26 Ago 2013 | Focolare Worldwide
Na margem oriental do Mar Mediterrâneo, ponto de encontro entre Ásia, Europa e África, o Oriente Médio foi o berço de grandes civilizações e das três religiões monoteístas. Durante milênios os povos dessas terras exerceram uma notável influência sobre a Ásia Menor e a Europa mediterrânea. Egípcios, assírios, babilônios, hititas, fenícios, persas, gregos, árabes e turcos, deixaram uma marca indelével com a própria cultura, sua arte e suas religiões.
Foi nesta região que nasceram as três religiões monoteístas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo, e é aqui que foi erguida a Cidade Santa (das três religiões): Jerusalém.
Jordânia, 27 de novembro de 1999. Uma data impossível de ser esquecida para todos os membros do Movimento dos Focolares deste país. A fundadora, Chiara Lubich, em visita ao Oriente Médio, encontrou com cerca de mil membros do Movimento, em Amã. Eram provenientes de mais de 20 países (do Oriente Médio e não só), alguns tendo feito mais de 20 horas de viagem de ônibus, outros vindos de carro ou de avião, superando obstáculos inimagináveis. Mil pessoas, que representavam os cerca de 25 mil aderentes do Movimento presentes na região. Naquela ocasião, diante dessa multidão em festa, Chiara disse: «É maravilhoso estar com vocês. Somos muitos povos, mas neste auditório somos um único povo».
Dois dias depois, 29 de novembro, durante a VII Assembleia da Conferência Mundial das Religiões pela Paz (WCRP), reunida ainda em Amã, a presidente dos Focolares apresentou, em seu discurso, a «arte de amar» (com suas características de amar a todos sem distinções, tomando a iniciativa, entrando na «pele do outro», sabendo que cada mulher e cada homem são feitos à imagem de Deus), como um caminho eficaz para construir a paz entre as pessoas e os povos.
Jordânia, 28 de agosto de 2013. A atual presidente dos Focolares, Maria Voce, juntamente com o copresidente, Giancarlo Faletti, são esperados em Amã pela comunidade dos Focolares da Jordânia. Uma viagem que continuará até o dia 7 de setembro, e que, embora preparada há muito tempo, reveste-se agora de um caráter importante e delicado, devido os graves e dolorosos eventos que tocaram essa região, especialmente o Egito.
Sempre na Assembleia da WCRP de 1999, Chiara Lubich afirmou: «Estamos aqui porque somos convictos de que, não obstante tudo, a paz é possível, aliás, é o único caminho praticável para um futuro digno dos mais altos valores humanos». Talvez estas palavras sejam a melhor chave de leitura da próxima visita da presidente do Movimento dos Focolares à Jordânia.
24 Ago 2013 | Sem categoria
“
Com uma alegre festa internacional, na igreja paroquial de Sassello, concluímos a ‘Semana Gen’s’, que se realizou de 13 a 16 de agosto. Éramos vinte gens, quinze sacerdotes e vinte seminaristas e jovens em busca a vocação, provenientes de treze países (um deles vem das Ilhas Marianne, Oceania), e que vieram para participar da semana “Seguindo os passos de Chiara Luce”. Para alguns deles foi o primeiro contato com o Movimento dos Focolares.”
“Carísssimos Gen’s, não terminaríamos nunca de lhes contar o que os jovens do Movimento, fizeram ou estão fazendo em várias regiões do mundo e nos mais diversos âmbitos. Todos juntos decidiram ser Evangelhos vivos e testemunhar com o nosso amor recíproco que Deus é o ideal mais belo, compensador e libertador que um jovem possa encontrar, não importa qual seja a sua vocação.” Palavras de Maria Voce e Giancarlo Faletti, respectivamente Presidente e Vicepresidente dos Focolares, na mensagem que enviaram para a abertura da “Semana Gen’s”.
