Movimento dos Focolares

Chiara Lubich Serva de Deus

Jan 27, 2015

Maria Voce aos microfones da Rádio Vaticana. Amanhã, 27 de janeiro, se abre na Catedral de Frascati (Roma) a causa de beatificação e de canonização de Chiara Lubich. Live streaming a partir das 16h (italiana) com traduções em inglês, francês, espanhol, português em http://live.focolare.org

Cattedrale_FrascatiÉ com grande alegria, «multiplicada pelo eco da alegria do mundo inteiro» que Maria Voce, presidente dos Focolares, acolheu a notícia da abertura da causa de beatificação de Chiara. O anúncio foi dado pelo bispo de Frascati, dom Raffaello Martinelli, que indicou o dia 27 de janeiro como data para a cerimônia de abertura do processo na catedral de Frascati. Foi na sua diocese que Chiara Lubich viveu grande parte de sua vida e morreu em 2008.

Assim explicou Maria Voce aos microfones da Rádio Vaticana: «Comuniquei imediatamente a todos esta alegria e gratidão, também ao bispo, tão disponível em agilizar todo o trabalho preliminar para chegar a este momento. E uma grande gratidão também à Igreja, que nos dá possibilidade de mostrar a beleza de uma vida tão dedicada como a de Chiara».

Ela, continua na entrevista, «sempre sonhou ver o dia em que se pudesse falar de uma santidade de povo, porque constatava que é possível santificar-se fazendo a vontade de Deus, o que Deus pede a cada pessoa desta terra. O seu desejo, portanto, não era o de se santificar sozinha – embora sempre se recordasse que é vontade de Deus a ‘vossa santificação’ – mas o seu desejo era de que muitas, muitas pessoas trilhassem o caminho da santidade». Para Maria Voce, trabalhar para que a santidade de Chiara Lubich seja reconhecida, significa «trabalhar para que seja reconhecida esta possibilidade aberta a todos de se santificarem».

Como o Movimento dos Focolares vive este caminho? Com «um renovado empenho, para que a Igreja veja nos seguidores de Chiara o testemunho vivo daquele modelo que ela foi e continua sendo para nós».

MariaVoce_2014«A manifestação de afeto de tantas pessoas em relação a Chiara Lubich não muda», comentam da Rádio Vaticana. «Diria que é imutável e crescente: é uma manifestação de afeto que vem também de quem não a conheceu pessoalmente. Certamente aqueles que a conheceram sentem este momento como um momento de graça especial, seja por parte de autoridades da Igreja, de presidentes e fundadores de outros movimentos, seja de pessoas de outras religiões e Igrejas».

E quem deverá examinar escritos, discursos, vídeos, não terá uma tarefa fácil: «Existe uma enorme quantidade de documentos e escritos que já foram entregues para serem examinados. E há também vídeos, gravações de discursos e também cartas de Chiara… Existe um vasto material e sem dúvida será um grande empenho para o Tribunal. Um empenho que envolve todos nós para preparar estes documentos da melhor maneira a fim de que a Igreja possa examiná-los».

Sinteticamente, uma palavra que expresse a santidade de Chiara? «Diria a normalidade: podemos nos santificar vivendo uma vida normal. Os frutos extraordinários desta vida normal provêm de Deus, do seu relacionamento com Deus e do relacionamento normal de Chiara com o seu povo. Viver normalmente uma coisa extraordinária: Chiara nos deu o exemplo disso e, embora não faltassem momentos extraordinários na sua vida, ela nos deu o exemplo de uma santidade na normalidade, não só nos momentos extraordinários».

E sobre Chiara Lubich “mulher de diálogo”, mais do que nunca urgente nestes dias, afirma: «Creio que neste âmbito Chiara tenha ainda muito a dizer para a construção de relacionamentos verdadeiros, profundos entre as várias civilizações, etnias e religiões para contrastar esta onda de violência que parece ter invadido o mundo. Portanto, uma afirmação da santidade de uma pessoa que fez da sua vida um símbolo de diálogo, poderia ser um sinal neste momento».

Entrevista completa na Radio Vaticana

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