30 Mar 2014 | Palavra de Vida, Sem categoria
“Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”.
Jesus está para morrer, e suas palavras trazem a marca desse evento próximo. Com efeito, a sua partida iminente exige sobretudo a solução de um problema: de que modo Ele pode permanecer entre os seus para conduzir a Igreja?
Você sabe que Jesus está presente, por exemplo, nas ações sacramentais. Na Eucaristia da Missa Ele se faz presente.
Pois bem, também lá onde se vive o amor mútuo Jesus está presente. De fato, Ele disse: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome (e isso é possível mediante o amor mútuo) eu estou ali, no meio deles” (Mt 18,20).
Portanto, na comunidade cuja vida profunda é o amor mútuo, Ele pode permanecer eficazmente presente. E por meio da comunidade Ele pode continuar revelando-se ao mundo, pode continuar a sua influência no mundo.
Você não acha isso uma coisa esplêndida? Não lhe vem o desejo de viver logo esse amor junto com os cristãos que são seus próximos?
João, que cita as palavras que estamos aprofundando, vê no amor mútuo o mandamento por excelência da Igreja, cuja vocação é justamente ser comunhão, ser unidade.
“Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”.
Jesus diz, logo em seguida: “Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35).
Portanto, se você quiser descobrir o verdadeiro sinal de autenticidade dos discípulos de Cristo, se quiser conhecer o distintivo deles, então deve reconhecê-lo no amor mútuo vivido.
Os cristãos são reconhecidos por esse sinal. E, se ele faltar, o mundo não mais descobrirá Jesus na Igreja.
“Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”.
O amor mútuo gera a unidade. E a unidade, o que realiza?… “Que todos sejam um – diz ainda Jesus – a fim de que o mundo creia…” (Jo 17,21). A unidade, revelando a presença de Cristo, arrasta o mundo atrás Dele. Diante da unidade, do amor mútuo, o mundo acredita Nele.
“Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”.
No mesmo discurso de despedida Jesus define este mandamento como “seu”.
É seu e, portanto, Ele o estima de modo todo especial.
Você não deve entendê-lo simplesmente como uma norma, uma regra ou um mandamento ao lado dos outros. Com ele Jesus quer revelar a você um modo de viver, quer dizer-lhe como configurar a sua existência. De fato, os primeiros cristãos faziam desse mandamento a base de suas vidas. Pedro dizia: “Sobretudo, cultivai o amor mútuo, com todo o ardor”. (1Pd 4,8).
Antes de trabalhar, antes de estudar, antes de ir à Missa, antes de qualquer atividade, verifique se o amor mútuo reina entre você e os que vivem com você. Se isso for verdade, sobre essa base, tudo tem valor, enquanto que, sem esse fundamento, nada agrada a Deus.
“Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”.
Jesus lhe diz ainda que esse mandamento é “novo”. “Eu vos dou um novo mandamento”.
O que significa isso? Será que esse mandamento não era conhecido?
Não. “Novo” significa: feito para os “tempos novos”.
Então, de que se trata?
Veja: Jesus morreu por nós. Portanto, nos amou até a medida extrema. Mas que tipo de amor era o seu? Certamente não era como o nosso. O seu amor era, e é, um amor “divino”. Ele disse: “Como meu Pai me ama, assim também eu vos amo” (Jo 15,9). Ele nos amou, portanto, com o mesmo amor com qual Ele e o Pai se amam.
E com esse mesmo amor nós devemos nos amar mutuamente para realizar o mandamento “novo”.
Na realidade, porém, você como homem, como mulher, não possui um amor dessa natureza. Mas se alegre porque, como cristão, você o recebe. E quem é que o doa? É o Espírito Santo que o infunde no seu coração, nos corações de todos os que têm fé.
Existe, então, uma afinidade entre o Pai, o Filho e nós cristãos, graças ao único amor divino que possuímos. É esse amor que nos insere na Trindade. É esse amor que nos torna filhos de Deus.
É por esse amor que o Céu e a terra estão unidos como que por uma grande corrente. Por esse amor a comunidade cristã se insere na esfera de Deus e a realidade divina vive na terra lá onde existe o amor entre os que creem.
Você não acha que tudo isso é de uma beleza divina e que a vida cristã é extraordinariamente fascinante?
Chiara Lubich
Este comentário à Palavra de Vida foi publicado originalmente em maio de 1980.
