Movimento dos Focolares

Viagem à Terra Santa/1

Fev 14, 2011

Simpatia recíproca. Primeiro compromisso público de Maria Voce e Giancarlo Faletti, em sua turnê pela Terra Santa. Com os movimentos e novas comunidades.

Foi o encontro com alguns representantes dos movimentos eclesiais presentes em Jerusalém. Aqui, onde a Grande História teve um novo início, e também a pequena “história santa” de cada grupo busca o seu espaço e o seu caminho específico.

Eram uma centena os presentes na sala da Custódia da Terra Santa, ao lado da Porta Nova. Novos Caminhos, Bem-aventuranças e Emmanuel, da França; Canção Nova, Filhos de Maria, Obra de Maria e Comunidade Shalom, do Brasil; Regnun Christi do México; Associação João XXIII, Comunhão e Libertação e Focolares, da Itália (mas com dimensão internacional), contaram com simplicidade as suas aventuras, cada uma muito original e, ao mesmo tempo, semelhante às outras. Quase todos seguem o caminho do trabalho de acolhida: encontram os peregrinos, atuam em favor do conhecimento da Terra Santa e de seus tesouros (inclusive na dimensão ecumênica e inter-religiosa) e favorecem o turismo aos lugares santos. Numerosos movimentos e comunidades se especializam na evangelização por meio da mídia. E aqui não são exceção as atividades comuns, de duas ou mais comunidades juntas.

Como tudo o que se relaciona ao cristianismo, aqui em Jerusalém estes encontros não tem, primordialmente, dimensões quantitativas, mas qualitativas. Aqui o relevo é dado à qualidade dos relacionamentos. «Talvez seja uma missão dos movimentos e das novas comunidades levar à Igreja católica, e mais em geral, à cristandade, o único primado evangélico, que é o amor», explicou uma jovem da comunidade Chemin Neuf.

Alguns movimentos estão presentes na Terra Santa a dezenas de anos e outros chegaram há poucos meses. Convivência e fraternidade foram a tonalidade do encontro, que Maria Voce iniciou contando, com simplicidade, a sua história.

Durante um diálogo franco com os presentes, ela delineou o sentido do diálogo entre movimentos e novas comunidades: «Aqui me encontro diante de pessoas e grupos que querem testemunhar aquele amor mútuo que constrói a Igreja».

Respondendo à pergunta de um representante de Comunhão e Libertação, disse: «Certamente, depois da vigília de Pentecostes 1998 – quando reuniram-se na Praça de São Pedro, convocados por João Paulo II – sentimo-nos coligados, unidos por um apelo do Papa, que invocava o Espírito Santo. Desde aquele momento Chiara Lubich percebeu que o Papa desejava que os movimentos estivessem em maior comunhão entre eles». Para favorecer «aquela presença carismática que é “coessencial” à dimensão petrina, hierárquica». Desde então «onde existe o Movimento dos Focolares existe também este desejo de unidade entre os movimentos e as novas comunidades». Cada um com o próprio carisma «que é complementar àquele dos outros. A comunhão não é uniformidade… se o nosso carisma é mais belo, no final a Igreja é mais bela, porque os carismas são dons que devem ser colocados em reciprocidade».

«Como viver o diálogo ecumênico e inter-religioso na Terra Santa?», perguntou uma jovem brasileira. «O diálogo é um estilo de vida – respondeu Maria Voce –, mais do que algo que se faz. É colocar-se, com amor, diante do outro». Amando desinteressadamente, sempre, tomando a iniciativa de amar, amando a todos, também os outros cristãos e os fieis de outras religiões. «Para nós o diálogo foi sempre um diálogo entre pessoas, não entre ideologias ou religiões… porque em todos os homens da terra existe o amor». Depois, «a unidade vem de Deus, que aos homens pediu apenas que se amassem».

de Michele Zanzucchi

Programa da viagem: artigo

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subscrever o boletim informativo

Pensamento do dia

Artigos relacionados

Chiara Lubich: Unidade

Chiara Lubich: Unidade

A unidade, como realização da frase de Jesus “Pai, que todos sejam um” (Jo 17, 21), é um dos pontos fundamentais da espiritualidade dos Focolares. Mas como alcançar a unidade, como receber a graça da unidade? Chiara Lubich falou sobre isso em 26 de setembro de 1996, durante um Collegamento, do qual reproduzimos aqui um trecho.

Emergência sísmica na Venezuela

Emergência sísmica na Venezuela

Os donativos, angariados através da Ação para um Mundo Unido (AMU) e da Ação para Famílias Novas (AFN), servirão para fazer chegar às populações da Venezuela afetadas pelo forte terramoto de 24 de junho de 2026 ajuda de primeira necessidade e para a reconstrução das habitações.

A unidade, uma prioridade para Maria Voce Emmaus

A unidade, uma prioridade para Maria Voce Emmaus

No dia 20 de junho de 2026, será o primeiro aniversário da partida de Maria Voce Emmaus, primeira presidente do Movimento dos Focolares (2008-2021) depois da morte de Chiara Lubich. Fizemo-nos uma pergunta: como Emmaus vivia a unidade no dia a dia? As focolarinas que fizeram parte do focolare dela nos últimos anos contaram alguns fatos, pequenos eventos, que mostram o quanto o amor recíproco vivido em todas as circunstâncias é a base para merecer a unidade como dom de Deus.