Polônia: Eka, uma empresa da EdC, entre desafios e resultados.
https://vimeo.com/131887897
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A Casa Emaús, localizada na Mariápolis permanente internacional de Loppiano (Incisa Valdarno, Florença – Itália), deseja ser uma “escola de comunhão” e uma “escola de vida” para todas as consagradas do mundo. O curso visa oferecer alguns instrumentos para aprofundar a espiritualidade de comunhão que nos é proposta pela Igreja para o terceiro milênio, à luz da unidade e da vida do Evangelho. Será útil ter em mãos as próprias Constituições, de modo a poder confrontar-se com o próprio carisma e compartilhar, com as consagradas que participarão, os tesouros ínsitos nele, em um clima espiritual de reciprocidade. Veja o depliant.
Quanto afeto na repetição deste nome: Marta, Marta. A casa de Betânia, a uns três quilômetros de Jerusalém, é um lugar onde Jesus costuma se deter para repousar com os seus discípulos. Lá fora, na cidade, Ele tem de enfrentar discussões, encontra oposição e rejeição, enquanto que aqui existe paz e acolhida. Marta é empreendedora e ativa. É o que ela demonstra também por ocasião da morte de seu irmão Lázaro, quando entra num diálogo sério com Jesus, no qual o questiona com energia. É uma mulher forte, que mostra uma grande fé. Diante da pergunta: “Crês que eu sou a ressurreição e a vida?”, ela responde, sem hesitar: “Sim, Senhor, eu creio” (cf. Jo 11,25-27). Também agora ela está atarefada na preparação de uma acolhida digna do Mestre e dos seus discípulos. Ela é a patroa, a dona de casa (como diz o próprio nome: Marta significa “patroa”) e, portanto, sente-se responsável. Provavelmente está preparando o jantar para o ilustre hóspede. Maria, sua irmã, deixou-a sozinha nas suas ocupações. Contrariamente aos hábitos orientais, em vez de permanecer na cozinha, fica escutando Jesus junto com os homens, sentada aos seus pés, exatamente como a perfeita discípula. Daí a intervenção um pouco ressentida de Marta: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda pois que ela venha me ajudar!” (Lc 10,40). Eis então a resposta afetuosa e ao mesmo tempo firme de Jesus: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária.” Será que Jesus não estava satisfeito com o espírito empreendedor e o serviço generoso de Marta? Não lhe agradaria a acolhida concreta e não apreciaria de bom grado as iguarias que lhe estava preparando? Pouco depois desse episódio, nas parábolas, Jesus elogia administradores, empresários e empregados que sabem fazer render talentos e negociar os bens (cf. Lc 12,42; 19,12-26). Elogia até mesmo a esperteza deles (cf. Lc 16,1-8). Portanto, não podia deixar de alegrar-se ao ver uma mulher tão cheia de iniciativa e capaz de uma acolhida dinâmica e abundante. O que Ele repreende é a ansiedade e a preocupação que ela põe no trabalho. Fica agitada, “sozinha com todo o serviço” (Lc 10,40), perdeu a calma. Não é mais ela quem orienta o trabalho, foi o trabalho que assumiu o comando e a tiranizou. Ela não está mais livre, tornou-se escrava da sua ocupação. Não acontece também conosco de às vezes nos perdermos nas mil coisas a serem feitas? Somos atraídos e distraídos pela internet, pelo WhatsApp, pelos SMS inúteis. Mesmo quando se trata de compromissos sérios que nos prendem, eles podem nos fazer esquecer que devemos estar atentos aos outros, escutar as pessoas que estão perto de nós. O perigo é sobretudo perder de vista por que e para quem trabalhamos. É deixar que o trabalho e as outras ocupações se tornem fim a si mesmos. Ou senão, somos tomados pela ansiedade e pela agitação diante de situações e problemas difíceis que dizem respeito à família, à economia, à carreira, à escola, ao futuro nosso ou dos filhos, até o ponto de esquecermos as palavras de Jesus: “Portanto, não vivais preocupados, dizendo: ‘Que vamos comer? Que vamos beber? Como nos vamos vestir?’ Os pagãos é que vivem procurando todas essas coisas. Vosso Pai que está nos céus sabe que precisais de tudo isso” (Mt 6,31-32). Também nós merecemos a repreensão de Jesus: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária.” Qual é a única coisa necessária? Escutar e viver as palavras de Jesus. Nada, absolutamente nada pode ser colocado acima delas – e Dele que fala. A verdadeira hospitalidade que podemos oferecer ao Senhor, fazê-lo sentir-se em casa, é acolher o que Ele nos diz. Justamente como fez Maria, que esqueceu tudo, colocou-se a seus pés e não perdeu uma só de suas palavras. Seremos guiados não pelo desejo de aparecer ou liderar, mas de agradar a Ele, de estar a serviço de seu reino. Tal como Marta, também nós somos chamados a fazer “muitas coisas” para o bem dos outros. Jesus nos ensinou que o Pai quer que demos “muito fruto” (cf. Jo 15,8) e que façamos até obras ainda maiores do que Ele (cf. Jo 14,12). Portanto, de nós Ele espera dedicação, paixão no trabalho que temos a executar, criatividade, ousadia, iniciativa. Mas sem ansiedade e agitação, com aquela paz que vem do fato de sabermos que estamos cumprindo a vontade de Deus. A única coisa que importa é, pois, tornarmo-nos discípulos de Jesus, deixarmos que viva em nós, estarmos atentos às suas sugestões, à sua voz sutil que nos orienta momento por momento. Desse modo será Ele quem nos guiará em todas as nossas ações. Ao executar as “muitas coisas” não estaremos distraídos e desatentos porque, seguindo as palavras de Jesus, seremos motivados somente pelo amor. Em todas as ocupações faremos sempre uma só coisa: amar. Fabio Ciardi
São mais de 120 os jovens representantes de 25 países: do Japão à Itália; da Coréia à Colômbia; do Nepal à Romênia. Um laboratório que, no âmbito da Semana Mundo Unido, que se realiza no mundo inteiro, testemunha o quanto as diferenças culturais e religiosas não são um obstáculo para o diálogo entre os povos, mas, representam um grande instrumento para um mundo mais fraterno. O título escolhido para este ano, “Fabric, Flavour, Festival – discovering fraternity”, é centralizado em um diálogo que se realiza totalmente em todos os níveis: Fabric (Tecido): Posicionar-se diante dos desafios do diálogo para construir o Mundo Unido com a descoberta da própria identidade, a acolhida e o respeito do outro, a coragem de tomar a iniciativa. Flavour (Gosto): Diálogo em ato vivendo a Regra de Ouro “Faça aos outros aquilo que gostaria fosse feito a ti” da qual se abre o caminho da reciprocidade e partilha. Festival: Alegria de constatar que somos irmãos e de viver em paz. O aspecto multicultural é o leitmotiv destes dias em Mumbai. Representantes do Shanti Ashram (movimento hinduísta) e da Rissho Kosei-Kai (movimento budista), se unem aos jovens cristãos para viver momentos de fraternidade também a serviço dos jovens hindus e da comunidade civil.
Lawrence, representante do Conselho Mundial das Religiões pela Paz, nos disse que está participando porque “existe a necessidade de mostrar ao mundo coisas positivas. Devemos mostrar ao mundo que a fraternidade pode transformar a história.” Crisfan, jovem hindu, diz que conheceu os Jovens por um Mundo Unido há alguns anos e “desde então, sinto o desejo de construir pontes de fraternidade. Na Índia a religião não constitui, nunca, um obstáculo. Cada um segue um caminho, mas, todos nós somos irmãos.” Recentemente ele se casou e envolveu a sua mulher nesta caminhada. São dias intensos nos quais se partilham também as tragédias como a do país ao lado, o Nepal, onde – como se sabe – o terremoto deixou milhares de vítimas e feridos. Aqui em Mumbai estão Sana e Roshan que ainda não conseguiram entrar em contato com as próprias famílias. E, mesmo assim, parecem estar tranquilas: “Temos a certeza de que Deus cuidará deles”, nos disseram. E, neste ínterim, todos rezam. No fim daquele dia, chega a boa noticia: as famílias deles estão bem. Tiveram que sair da cidade, mas o amor de Deus providenciou tudo. Maria Chiara, italiana, nos conta que há tempos desejava viver este tipo de experiência. “Quando Christian me convidou, eu compreendi que não poderia perder esta ocasião. Estou aqui para conhecer outros jovens e para aprender a viver a cultura do outro como se fosse a minha.” Christian é romeno e estudo no Instituto Universitário Sophia, com sede na Itália. Depois de ter ido à Terra Santa, em 2013, e no Quênia, em 2014, este ano decidiu fechar os livros “para conhecer como é vivida a fraternidade em uma cultura diferente da minha.” A fraternidade vivida concretamente é já a experiência destes primeiros dias do evento internacional na Índia; enquanto realizam iniciativas de vários gêneros, a favor da paz, em muitas regiões do mundo.
