Movimento dos Focolares

O hino da JMJ do Panamá

Chama-se “Seja feito de mim segundo a tua palavra” e a sua versão internacional foi lançada no dia 4 de julho. A próxima Jornada Mundial da Juventude, da qual participará o Papa Francisco, acontecerá no Panamá de 22 a 27 de janeiro de 2019 e terá um hino oficial em cinco línguas. A música foi composta por Abdiel Jimenez, e a versão italiana foi composta pelo maestro Marco Frisina. Intérpretes da versão internacional são Gabriel Diaz, Marisol Carrasco e Masciel Munoz para o espanhol; Lucia Munoz e Pepe Casis para o italiano; Naty Beitia para o francês; José Berasategui e Eduviges Tejedor para o inglês, e Erick Vianna e Kiara Vasconcelos da Comunidade Shalom do Brasil para o português. https://www.youtube.com/watch?v=SXlYt_JjftE

Dar esperança ao mundo

Dar esperança ao mundo

MANILA (Filipinas) – Acabou de terminar a 11ª edição do Genfest, em que 6.000 jovens do Movimento dos Focolares de mais de 100 países do mundo lançaram o projeto “Pathways for a United World”: percursos e ações que visam aproximar pessoas e povos, construindo relacionamentos de fraternidade nas áreas da economia, justiça, política, meio ambiente, diálogo intercultural e inter-religioso a serem colocados em prática em todo o mundo. “Em tempos de migrações crescentes e de nacionalismos que avançam, como reação a uma globalização exclusivamente econômica que não leva em consideração a diversidade de cada cultura e religião”, recapitula Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares, “o Genfest propõe aos jovens uma mudança de perspectiva: não parar do lado de cá dos muros pessoais, sociais e políticos, mas acolher sem temor e preconceito todo tipo de diversidade”. Nos próximos anos, portanto, os Jovens por um Mundo Unido do Movimento dos Focolares se empenharão em dar vida a uma série de atividades, visando enraizar nos próprios ambientes e países, mentalidade e praxe de paz e solidariedade. “No dia 6 de julho fomos à sede da FAO e da UNESCO aqui em Manila”, conta Marco Provenzale, “para apresentar nossos projetos e garantir às organizações internacionais o comprometimento de muitos jovens que se tornarão embaixadores de fraternidade nos próprios países com uma missão precisa: promover ações ‘beyond all borders’, como diz o título do Genfest, além das fronteiras culturais, sociais e políticas”. O Genfest foi, ao mesmo tempo, festa e empenho, e até mesmo arte e espetáculo buscaram exprimir a superação das fronteiras, como as duas noites de concerto que levaram a Ásia ao resto do mundo e vice-versa. Também foi muito visitada a Explo, mostra multimídia e interativa que propôs uma leitura reversa da história do mundo, vista sob uma ótica dos passos de paz da humanidade e colocando ao centro o empenho pessoal em construí-la. E para não ficar só na teoria, a ação Hands for Humanity oferecia aos participantes a possibilidade de “colocar a mão na massa”: os jovens podiam escolher entre 12 atividades de solidariedade, acolhida e requalificação urbana a serem desenvolvidas em diversos pontos de Manila.

Já Aziz (Iraq)

Histórias além dos muros As verdadeiras protagonistas dessa 11ª edição foram as histórias dos jovens que vivem o drama da migração e da segregação no cotidiano. “Hoje se fala pouco de quem vive no limite no cotidiano”, explicam os organizadores, “de quem convive com os muros, com o sentimento de impotência e vontade de resgate”. São histórias da atualidade, como a de Noé Herrera (México) e Josef Capacio (EUA) que vivem na fronteira de Estado entre os dois países. Noé deve enfrentar todos os dias horas de fila para poder ir à escola do outro lado da fronteira. De onde vem a esperança? Da amizade com Josef e outros meninos estadunidenses com quem trabalha para levar uma mentalidade de respeito e conhecimento recíprocos. Já Aziz é iraquiano: agora mora na França e faz uma pergunta aos participantes do Genfest: “Alguma vez já aconteceu com vocês de pensar que um dia, de repente, poderiam perder tudo: família, casa, sonhos… E você, vocês, o que fariam?”. Egide e Jean Paul, um de Ruanda e outro do Burundi, se conheceram em uma circunstância dramática. Em um ponto de ônibus, Jean Paul foi agredido e deixado à beira da morte. Egide o salvou, ajudando-o por meses. Um gesto extraordinário se pensarmos na ferida nunca curada causada pelo conflito recente entre os dois países. Então, existe uma receita para superar os muros e fronteiras quando tudo parece empurrar na direção oposta? É isso que se pergunta o povo do Genfest. Maria Voce propõe três palavras que também são um programa de vida para todos os jovens que estão voltando agora aos seus países: amar, recomeçar e compartilhar. Amar os povos dos outros como o próprio; recomeçar sem nunca perder a esperança de que um outro mundo é possível; e compartilhar riquezas, recursos e dores pessoais e coletivos. E conclui desafiando os jovens a serem homens e mulheres de unidade, pessoas que levam no coração os tesouros de cada cultura, mas que também sabem doar aos outros e ser – definitivamente – homens e mulheres globais.

