12 Ago 2019 | Sem categoria
Potencialmente, tem todas as condições para ser um modelo de convivência social e religiosa para todo o mundo, mas a longa crise econômica e política põe em risco esse equilíbrio. Há cinquenta anos os Focolares estão dando a própria contribuição. https://vimeo.com/343607373
8 Ago 2019 | Sem categoria
Em seus 66 anos de vida, Christine, focolarina de Uganda, mostrou com a vida que no mundo não existem muros instransponíveis. Soube amar cada um e cada lugar com grande abertura: primeiramente como artista do grupo internacional Gen Verde, depois na Itália, a serviço das focolarinas, e finalmente de novo na África, primeiro na Tanzânia e depois no Quênia.
No início dos anos 70, Chiara Lubich tinha com os gen, os jovens do Movimento dos Focolares, um relacionamento quase cotidiano. Em um mundo em rápida evolução, sacudido por revoluções ideológicas e cores diversas, a fundadora do Movimento dos Focolares preparava-os para a conquista do mundo por meio do amor evangélico. Um projeto de vida que, para ser abraçado, exigia deixar tudo para trás e saber olhar longe. Em 1972, em Masaka, Uganda, Christine Naluyange fez sua escolha. Aos 20 anos partiu para Fontem (Camarões) para participar de uma das experiências de convivência social mais visionária daquela época: viver em uma pequena cidade, nascida a menos de 10 anos, onde brancos e negros, doentes e saudáveis, sábios e ignorantes conviviam para dizer a si mesmos e ao mundo que a fraternidade é um estilo de vida possível, produtivo e até mesmo exportável. Falar sobre Christine, focolarina africana, poucos dias depois de seu falecimento, no dia 21 de julho de 2019, devido a uma doença agressiva, não só é obrigatório, mas necessário em tempos como estes em que em nome de reivindicações soberanas se erguem muros de todo gênero ou se deseja ver, do continente africano, somente o lado de quem foge em busca de um futuro.
Em seus 66 anos de vida, Christine nunca havia considerado a grande diversidade encontrada como muros intransponíveis. Pelo contrário, acolheu-a em si, fez dela a riqueza de cada pessoa, povo e cultura: primeiro como artista, por 23 anos fez parte do grupo internacional Gen Verde, depois na Itália, no Centro do Movimento, a serviço das focolarinas; depois, novamente na África, primeiro na Tanzânia e depois no Quênia. Sua vida era variada, plena, fez de tudo. Subiu aos palcos, serviu os irmãos e desempenhou um papel de responsabilidade; tudo com grande naturalidade e normalidade. Sua existência foi riquíssima de relacionamentos; aproximava-se das pessoas com o coração de mãe, sempre mais preparada a escutar quem falava, a se ocupar de cada um concretamente. Não é por acaso que seu moto de vida era uma frase do Evangelho que Chiara Lubich havia escolhido para ela: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). Dos muitíssimos testemunhos que chegaram em sinal de gratidão e louvor a Deus, citamos dois que exprimem bem a riqueza humana e espiritual de Christine. Maricel Prieto, espanhola, que passou 18 anos com Christine, no Gen Verde, escreveu: “Sobre ela, me vem à mente sobretudo uma palavra: ‘realeza’. Christine era uma majestade no palco, mas era assim também quando se aproximava das pessoas, quando acolhia qualquer um, quando carregada ou descarregava o material dos nossos caminhões, quando trabalhava no jardim, quando preparava o almoço. E isso não era uma simples atitude, mas um constante ‘calar-se’ no momento presente com uma adesão ferrenha à vontade de Deus que fazia com que estivesse sempre disponível, próxima”. “Tendo vivido mais da metade da sua vida fora do continente africano”, diz Liliane Mugombozi, “Chris, como a chamávamos, havia adquirido, em certo sentido, uma ‘cultura’ universal, mesmo se, para quem a conhecia bem, era uma mulher ugandesa, filha autêntica de sua terra. Ao seu lado, se experimentava uma enorme abertura; era uma ‘mulher-mundo’. Era tocante sua constância em acreditar e viver pela unidade com um olhar amplo, que sabia ir além das injustiças sofridas. Como explicar tudo isso? Acho que Chris fez uma escolha de vida: amar e fez de Jesus crucificado e abandonado seu modelo em todos os esforços de coerência, segundo o estilo evangélico da espiritualidade da unidade”.
