Movimento dos Focolares
Cop21: cozinhas solares para o Haiti

Cop21: cozinhas solares para o Haiti

un_forno_solare_ottimo_esempio_di_tecnologia_appropriata_2007_imagelargeO projeto Cozinhas solares para Mont-Organisé (Haiti) «nasceu da necessidade de ajudar o Haiti a enfrentar a crise social e ambiental ligada ao desmatamento, introduzindo cozinhas de energia solar. Estes dispositivos baseiam-se na concentração de energia solar: geram energia térmica da luz do sol que passa através de uma lente. A energia é armazenada numa ‘bateria’ térmica que pode manter calor por 20 horas, permitindo cozinhar até de noite. Os materiais escolhidos para realizar as cozinhas são sustentáveis e biodegradáveis e o dispositivo, obviamente, não necessita de combustível», explica o relatório realizado em vista da conferência sobre o clima de Paris (30 de novembro – 11 de dezembro de 2015). O relatório é dedicado a uma série de experiências excelentes na transformação italiana da eletricidade para produzir ou otimizar a energia sem emissões. O projeto foi destacado entre as “100 Italian energy stories” de Enel e Fundação Symbola. O projeto Cozinhas solares para Mont-Organisé (Haiti) foi apresentado no dia 4 de julho na Expo 2015 de Milão pela AFNonlus, em colaboração com o Ente Nacional para o Microcrédito, o Departamento de Economia Agrária da Universidade de Nápoles Federico II, Tesla IA srl e PACNE ONG. Agora chega à Conferência mundial sobre o clima (Cop21) de Paris, onde líderes políticos e especialistas de 190 países estão empenhados em ajustar um programa capaz salvar o planeta. «O desafio do clima, que de 30 de novembro a 11 de dezembro vê o mundo reunido em Paris para a COP21, não se refere apenas ao ambiente», sublinha o Relatório, «mas é um desafio geopolítico, tecnológico, econômico e social. Um desafio para o futuro, que podemos vencer. O compromisso é assumir com decisão a estrada do green economy, da eficiência e da energia limpa. Enel e Symbola contam um novo percurso de inovação e de qualidade, de pesquisa e competitividade no estudo de ‘100 Italian Energy Stories’. Um percurso rumo à energia sustentável iniciado no nosso país [Itália] por empresas, agências de pesquisa e associações». AFNonlus (Associação Ações para Famílias Novas onlus), inspirando-se nos princípios do Movimento dos Focolares, há mais de 30 anos trabalha em 50 países no apoio às famílias e às crianças desfavorecidas, por meio de projetos de cooperação para o desenvolvimento. http://www.symbola.net/assets/files/Enel%20-Symbola100ItalianEnergyStoriesDEF_1448359312.pdf

Evangelho vivido: Deus antes de tudo

Evangelho vivido: Deus antes de tudo

20151205DioPrimaO que foi que te impulsionou a ser sacerdote? Pergunta ao P. Marco uma adolescente de 13 anos, durante uma entrevista informal sobre os muitos episódios dos seus anos de vida e de sacerdócio. «Não me interessava muito ser sacerdote. Apenas pedi um conselho a algumas pessoas que conheciam o mundo, mais do que eu, que eram mais maduras, para compreender o que era mais necessário hoje na humanidade. Poderia ser um professor, um engenheiro, atraía-me muito também ser arquiteto ou viajar. Eu gostava de muitas coisas e ia bem na escola. Eram os anos de uma explosão em nível econômico e eu tinha todas as possibilidades de sucesso. Estava indeciso porque tinha uma bolsa de estudos na universidade, mas queria ser útil. Então, marquei uma hora para falar com o bispo da minha cidade. Queria perguntar-lhe o que é que ele pensava, o que mais poderia servir para a humanidade. Ele estava tão ocupado que não teve tempo para falar comigo, fiquei sozinho esperando durante horas, tanto que cheguei a pensar: “certamente a humanidade não precisa de mim, mas talvez nem a igreja precise de mim. Quem foi que te disse que és tão importante? Talvez eu não sirva para nada… porém eu amo Jesus e o amarei para sempre, mesmo se fosse sempre inútil”. Quando finalmente o bispo teve tempo de falar comigo e perguntou-me o que queria, eu já não queira mais nada! E então disse-lhe apenas que talvez pudesse colaborar em alguma coisa… Ele ficou surpreso, indeciso, mas no fim disse-me: “Ontem eu pus a primeira pedra de uma igreja. Quando esta igreja daqui a seis anos ficar pronta, não teremos nenhum padre. Gostarias de ser o pároco daquela igreja?” Mas a minha experiência da escolha de Deus já tinha acontecido antes, isto é, não tinha escolhido ser sacerdote, mas seguir Deus e amar Jesus, mesmo se tivesse que me sentir sempre inútil. Eu sabia que, de qualquer modo, Jesus certamente me faria fazer alguma coisa». (P. Marco – Itália)    