Palavra de Vida – Julho de 2018

Na sua segunda carta à comunidade de Corinto, na Grécia, o apóstolo Paulo se confronta com algumas pessoas que colocam em discussão a legitimidade da sua atividade apostólica, mas não se defende exibindo os próprios méritos e sucessos. Pelo contrário, ele põe em evidência a obra que Deus realizou, tanto nele como por meio dele. Paulo menciona uma experiência mística sua, de profunda relação com Deus (1) , mas para compartilhar logo em seguida o seu sofrimento devido a um “espinho na carne” que o atormenta. Não explica do que se trata exatamente, mas se entende que é uma dificuldade grande que poderia limitá-lo no seu empenho de evangelizador. Por isso – confidencia ele – pediu a Deus que o libertasse desse impedimento. Mas a resposta que recebe do próprio Deus é impactante: “Basta-te a minha graça; pois é na fraqueza que a força se realiza plenamente.” Todos nós fazemos continuamente a experiência das fragilidades físicas, psicológicas e espirituais nossas e dos outros, e vemos ao nosso redor uma humanidade muitas vezes sofredora e desnorteada. Sentimo-nos fracos e incapazes de resolver essas dificuldades, ou até mesmo de enfrentá-las, limitando-nos no máximo a não fazer nada de mal a ninguém. Por outro lado, a experiência de Paulo nos abre um horizonte novo: reconhecendo e aceitando a nossa fraqueza, podemos abandonar-nos plenamente nos braços do Pai, que nos ama como somos e quer sustentar-nos no nosso caminho. Com efeito, continuando essa carta, ele afirma ainda: Pois, quando sou fraco, então sou forte. (2) A esse respeito, Chiara Lubich escreveu: […] A nossa razão se rebela diante de tal afirmação, por ver nela uma evidente contradição ou simplesmente um ousado paradoxo. No entanto, ela exprime uma das mais altas verdades da fé cristã. Jesus nos explica essa verdade com sua vida e, principalmente, com sua morte. Quando foi que Ele concluiu a Obra que o Pai lhe confiou? Quando foi que redimiu a humanidade? Quando venceu o pecado? Foi quando morreu na cruz, aniquilado, após ter gritado: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”. Jesus foi mais forte justamente quando foi mais fraco. Jesus poderia ter dado origem ao novo povo de Deus apenas com a sua pregação, ou com algum milagre a mais, ou com algum gesto extraordinário. Mas não o fez. Não. Porque a Igreja é obra de Deus; e é na dor, e somente na dor, que florescem as obras de Deus. Portanto, na nossa fraqueza, na experiência da nossa fragilidade, se oculta uma oportunidade única: experimentar a força do Cristo morto e ressuscitado. […]. (3) “Basta-te a minha graça; pois é na fraqueza que a força se realiza plenamente.” É o paradoxo do Evangelho: aos mansos é prometida a terra em herança (4) ; Maria, no Magnificat (5) , exalta o poder do Senhor, que pode exprimir-se totalmente e definitivamente, na história pessoal e na história da humanidade, justamente no espaço da pequenez e da total confiança na ação de Deus. Comentando essa experiência de Paulo, Chiara dava ainda esta sugestão: […] A escolha que nós cristãos devemos fazer é absolutamente contrária àquela que normalmente as pessoas fazem. Vai-se realmente contra a correnteza, pois o ideal de vida existente no mundo consiste geralmente no sucesso, no poder, no prestígio… Paulo, pelo contrário, nos diz que é preciso gloriar-se das fraquezas. […] Confiemos em Deus – Ele atuará sobre a nossa fraqueza, sobre o nosso nada. E quando é Ele que age podemos estar certos de que realiza obras que valem, que irradiam um bem durável e satisfazem às verdadeiras necessidades dos indivíduos e da coletividade. (6) Letizia Magri ________________________________________ 1   Cf. 2 Cor 11,1-7a. 2   Cf. 2 Cor 12,10. 3   Cf. Chiara Lubich, A força da fraqueza, revista Cidade Nova, julho de 2000. 4   Cf. Mt 5,5. 5   Cf. Lc 1,46-55. 6   Cf. Chiara Lubich, A força da fraqueza, revista Cidade Nova, julho de 1982.