Dez dias vividos em Sassello como se vive em uma “Mariápolis”. “De fato, conosco estavam também famílias com crianças, avós e algumas Religiosas. Participávamos juntos da Missa, dos vários serviços e, após o jantar, juntos, rezávamos o terço nas diversas línguas; algumas vezes fizemos juntos também a meditação. Foi profunda a relação estabelecida com a comunidade paroquial de Sassello: a Missa festiva, a festa na conclusão, realizadas com uma partilha de dons que proporcionou alegria a todos.”
“O presente mais significativo: as horas transcorridas em uma atmosfera “familiar” com os pais de Chiara Luce Badano, que nos receberam em casa, com o coração aberto, e nos contaram sobre a vida de Chiaretta até aos nove anos de idade. Em um segundo momento eles foram nos visitar e falaram da vida de Chiara Luce e a sua participação no Movimento dos Focolares. Presentes também Chicca e Franz Coriasco, amigos da jovem bem-aventurada, que nos contaram o período da vida no Movimento Gen. Compreendemos que poderíamos conhecê-la, de modo mais profundo, somente conhecendo fonte da sua santidade: o carisma de Chiara Lubich.
Muito forte também foram os testemunhos das pessoas que viveram com Chiara Luce: Giuliano, que trabalha em um bar, evidenciou a sua normalidade; Aldina, ao invés, nos revelou o segredo com o qual Chiara Luce viveu os “25 minutos”, ou seja, o tempo que ela empregou para dizer “Sim” para sempre a Jesus Abandonado quando recebeu a noticia que a sua doença era grave e irreversível. De fato, desde a época que era gen 3, ouvira falar de Jesus Abandonado e desde então procurava viver cada momento da vida dizendo “por Ti”, ou “Se Tu o queres, também eu quero!”
Algumas impressões: “Eu vivi uma experiência maravilhosa na qual não só aprofundei o conhecimento de uma pessoa extraordinária como Chiara Luce, mas, também, compreendi o respiro universal da Igreja unida pelo amor pessoal de Jesus a cada um de nós. Quero conhecer e aprofundar ainda mais a espiritualidade do Movimento, mas, também, no cotidiano, transmitir o que eu interiorizei durante esses dias” (Um seminarista).
“Eu cresci educado na fé e aqui eu aprendi que é importante reaprender.” (Um dos jovens em busca da vocação)
Outras: “Foi uma experiência muito enriquecedora”; esses dias foram “(…) um trampolim que me impulsionou a recomeçar”, “(…) a normalidade é a estrada para ser santos.”
Alexander Duno
22 Ago 2013 | Focolare Worldwide
Mumbai é o centro financeiro da Índia e uma das maiores e mais populosas cidades do país. Mas uma grande parte dos seus vinte milhões de habitantes vive nas ruas ou nos slums, as favelas que constelam o panorama urbano. Numa delas, situada a quarenta minutos de trem do centro da cidade, na zona nordeste, vivem cerca de quatrocentas mil pessoas, em condições de extrema pobreza.
Justamente aqui, em 1997, movido pelo desejo de ajudar algumas famílias, teve início um projeto social em colaboração com o “Sustento à distância”, da ONG Ação por Famílias Novas (AFN). Em 2001, durante a sua primeira viagem à Índia, Chiara Lubich encorajou a prosseguir e desenvolver essa atividade, como “resposta concreta à pobreza que nos cerca”.
Desde então o projeto cresceu: atualmente as crianças, adolescentes e jovens que participam são 115, dos 4 aos 22 anos. As atividades são voltadas ao sustento da formação escolar, aos cuidados com a nutrição e a saúde, à melhora da qualidade de vida dos jovens e das famílias. Em 2004 o projeto passou a se chamar “Udisha”, que significa “o raio de sol que anuncia um novo amanhecer”. Atualmente Udisha participa também do projeto “Schoolmates”, projeto do Movimento Juvenil pela Unidade, idealizado para interligar turmas de escola e grupos de adolescentes de vários países, e para sustentar microprojetos de solidariedade.
