7 Jun 2017 | Focolare Worldwide
“Este não é um simples congresso de educadores”, afirma com emoção uma das participantes. “Eu não sou a mesma; quando cheguei aqui eu era outra pessoa”. “A fraternidade, como escolha do ser, é o sangue que deve escorrer nas minhas veias”. São algumas das impressões dos numerosos participantes provenientes de muitos países do Cone Sul que se reuniram em Rosário, Argentina, de 12 a 14 de maio passado. Além desses, cerca 500 educadores seguiram a transmissão direta durante os vários momentos dedicados aos temas do congresso: “A aprendizagem serviço”, “Educar a uma economia fraterna”, “O diálogo entre as gerações”, “Laboratório de empatia e intercultura”, para citar alguns deles. O primeiro dia iniciou com a visita do governador de Santa Fé, Miguel Lifschitz e outras autoridades de instituições locais. No segundo dia, o arcebispo de Rosário, dom Martin, ao pronunciar-se, iniciou afirmando que a palavra fraternidade nos diz que não estamos sós: “Nesta pátria, Deus nos colocou juntos e o desafio chama-se convivência. (…) Vocês não estão divulgando somente teorias, mas, vocês partem da vida, de fatos concretos”.
bons métodos entre dirigentes e inspetores, propondo políticas institucionais inovadoras a favor da inteira comunidade educativa. As instituições educativas com orientação artística, que assumiram como próprio o objetivo da fraternidade, testemunharam como se vive o aspecto intercultural por meio da arte, demostrando como pode existir um novo modo de ser artista. O workshop sobre a inclusão ofereceu a sua contribuição esclarecendo o conceito pelo qual “o outro, o diferente, é um dom”. O tema sobre a educação e a formação fora da escola – que acontece durante a vida toda e que tem a fraternidade como metodologia – indicou como caminho sair em direção às periferias com um programa centralizado nos valores. As experiências sobre a relação entre educação e tecnologia foram apresentadas como uma grande oportunidade para todos de alcançar a fraternidade, colocando em relação os alunos entre eles e com os professores em igualdade de condições e, também, como possibilidade de evidenciar o que há de melhor na outras pessoas, para aprender de todos. Foram apresentados muitos métodos educativos que obtiveram ótimos resultados, em relação à potencialidade da linguagem corporal e do decálogo da Regra de Ouro no âmbito esportivo, para construir pontes nestes setores tão importantes.
Tudo isto pode ser resumido na proposta educativa de Chiara Lubich, uma trajetória aplicada em vários contextos do mundo, inspirada no amor à pessoa mais vulnerável, o “ignorante”, o abandonado, aquele que é excluído do sistema. Um caminho que identifica naqueles que sofrem a presença de Jesus crucificado e abandonado: um abandono que recebeu a sua resposta de amor na ressurreição; um instrumento, portanto, para construir a fraternidade a partir da “fenda”. Enzo, de Chacabuco, especialista em musicoterapia, disse: “Saio daqui muito contente, cheio de esperança, sabendo que existe este paradigma, sabendo que existem muitas pessoas que trabalham combatendo a verticalidade, a falta de escuta, a mentalidade difundida na a qual o conhecimento está somente nas mãos do professor, do adulto. Este é um caminho diferente. Saio daqui feliz e espero que se realize logo a segunda edição deste congresso. Fonte: Site Cono Sud
6 Jun 2017 | Focolare Worldwide
A Universidade de Tubinga (Alemanha) concedeu, dia 31 de maio passado, o doutorado honoris causa ao Patriarca ecumênico de Constantinopla Bartolomeu I. A motivação: pelos longos anos de trabalho em favor da compreensão entre a Igreja Ortodoxa e as Igrejas protestantes; pelo empenho na salvaguarda da natureza; pela Europa e pelo diálogo com as outras religiões. A Universidade é uma das mais antigas da Alemanha, fundada em 1477, e uma das mais importantes internacionalmente, pelos estudos de medicina, ciências naturais, ciências humanas e, em especial, pelos estudos germânicos. Atualmente conta cerca de 28.500 alunos.
