14 Out 2020 | Sem categoria
Em Ascoli Piceno, no centro da Itália, algumas associações decidiram se unir para enfrentar as dificuldades econômicas e sociais da cidade. Surgiu assim, há alguns anos, o PAS, Polo de Acolhida e Solidariedade. Uma experiência de “rede” que encontrou uma casa há alguns meses. https://vimeo.com/465829484
13 Out 2020 | Sem categoria
No próximo dia 15 de outubro haverá o evento desejado pelo Papa Francisco: agências formadoras, atores sociais, instituições e organizações internacionais se confrontarão para construir alianças por uma humanidade mais fraterna. Falamos disso com Carina Rossa, focolarina, na equipe organizadora.
“Nunca, como agora, houve necessidade de unir esforços numa ampla aliança educativa para formar pessoas maduras, capazes de superar fragmentações e contrastes e reconstruir o tecido das relações em ordem a uma humanidade mais fraterna”. Assim o Papa Francisco na Mensagem para o lançamento do Pacto Global pela Educação: um convite para promover “uma educação mais aberta e inclusiva, capaz de escuta paciente, diálogo construtivo e mútua compreensão”. O Pacto inspira um evento mundial, adiado por causa da pandemia. Um encontro virtual terá lugar a 15 de Outubro às 14h30 (utc+2) em directo nos canais do Youtube do Vaticano News, com tradução simultânea em português, italiano, inglês, francês e espanhol. Falamos disso com Carina Rossa, focolarina argentina, na equipe organizadora do evento: O Papa nos convida para uma aliança pela educação que produza uma mudança de mentalidade. Como se desdobra este novo pensar? “O Papa salienta que a educação está na base de todas as mudanças sociais e culturais e nos chama a nos comprometermos neste âmbito. Portanto, a primeira mudança reside em conferir dignidade à educação. Depois, dá à educação uma finalidade, a de “mudar o mundo”, e convida a pensar no estudo como num instrumento para enfrentar os desafios do nosso tempo: paz e cidadania, solidariedade e desenvolvimento, dignidade e direitos humanos, cuidado da casa comum. Além disso, Francisco denuncia que o Pacto entre a família, a escola, a sociedade e a cultura se rompeu e deve ser reconstruído: aqui a mudança de mentalidade envolve as agências formadoras, os atores sociais, as instituições e as organizações internacionais, a fim de que construam alianças para alcançar finalidades comuns e suscitar uma humanidade mais fraterna. Para este objetivo, o Santo Padre sugere uma metodologia em três passos: colocar a pessoa no centro, investir as melhores energias e formar pessoas capazes de se pôr ao serviço”. Então, em que direção educar os jovens? Quais valores cultivar? “As novas gerações estão no centro da proposta educativa, porque são as crianças, os adolescentes, os jovens que mudarão o mundo. ‘Homens e mulheres novos’ – é o que se deseja – que estarão ‘unidos na diversidade’, em diálogo constante, a serviço dos valores da paz, da solidariedade e da fraternidade universal, no respeito aos direitos humanos e à dignidade do homem”.
O evento mundial dedicado ao Pacto deveria se realizar no dia 14 de maio, mas por causa da pandemia foi adiado para o dia 15 de outubro e se realizará de forma virtual. A que ponto estamos com a preparação do evento? “A pandemia nos obrigou a reconsiderar toda a proposta e o encontro marcado de outubro será uma primeira etapa de aproximação do evento mundial que esperamos celebrar mais para a frente com o Papa. A Congregação para a Educação Católica – encarregada pelo Santo Padre para promover o evento – confiou à Escola de Alta Formação EIS da universidade LUMSA a coordenação científica da iniciativa e nesta fase se trabalha para instaurar relações e encaminhar processos: por exemplo, foi constituída uma comissão com as organizações representativas do mundo educativo em nível global. Além disso, estamos reunindo as experiências educativas internacionais a serem publicadas no site do evento, como um Observatório do Pacto Educativo, e as palestras realizadas no decorrer dos encontros preparatórios que comporão uma publicação.
