava” que caracterizou a história do nosso Ideal. Sabemos, porém, que aquela destruição geral foi o cenário para o nascimento de uma nova luz para a humanidade.
Por isso não queremos deixar de olhar para o alto, de acreditar que Deus Amor permite tudo para um bem maior. Com esta certeza, mantenhamos viva a esperança e procuremos transmiti-la a cada próximo que passa ao nosso lado.
O testemunho de serenidade e de dignidade com que vocês e todo o povo japonês vivem esta situação nos conforta e nos faz entender o valor da sua cultura.
Ainda está muito fresca a lembrança da visita que fiz, no ano passado, à bela comunidade daí, que me permitiu conhecê-los. Partilhar com vocês agora esta profunda dor, faz sentir ainda mais que somos uma família, “a família de Chiara”. Nestes dias, em que se comemora o 3º aniversário do falecimento de Chiara, nós a estamos recordando no mundo inteiro. E ela está mais do que nunca viva entre nós e de modo especial ao lado de vocês, para protegê-los e ajudá-los.
Estejam certos das minhas orações e de todo o Movimento. Juntos peçamos a Deus que leve para o Céu as vítimas desta catástrofe e ampare os sobreviventes, protegendo-os de novos perigos.
Eu os saúdo um por um, com afeto.
Maria Voce (Emmaus)
15 Mar 2011 | Focolare Worldwide
O que significou a visita de Maria Voce para o Movimento dos Focolares na Terra Santa?
Um grande encorajamento para todos. Abriram-se novas perspectivas e contatos, especialmente no mundo civil e acadêmico. Foram colhidos os frutos do trabalho destes 33 anos de vida do Movimento aqui.
O aspecto mais importante, no entanto, foi a esperança que Maria Voce doou a todas as pessoas que encontrou. Uma esperança corroborada pelo espírito de amor e de unidade, típicos do Movimento. As suas palavras ficaram gravadas nos corações de todos nós: «Vocês estão aqui também por todo o Movimento dos Focolares. Vocês tem uma missão a cumprir, que os outros não podem realizar. No grande mosaico, que é o nosso Movimento, creio que vocês são a pedrinha mais preciosa. Ninguém os pode substituir, são vocês que tem esta sorte e esta graça».
Emergiram novidades para a ação do Movimento num contexto tão complexo?
Sem dúvida um compromisso claro nas diversas frentes de diálogo. Antes de tudo trata-se de trabalhar para promover, cada vez mais, a unidade entre todos os movimentos eclesiais presentes na Terra Santa. Além disso, vários bispos encorajaram o trabalho do nosso Movimento no âmbito da pastoral juvenil e da família. Veio à tona também a exigência de responder concretamente à solicitação, expressa por várias organizações inter-religiosas, de uma colaboração concreta na difusão do espírito da fraternidade universal, e de cooperar para o bem comum e a paz entre as pessoas de credos diferentes.
E não podemos esquecer os contatos que tivemos com a prefeitura de Jerusalém e com outros municípios da Autoridade Palestina. Enfim, cada vez mais se evidencia o caminho da construção de pontes, em todos os níveis.
Maria Voce encontrou expoentes da Igreja católica, mas também de outras Igrejas cristãs e de outras religiões. Qual o significado destes contatos?
Estas visitas foram muito apreciadas, seja pelos Patriarcas seja pelos bispos de outras Igrejas. Todos sublinharam a importância do carisma da unidade, a necessidade de uma espiritualidade sólida e profunda, inclusive no campo do ecumenismo. Por isso solicitaram a nossa colaboração em projetos internos das várias Igrejas e em organizações inter-religiosas.
Existe uma prioridade específica que, pode-se dizer, emergiu na conclusão da visita da presidente?
É difícil dizer que emergiu uma prioridade específica, porque tudo foi importante.
Maria Voce viu a necessidade de reforçar a presença do focolare, segundo o pedido que lhe foi dirigido por várias personalidades. Valorizou também o projeto “Nos passos de Jesus”, para a acolhida e animação de grupos de peregrinos, encorajando-nos a prosseguir, com a contribuição de todo o Movimento na Terra Santa.
E enfim, alguma coisa sobre o nosso terreno, ao lado da igreja de São Pedro do Gallicantu, adjacente à pequena escada onde, segundo a tradição, Jesus rezou ao Pai pedindo a unidade de todos os homens. Chiara Lubich sonhou que um dia existisse ali um focolare. Maria Voce nos confidenciou: «Não obstante as dificuldades nós não renunciamos. E não renunciamos porque faz parte da nossa espiritualidade, num certo sentido, do nosso carisma». Por enquanto viu-se a possibilidade de propor que seja desenvolvido um grande parque, que poderia ser utilizado para encontros ao ar livre, ou para outras circunstâncias.
De Roberto Catalano