Movimento dos Focolares

Palavra de Vida – Março de 2018

O rei e profeta Davi, autor deste salmo, sofre o peso da angústia e da pobreza e se sente em perigo diante de seus inimigos. Ele gostaria de encontrar um caminho para sair dessa situação dolorosa, mas experimenta a sua incapacidade. Então levanta os olhos para o Deus de Israel, que desde sempre protege o seu povo, e o invoca com esperança para que venha em seu socorro. A Palavra de Vida deste mês salienta, em especial, o seu pedido de conhecer os caminhos e as veredas do Senhor, como luz para as próprias escolhas, sobretudo nos momentos difíceis. “Mostra-me, Senhor os teus caminhos, ensina-me tuas veredas.” Também a nós acontece que tenhamos de fazer escolhas decisivas para a nossa vida, que comprometem a consciência e toda a nossa pessoa. Às vezes temos uma série de caminhos possíveis diante de nós e ficamos incertos sobre qual é o melhor; outras vezes temos a impressão de que não temos nenhuma saída… Procurar um caminho para prosseguir é algo profundamente humano, e às vezes precisamos pedir a ajuda de alguém que consideramos amigo. A fé cristã nos faz entrar na amizade com Deus: Ele é o Pai que nos conhece intimamente e ama acompanhar-nos no nosso caminho. Todos os dias Ele convida cada um de nós a entrar livremente em uma aventura, tendo como bússola o amor desinteressado a Ele e a todos os seus filhos. Os caminhos, as veredas são também ocasiões de encontro com outros viajantes, de descobertas de novas metas a serem compartilhadas. O cristão não é jamais uma pessoa isolada: ele faz parte de um povo em caminho rumo à realização do projeto que Deus Pai preparou para a humanidade e que Jesus nos revelou com suas palavras e com toda a sua vida: a fraternidade universal, a civilização do amor. “Mostra-me, Senhor os teus caminhos, ensina-me tuas veredas.” E os caminhos do Senhor são ousados, às vezes beirando o limite das nossas possibilidades, como pontes de corda esticadas entre paredões rochosos. Eles desafiam nossos hábitos egoístas, os preconceitos, a falsa humildade e nos abrem horizontes de diálogo, encontro, empenho pelo bem comum. E sobretudo pedem de nós um amor sempre novo, construído sobre a rocha do amor e da fidelidade de Deus por nós, capaz de chegar até o perdão. Perdão que é a condição irrenunciável para construir relações de justiça e de paz entre as pessoas e entre os povos. Até mesmo o testemunho de um gesto de amor simples, mas autêntico, pode iluminar o caminho nos corações dos outros. Na Nigéria, durante um encontro no qual jovens e adultos podiam partilhar as experiências pessoais de amor vivido conforme o Evangelho, Maya, uma menina, contou: “Ontem, enquanto estávamos jogando, um menino me empurrou e caí. Ele me disse “desculpe!” e eu o perdoei”. Essas palavras abriram o coração de um homem cujo pai tinha sido assassinado pelo Boko Haram: “Olhei para Maya. Se ela, que é uma menina, é capaz de perdoar, significa que também eu posso fazer a mesma coisa”. “Mostra-me, Senhor os teus caminhos, ensina-me tuas veredas.” Se quisermos confiar-nos a um guia seguro no nosso caminho, lembremo-nos de que Jesus disse de si mesmo: “Eu sou o Caminho…” (Jo 14,6). Chiara Lubich, dirigindo-se aos jovens reunidos em Santiago de Compostela para a Jornada Mundial da Juventude de 1989, encorajou-os com estas palavras: (…) Definindo a si mesmo como “o Caminho”, Jesus quis dizer que devemos caminhar como Ele caminhou (…). Pode-se dizer que o caminho percorrido por Jesus tem um nome: amor. (…) O amor que Jesus viveu e nos deixou é um amor especial e único. (…) É o próprio amor que arde em Deus. (…) Mas, amar a quem? Amar a Deus é certamente o nosso primeiro dever. Depois: amar a cada próximo. (…) Da manhã até à noite, todo relacionamento com os outros deve ser vivido com esse amor. Em casa, na universidade, no trabalho, nas quadras de esporte, nas férias, na igreja, pelas ruas, devemos colher as diversas ocasiões para amar os outros como a nós mesmos, reconhecendo Jesus neles, não esquecendo ninguém; mais ainda, sendo os primeiros a amar a todos. (…) Entrar o mais profundamente possível no coração do outro; entender realmente seus problemas, suas exigências, seus fracassos e também suas alegrias, para poder compartilhar tudo com ele. (…) De certo modo, tornar-se o outro. Como Jesus que, sendo Deus, por amor se fez homem como nós. Assim o próximo se sente compreendido e aliviado, porque encontra alguém que carrega com ele os seus pesos, as suas aflições, e partilha com ele as suas pequenas felicidades. “Viver o outro”, “viver os outros”: isso é um grande ideal, isso é superlativo (…). Letizia Magri

“Percurso Oncity: a beleza das diferenças”