A corrida para o céu de uma garota de 1968 que encontrou o segredo da felicidade, e cuja causa de beatificação encontra-se em curso. Dezesseis anos. Uma corrida sem fôlego. Ponto de chegada: o Paraíso. Maria Orsola Bussone (2.10.1954 – 10.7.1970) é uma jovem da região italiana do Piemonte, que vive o 1968, que ama música beat, interessa-se pelas primeiras manifestações estudantis, toca violão e tem aulas de canto. Uma adolescente como as outras, se diria, apaixonada pela natureza, pelo esporte e pela música. Às vezes se enamora, anota seus pensamentos num diário pessoal, tem muitos amigos e escreve cartas aos mais queridos. É a filha simples, de um pequeno mundo antigo que parece próximo a ser engolido pelos ventos da modernidade. Mas a sua vida, aparentemente sem sobressaltos, a sua rotina de jovem de uma pequenina cidade dos pré-alpes piemonteses, esconde, ao contrário, uma alma extraordinária. Uma fé genuína e cristalina. Junto com outras amigas, impulsionada por uma espiritualidade que lhe dá uma marcha a mais, inserida numa paróquia que faz frutificarem as orientações do Concílio Vaticano II, “Mariolina” – como muitos a chamam – engata a quarta e em pouco tempo, rapidamente, queima todas as etapas. Convidada pelo pároco, pe. Vincenzo Chiarle, em 1968 participa de um dos primeiros congressos gen, a geração nova do Movimento dos Focolares. Lá, Chiara Lubich apresenta àqueles ‘jovens do ’68’ um outro modelo revolucionário: o de um homem justo, que se imolou pela liberdade dos outros. Ele também tinha um programa: “Que todos sejam um”. Maria Orsola ficou fascinada e esta escolha iluminou toda a sua vida. Aos 16 anos a sua corrida para o céu se deteve, por um acidente banal. Mas deixou atrás de si um rastro de luz. Um dia tinha revelado que teria dado a sua vida para que os jovens descobrissem a beleza de Deus. “E Deus a pegou em palavra”, disse o papa João Paulo II, em Turim, em 1988, a milhares de jovens como ela, apresentando-a como “exemplo luminoso de aceitação da própria vida como uma dádiva recebida e não como uma possessão egoísta”. “Viva a vida” era o seu lema.
Em 2007 foi publicada a sua biografia, escrita por Gianni Bianco e lançada pela Editora São Paolo: “Viva a vida”. A corrida para o céu de uma garota do ’68. «Pareceu-me logo uma adolescente tremendamente atual – escreveu o Autor –, que tem muito a dizer aos jovens de hoje e que, em alguns aspectos, antecipou os grandes idealismos das gerações atuais, os do compromisso ecológico e do serviço civil de voluntariado. Além disso, agradou-me acompanhar de perto a historia dessa jovem simples que, da perspectiva de Turim, onde nasceu a contestação italiana de 1968, observava o mundo em rápida e tempestuosa transformação. Para mim foi estimulante principalemente a possibilidade de poder contar essa história com uma linguagem fresca e – espero – envolvente, aos seus coetâneos de hoje, aos teenager, com frequência acusados de terem perdido todos os valores, e que agora olham para ela como um modelo». Imprensa