7 Jul 2021 | Sem categoria
O encontro com a presidente Margaret Karram e o Copresidente Jesús Morán foi uma ocasião de conhecimento mutuo e profunda comunhão no compromisso comum para a unidade.
Sábado, 26 de junho uma delegação da Igreja Luterana Alemã visitou o Centro Internacional do Movimento dos Focolares em Rocca di Papa (Itália). Acolhidos pela Presidente dos Focolares Margaret Karram e o Copresidente Jesús Morán, os membros da delegação também se reuniram com o Centro “Uno” para a unidade dos cristãos e alguns membros do Conselho Geral do Movimento. Integravam a delegação o Bispo Frank-Rotfried July, Presidente da Seção Alemã da Federação Luterana Mundial (DKN/FLM), os Bispos Ralf Meister e Karl-Heinrich Manzke, respectivamente Presidente e responsável pelas relações com a Igreja católica da União de Igrejas Luteranas Alemãs (VELKD). Foi uma ocasião de conhecimento recíproco e profunda comunhão. A escuta recíproca permitiu que todos se sentissem como irmãos e irmãs já unidos em Cristo. O encontro com a Presidente Karram e o Copresidente Morán, em especial, foi um momento de intercâmbio sobre como enfrentar os desafios do mundo de hoje.
Emergiu do diálogo uma consonância na “paixão pela unidade em Cristo” que, no entanto, deve estender-se a toda a humanidade: o amor evangélico impele-nos a procurar a irmã e o irmão que está ao nosso lado. A partilha de exemplos concretos de vida evangélica, de reconciliação, mesmo em pequenos episódios, de escolha de Deus na vida quotidiana, ofereceu aos participantes, esperança no caminho da unidade que está sendo percorrido também no âmbito teológico e institucional. “Mudar de perspectiva, disse um dos Bispos, significa concretizar mais o que representa seguir o Messias. Começando por nós mesmos, não nos perguntemos o que eu quero receber? Ao invés, pensemos o que eu quero dar, o que eu posso dar? Quem vive assim é inspirado pelo Espírito e quem é inspirado pelo Espírito é sinal de esperança para mundo.” A delegação esteve em Roma por ocasião da comemoração dos quinhentos anos da excomunhão de Martinho Lutero pelo Papa Leão X que marcou, quatro anos após o início da Reforma (1517), a ruptura definitiva dentro da Igreja do Ocidente. Um aniversário celebrado hoje, porém, não para consolidar a ruptura, mas para ressaltar, aprofundar e desenvolver os mais de “cinquenta anos de constante e frutuoso diálogo ecumênico entre católicos e luteranos” que, como diz o documento escrito para a Comemoração Conjunta Católico-Luterana da Reforma de 2016, “nos ajudaram a superar muitas diferenças e aprofundaram o entendimento e a confiança entre nós”[1]. Na véspera da visita aos Focolares, o Papa Francisco, reunido com representantes da Federação Luterana Mundial no aniversário do Confessio Augustana (25 de junho de 1530), havia dito entre outras coisas: “Queridos irmãos e irmãs, no caminho do conflito à comunhão, no dia da comemoração do Confessio Augustana vocês vieram a Roma para que a unidade cresça entre nós. (…) Eu disse “no caminho do conflito à comunhão”, e este caminho só é feito em crise: a crise que nos ajuda a amadurecer naquilo que estamos buscando. Desde o conflito que vivemos durante séculos e séculos, até a comunhão que desejamos, e para isto entramos em crise. Uma crise que é uma bênção do Senhor”[2]. Durante sua estadia em Roma, a delegação da Igreja Luterana Alemã teve várias reuniões no Vaticano, como a do Cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, na qual eles também trataram de questões pastorais prementes como, por exemplo, casamentos mistos, a admissão à Eucaristia do parceiro não católico. Entre os compromissos previstos, além do encontro com o Movimento dos Focolares, havia também um com a Comunidade de Santo Egídio. [1] Dichiarazione Congiunta in occasione della Commemorazione Congiunta cattolico-luterana della Riforma, Lund (Svezia), 31 ottobre 2016 in https://www.vatican.va/content/francesco/it/events/event.dir.html/content/vaticanevents/it/2016/10/31/dichiarazione-congiunta.html [2] Discorso di Papa Francesco ai rappresentanti della Federazione Luterana Mondiale, Roma (Italia), 25 giugno 2021 in https://www.vatican.va/content/francesco/it/speeches/2021/june/documents/20210625-federazione-luterana.html
5 Jul 2021 | Sem categoria