O mandamento da unidade

O mandamento da unidade

20151130BartolomeoI-Card.Koch

(C) CSC Audiovisivi

Os últimos dois dias do encontro ecumênico dos bispos amigos dos Focolares tiveram como centro o Patriarcado grego-ortodoxo, sede do Patriarca Bartolomeu I, para participar da festa de santo André. Faz 1700 anos que o Patriarcado é ponto de referência para os ortodoxos que hoje são cerca de 300 milhões de pessoas no mundo inteiro. Era domingo, 29 de novembro à tarde, as pessoas chegavam em pequenos grupos, algumas mulheres com o véu para cobrir a cabeça. Não eram só ortodoxos de Istambul, mas também gregos, russos. Causava impressão ver enfileirados 35 bispos de 16 igrejas diferentes dentro da Igreja de São Jorge. Era a primeira vez que eu participava de uma liturgia ortodoxa. O envolvimento aconteceu com todos os sentidos. Os olhos estavam extasiados pelas cores vivas dos ícones. Era um rio de luz. O ouvido era estimulado pelas cantilenas em grego antigo, pelos cantos que conduziam ao mistério da oração. O olfato era provocado pelo incenso que perfumava a alma. O paladar era provado pela Eucaristia e pelo pão “antidóro”. É um pedaço de pão abençoado que é distribuído no final da celebração. O objetivo seja das vésperas do domingo à tarde, seja da longa liturgia de segunda-feira, 30 de novembro, festa de santo André, não era recitar orações, mas se tornar oração, como dizia Orígenes: «Toda a nossa vida deveria ser uma oração estendida e ininterrupta». Ao tomar a palavra, o Patriarca Bartolomeu fez um paralelo entre André, o irmão de Pedro, o “primeiro chamado” e Chiara Lubich, a “primeira chamada” ao carisma da unidade. «Não temos o direito de nos desencorajarmos –concluiu – diante do barulho de tantos horrores que são perpetrados ao longo dos caminhos do mundo. Ao invés, temos o dever de anunciar a todos que só o diálogo, a compreensão, a atitude positiva que provém da nossa fé em Cristo pode vencer. O santo apóstolo André não teve dúvidas ao encontrar o Mestre, e nem mesmo Chiara teve dúvidas ao se entregar a Ele. Assim, também nós, todos conscientes das nossas responsabilidades, não tenhamos dúvidas do caminho pelo qual nos enveredamos, no encontro entre as nossas Igrejas, no encontro com as crenças religiosas, no encontro com a humanidade que sofre, porque só o Amor pode vencer, e as porta do Inferno não prevalecerão sobre ele». É um reconhecimento público do papel que Chiara teve no caminho ecumênico. Um carisma que estimulou também Bartolomeu I, muito ativo no campo do ecumenismo com as suas recentes viagens à Itália, Inglaterra, Bélgica, Bulgária. Perguntamos a ele o motivo do seu incessante trabalho pela unidade. «Porque é a vontade do Senhor ‒ respondeu Bartolomeu I ‒, Jesus mesmo rezou ao Pai pela unidade de todos os que creem. A sua oração, a sua vontade é um mandamento para nós. Nós devemos rezar e trabalhar para a realização desta divina vontade. Assim, a unidade seria também uma contribuição para a paz no mundo, para a fraternidade entre as nações. E hoje o mundo precisa disso mais do que nunca”. Do enviado Aurélio Molè

