Movimento dos Focolares
Gente que acredita, vida que transforma

Gente que acredita, vida que transforma

Têm como protagonistas jovens e adolescentes, famílias, profissionais, trabalhadores e dirigentes, religiosas e sacerdotes, membros de um povo que enfrenta com o Evangelho as situações do quotidiano e os desafios da sociedade. Um povo que acredita, vive, transforma, envolve, no respeito pelas convicções e pela experiência dos outros, consciente de que cada pessoa pode dar um contributo à grande família humana. Uma corrente de partilha que visa fazer experimentar o que significa ter um único Pai e serem todos irmãos. 229 citações, espalhadas por todo o texto, inspiram maneiras para ser hoje, como há dois mil anos, testemunhas credíveis da “boa notícia”: o Evangelho.

Editora Cidade Nova

94 histórias curtas, provenientes dos quatro cantos do mundo, vividas muitas vezes em condições difíceis. Têm como protagonistas jovens e adolescentes, famílias, profissionais, trabalhadores e dirigentes, religiosas e sacerdotes, membros de um povo que enfrenta com o Evangelho as situações do quotidiano e os desafios da sociedade. Um povo que acredita, vive, transforma, envolve, no respeito pelas convicções e pela experiência dos outros, consciente de que cada pessoa pode dar um contributo à grande família humana. Uma corrente de partilha que visa fazer experimentar o que significa ter um único Pai e serem todos irmãos. 229 citações, espalhadas por todo o texto, inspiram maneiras para ser hoje, como há dois mil anos, testemunhas credíveis da “boa notícia”: o Evangelho.

Gente que acredita, vida que transforma

Suíça: uma sociedade multiforme

Quatro línguas oficiais, três grandes confissões cristãs e várias outras comunidades cristãs menores, cidades e vilas alpinas com uma pequena população: esta é a Suíça que a presidente dos Focolares, Maria Voce, e o copresidente, Giancarlo Faletti, irão visitar por ocasião do encontro com a comunidade local do Movimento e com membros da Igreja Reformada que tem contato com a espiritualidade da unidade. No aeroporto foram recebidos por uma representação da sociedade multiforme que caracteriza esta pequena nação, nascida da vontade determinada de estar juntos, e que é visível na própria composição do Movimento dos Focolares aqui.

A permanência da presidente, que continuará até o dia 11 de novembro, tem como sede central o Centro de encontros e formação “Pedra Angular”, em Baar, nas proximidades de Zurique. Construído em 1976, para favorecer o contato entre amigos do Movimento dos Focolares provenientes de regiões com culturas e línguas diferentes, com o tempo foi acrescido por pequenas empresas. Nele são realizados cursos de formação no campo religioso, político e ecumênico.

Para os próximos dias estão programados encontros com os focolarinos, os jovens, os dirigentes, as crianças, e com toda a comunidade do Movimento na Suíça. No dia 8 de novembro está prevista uma Jornada Ecumênica, em Berna, que está suscitando o interesse de católicos e reformados, animados por um sincero desejo de construir relacionamentos de unidade.

O Movimento dos Focolares na Suíça

Os primeiros contatos com o Movimento dos Focolares aconteceram ainda em 1955 através de um arquiteto da Igreja evangélica reformada que trabalhava em Milão com um dos primeiros focolarinos. Aquela foi, poder-se-ia dizer, a primeira pedra para a difusão da espiritualidade da unidade na Suíça, além de que a confirmação que a mesma poderia ser vivida seja por cristãos católicos seja por reformados.

Em 1961 abriu-se o primeiro focolare em Zurique, seguido pelos de Genebra, Lugano e Berna. Para favorecer o contato e a unidade entre os membros e os amigos das diversas regiões do país, em 1976 foi construído em Baar (Zurique) um Centro de formação, aberto também a grupos externos ao Movimento. Em Zurique e em Adliswil estão os dois centros nacionais, à serviço de todo o Movimento dos Focolares na Suíça, e a sede da editora Neue Stadt. Desde 1981, em Montet, no cantão de Friburgo, encontra-se o Centro Internacional para a formação dos jovens à vocação do focolare.

A espiritualidade da unidade, vivida no cotidiano por cerca de 20 mil amigos e membros do Movimento, contribui para a construção de pontes entre as diversas Igrejas cristãs e com fieis de outras religiões. Testemunham isso alguns focolares compostos por membros de várias confissões cristãs, os grupos ecumênicos e os encontros inter-religiosos. Com o Conselho Ecumênico de Igrejas, em Genebra, há anos existem contatos estáveis.

