Movimento dos Focolares

Focolares: no caminho do cristianismo social

Jun 27, 2014

Com o simpósio sobre a “Contribuição do Movimento dos Focolares na Igreja e na sociedade”, em Paris, concluiu-se o ano do 60º aniversário da chegada dos Focolares à França.

201406Paris2Ápice de um ano de celebrações dos 60 anos do Movimento dos Focolares na França, dia 4 de junho passado realizou-se, no Instituto Católico de Paris, um simpósio sobre a contribuição do Movimento na Igreja e na sociedade francesa. Diante de um público diversificado, procurou-se responder às questões: “Quem são os Focolares?” e “Qual o envolvimento deles no mundo de hoje?”. Embora não omitindo alguns aspectos críticos, como a pouca visibilidade, os relatores evidenciaram a contribuição positiva dos Focolares à sociedade francesa. «Não existem muitos movimentos que alcançaram “com saúde” os sessenta anos de existência», afirmou o sociólogo da religião, Jean-Luis Schlegel, em sua preleção.

Padre Lethel

Padre François-Marie Léthel

O simpósio iniciou com padre François-Marie Léthel, carmelita e professor de teologia no Instituto Teresianum (Roma). Ele traçou o paralelo entre Santa Teresa de Ávila e o seu “castelo interior” (a oração, o centro da alma) e Chiara Lubich com o seu “castelo exterior” (o amor ao próximo). Não hesitou em descrever a fundadora dos Focolares como «uma das maiores místicas de todos os tempos». 201406Paris1Laurent Villemin, professor de teologia no Instituto Católico de Paris, evocou o ardor no diálogo entre os cristãos, «logo traduzido em ecumenismo prático» e que «até o fim da sua vida não renunciou ao trabalho pela unidade visível da Igreja». Trazendo o exemplo concreto da dinâmica de “Juntos pela Europa”, Gérard Testard, membro do Comitê Internacional, declarou que «os Focolares tem uma influência e dão uma contribuição decisiva na comunhão entre movimentos». 201406Paris4D. Teissier, arcebispo emérito de Argel, recordou quanto se vive neste país, onde os muçulmanos, especialmente os jovens «encontraram no Movimento dos Focolares uma resposta aos seus anseios interiores», permanecendo «fieis à própria identidade de muçulmanos». O presidente das Semanas Sociais da França, Jérôme Vignon, salientou o caráter «precursor e fecundo da Economia de Comunhão», definindo «visão revolucionária» a contribuição dos Focolares à evangelização, não tanto a de «fazer com que os nossos irmãos tornem-se cristãos», mas «fazendo-os saborear a alegria do amor mútuo, a preocupação pelo próximo». Todos aspectos com os quais os Focolares podem enriquecer o cristianismo social francês, com a condição de não “esconder-se”. «Não tenham medo – concluiu Laurent Villemim – de levar adiante esta busca de uma verdadeira espiritualidade para verdadeiros leigos». 

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