Claudia Di Lorenzi
12 Out 2020 | Sem categoria
A pandemia não traz apenas consequências imediatas graves, mas também muitas vezes faz vir à tona problemas anteriores de natureza pessoal, social e política. No texto a seguir, Chiara Lubich destaca o primeiro passo essencial para quem realmente deseja mudar o mundo. Um grande psicólogo do nosso tempo disse: “Muito raramente, a nossa civilização procura aprender a arte de amar e, apesar da busca desesperada de amor, todo o resto é considerado mais importante: sucesso, prestígio, dinheiro, poder. Gastamos quase toda a nossa energia para alcançar esses objetivos e não reservamos nenhuma para conhecer a arte de amar»[1]. A verdadeira arte de amar emerge por inteiro do Evangelho de Cristo. Colocá-la em prática é o primeiro e imprescindível passo a ser dado para que se desencadeie a revolução pacífica, mas tão incisiva e radical, que muda tudo. Ela atinge não apenas o campo espiritual, mas também o humano, renovando cada sua expressão: cultural, filosófica, politica, econômica, educativa, científica etc. É esse o segredo da revolução que possibilitou aos primeiros cristãos invadirem o mundo então conhecido.[…] Esse amor não é feito apenas de palavras ou de sentimento, é amor concreto. Exige que nos “façamos um” com os outros, que “vivamos”, de certo modo, o outro em seus sofrimentos, em suas alegrias, em suas necessidades, para entendê-lo e poder ajudá-lo com eficácia.
Chiara Lubich
De: Chiara Lubich, A arte de amar, São Paulo, Cidade Nova, 2006, págs. 27-28. [1] E. Fromm, E. A arte de amar. São Paulo: Martins Fontes, 2000, p.18.
10 Out 2020 | Sem categoria
Entrevista a Saverio D’Ercole, diretor de produção de Casanova Multimedia que, com Rai Fiction, está produzindo o filme para TV sobre Chiara Lubich. https://vimeo.com/465809050
8 Out 2020 | Sem categoria
EcoOne, iniciativa ecológica do Movimento dos Focolares, organiza o encontro internacional “Novos caminhos rumo à ecologia integral: cinco anos depois da Laudato Si”, em Castelgandolfo (Roma, Itália) de 23 a 25 de outubro de 2020. A história do nosso planeta é composta por relações entre as suas partes. Concentremo-nos sobre três delas: a atmosfera, os organismos vivos e a humanidade. Há 2,5 bilhões de anos, não havia oxigênio na atmosfera e a vida humana não teria sido possível. Depois, graças à contribuição de inúmeros e (aparentemente) insignificantes organismos unicelulares, simples e (aparentemente) banais – as cianobactérias – o ar foi enriquecido de oxigênio até assumir a sua composição atual. Este é um exemplo de um efeito positivo dos organismos vivos sobre a atmosfera, ao menos do nosso ponto de vista. Mais recentemente começou a formar-se o carvão das florestas mortas (cerca de 350 milhões de anos atrás) e o petróleo dos micro-organismos mortos (cerca de 100 milhões de anos atrás). Graças a estes processos os organismos vivos retiraram o gás carbônico da atmosfera. A partir do século XIX a humanidade queimou de maneira maciça o carvão e o petróleo, repondo o gás carbônico na atmosfera, causando, enfim, o aquecimento global. Neste caso, o efeito do homem sobre a atmosfera é negativo, sempre do nosso ponto de vista.
No dia 11 de setembro de 2020 foi publicado em Science, uma importantíssima revista científica, o seguinte gráfico que mostra que – se não forem reduzidas as emissões de gases com efeito estufa – as calotas de gelo continentais desaparecerão até o ano 2100, e as polares até 2300: o clima voltará ao que era a cerca de 50 milhões de anos. A Terra sobreviverá, mas as consequências na humanidade podem ser graves em termos de eventos meteorológicos extremos, inundações, secas e elevação do nível do mar: não temos muito tempo para enfrentar o desafio de refazer as relações harmoniosas entre a humanidade e as outras partes do nosso planeta. Mas por que continuamos a queimar combustíveis fósseis?