31 Mai 2017 | Focolare Worldwide
Rotorua é o segundo maior lago da Ilha do Norte da Nova Zelândia, no Oceano Pacífico. Situa-se na cratera de um grande vulcão inativo há 240 mil anos e hoje é um esplêndido local para praticar canoagem e caiaque. Também naquele lago, como em todos os lugares da região, meta de turistas desde 1800, um forte odor de enxofre explica intensa atividade termal, que impulsiona a água fervente a sair do subsolo formando poças de lama quente e com cores incríveis: de um verde escuro ao amarelo. Existem também pequenos lagos de um azul intenso com uma infinidade de bolhas fumegantes. Não muito distante, o gêiser Lady Knox ejeta, uma vez por dia, um jato de água e vapor que atinge 20 metros de altura.
De maneira análoga, havia o mesmo vivaz ardor nos 170 participantes da Mariápolis, realizada nos dias 26 a 29 de abril passado, em um acampamento situado às margens do lago. Entre os participantes estavam algumas famílias das Filipinas, da Índia e da Coreia, além de 50 entre jovens, adolescentes e crianças. Participaram também convidados italianos: dois casais, Roberta e Stefano, Beatrice e Franco.
A narrativa é deles: “Partimos de Sidney e, após quatro horas de voo, chegamos a Auckland, onde encontramos Yob e Bruno, vindos de Melbourne. Com eles continuamos a viagem, de carro, e depois de quatro horas, chegamos a Rotorua. Lá vivemos três dias muito especiais, de relacionamentos pessoais e com todas as famílias. Foram numerosas as experiências de vida evangélica, foram realizados workshops sobre a ecologia – assunto muito levado em consideração nesta região – e sobre a arte de amar, com algumas reflexões de Chiara Lubich. E, ainda, sobre a comunicação na família e a educação dos filhos. Não faltaram passeios em lugares encantadores nas margens do lago e na floresta”. Não foi um acaso a escolha da Ilha do Norte para a gravação de diversas cenas da saga de Tolkien “O senhor dos anéis”. Mas, o território é particularmente interessante também do ponto de vista etnológico. Com efeito, naquela ilha vive a maior comunidade Maori da Nova Zelândia. Se até 40 anos atrás a língua deste povo era falada por um número restrito de pessoas, atualmente, graças a um programa de integração promovido pelo governo local, a cultura e a língua dos Maori (cerca 20% da população), tornaram-se parte integrante do país. Roberta e Stefano continuam: “Durante a missa nós recitamos algumas orações na língua Maori, povo cuja civilização e cultura aqui são muito integrados”. Após o jantar, no programa da Mariápolis era prevista uma apresentação das crianças e adolescentes, com uma interessante reflexão “ecológica” sobre o respeito à criação e ao ambiente.
Na simplicidade de uma grande família, fez parte da Mariápolis também as comemorações de um aniversário, de um aniversário de casamento. “Três dias repletos de colóquios pessoais e com as famílias, durante os quais tivemos a oportunidade de partilhar as alegrias e de acolher e ‘abraçar’ juntos os sofrimentos, estando diante dos desafios com o apoio da comunidade e permanecendo fiéis ao compromisso de viver o Evangelho com coerência e constância”. Foi neste contexto que partiu o “povo da Mariápolis”, para retornar aos países de origem, levando com eles a energia e o calor de Rotorua.
30 Mai 2017 | Focolare Worldwide
25 Mai 2017 | Focolare Worldwide, Senza categoria
“Com grande alegria” Maria Voce recebeu a notícia da escolha do cardeal Gualtiero Bassetti como novo presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), no dia 24 de maio de 2017. Numa carta de felicitações, a presidente do Movimento dos Focolares exprime as suas “mais cordiais congratulações por este prestigioso cargo, sinal evidente de confiança por parte do Santo Padre”. “O timbre de colegialidade e de amor”, continua a presidente, “congenial ao senhor, será um grande presente para toda a comunidade eclesial e civil italiana, em especial para aqueles irmãos e contextos que mais se assemelham a Jesus crucificado e abandonado”. Também o Movimento dos Focolares na Itália congratulou-se com o novo presidente da CEI, encontrando “motivo de grande alegria” em sua nomeação. Numa nota de imprensa, salienta o seu “estilo, adotado com fidelidade, na proximidade às pessoas, aos operários, aos migrantes, às famílias, nas situações de crise e na busca da verdade”. Faz votos “de experimentar, nessa nova função, uma renovada coragem para enfrentar os inúmeros desafios, confortado pela sinodalidade que testemunha o semblante fraterno da Igreja”. Nascido em 1942, em Marradi, nos arredores de Florença (Itália), Gualtiero Bassetti foi ordenado sacerdote em 1966. Em 1994 foi nomeado bispo de Massa Marítima, depois de Arezzo (1998) e, em 2009, arcebispo de Perugia. Em 2014 o Papa Francisco o recebeu no colégio cardinalício.