O caminho da unidade segundo o papa Francisco

O caminho da unidade segundo o papa Francisco

20151202-01Ecumenismo da caridade, da verdade, prático, espiritual são as quatro dimensão do caminho ecumênico segundo o papa Francisco. O cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a promoção da unidade dos cristãos, com um profundo discurso delineia o objetivo da plena unidade das igrejas como perspectiva do diálogo ecumênico. Segundo o papa Francisco, em linha com os seus predecessores, “as divisões são um escândalo, o empenho ecumênico deve mirar, enfim, à celebração comum da Eucaristia e a unidade se realiza sempre na diversidade reconciliada”. A unidade é um caminho, a sua profunda convicção se baseia no fato que: “A unidade não virá como um milagre: vem na caminhada, ela é feita pelo Espírito Santo na caminhada”. No primeiro lugar, o Papa coloca o diálogo fraterno nas palavras e nos gestos, nutrido de caridade: o encontro de cristãos de diferentes igrejas porque “a verdade é um encontro entre pessoas. A verdade não se faz em laboratório, se faz na vida, procurando Jesus para encontrá-lo”. O diálogo teológico é importante, mas o entende como uma “troca de dons”, que não é “um mero exercício teórico”, mas permite “conhecer a fundo as tradições recíprocas para compreendê-las e, às vezes, inclusive para aprender delas”. Sobretudo se pode colaborar de modo prático: rezar juntos, trabalhar juntos, buscar a paz, proteger a criação, ajudar os pobres, defender a liberdade religiosa, o matrimônio e a família. Mas a unidade “é primariamente uma dádiva de Deus pela qual devemos incessantemente rezar”. Hoje, são muitos os cristãos perseguidos. Por que o Papa coloca tanto em evidência a importância do ecumenismo do sangue? “Devemos estar conscientes de que 80 % dos homens perseguidos em nome da fé no mundo são cristãos. Existem mais perseguições hoje do que nos primeiros séculos do cristianismo. É um fato que deve provocar uma grande solidariedade entre todas as igrejas porque os mártires não são perseguidos porque são católicos, armênios, ortodoxos, anglicanos, pentecostais, luteranos, mas porque são cristãos. O seu sangue não divide, mas une. Os mártires já vivem a primeira comunhão no céu, que nós devemos encontrar na terra. Eles nos ajudarão pelo caminho da unidade”. Após 50 anos de preparação, em 2016 se realizará o Sínodo pan-ortodoxo. Que reflexos poderá ter sobre o movimento ecumênico? “Se as igrejas ortodoxas encontrarem um pouco mais de unidade entre elas, isto será uma grande ajuda também para o ecumenismo e ajudará inclusive no caminho para poder celebrar a Eucaristia juntos entre católicos e ortodoxos. Estou convencido de que o Patriarca Ecumênico Bartolomeu está dando todo o seu coração por este Sínodo Pan-ortodoxo. Como Igreja católica queremos ajudar no que pudermos e rezamos intensamente”. Concluiu-se o 34° simpósio ecumênico dos bispos dos Focolares. Que contribuição este tipo de encontros podem dar à unidade entre as igrejas? “O ministério do bispo é um ministério de unidade na própria igreja e a unidade entre as igrejas é, ao mesmo tempo, uma grande obrigação para todos os cristãos porque é a vontade do nosso Senhor. E todos os bispos querem ser obedientes à vontade de Deus. Encontros como este podem ajudar a reencontrar a unidade da qual temos muitos conceitos diferentes nas várias igrejas. Buscar um consenso, dialogar é o empenho mais importante nesta etapa do ecumenismo. E sou muito agradecido aos Focolares por este empenho no ecumenismo”. Do enviado Aurélio Molè  

