Movimento dos Focolares

Culturas juvenis emergentes

Fev 15, 2013

O Conselho Pontifício da Cultura dedica a assembléia plenária às culturas juvenis emergentes. Voluntariado e criatividade na experiência de Fara, jovem do Movimento dos Focolares.

Realizou-se em Roma, de 5 a 9 de fevereiro, a Assembléia Plenária do Conselho Pontifício da Cultura, dedicada às culturas jovens emergentes. O objetivo era, afirmou o Card. Ravasi, Presidente do Dicastério, “assumir a atitude de escuta atenciosa à questão dos jovens” presente na sociedade e também na Igreja, onde é evidente a dificuldade na transmissão da fé.

A importância deste argumento foi confirmada também pelo Santo Padre durante o encontro com os participantes, no qual ele lembrou que os jovens são para a Igreja “um ponto de referência essencial e inevitável para a sua ação pastoral”, acrescentando que “não faltam fenômenos decididamente positivos” como “muitos jovens voluntários que dedicam aos irmãos mais necessitados as próprias melhores energias”.

Farasoa Bemahazaka

Uma confirmação das palavras do Papa é a experiência de Fara, jovem de Madagascar membro dos Focolares, convidada a falar sobre: “Formas de participação, criatividade e voluntariado”. Na idade de 16 anos ela participara de um encontro mundial dos Jovens por um Mundo Unido que promoviam o Projeto África e, com eles, Fará experimentou que também na atualidade é possível viver a mesma tenacidade com que viviam os primeiros cristãos. Alguns anos depois ela foi para a Itália, para a escola Gen de Loppiano, onde permaneceu por dez meses, impulsionada pelo desejo de viver a fé com profundidade. Nesse contexto ela compreendeu que “cada um tem algo a doar também por meio de muitas pequenas ações; doa-se e recebe-se na medida em que se ama. Disto nasce o diálogo interpessoal porque o diálogo não é entre culturas, mas, entre pessoas de diferentes culturas”.

Atualmente essa jovem africana estuda Economia e Comércio em Florença. Naquela cidade estabeleceu contato também com o Centro Internacional La Pira, onde desenvolveu o serviço civil e teve a ocasião de continuar e aprofundar as relações entre as culturas de jovens do mundo inteiro. Além disso, com outros amigos, promoveu a Associação dos Estudantes Africanos em Florença cujo objetivo é manter viva a consciência da cultura da própria origem e, ao mesmo tempo, favorecer a fraternidade universal. No início do ano acadêmico, para ajudar os novos estudantes, foi aberto um guichê por meio do qual oferecem assistência para facilitar o processo burocrático e promovem também a inserção dos jovens na vida social de Florença.

Em setembro de 2012 Fara participou do Genfest e, atualmente, colabora e apóia ativamente o Projeto Mundo Unido (United World Project), com o qual se quer mostrar o bem que segue adiante e, também, evidenciar a lenta, mas irrefreável, caminhada da humanidade em direção à fraternidade.

Fara assumiu para si as palavras de Chiara Lubich: «Jesus retornaria, hoje, a “morrer por estas pessoas”, para salvá-las de todos os males. Mas, Jesus viveu já se contam vinte séculos. Agora, ele quer retornar por meio de nós. Jesus era jovem: quer voltar, sobretudo, por meio dos jovens!».

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