A equipe que coordena o projeto é formada por alguns focolarinos, professores e colaboradores. Entre estes há uma psicóloga e um médico, que coloca à disposição o seu hospital pediátrico, trabalhando inclusive gratuitamente. Por várias vezes o cardeal e os bispos da cidade exprimiram a sua estima pelo testemunho dado em Udisha, onde são concretizadas as linhas de ação em favor dos pobres, elaboradas pelo sínodo diocesano. Há uma grande colaboração também com as várias associações que existem na paróquia local. Graças a alguns gen 2, Udisha foi reconhecido pela universidade como Centro apto a desenvolver os estágios de serviço social, exigidos pelo programa curricular.
Principais atividades:
Formação escolar. Na Índia, as escolas têm 70-80 alunos por classe. Isso torna difícil acompanhá-los individualmente, e para obter boas médias nas provas todos são obrigados a frequentar aulas particulares muito caras. Não tendo as condições para tal despesa os mais pobres são constrangidos a abandonar os estudos. Por isso, em Udisha, são dadas aulas gratuitas, de diversas matérias. Além disso, procura-se cobrir as despesas das taxas escolares, da compra de material didático e dos uniformes. Periodicamente são organizadas atividades extracurriculares, de cunho cultural e recreativo.
Formação intercultural. Em Udisha convivem diversas religiões, existem cristãos, hindus e muçulmanos. Um dos objetivos do projeto é contribuir para uma integração construtiva, seja cultural e religiosa que linguística, inclusive entre as diferentes gerações. Para este fim são promovidas trocas de experiências e atividades, colaborando, em especial, com o Shanti Ashram, de Coimbatore.
Assistência médica. Muitos jovens são vítimas de má nutrição, e por isso estão sujeitos às epidemias sazonais, causadas pelas chuvas e enchentes. Durante o ano são feitos mutirões de consultas médicas, envolvendo médicos da zona, em colaboração com outras organizações. Procura-se ainda melhorar a alimentação diária das famílias, fornecendo proteínas e vitaminas, através da distribuição de alimentos adequados e remédios. Há algum tempo iniciou um setor de aconselhamento, para adolescentes e pais.
Formação para os pais. Encontros de aprofundamento e intercâmbio sobre temáticas familiares são organizados periodicamente. É a ocasião para uma enriquecedora troca de experiências, conselhos e ideias.
Microcrédito. No ano passado teve início uma pequena experiência de microcrédito, que envolve 60 mães. Divididas em três grupos, através de encontros mensais, elas são informadas sobre o microcrédito, num clima de confiança recíproca indispensável para o bom funcionamento da atividade. A partir deste ano iniciará a concessão dos empréstimos.
Fonte: www.school-mates.org
29 Jul 2013 | Palavra de Vida, Sem categoria
“Se amais somente aqueles que vos amam, que generosidade é essa? Até mesmo os pecadores amam aqueles que os amam.”
A primeira qualidade que mais caracteriza o amor de Deus Pai é a sua gratuidade. Ele se opõe radicalmente ao amor do mundo. Enquanto este último se baseia na retribuição e na simpatia (a amar aqueles que nos amam ou que consideramos simpáticos), o amor do Pai celeste é completamente desinteressado: doa-se às suas criaturas independentemente de receber o retorno ou não. É um amor cuja natureza é tomar a iniciativa, colocando em comum tudo o que possui. Por conseguinte, é um amor que constrói e que transforma. Se o Pai do Céu nos ama, não é porque somos bons ou por causa de nossa beleza espiritual, como se fosse isso que nos torna dignos de atenção e de estima; pelo contrário: é Ele que, amando-nos, cria em nós a bondade e a beleza espiritual da graça, tornando-nos amigos e filhos seus.
“Se amais somente aqueles que vos amam, que generosidade é essa? Até os pecadores amam aqueles que os amam.”
Outra característica do amor do Pai é a sua universalidade. Deus ama a todos indistintamente. A sua medida é a ausência de qualquer limite e de qualquer medida.
Além do mais, esse seu amor nem poderia ser considerado gratuito e criativo se não estivesse completamente voltado para todo e qualquer lugar onde existe uma necessidade ou uma carência a ser preenchida.