Stefania Tanesini
6 Ago 2019 | Sem categoria
No mercado de Alepo, vamos ouvir as palavras de Jalal: a guerra é destruição e perda, é verdade; mas, entrando no Focolare, descobrimos uma casa e uma comunidade, um lugar de conforto, esperança e alegria onde todos se ajudam mutuamente a adquirirem novo vigor e recomeçar. https://vimeo.com/343608018
4 Ago 2019 | Sem categoria
A 60 anos da “Consagração dos povos a Maria”, quando, no pós-guerra, milhares de pessoas de todos os continentes estreitaram um pacto de unidade entre elas e os seus povos, a Mariápolis europeia relança o sonho da fraternidade universal. “Amar a Pátria dos outros como a própria” é o convite que o Movimento Político Pela Unidade (MPPU), fundado por Chiara Lubich, renova no contexto da Mariápolis europeia, em andamento nas Dolomitas. Uma proposta de fraternidade que sugere percursos novos nas relações entre os Estados e os povos. Falamos disso com a deputada Letizia De Torre, Presidente do Centro Internacional do MPPU: O MPPU é uma corrente de pensamento que quer promover no âmbito político a “cultura da fraternidade”. Que desdobramentos pode ter a adoção desta categoria nas relações entre os Estados, as instituições internacionais, os partidos políticos e os indivíduos representantes das formações políticas? A sua pergunta é um pedido, eu diria angustiado, de mudança de 360° na política! E, efetivamente, os cidadãos estão desiludidos, zangados. Estão indignados. Sentem-se traídos. E têm razão. A política, salvo raras exceções, não soube colher em tempo a mudança de época em ação no mundo inteiro. Consequentemente, as relações e as organizações internacionais, os partidos e o sistema de representação estão em profunda crise. Os movimentos de cidadãos estão assumindo posição por toda a parte, mas a quem podem falar? Quem pode realizar aquilo que pedem? O protesto não basta para mudar as coisas. Para fazer intuir o alcance que poderia ter o Ideal da unidade nas relações internacionais, imaginemos o que aconteceria se os Estados (a partir das maiores potências que correm atrás da sua própria supremacia geopolítica) agissem – em qualquer uma das atuais áreas de crise – para com os outros “como gostariam que os outros Estados agissem para com eles”. Imaginemos que este comportamento fosse recíproco… E isto não é utopia, isto seria um realismo conveniente. Na pesquisa científica, por exemplo no Espaço, desde quando se escolheu a cooperação ao invés da competição, foram feitas conquistas enormes em benefício de todos. Aí está, se os Estados descobrissem a cooperação, aliás, ainda mais se os povos descobrissem que podem se amar, imaginemos quais conquistas de paz, de partilha dos bens, de conhecimentos, de respeito pela nossa casa Terra…! Na realidade, o mundo vai lentamente caminhando nesta direção e a ideia da unidade pode ser um potente acelerador. Nos primeiros anos 1950, os Países europeus começavam a dar vida às instituições comuns: em 1952 nascia a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, em 1957 a Comunidade Econômica Europeia. Como renovar hoje aquele ardor unitário que parece perdido? Não creio que o projeto de unidade europeia esteja perdido. Creio, antes, que a UE esteja abalada, como o resto do mundo, pelas grandes transformações deste século e, por causa da crise cultural que atravessa o Ocidente, não encontre as energias para uma nova visão política, para um novo papel a ser assumido no plano internacional e para colher em ter justamente no próprio lema “unidade e diversidade” o segredo para enfrentar a grande complexidade de hoje. Porém, devemos nos dar por conta que a União europeia não é feita pelas instituições de Bruxelas, mas antes de tudo pelos seus cidadãos, portanto, por nós. Os passos futuros dependem, portanto, de vários modos, de todos nós. Em nível internacional, ao lado de situações de tensão, não faltam exemplos de colaboração e conciliação entre Países. Acontece no continente africano, nas relações entre EUA e Coreia do Norte, e no seio do antigo continente. Como interpretar estas passagens da história? O mundo não pode senão aspirar à paz, à concórdia, à colaboração. Certamente é uma caminhada lenta, contraditória, com muitos escorregões para trás, com muito estorvo entre os pés, começando pela corrução. Mas é uma caminhada com a qual gostaríamos de contribuir com o paradigma mencionado acima “Faz ao outro povo aquilo que gostarias que fosse feito a ti”. E para realizar isto não basta nem mesmo (e já seria muito!) eleger líderes preparados, capazes de se consumir pelo próprio povo e pela unidade entre os povos. É também preciso que os cidadãos deem o seu consentimento, aliás, impulsionem na direção de uma fraternidade global, saibam superar visões restritas por um bem comum universal.
Claudia Di Lorenzi