30 Mar 2014 | Focolare Worldwide
Um modo sem dúvida original de explicar os pontos mais importantes da espiritualidade dos Focolares e do pensamento da sua fundadora, Chiara Lubich, foi o escolhido pelo jornalista e crítico de arte Mario Dal Bello. No «Diálogo sobre harmonia e beleza», com uma série de «obras de arte da história da arte europeia» descreveu o ideal da unidade, dado que «a ligação entre esta e a arte é muito estreita – afirmou. Não era por acaso que Chiara Lubich, diante da Pietà vaticana de Michelangelo, pedia a Deus que suscitasse artistas que também fossem santos. O que é a santidade senão a perfeição no amor, e portanto a transmissão da beleza daquele Deus que é amor?». O evento foi uma homenagem da cidade de Udine a Chiara Lubich nos 70 anos do nascimento dos Focolares e no 6° ano da sua morte, recordando uma frase que ela gostava de repetir: «A beleza é harmonia. Harmonia significa altíssima unidade».
Porém, é necessária uma premissa: «Muitos procuram explicar a arte, mas isso é impossível – admitiu quem o faz por profissão: é inefável como o Espírito, fascina sem motivo, como quando alguém se apaixona». Por isso, Dal Bello começou com o retrato de Jesus, de El Greco, «tem o olhar como aquele temos para pessoa amada, em quem percebemos o rosto de Deus». É ver Deus no outro e perceber nele o amor que é, justamente, uma das expressões da espiritualidade de Chiara Lubich.
E se Jesus Bom Pastor, ainda mais, «belo pastor – esclareceu – ama as suas ovelhas, também nós devemos amar o próximo»: empenho ilustrado pelo esplêndido mosaico do Mausoléu de Gala Placídia em Ravenna, no qual Cristo é representado rodeado pelo rebanho «vestido de luz e Ressuscitado: indica-o a cruz radiante que leva, símbolo da ressurreição».
Em virtude deste amor recíproco, Jesus está presente “onde dois ou mais” estão unidos no seu nome: como se pode ver na Ceia em Emaús de Rembrandt, onde «Jesus entra no quotidiano, a tal ponto que as personagens parecem nem se darem conta que ele reparte o pão». E é uma presença que faz a diferença na comunidade como se vê na Transfiguração de Raffaello, onde há um forte contraste entre «o nível superior, no qual Jesus está com Moisés e Elias, pelas cores claras; e aquele inferior, onde permanecem os apóstolos, confusos, onde prevalece a escuridão».
Para ilustrar uma outra face da espiritualidade de Chiara, o amor por Jesus abandonado sobre a cruz, foi o crucifixo de Dalì: «Um Cristo visto do alto que parece curvar-se sobre a humanidade e atrair todos a si. E significativamente não vemos o seu rosto: porque todos nós estamos no seu rosto».
Uma outra figura central emerge ainda – mas só ao olhar de um especialista – do Juízo universal de Michelangelo: «Se observaram bem – salientou Dal Bello – Maria está olhando para um anjo, que eleva os que são salvos com um Rosário. Portanto, Maria aparece como aquela que conduz os cristãos para o céu: e o Movimento dos Focolares chama-se Obra de Maria».
Por último, o político do Cordeiro místico de Jan e Hubert Van Eyck, onde a Jerusalém celeste do Apocalipse ao redor da qual está reunida toda a Igreja, é representada por uma cidade contemporânea: lembra o empenho que os Focolares são chamados a ter nas comunidades onde vivem.