“Percurso Oncity: a beleza das diferenças”

Scuola NH2018_IT_V_Pagina_1É o título do evento promovido pelo Movimento Humanidade Nova que será inaugurado dentro de poucas semanas. A reuniao acontecerá no Hotel Príncipe, em Pomezia (Roma, Italiá), de 28 de fevereiro a 4 de março. Serão cinco dias de atividades, troca de experiências, introspecções, avaliações e novas pistas de trabalho: uma verdadeira “escola” para “aprender”, mais uma vez, a atuar a fraternidade na cidade, a partir da riqueza particular de cada um.   Info: Movimento Internacional Humanidade Nova Tel 06 943156 35 newhumanity@focolare.org

Em Roma, Congresso Sportmeet 2018

Em Roma, Congresso Sportmeet 2018

b_320_0_16777215_00_images_news_2018_Congresso_Sportmeet_2018_LOGO-LIMITE2Quando o esporte abate as barreiras – Sport breaks limits. O evento, que acontecerá em Roma, de 20 a 22 de abril, considerará o papel do esporte diante do limite e das barreiras de todo tipo: físicas, psicológicas, relacionais, culturais, sociais, ambientais. A experiência esportiva é, por sua natureza, espaço de confronto com o limite. Por que o esporte revela-se um terreno eficaz para encontrar a paz com os próprios limites e para incluir, integrar e abater barreiras? Onde está a sua magia? Pretendemos, como está nos objetivos de Sportmeet, enfrentar este tema tão importante, por meio de reflexões culturais, testemunhos e laboratórios práticos, dialogando com os protagonistas de experiências significativas, especialmente na cidade de Roma. Você está interessado? Deseja se inscrever? Para mais informações acesse: Sportmeet

Um médico luterano no focolare

Um médico luterano no focolare

Peter-720x0-c-defaultUm rosto redondo, com dois olhos azuis e atentos. Encontro o Peter Grimheden, pela primeira vez, em Lund, na Suécia, por ocasião do histórico encontro entre católicos e luteranos pelos 500 anos da Reforma. O Peter é um jovem pediatra muito apaixonado pelo seu trabalho ao qual se dedica com grande entusiasmo. A sua singularidade é ser suéco, luterano e focolarino, isto é, ter escolhido uma estrada de doação total a Deus. Vive em Estocolmo numa pequena comunidade com outros quatro focolarinos católicos: um belga, um argentino e dois italianos. Tu cresceste num ambiente e numa família cristã? Faço parte da Igreja luterana suéca e venho de uma família muito ligada às tradições. Quando eu era pequeno era habituado a ir visitar os meus avós. Primeiro íamos à missa e depois jantávamos juntos. Durante o jantar, depois que as mulheres tinham lavado a louça, sentávamos todos juntos e tínhamos que ouvir o meu avô que li para nós um sermão de Lutero. Como se aquele da missa não tivesse sido suficiente! A única coisa que lembro é que eu brincava de prender a respiração. O meu record foi resistir sem respirar durante um minuto inteiro. Tive uma educação rígida e severa. Tudo era ou branco ou preto e eu nunca podia ir ao cinema nem a jogar hockey no gelo. Como foi que conheceste os Focolares? A minha namorada convidou-me para um concerto do Gen Verde, um grupo musical inspirado nos Focolares. Gostei da música, das letras e da atmosfera que tinha durante o show. Contavam numa das músicas que o irmão de uma cantora tinha sido assassinado na guerra civil e ela tinha conseguido perdoar. Gostei daquele tipo de cristianismo positivo, não baseado em proibições e em coisas que não se pode fazer. As pessoas dos Focolares tornaram-se os meus amigos e eu convivia com eles junto com a minha namorada. Mas depois não me sentia mais satisfeito com aquela relação e terminei o namoro. Continuando a frequentar os Focolares senti-me atraído pelo estilo de vida das pessoas que se doam completamente a Deus vivendo numa comunidade. Para mim foi como escorregar numa casca de banana mais do que fazer uma grande escolha. Foi como apaixonar-se. Assim, aos 21 anos, fui para a Itália em Loppiano, perto de Florença, para frequentar a escola de formação para focolarinos. Foi uma ocasião especial para conhecer pessoas do mundo inteiro mesmo se eu sentia-me um pouco “exótico” porque quase todos eram católicos. Atualmente tu vives numa comunidade em Estocolmo. Para ti é difícil conviver com pessoas de uma outra Igreja? Não teria mais ou menos dificuldades se vivesse com pessoas da minha mesma Igreja. Pertencer a uma Igreja ou a outra não tem um impacto na vida quotidiana porque partilhamos os mesmos ideais. Temos em comum a vida cristã e não percebo diferenças entre nós. Sentía-me um pouco sozinho frequentando a minha igreja luterana, mas, agora os meus amigos, de vez em quando, acompanham-me porque querem conhecer melhor a minha Igreja, assim como eu quero conhecer a deles. Procuramos viver com a presença de Jesus entre nós e somos todos seus discípulos.   Fonte: Città Nuova