Chiara Lubich ressalta que, se queremos ser fiéis ao carisma da unidade, devemos abrir completamente as portas do coração a Jesus Abandonado. […] Crescer na unidade em todas as frentes. Unidade: palavra chave para todos nós, palavra síntese de toda a nossa espiritualidade, condição indispensável para conservar a vida que existe e incrementá-la. […] De fato, não se pode conceber a unidade sem a dor, sem a morte. Porque a unidade é uma dádiva, mas também é fruto do nosso autêntico modo de agir cristão e não existe nenhuma expressão verdadeira de vida cristã sem a cruz. Devemos nos lembrar sempre disso. […] Devemos nos lembrar sempre que demos a nossa vida só a uma pessoa: a Jesus Abandonado. Não devemos e não podemos trocá-lo por outra nem traí-lo jamais. Ele nos ensina o imenso valor do sofrimento justamente em vista da unidade: é exatamente em virtude da sua cruz, do seu abandono que ele reuniu os homens a Deus e entre si. Portanto está ali para nos dizer que a unidade custa, mas que, com Ele, agindo como Ele, é possível alcançá-la. Então, se queremos ser fiéis ao carisma da unidade, que o Espírito nos deu, vamos abrir completamente, mais uma vez, as portas do nosso coração a Jesus Abandonado e dar-lhe o melhor lugar. […] para frisar um aspecto concreto deste amor, amemos Jesus Abandonado nas dificuldades que comporta a unidade entre nós […]. E isto significa estar sempre prontos a ver-nos novos, quer dizer ter paciência, suportar, passar por cima dos acontecimentos; significa dar confiança, esperar sempre, acreditar sempre. E sobretudo não julgar. Julgar apenas humanamente outras pessoas, sobretudo os responsáveis, é terrível; é o vão pelo qual entra o demônio da falta de unidade; com ele, todos os tesouros da alma lentamente desaparecem, a própria vocação pode vacilar. Melhoremos, portanto, este amor pelos outros repleto de matizes dolorosos: são aspectos concretos do nosso estar prontos a morrer uns pelos outros; são os pequenos ou grandes obstáculos a serem superados com o amor a Jesus Abandonado para que a unidade seja sempre plena.
Chiara Lubich
(em uma conexão telefônica, Rocca di Papa, 25 de outubro de 1990) Tirado de: Chiara Lubich, Conversazioni in collegamento telefonico, Città Nuova Ed., 2019, pag. 412.
2 Jul 2021 | Sem categoria
Político, escritor e jornalista, Spartaco esteve entre os primeiros focolarinos casados. Em 3 de julho de 2021, sua cidade natal dará o seu nome a uma escada rolante no centro da cidade e lembrará seu compromisso civil e político em uma reunião no teatro da cidade.
Uma pessoa aberta para o mundo e profundamente ligada à sua pátria, com a qual ele se comprometeu constante e corajosamente promovendo seu desenvolvimento social e cultural. Spartaco Lucarini era jornalista e escritor, político e homem de cultura. Um dos primeiros focolarinos casados, dirigiu a revista Città Nuova dei Focolari durante vários anos, colaborando com o centro internacional do Movimento, nas redondezas de Roma. Transferiu-se para esta região, com sua família, de Cortona, sua cidade natal, na Toscana, onde nasceu em 6 de maio de 1924. Nesta cidade, uma jóia de arte, muitos ainda hoje o lembram, especialmente por seu compromisso nos campos social, político e civil. Spartaco havia fundado, entre outras coisas, a Empresa de Resort e Turismo, tornando sua cidade conhecida não apenas na Itália – através de um prêmio jornalístico e de vários eventos – mas também no exterior. Desde sua juventude, ele se preocupava com os problemas do território, entre os quais principalmente o desemprego e as condições precárias de trabalho. “Apesar de seus compromissos profissionais, sempre acompanhou os eventos de Cortona com grande participação e carinho – confirma Walter Checcarelli, presidente da Associação Cortona Cristiana ao jornal local “L’Etruria.it” – No início dos anos sessenta ele sentiu o grande potencial das antiguidades e fundou a Exposição de Móveis Antigos que, ao longo do tempo, tornou-se uma das mais importantes em nível nacional. Também contribuiu como vereador, tornando-se líder de grupo dos democratas cristãos com um estilo de abertura e diálogo, incomum para aqueles anos de forte oposição ideológica. Pessoalmente, lembro-me de suas férias com sua grande família durante o período da Páscoa, sua presença e sua oração na Sexta-feira Santa ficaram indelevelmente impressas em minha mente e em meu coração”. Como sinal de gratidão por seu compromisso político como vereador, mas também em reconhecimento de sua contribuição como construtor da cultura social do território, em 2 de março de 2021, a Prefeitura de Cortona decidiu por unanimidade nomear as escadas rolantes que levam do estacionamento do Espírito Santo à Praça Garibaldi. A cerimônia de dedicação será realizada em 3 de julho de 2021 durante o Festival de Música Sacra, às 10h30min (horário italiano). Após, haverá uma reunião no Teatro Signorelli, em Cortona, para recordar esta figura multifacetada e sua contribuição para a paisagem política e cultural dos anos 900.