Em Genebra, outubro de 2002: Chiara Lubich e o Dr. Konrad Raiser, então Secretário Geral do Conselho Ecumênico das Igrejas (WCC).

Em 1966, a cidade de Friburgo recebeu o primeiro encontro internacional do Movimento realizado fora da Itália. Desde então Chiara Lubich retornou à Suíça com frequência. Importantes intuições espirituais sobre o futuro desenvolvimento da espiritualidade da unidade estão ligadas à sua permanência lá, no verão dos anos de 1961 e 1962, em Oberiberg e em Einsiedeln. Desde 1971 Chiara passou os meses de verão na região do Valais, onde, em 1980, aconteceu a primeira coligação telefônica que, desde então, une as comunidades do Movimento em nível mundial, tornando-se um importante instrumento para a comunhão entre todos.

Chiara conhecia em profundidade os costumes culturais e políticos da Suíça, apreciava a sua democracia direta e a estrutura federativa. Nos diversos encontros que teve com políticos (Berna 1998 e 2004, Martigny 2003) exprimiu a sua admiração por tal riqueza cultural e encorajou todos a descobri-la reciprocamente, por meio de um diálogo respeitoso. Nasceram daí grupos de políticos comprometidos em promover a fraternidade na política.

Da enviada Aurora Nicosia

Site oficial do Movimento dos Focolares na Suíça: www.fokolar-bewegung.ch

Novembro 2012

Com essa resposta Jesus deixa claro de que modo Ele permanecerá presente no meio dos seus, depois da sua morte, e explica como será possível ter contato com Ele.

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada.”

Portanto, a sua presença pode acontecer desde já nos cristãos e no meio da comunidade; não é necessário esperar o futuro. O templo que acolhe essa presença não é tanto um templo feito de paredes, mas o próprio coração do cristão, que se torna assim o novo sacrário, a morada viva da Trindade.

“Se alguém me ama, observará a minha palavra e meu Pai o amará; nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada.”

Mas como o cristão pode chegar a isso? Como pode conter em si o próprio Deus? Qual o caminho para entrar nessa profunda comunhão com Ele?

O caminho é o amor para com Jesus.

Um amor que não é mero sentimentalismo, mas que se traduz em vida concreta e, exatamente, na observância da sua Palavra.

É a esse amor do cristão, comprovado pelos fatos, que Deus responde com seu amor: a Trindade vem morar nele.

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada.”

“… guardará a minha palavra”.

E quais são as palavras que o cristão é chamado a guardar?

No Evangelho de João, a expressão “as minhas palavras” muitas vezes é sinônimo de “os meus mandamentos”. O cristão, portanto, é chamado a guardar os mandamentos de Jesus. No entanto, esses não devem ser entendidos propriamente como uma coletânea de leis. Mais que isso, é preciso vê-los todos sintetizados naquilo que Jesus ilustrou com o lava-pés: o mandamento do amor recíproco. Deus ordena que cada cristão ame o outro até a doação total de si mesmo, como Jesus ensinou e fez.

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada.”

Então, como podemos viver bem esta Palavra? Como chegar ao ponto em que o próprio Pai nos amará e a Trindade virá habitar em nós?

Atuando com todo o nosso coração, com radicalismo e perseverança, justamente o amor recíproco entre nós.

É principalmente nesse amor que o cristão encontra também o caminho daquela profunda ascese cristã que o Crucificado exige dele. Com efeito, é aí, no amor mútuo, que florescem no seu coração as diversas virtudes e é aí que ele pode corresponder ao chamado para a sua própria santificação.

Chiara Lubich

Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em maio de 2001

Gente que acredita, vida que transforma

Baladas e tendências. A opção de Yves.

«Sou africano e estou estudando no norte da Itália. Algum tempo atrás li numa revista um artigo onde o autor falava de uma “noite” que está perpassando a cultura ocidental em todos os seus âmbitos, levando a uma perda dos autênticos valores cristãos. Sinceramente eu não havia entendido muito o sentido daquele artigo, até que aconteceu um fato que me fez abrir os olhos.

Era sábado à tarde. Alguns rapazes, meus vizinhos, propuseram que eu saísse com eles, para passar uma noite juntos. Queriam fazer algo diferente. Éramos seis ou sete. Para começar fomos dançar numa balada. No início eu me diverti, diziam que eu tinha a música no sangue, que sabia dançar bem. Mas logo eu vi que alguns ao meu lado dançavam sem nenhum respeito, nem por si mesmos nem pelos outros. Não dançavam só por divertimento, mas para lançar mensagens ambíguas. Interiormente escutei uma voz sutil que me dizia para ir contracorrente e dançar com dignidade e por amor.

