Movimento dos Focolares

Maria, o nome feminino do Amor

Set 9, 2017

Enquanto o Movimento dos Focolares se prepara este ano para aprofundar a figura de Maria, Mãe de Jesus, propomos um texto de Igino Giordani composto por ocasião da festividade do seu nome.

20170909-01Maria. Os filólogos o interpretam de muitos modos, todos belos; mas o seu significado mais denso de beleza é aquele seu indicar particularmente, inconfundivelmente, ela: a única entre as mulheres, Maria. Um nome que nunca nos cansamos de pronunciar; e que cada vez doa alegria. Na saudação angélica, que sulca as vicissitudes humanas como uma fonte de gáudio, milhões de criaturas todos os dias a chamam assim. E assim a chamavam os pais, os parentes e os vizinhos de casa em Nazaré. E assim, a cada “ave”, voltamos todos a chamá-la familiarmente, com o objetivo de pedir a sua intercessão neste experimento da vida que culmina na morte, passagem à vida perene. «Maria»: ao pronunciar esse nome, o coração pula no peito como o menino no ventre de Isabel, «e Isabel ficou repleta de Espírito Santo». «Maria», diziam pastores e artesãos quando se debruçavam na porta daquele tipo de choupana que era a habitação da sagrada família na colina de Nazaré, para lhe pedir um favor: ela era tão prestativa com todos, tão rica de recursos para cada um. E se não tinham nada a lhe pedir, apareciam pela alegria de saudá-la: a alegria de dizer aquele nome que reúne muitas coisas belas, pois sintetiza os mistérios do amor. O nome feminino do Amor. À distância de séculos, nós, da maneira do arcanjo e de José, da maneira de todos os santos e de muitos pecadores, continuamos a chamá-la assim: Maria; cinquenta, cem e mais vezes por dia, sem jamais associar aquele nome a títulos de nobreza, epítetos de ostentação, patentes de primado. Nós gostamos – como também ela gosta – de nos aproximarmos dela, não de afastá-la, para nos aproximarmos do Esposo, que com ela faz unidade. A aglomeração das ruas, o turbilhão das paixões, o rastro do espírito, são marcados, sulcados por aquele nome, sobre o qual transita o amor da terra ao céu. A humildade aproxima e o amor unifica; e é o maior tributo. Nós nos sentimos de casa na Igreja de Cristo, nós nos sentimos de casa na comunhão dos santos, no mesmo âmbito da SS. Trindade, também porque ali está Maria; ali está a mãe e, portanto, ali entram os filhos. Onde está Maria, está o amor: e onde está o amor, está Deus. E, então, dizer aquele nome em cada circunstância e ambiente é penetrar de repente em uma atmosfera de divino, é acender uma estrela na noite; abrir uma fonte de poesia em uma plaga tecnológica; fazer florecer de lírios um pântano. É restituir o calor da família em um campo de trabalhos forçados. Maria ama: e, no amor, se esconde. O verdadeiro amor é contemplação da pessoa amada. Também nisto, imitando a jovenzinha nazarena, se pode ser contemplativos, permanecendo no mundo, em um casebre de camponeses ou em um apartamento de cidade. O amor nela foi tão grande que nos deu Deus: Deus que é amor. Ela como que o arrancou do céu para dá-lo à terra; do solo divino para torná-lo também homem, a serviço dos homens. E realmente amar é fazer-se um com o Amado: e Maria se fez de tal modo um com Deus, que Deus se doou a ela, para se doar, através dela, a todos os homens. Em última análise, se está no mundo, em diferentes posições, com vestes de todos os tipos; mas, estando ali como Maria, se prepara, sempre e por toda a parte, o quarto para Jesus.   (Igino Giordani, Maria modello perfetto, Città Nuova, Roma 2012, pp. 17-20)

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