25 Mar 2014 | Sem categoria
O sangue
O automóvel que vai na minha frente derrapa, bate contra um muro e capota. Consigo frear. Há quem pare para socorrer os feridos: uma idosa, uma criança e um jovem. Mas ninguém quer levá-los ao hospital, pelo receio da acusação de ter provocado o acidente. Mesmo se por ver o sangue, muitas vezes já perdi os sentidos, procuro ser forte e coloco-os no meu carro. Para serem atendidos, o hospital pede um pagamento, mas aquelas pessoas não têm dinheiro. Assino um cheque e asseguro-me de que os feridos sejam bem tratados, feliz por ter vencido a minha emotividade, mas principalmente por ter feito algo por aquele “irmãos”. M. S. – Argentina
Vencer o cansaço
Muitas vezes, ao chegar em casa, sofro com o vazio deixado pela morte da minha esposa e prefiro ficar sozinho, tranquilo, mas sinto que devo esquecer-me de mim mesmo e alimentar o relacionamento com os meus filhos. É difícil ser pai e mãe ao mesmo tempo. Outro dia, voltando para casa, dei-me conta que todos ainda estavam acordados: gostaria de ir descansar, mas fui brincar com eles, sem pensar no cansaço. Para a minha surpresa, um deles, com quem o relacionamento sempre foi difícil, aproximou-se de mim com afeto e sentou-se no meu colo. Isto nunca tinha acontecido. S. R.- EUA
Chocolates
Levei uma caixa de chocolates de presente para alguns amigos, que, por sua vez, quiseram dar-me uma ainda maior: «Para as tuas filhas!». No ônibus, quando voltava para casa, entrou um casal, com uma menina que talvez tivesse cinco anos. A criança olhava para a caixa de chocolates com grande desejo. No início fiz como se não me tivesse apercebido, mas não estava tranquilo. «Jesus, faz-me entender o que devo fazer». Precisamente naquele momento, a menina aproximou-se de mim, estendendo a mão para os chocolates. Não podia rejeitá-la e dei-lhe a caixa. Mas ao descer do ônibus, sentia-me um pouco descontente por voltar com as mãos vazias. Entretanto, ao entrar em casa, a minha esposa veio dizer-me que uma amiga, ao passar para cumprimentá-la, tinha deixado um cesto muito grande, cheio de chocolates. Fiquei sem palavras, feliz. W.U. – Itália
Fonte: O Evangelho do dia (Il Vangelo del giorno), Città Nuova Editrice
23 Mar 2014 | Sem categoria
As etapas da viagem. O Brasil é a quinta potência econômica mundial, com 8,5 milhões de km2e quase 200 milhões de habitantes, descendentes da imigração europeia e asiática, dos africanos vindos nos séculos passados como escravos e dos povos indígenas, além dos imigrantes do mundo inteiro, que falam uma única língua: o português. Um país de dimensões continentais, com diferentes condições climáticas e geográficas, grandes riquezas naturais e um forte potencial de crescimento. Um país marcado igualmente por grandes contrastes sociais que, graças aos esforços dos últimos governos, começam a diminuir. São os desafios de uma democracia jovem, de uma nação que há menos de 30 anos saiu de uma ditadura militar.

Mariapoli Ginetta
Foi aqui que, em 1991, Chiara Lubich, tocada pelos graves problema sociais, lançou as bases de uma verdadeira revolução no âmbito econômico com a Economia de Comunhão (EdC), projeto conhecido atualmente no mundo inteiro. Mas a vida dos Focolares no Brasil não se desenvolveu apenas no campo da economia. Os seus reflexos encontram-se em vários campos no tecido social: educação, saúde, política, arte, promoção humana – como testemunham as experiências de Santa Teresinha e Magnificat, no nordeste; e do Bairro do Carmo e do Jardim Margarida, em São Paulo – assim como em várias disciplinas. Um exemplo é o grupo de pesquisa sobre “Direito e fraternidade”, ativo desde 2009 no Centro de Ciências jurídicas da Universidade Federal de Santa Catarina.
São várias as atividades do Movimento, em todos os estados: a escola de formação política Civitas, em João Pessoa; as ações de solidariedade dos Jovens por um Mundo Unido e os encontros para famílias no estado de Alagoas; as olimpíadas para adolescentes em Rio Grande do Sul; o projeto Unicidade, na Mariápolis Ginetta – que este ano celebra o seu 40º aniversário – apenas para citar algumas.
Mas de onde nasceu esta vida? Voltemos brevemente o olhar ao passado. Era o ano de 1958. Em Recife chegam três focolarinos vindos da Itália: Marco Tecilla, Lia Brunet e Ada Ungaro. Comunicam a sua experiência em escolas, universidades, paróquias, associações, hospitais, famílias. Passado um mês prosseguem a viagem: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, e depois Uruguai, Argentina e Chile. No retorno à Itália o avião deve fazer um pouso de emergência em Recife, por causa de uma pane grave, e lá permanece por quatro dias. Tempo utilizado pelos três para uma infinidade de contatos. Nasce assim a comunidade do Movimento dos Focolares no nordeste brasileiro. Será a primeira de uma longa série. Com a vinda definitiva de outros focolarinos, em 1959, abrem-se em Recife os primeiros centros do Movimento. Acontece uma grande difusão do Ideal da unidade nas metrópoles e nos vilarejos, entre jovens e adultos, brancos e negros, ricos e pobres… com uma característica: a harmonia social. Surgem muitas obras sociais como efeito de uma vida enraizada no Evangelho. Em 1962 abre-se um centro em São Paulo. Nascem a Editora Cidade Nova e a revista Cidade Nova. Surgem outros centros: Belém, 1965; Porto Alegre, 1973; Brasília, 1978. Hoje existem centros em quase todas as 27 capitais dos estados e em muitas outras cidades. Em 1965, nos arredores de Recife, nasce a primeira Mariápolis permanente, pequena cidade de testemunho do Movimento, com o nome de Santa Maria, salientando o amor deste povo por Maria. Dois anos depois surge em São Paulo a Mariápolis Araceli, hoje Ginetta, para recordar uma das primeiras focolarinas, que teve uma função proeminente na difusão e no crescimento do Movimento no Brasil. Em seguida a de Belém, Glória, e em Porto Alegre o Centro Mariápolis Arnold, com um timbre ecumênico; e a Mariápolis permanente de Brasília, dedicada a Maria, Mãe da Luz.