Palavra de Vida – Junho

O Evangelho de Mateus abre o relato da pregação de Jesus com o surpreendente anúncio das bem-aventuranças. Nelas, Jesus proclama “felizes”, ou seja, plenamente afortunados e realizados, todos aqueles que, aos olhos do mundo, são considerados perdedores ou sem sorte: os humildes, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os puros no coração, os que promovem a paz. A eles Deus faz grandes promessas: serão saciados e consolados por Ele mesmo, serão herdeiros da terra e do Seu reino. Portanto, é uma verdadeira revolução cultural, que subverte a nossa visão, muitas vezes fechada e míope, que vê as pessoas dessa categoria como figuras marginais e insignificantes na luta pelo poder e pelo sucesso. “Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.” Na visão da Bíblia, a paz é fruto da salvação que Deus realiza. É, portanto, antes de mais nada um dom de Deus. É uma característica do próprio Deus, que ama a humanidade e toda a criação com um coração de Pai e tem para todos um projeto de concórdia e de harmonia. Por isso, quem labuta pela paz demonstra uma certa “semelhança” com Ele, como um filho. Chiara Lubich escreve: Somente quem tem a paz dentro de si pode levá-la aos outros. É preciso levar a paz, antes de tudo, através dos próprios atos de cada momento, vivendo em pleno acordo com Deus e com sua vontade. (…) “… serão chamados filhos de Deus”. Receber um nome significa tornar-se o que esse nome exprime. Paulo chamava Deus de “o Deus da paz”. E quando saudava os cristãos dizia: “o Deus da paz esteja com todos vós”. Os que promovem paz manifestam seu parentesco com Deus, agem como filhos de Deus, dão testemunho de Deus que (…) imprimiu na sociedade humana a ordem, cujo fruto é a paz. Viver em paz não é simplesmente viver sem conflito; também não é ter uma vida tranquila, fazendo certas concessões no que se refere aos valores, a fim de ser aceito sempre e de qualquer maneira. Pelo contrário: é um estilo de vida refinadamente conforme ao Evangelho, que exige a coragem de assumir escolhas contracorrente. “Promover a paz” é sobretudo criar ocasiões de reconciliação na própria vida e na vida dos outros, em todos os níveis: em primeiro lugar com Deus e depois com aquele que está ao nosso lado na família, no trabalho, na escola, na paróquia e nas associações, nas relações sociais e internacionais. É, portanto, uma forma de amor ao próximo decisiva, uma grande obra de misericórdia que revigora todos os relacionamentos. Foi isso que Jorge, um adolescente da Venezuela, decidiu fazer na sua escola: “Um dia, depois das aulas, percebi que meus colegas estavam se organizando para uma manifestação de protesto, durante a qual estavam decididos a usar a violência, incendiando carros e jogando pedras. Pensei logo que aquela atitude não estaria em sintonia com o meu estilo de vida. Propus então aos colegas que escrevêssemos uma carta à diretoria da escola. Assim poderíamos requisitar de um modo diferente as mesmas coisas que eles pensavam conseguir com a violência. Junto com alguns deles redigimos a carta e a entregamos ao diretor”. “Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.” Nestes tempos vem em relevo de modo particular a urgência de promover o diálogo e o encontro entre pessoas e grupos com história, tradições culturais, pontos de vista extremamente diferentes, demonstrando que se valoriza e se aceita essa variedade e riqueza. Como disse recentemente o Papa Francisco: “A paz constrói-se no coro das diferenças. (…) E a partir destas diferenças aprendemos do outro, como irmãos (…). O nosso Pai é Uno, nós somos irmãos. Amemo-nos como irmãos. E se discutirmos entre nós, que seja como irmãos, que se reconciliam imediatamente, que voltam a ser sempre irmãos” . Também podemos nos empenhar em conhecer as sementes de paz e fraternidade que já tornam nossas cidades mais abertas e humanas. É importante ocupar-se delas e fazê-las crescer. Assim estaremos contribuindo para remediar as fraturas e os conflitos que as atravessam. Letizia Magri

A Europa das cidades e dos cidadãos

A Europa das cidades e dos cidadãos

O Instituto Universitário Sophia inaugurará, no próximo mês de junho, o primeiro módulo do curso “As transformações globais e a Europa”. O curso, num total de 18 horas, conduzido por Léonce Bekemans, titular da Cátedra Jean Monnet Ad Personam “Globalização, Europeização e Desenvolvimento Humano”, se propõe indagar o papel das cidades como laboratórios de integração e dos cidadãos como primeiros atores no processo de relançamento do projeto europeu. As aulas apresentarão o estado do processo de integração, refletindo sobre conceitos como autonomia, inclusão e cidadania europeia. Particular atenção será dada aos sistemas de governança e à sua dimensão local e regional. O curso será aberto com um preâmbulo de Romano Prodi com o título: “A Europa de hoje. Qual Europa amanhã?”. O módulo é dirigido a profissionais, docentes das escolas primárias e secundárias, estudiosos, administradores e operadores da comunicação. Docentes e dirigentes escolares poderão usufruir da Carta do docente (MIUR 170/2016). 15 bolsas de estudo estão à disposição para jovens até 30 anos. Para informação e inscrições: www.sophiauniversity.org, globalstudies@iu-sophia.org.