É por isso que o Pai do Céu ama também os filhos que são ingratos ou distanciados ou rebeldes; aliás, Ele se sente especialmente atraído por estes.
“Se amais aqueles que vos amam, que generosidade é essa? Até os pecadores amam aqueles que os amam.”
Como viveremos então a Palavra de Vida deste mês?
Comportando-nos como verdadeiros filhos do Pai celeste, isto é, imitando o seu amor, sobretudo nestas características que salientamos: a gratuidade e a universalidade. Procuraremos, portanto, ser os primeiros a amar, com um amor generoso, solidário, aberto a todos, aberto de modo especial àquelas carências que possamos encontrar ao nosso redor. Procuraremos amar com um amor que não se apega aos resultados. E que o nosso esforço será o de nos tornarmos instrumentos da generosidade de Deus, fazendo com que também os outros participem dos dons naturais e espirituais que Dele recebemos.
Deixando-nos guiar por esta Palavra de Jesus, veremos com olhos novos e coração novo cada próximo que passar ao nosso lado, cada oportunidade que a vida cotidiana nos oferecer. E onde quer que estejamos atuando (na família, na escola, no ambiente de trabalho, no hospital, etc.), sentiremos o anseio de ser distribuidores desse amor que é próprio de Deus e que Jesus trouxe à terra, o único amor capaz de transformar o mundo.
Chiara Lubich
Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em fevereiro de 1992.
4 Jul 2013 | Chiesa, Cultura, Focolari nel Mondo, Nuove Generazioni, Senza categoria

O livro
Um evento de alcance mundial mobiliza todo o Brasil: a Jornada Mundial da Juventude, organizada pela Igreja Católica. Entre os “intercessores” deste acontecimento (espécie de patrono) está a jovem italiana Chiara Luce Badano, falecida em 1990 e proclamada beata em 2010. Por que a escolha de Chiara Luce?
Em princípio, trata-se de uma garota como todas: nasceu e viveu na província dos anos 1970-1980, foi à escola, jogou tênis com as amigas, curtia Bruce Spring, divertiu-se… Até que, aos 18 anos, teve diagnosticado um câncer que, em pouco tempo, lhe ceifou a vida. E aquilo que, para ela, poderia ter sido o fim da linha, foi na verdade uma etapa vivida em máxima intensidade.
Sua atitude transtornava quem a conheceu, e continua transtornando. Passados mais de 20 anos de sua morte, ela fascina jovens do mundo inteiro. A Igreja Católica reconhece-a como um exemplo de realização. Como assim?
Foi a pergunta que se fez o irmão de sua melhor amiga, Franz Coriasco, jornalista agnóstico que a conheceu pessoalmente. Ele constata que os anos finais de Chiara Luce não foram improvisados, mas amadurecidos ao longo de sua infância-adolescência-juventude. O que há, pois, de tão especial em Chiara Luce?
Coriasco conta a sua observação em 25 minutos: a vida luminosa de Chiara Luce Badano (edição brasileira da Editora Cidade Nova, com tradução de Irami B. Silva) e tenta desvendar o mistério de sua vida, confrontando a fé e os valores da jovem com as próprias dúvidas e incertezas.
Um livro sobre o sentido da vida, do sofrimento inocente. E, sobretudo, sobre a possibilidade de realização numa vida absolutamente normal, mas com um “tempero especial”.
lançamento
O livro será lançado na Jornada Mundial da Juventude, em julho, contando com a presença do Autor, que acompanhará também os pais de Chiara Luce Badano.
A Fundação Ajuda à Igreja que sofre distribuirá 500 mil exemplares do livro aos jovens que participarão da Jornada.
O autor
Franz Coriasco é crítico musical, compositor, escritor e autor teatral italiano. Articulistas de várias revistas, foi também autor e coordenador artístico de grandes eventos da TV italiana. Conheceu pessoalmente Chiara Luce, sendo o irmão da sua amiga mais intima.
Site oficial de Chiara Luce Badano: www.chiaraluce.org
Informações:
(11) 4158-8893 – comunicação@cidadenova.org.br
Editora Cidade Nova