Chiara Lubich sempre demonstrou um grande amor pelo Brasil e o seu povo, “um povo que assemelha-se muito àquele que escutava Jesus: magnífico, magnânimo, bom, pobre, que doa tudo: coração e bens”. A sua primeira visita aconteceu em 1961, em Recife. Retornou mais cinco vezes. Recebeu vários reconhecimentos públicos e doutorados honoris causa. Em 1998, em sua última visita, inaugurou o Polo Spartaco, primeiro conjunto empresarial da EdC no mundo. Nesta ocasião, um dos pais do Brasil democrático, o prof. Franco Montoro, dirigindo-se a ela durante um discurso proferido na Universidade de São Paulo (USP), reconheceu no pensamento e na obra do Movimento, não apenas no Brasil, um “testemunho coerente que arrastou milhões de pessoas. Salvou os direitos do homem no tempo das ditaduras e, no boom da ciência, demonstrou qual ética deve guiar-nos. Promoveu o amor, a fraternidade universal”. Valores estes que os membros do Movimento comprometem-se em viver, juntamente com muitas outras pessoas, num momento histórico que vê o Brasil emergir no panorama mundial, e ser protagonista de eventos como a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, e o Copa do Mundo de Futebol, em 2014. Website: www.focolares.org.br/sitenacional Aprenda sobre: Noticiário Mariápoli – Área Reservada
20 Mar 2014 | Focolare Worldwide
Eles são do Burundi, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, República dos Camarões e Quênia. Tem em comum o estudo no Instituto Universitário Sophia e uma pergunta: “Se esta experiência corresponde cada vez mais às questões sobre o futuro dos nossos povos, por que não imaginar que possa estabelecer-se também no continente africano?”.
Uma ideia que foi crescendo dia a dia, até que, dia 22 de fevereiro, os estudantes da África subsaariana inscritos nos cursos de mestrado e doutorado do IUS, reuniram-se para compartilhar um projeto.
Martine Ndaya, do Congo, conta: “Estudar em Sophia não foi uma decisão fácil… Mesmo assim, passados poucos meses desde que entrei em sala de aula, posso dizer que esta experiência interdisciplinar e de convivência multicultural responde às minhas expectativas mais profundas”. E continua Pulcherie Prao, da Costa do Marfim: “Conversamos muito entre nós, partilhamos impressões e dificuldades e falamos dos desafios que iremos encontrar. Por isso alguns começaram a dizer: quando será possível que Sophia nasça na África?”.
Existem numerosos centros de formação superior nas várias regiões do continente, experiências iniciadas também recentemente, mas não todos estão capacitados para corresponder aos problemas reais ditados pela exigência de paz, de desenvolvimento e de participação das diferentes áreas. Na África também, as sociedades não são poupadas de processos violentos, nos quais o consumismo e o materialismo corrompem o tecido moral e cultural.

Um itinerário de formação inspirado na experiência do IUS poderia representar, no plano das pesquisas como no do compromisso étnico e cultural, não apenas um espaço de comunhão entre os povos africanos, com suas diversidades e riquezas, mas também um lugar aberto aos jovens de outras culturas, para que enriqueçam-se do sentido de comunidade testemunhado pela África, pelos seus modelos de participação e seus corajosos caminhos de resgate.
Melchior Nsavyimana, do Burundi, recordando Nelson Mandela, afirma que “a educação é o mais potente motor de desenvolvimento, é o instrumento mais eficaz para responder ao sofrimento que devasta a vida de tantas pessoas”.
O Instituto Universitário Sophia na África, um sonho, mas ao mesmo tempo um processo que inicia. No diálogo emergiram várias oportunidades a serem aproveitadas para abrir o caminho, sem minimizar dificuldades e obstáculos objetivos. É preciso explorar as possibilidades, envolver outras pessoas, acatar disponibilidades e estabelecer sinergias. Por enquanto o grupo promotor do IUS decidiu reunir-se periodicamente, para manter vivo o interesse e levar adiante o programa. E fazer com que, depois do primeiro passo, venham muitos outros.