25 Mai 2017 | Focolare Worldwide
«Fomos a Mocoa, junto com padre Juan Carlos Almario, sacerdote focolarino, levando as ajudas em dinheiro recolhidas pelas comunidades de toda a Colômbia – escrevem Elizabeth e Alejandra, do focolare de Bogotá -. Estávamos ali em nome de toda a família do Movimento, para levar o amor e as orações de muitos, e a ajuda concreta não apenas da Colômbia, mas de muitas partes do mundo que viveram e vivem conosco esta tragédia». «Alguns sacerdotes do Movimento, párocos em Mocoa (36 mil habitantes) nos receberam com cantos e muita alegria. Depois encontramos o povo. Cada pessoa tinha uma história dura para contar, ligada à catástrofe que haviam vivido. Nós choramos com eles». Lembravam aquela noite de 1º de abril, da avalanche de lama, e da “competição de amor” que se desencadeou entre eles para ir procurar as vítimas. Os padres, junto com o seu bispo, D. Maldonado e outros párocos, se organizaram para acompanhar os feridos nos hospitais, acolher as famílias que procuravam seus familiares, sepultar os mortos… Depois, junto com seus paroquianos, improvisaram um refeitório para dar o que comer aos muitos que haviam ficado sem água e luz por muitos dias, para levar comida aos médicos e funcionários públicos que trabalhavam nos socorros; organizaram as ajudas que chegavam para distribuí-las às pessoas atingidas, e também máscaras para protegerem-se do forte odor. «Daquilo que contavam parecia-nos perceber uma presença “mariana”, silenciosa, mas concreta, que chegou – através deles – a suprir as muitas necessidades produzidas pela tragédia».
«Quisemos meditar juntos sobre o tema que estamos vivendo em todo o Movimento, e que nos pareceu muito adequado à situação que encontramos: Jesus abandonado». Espontaneamente iniciou uma partilha e cada um procurou olhar ao sofrimento vivido descobrindo o semblante da dor infinita experimentada por Jesus sobre a cruz, na qual encontra-se o sentido para tanto sofrimento. «Havia quem afirmava que às vezes é mais fácil descobrir o rosto do abandono de Jesus nas grandes tragédias, mais do que nos sofrimentos do cotidiano. Outros repetiam o empenho de permanecer sempre no radicalismo e na fidelidade da escolha de Deus-Amor». Um dos párocos disse que aquelas horas passadas juntos “foram como um oásis”, que conseguiram tirá-lo deste pesadelo. «Em seguida, junto com padre Oscar, passamos pelos locais por onde a avalanche passou: um panorama de total destruição e morte; alguns bairros totalmente cancelados pela lama, outros que se tornaram como cemitérios, com as casas esmagadas por enormes blocos, com árvores desenraizadas e destroços por todo lado». Neste inferno, o amor, as orações e as ajudas de todos chegaram até Mocoa e deram um pouco de alívio às vítimas dessa tragédia. A viagem incluiu a cidade de Neiva, sempre no sul da Colômbia. «Queríamos encontrar a nossa comunidade local e, com eles, preparar a próxima Mariápolis que se realizará em julho, em um parque arqueológico aonde restam, ainda intactos, os vestígios de uma das mais antigas culturas primitivas da Colômbia». Do passado ancestral e do sofrimento das tragédias naturais, os Focolares na Colômbia se projetam rumo ao futuro. Leia também: Notícias da Colômbia