A idéia de homenagear Spartaco surgiu no ano passado e deveria ser incluída nos eventos que marcaram o centenário do nascimento de Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares (1920-2020). A situação sanitária mundial forçou então o adiamento do evento dedicado a Lucarini. Foi precisamente Lubich quem pediu a Spartaco, sua esposa Iolanda (conhecida por todos como Lalla) Castellani e os cinco filhos do casal que se mudassem de Cortona para Roma para trabalhar na sede internacional dos Focolares. Lucarini também contribuiu para o desenvolvimento dos Movimentos “Novas Famílias” e “Nova Humanidade” dos Focolares. Ele sempre permaneceu ligado à Toscana, além de ter contribuído para o nascimento da comunidade local do Movimento, também ofereceu uma importante contribuição para o desenvolvimento da pequena cidade de Loppiano (Incisa e Figline em Valdarno-Itália), em particular para o nascimento da cooperativa agrícola e da escola internacional para famílias que ainda estão sediadas na pequena localidade. Em abril de 1974, foi diagnosticado com uma doença muito grave que causou sua morte com apenas 51 anos de idade. Mesmo em seus últimos dias, Spartaco, embora doente, retornou a Cortona. “Ele sempre pareceu sereno – lembrou sua esposa Lalla -, mas ele não era mais o de antes”[1]. “Eu me vi completamente mudado”, escreveu Spartaco, “sou um cara muito ativo, tenho um temperamento muito dinâmico, por isso sempre tentei dar tudo de mim; entendi agora que não é tão importante o que você faz, também é importante não fazer nada. Descobri o valor de “viver por dentro” mais do que por fora, porque vivendo por dentro numa relação próxima com Deus você pode alcançar as pessoas mais distantes, todos, enquanto que vivendo projetado para fora você só pode alcançar os mais próximos, aqueles que estão ao seu redor. Acho que já vi o essencial. Neste século, Maria cria uma Obra para ajudar a Igreja, e ela quer realmente fazê-lo rapidamente, ela quer alcançar a unidade não apenas entre nós católicos, não apenas entre as Igrejas, mas também entre todos os homens. Um programa além de qualquer programa humano”[2].
Lorenzo Russo
[1] Alfredo Zirondoli, Coraggio! Inchiesta su Spartaco Lucarini, Citta Nuova, 2000, p. 102. [2] Alfredo Zirondoli, Coraggio! Inchiesta su Spartaco Lucarini, Citta Nuova, 2000, p. 96-97.
1 Jul 2021 | Sem categoria
São muitas as experiências das crianças do Movimento dos Focolares, os Gen 4, sobre “cuidar dos outros”. Além de agir pessoalmente para ajudar quem precisa, pedem aos adultos que assumam o cuidado por todas as crianças que passam por dificuldades no mundo. As experiências concretas dos Gen 4, as crianças do Movimento dos Focolares, chegam do mundo inteiro: em todos os continentes competem em amor ao próximo, cuidando de quem mais precisa. Apresentamos aqui alguns de seus testemunhos, começando pela Índia. Lá, alguns Gen 4 decidiram tomar conta dos pobres que vivem na rua, preparando uma refeição quente para o jantar. Uma delas conta: “Minha mãe e eu colocávamos nos pratos os noodles quentes, uma massa típica de alguns países asiáticos; meu irmão e meu pai os distribuíam aos pobres. São muitas as crianças que vivem na rua! Agora, toda sexta-feira nós repetimos essa ação”. Na Grécia, as crianças decidiram fazer companhia aos idosos que ficaram isolados nas casas de repouso por causa da Covid 19. Envolveram nessa ação até os seus amigos, juntando muitos desenhos e fazendo com eles um grande cartaz que agradou a todos. Agora passamos à Coreia: uma Gen 4 decidiu doar seus cabelos às crianças que tem câncer. Depois de conversar com uma amiga, juntas começaram a deixar crescer os cabelos para poder doá-los, felizes em ajudar quem está enfrentando essa doença. Do Burundi recebemos a notícia que muitos Gen 4 coletaram alimentos e levaram a um orfanato. Estas crianças, que não possuem muita coisa, nem elas mesmas, ficaram super felizes de poder levar esses presentes a seus coetâneos. Na Austrália, alguns adultos distribuíram alimentos aos moradores de rua e estudantes em dificuldade econômica. Os Gen 4 quiseram participar preparando cartões desenhados que acompanhavam os pacotes que eram distribuídos. Na América do Sul, no Brasil, há cerca de dois anos os Gen 4 da Mariápolis Ginetta coletam caixas de leite e de suco, colaborando com uma Ong que tem um projeto chamado “Brasil sem frestas”. Com essas embalagens são fechadas as frestas nas paredes das casas, isolando do frio e impedindo a entrada de insetos, e são feitos também cobertores térmicos para os moradores de rua. Ainda uma notícia, da Irlanda: as Gen 4 e os Gen 4 participaram de uma iniciativa lançada pelos Correios: envolvendo também a comunidade local, eles enviaram cartões e pequenos presentes para os idosos que vivem sozinhos. E enfim, de Portugal: João, 7 anos, depois de ter visto imagens de guerra em um telejornal, se perguntou: “E nós, Gen 4, o que podemos fazer?”