Depois de algumas horas os meus amigos propuseram que mudássemos de lugar. Eu confiei neles, afinal eram meus amigos, e aceitei. Entramos, e foi só o tempo de me dar conta de onde estava, com a música muito alta, luzes piscando e um odor acre que entrava com força no nariz, e fiquei bem chateado. Aquela não era uma balada normal, lá havia meninas que se prostituíam. Desiludido e com raiva, sem dizer uma palavra dei meia volta e saí. Um dos meus amigos veio atrás de mim, insultou-me chamando-me de retardado. Não respondi. Passaram poucos minutos e saiu outro, dessa vez não para me insultar, mas para me dar razão. Fiquei surpreso, o meu “contracorrente” havia envolvido outros. Sem ter falado nem dos ideais cristãos, nos quais acredito, nem de Deus, eles haviam visto e entendido.

Passaram alguns meses e há tempos já não pensava naquele episódio. Um dia, um rapaz que tinha estado conosco naquela noite procurou-me, disse-me que estava arrependido e que não queria mais frequentar aquele tipo de ambiente. Esta experiência ajudou-me a entender mais radicalmente a necessidade de arriscar e dizer “não” a certas propostas».

A história de Yves, da República dos Camarões, que apresentamos, é uma das 94 que compõem o volume “Uma boa notícia, gente que crê, gente que age”, lançado recentemente na Itália pela Editora Città Nuova, como uma contribuição propositiva à Nova Evangelização. O prefácio é de Maria Voce. As histórias têm como protagonistas jovens, adolescentes, famílias, profissionais, operários, administradores, religiosas, sacerdotes, que enfrentam as situações do cotidiano e os desafios da sociedade com o Evangelho. Um povo que acredita, vive, age, envolve, no respeito pelas convicções e experiências dos outros, consciente que cada pessoa pode dar uma contribuição à grande família humana.

E você, tem uma boa notícia para nos contar?

Outubro 2012

     

    “Pela tua palavra, lançarei as redes.”

Após uma noite sem resultados, Pedro, profissional de pesca, poderia muito bem ter feito um sorriso e se recusado a aceitar o convite de Jesus para jogar as redes durante o dia, momento ainda menos favorável para pescar. No entanto, indo além das suas considerações, ele confiou em Jesus.

Esta é uma situação típica pela qual também nos dias de hoje deve passar todo cristão, justamente pelo fato de ser alguém que crê. Com efeito, a sua fé é colocada à prova de mil maneiras.

Seguir Cristo significa decisão, empenho e perseverança, enquanto que no mundo em que vivemos tudo nos parece convidar ao comodismo, à mediocridade, ao “deixa pra lá”. A tarefa se apresenta como árdua demais, inatingível, fracassada de antemão.

É preciso, então, ter a força para seguir adiante, para resistir ao meio ambiente, ao contexto social, aos amigos, aos meios de comunicação.

É uma provação dura a ser combatida dia por dia, ou melhor, hora por hora.

Mas quando enfrentamos e abraçamos essa provação, ela serve para fazer-nos amadurecer como cristãos, para fazer-nos experimentar que as extraordinárias palavras de Jesus são verdadeiras, que as suas promessas se cumprem e que é possível fazer de nossa vida uma aventura divina, mil vezes mais fascinante do que qualquer outra que possamos imaginar. Enquanto no mundo a vida é muitas vezes tão pesada, monótona e infrutífera, nós poderemos, por exemplo, testemunhar que Deus sabe presentear abundantemente quem o segue: dá o cêntuplo nesta vida, além da vida eterna. É a pesca milagrosa que se repete.

         “Pela tua palavra, lançarei as redes.”

Como, então, podemos colocar em prática essa Palavra de Vida?   Tomando também nós a mesma decisão de Pedro: “Pela tua ‘palavra’…”. Confiar na Palavra de Jesus; não duvidar daquilo que Ele pede. Pelo contrário, basear nosso comportamento, nossa atividade, nossa vida na sua Palavra.

Dessa forma, colocaremos os alicerces da nossa existência sobre o que há de mais sólido e seguro. E contemplaremos, admirados, que justamente lá onde se esgotam todos os recursos humanos, Deus intervém; e que lá onde é humanamente impossível, nasce a vida.

                                                                           Chiara Lubich


 Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em fevereiro de 1983.