República Centro Africana: Especialistas da misericórdia

República Centro Africana: Especialistas da misericórdia

20151201-03«Hoje Bangui torna-se a capital espiritual do mundo. O Ano Santo da Misericórdia chega antecipadamente nesta terra. Uma terra que sofre há vários anos por causa da guerra, do ódio, da incompreensão e da falta de paz. Mas nesta terra sofredora estão também todos os países que passam pelo calvário da guerra. Bangui torna-se a capital espiritual da oração pela misericórdia do Pai. Todos nós pedimos a paz, a misericórdia, a reconciliação, o perdão e amor. Para Bangui, para toda a República Centro Africana, para o mundo inteiro, para os países que sofrem por causa da guerra pedimos a paz!». Com estas palavras o Papa Francisco anunciou a abertura da Porta Santa da catedral de Bangui, no dia 29 de novembro, atravessando-a, imediatamente, sozinho, com um gesto intenso e cheiro de significado. Enquanto o Papa ainda estava no voo de volta, falamos por telefone com Geneviève Sanzé, que ainda estava em Bangui. Originária da República Centro Africana, membro do Pontifício Conselho para os leigos, Geneviève atualmente presta os seus serviços no Centro internacional dos Focolares, na Itália. «Ninguém poderia imaginar aquilo que aconteceu no povo. O papa trouxe-nos a alegria e a paz!», afirma. As espectativas eram elevadas, seja por parte dos cristãos como dos muçulmanos: «Agora vai chegar o homem de Deus, dizia-se. Esta é a chance suprema que Deus nos manda». 20151201-02Foi uma viagem cheia de riscos, por motivos de segurança, e «não obstante todos estivessem preocupados e ele tenha sido desencorajado, de todas as maneiras, o Papa quis realmente vir». «E o povo sente que veio para o povo, não porque fosse uma tarefa ou um evento especial, mas como um pai que quer encorajar – explica Geneviève. Ele esteve com os cristãos, católicos e de outras denominações, mas também com os muçulmanos. Todos preparamos a sua chegada com entusiasmo, mesmo se os cristãos de uma parte e os muçulmanos de outra. E o Papa foi ao encontro de todos. Muitos pensavam que fosse melhor que cancelasse a visita à mesquita, no bairro onde nenhum cristão pode entrar. Ao invés ele foi. E também ali foi extraordinário». 20151130PapaRCAO Papa Francisco, na missa no estádio convidou aos «queridos Centro Africanos» a «olhar para o futuro e, fortificados pela estrada já percorrida, decidir decididamente realizar uma nova etapa na história cristã do vosso país», estimulando todos a serem «artífices de uma renovação humana e espiritual». Na véspera tinha recordado «o amor pelos inimigos, que protege contra a tentação da vingança e contra a onda de represálias sem fim», e ainda que «por toda a parte, também e sobretudo onde reinam a violência, o ódio, a injustiça e a perseguição, os cristãos são chamados a dar testemunho deste Deus que é Amor». Com estas palavras no coração, Geneviève conta um episódio ao qual assistiu com os próprios olhos: «Durante a missa entrou um muçulmano, claramente reconhecível, com um cartaz que dizia “Deus é grande”. Os cristãos aplaudiram e, indo ao seu encontro, abraçaram-no. Queriam viver aquilo que o Papa pedia, esta responsabilidade no amor e na misericórdia; esta porta aberta que nos leva a viver nesta graça. E demonstraram isso com aquele gesto». «Quando cheguei encontrei corações endurecidos. Foi extraordinário ver, em dois dias, a mudança que aconteceu no povo. Além disso, o gesto do Papa da abertura da Porta Santa, não foi somente uma ação isolada, mas uma vida que ele mesmo testemunhou, na misericórdia com a qual foi ao encontro de todos. Ele levou este amor de Deus a todos». «O discurso da prefeita de Bangui (e presidente do estado de transição) – explica ainda Geneviève – pôs diante do Papa todos os pecados do nosso país, não tirou a sua responsabilidade. Ela pediu perdão a Deus, pedindo ao Papa que, com a sua bênção, invocasse a graça do perdão para a nação. Encontrar-se na catedral, sabendo tudo aquilo que aconteceu, e ver que precisamente aqui o Papa Francisco abriu a porta da misericórdia, para mim foi realmente excepcional. Ele não disse muitas coisas, mas soube por o dedo no ponto mais fraco, lançando um apelo a todas as nações que fabricam as armas. E chamou Bangui de capital espiritual do mundo. Ouvir que um país que derramou tanto sangue inocente é chamado de capital espiritual foi como ver Deus que vem ao nosso encontro».