. Ele ligou para as animadoras do grupo Gen 4 e em pouco tempo surgiu a ideia de sensibilizar o mundo político. João e sua irmã escreveram juntos uma declaração das crianças aos políticos, professores e todas as autoridades civis e religiosas. Na declaração está escrito: “As nossas leis falam dos direitos das crianças, mas deveriam ser mais explícitas ao impor o dever do cuidado. (…) Sabemos que não é fácil (…), mas se vocês mudarem a vida de uma só criança já valeria a pena ter mandado essa declaração! Se vocês cuidarem de nós, nós cuidaremos do mundo!”. Uma delegação dos Gen 4 levou a Declaração próximo ao local aonde se realizava a Cimeira Social da Comissão Europeia, no Porto. Naquela mesma noite a notícia foi transmitida em um telejornal. A declaração dos Gen 4, traduzida em várias línguas, está sendo difundida em muitos países do mundo.
Laura Salerno
30 Jun 2021 | Sem categoria
A vontade de Deus é a voz de Deus que continuamente fala conosco e nos faz um convite; é o modo de Deus de exprimir seu amor, amor esse que pede uma resposta para que ele possa operar suas maravilhas na nossa vida. A verdade que não passa Depois de quatro anos na Índia e 25 de vida a serviço do próximo sem economizar minhas forças, voltei para a Itália com as “baterias” completamente descarregadas para tentar recuperar uma saúde que eu temia estar irremediavelmente comprometida. Nos longos meses de inatividade, de solidão (mesmo estando rodeado pelo amor dos companheiros de comunidade), fora da vida tão dinâmica e rica de relacionamentos que meu temperamento extrovertido sempre respirou, me veio – a nível interior, existencial – algo muito importante e difícil de expressar em palavras: uma volta à minha escolha original, a compreensão de uma verdade fundamental. Ou seja, tudo é um dom, é preciso agradecer a Deus por tudo, mas prontos a perder, porque não é a verdade; a verdade que não passa é outra, e é justamente o relacionamento com Ele, o único ideal de sempre: Deus e basta. Ao contrário do que eu temia, recuperei minha saúde. Assim, um novo período começou, ao reencontrar a alegria de trabalhar a serviço Dele. Porém, cuidando no mais profundo do coração da nova união com Deus que nasceu daquela provação.
(Silvio – Itália)
Fui uma enfermeira Tocada pelo fato de tantos médicos e enfermeiros estarem arriscando e dando a vida, e já que eu havia sido uma enfermeira trinta anos atrás (mas depois mudei de trabalho), decidi me inscrever em um hospital como enfermeira reserva. Recentemente, me chamaram para ajudar na unidade de terapia intensiva uma vez por semana. É um enorme desafio para mim (nesses trinta anos, os equipamentos e cuidados hospitalares mudaram muito), mas a alegria é grande por ainda ser útil. A maior recompensa que eu poderia receber foi quando meus filhos, dos quais procuro nunca descuidar, disseram que estavam orgulhosos de mim.
(Martina – República Tcheca)
Nova essência Na instituição para idosos onde presto serviço como animadora, meu relacionamento com os pacientes se tornou afetivo. Saber adivinhar como ajudar alguém com mal de Alzheimer ou pacientes com outras patologias degenerativas havia tornado meu serviço uma verdadeira rede de relacionamentos intensos e vivos. Então, veio a Covid e, um a um, todos ficaram doentes. Para mim, foi angustiante me sentir uma mediadora entre o paciente e os parentes, sem poder fazer nada para preencher aquele vazio. Talvez, ajudando uma idosa muito doente a falar pelo celular com a sua família, também peguei o vírus. Na minha solidão, entendi ainda mais a solidão dos meus velhinhos e redescobri o valor da oração. A cada notícia do falecimento de alguém, minha dor aumentava juntamente com o sentimento de impotência, mas eu também intensificava a oração, frequentemente não sozinha, mas com quem havia ficado. A pandemia nos levou a uma essência nova, para além daquela causada pela doença e pelo envelhecimento.
(G.K. – Eslováquia)
editado por Lorenzo Russo
(trecho de O Evangelho do Dia, Città Nuova, ano VII, n.3, maio-junho de 2021)