Papa Francisco em Uganda

Papa Francisco em Uganda

20151130-03«Três dias em Uganda para celebrar a solenidade dos Mártires Ugandenses: o Papa chegou no dia 27 de novembro, recebido pelo Presidente de Uganda Museveni e pelas autoridades religiosas guiadas pelo Arcebispo de Kampala D. Lwanga e pelo Arcebispo anglicano Ntagali. Etapa no Santuário Católico de Munyonyo onde os primeiros mártires cristãos do país foram mortos em 1886», relatou Simon, que trabalha no setor de vendas de New Vision, grupo editorial ugandense, e que – terminados os turnos de trabalho – corria para a rua ou para os lugares onde se esperava a passagem do Papa Francisco. E depois, Namugongo. Lá o papa visitou antes o Santuário protestante e se encontrou com o Reverendo Stanley Ntagali, e meio quilômetro mais na frente, o Santuário católico. «Uma multidão de pessoas, cheia de alegria, esperava ao longo da estrada, com o coração repleto de amor, entoando canções para o Santo Padre», contou ainda Simon. «Havia ulos, bandeiras, toques de trombetas. Algumas mulheres na multidão choravam de alegria». «No seu apelo o Papa reconheceu os mártires anglicanos e os mártires católicos, que deram a própria vida pela obra de Deus, e cuja morte por Cristo testemunha o ecumenismo do sangue. São testemunhos da própria fé em Jesus, até mesmo à custa da vida, muitos bem jovens», comentou Simon. «Os mártires de Uganda são os primeiros mártires da África moderna e são testemunhas, todos leigos, de uma fé simples, mas muito forte», explicou padre Lombardi. Francisco se inspirou no exemplo deles falando aos jovens, e convidando-os a «transformar na vida todas as coisas negativas em coisas positivas», «o ódio em amor», «a guerra em paz». Entre as impressões recolhidas por Simon, entre os seus coetâneos tem a de Alinda: «Com Jesus podemos superar todos os obstáculos, e transformar o negativo da nossa vida, como a opressão, ou as doenças como a Aids. Não devemos ter medo de pedir ajuda, inclusive através da oração». «Estender a ajuda aos necessitados, cooperar com todos para o bem comum, e defender o dom de Deus que é a vida para construir uma sociedade mais justa estão entre as mensagens deixadas pelo Papa. Além disso, salientou a importância do Espírito Santo e dos Mártires Ugandenses na história da Igreja de Cristo. O Pontífice reiterou a necessidade de ser humildes, mansos e bons para levar alegria e paz e para não se deixar tomar pelos desejos mundanos», escreveu Simon. «Não somos perfeitos, mas podemos nos perdoar e recomeçar sempre», confidenciou Tony, particularmente impressionado pelas palavras do Papa sobre a família. 20151130-05Após a missa celebrada em Namugongo, o Papa se encontrou com os jovens em Kololo. O seu discurso de improviso foi precedido por dois tocantes testemunhos de jovens: uma adolescente doente de Aids desde o nascimento e um jovem que foi recrutado como criança soldado. O sofrimento transformado em esperança pela fé em Jesus é o coração da mensagem de Francisco. «No mesmo dia o Papa visitou a casa para pessoas desfavorecidas em Nalukolongo, onde se cuida dos necessitados, crianças, jovens e idosos. Existem pessoas que sofrem por deficiências ou complicações de vários tipos e não têm quem possa cuidar delas. Estavam felizes por receber o Papa, que salientou a importância de cuidar de quem está em necessidade, porque precisam do nosso amor. Não existe mais ninguém que possa amá-los no nosso lugar, disse o Papa». Aos sacerdotes e aos religiosos lançou um desafio: continuar a fazer de Uganda a “pérola da África”, seguindo o exemplo dos mártires. Enfim, concluiu Simon, «o Papa partiu no domingo, dia 29, para ir à República Centro-africana, deixando uma mensagem de amor, unidade e, sobretudo, perdão, a ser vivida nas nossas famílias, comunidades, locais de trabalho, com os vizinhos, por toda a parte».