O motivo foi explicado pelo Papa Francisco na encíclica Laudato Si, de 2015, e sintetizado no dia 3 de maio de 2019 em seu discurso a alguns representantes da indústria mineral: “A precária condição da nossa casa comum é, em grande parte, resultado de um modelo econômico falacioso seguido por longo tempo. É um modelo voraz, orientado ao lucro, míope e embasado na concepção errada de um crescimento econômico ilimitado. Ainda que muitas vezes vejamos os seus efeitos desastrosos no mundo natural e sobre as vidas das pessoas, continuamos resistentes às mudanças”. EcoOne, iniciativa ecológica do Movimento dos Focolares, organiza o encontro internacional “Novos caminhos rumo à ecologia integral: cinco anos depois da Laudato si”, que acontecerá em Castelgandolfo (Roma), de 23 a 25 de outubro de 2020, e será transmitido nas principais línguas do mundo. Terão a palavra relatores renomados, que ilustrarão os desafios ambientais contemporâneos que a ciência, a tecnologia, a economia e a sociedade devem enfrentar, com o objetivo de contribuir à mudança desejada pelo Papa Francisco, abrindo um diálogo transdisciplinar, inter-religioso e multicultural sobre o cuidado com a nossa casa comum. (Maiores informações sobre como conectar-se com o evento serão disponibilizadas em www.ecoone.org)
Luca Fiorani
6 Out 2020 | Sem categoria
Qual é a mensagem da jovem bem-aventurada hoje aos jovens e a todos nós que vivemos os tempos incertos da pandemia? Perguntamos a Chicca Coriasco, a melhor amiga histórica de Chiara Luce, 10 anos após sua beatificação e 30 anos após sua morte. Em 25 de setembro de 10 anos atrás, éramos vinte e cinco mil dentro e especialmente fora do santuário romano do Divino Amor para celebrar a beatificação de Chiara Badano. Naquele dia, a santidade tornou-se algo mais próximo e acessível para muitos jovens (e não apenas) de todo o mundo, que viram nesta jovem italiana de dezenove anos, alegre e profunda, capaz de viver e morrer por Deus, um modelo alcançável e imitável. Hoje, trinta anos após sua morte, em 7 de outubro de 1990, é impossível calcular quantas pessoas “conheceram” Chiara Luce, basta pensar que exatamente um ano atrás – e antes que a pandemia e o lockdown nos forçassem a formas alternativas de encontro e comunicação – Maria Teresa Badano, a mãe de Chiara e Chicca Coriasco, sua melhor amiga, estavam na Argentina. Em 13 dias viajaram mais de dois mil quilômetros, cruzaram quatro regiões, fazendo com que mais de 8 mil pessoas se encontrassem com Chiara Luce Badano. Fizemos algumas perguntas a Chicca. Após 30 anos da sua morte, Chiara Luce continua presente e amada… Como você explica este seguimento por tantos jovens que não diminui, mas cresce com o tempo? Chiara soube fazer sobressair o melhor naqueles que a rodeavam, e comigo ela sempre teve sucesso, assim como sempre fez com seus pais. Penso que esta maravilha continua a ser feita com todos os que entram em contato com ela, mesmo hoje. Ela nunca fez muitos discursos ou coisas extraordinárias, mas extraordinário foi aquele Sim que ela disse a Deus momento por momento, um passo de cada vez, com simplicidade: é isso que, então como agora, continua conquistando e fascinando muitas pessoas, especialmente os jovens. Pode nos dizer qual foi o momento mais importante que você viveu com ela? Foi o pacto que fizemos entre nós em 22 de agosto de 1990. Dissemos uma a outra que aquela que partisse para o céu primeiro ajudaria a outra a chegar lá, enquanto a que ficasse tentaria preencher o vazio deixada pela outra. Trinta anos depois posso dizer que provavelmente houve um plano que foi revelado em cenários que eram então inimagináveis, que adquiriram significado e realização que continuam até os dias de hoje. O que Chiara Luce tem a dizer aos jovens de hoje? De vez em quando tenho tentado imaginar Chiara vivendo neste tempo… Provavelmente, assim como ela foi capaz de fazer em sua vida, ou seja, viver sem nunca se voltar para trás, olhando para frente com coragem e determinação, concentrando-se na beleza que ainda hoje existe, nas novas ocasiões que este cenário de suspensão nos faz descobrir. Chiara Lubich nos disse que, além do sofrimento de Jesus na cruz, também o nosso era necessário para cooperar na construção de um mundo mais unido: “Uma vida de meias medidas”, disse, “é muito pouco: Deus propõe-lhe algo grande, depende de você aceitá-lo ou não”. Foi a experiência que Chiara Luce fez e nós, seus amigos, fizemos junto com ela. Hoje, mais do que nunca, estas palavras de Chiara Lubich são muito atuais e praticáveis. Quem é Chiara Luce HOJE para você? Ela está sempre presente em todos os aspectos da minha vida. Não sei se ela está satisfeita comigo, mas me sinto próximo dela, e espero que ela continue me ajudando a ser fiel aos meus ideais, que eram os mesmos que os dela. No novo livro publicado há um ano e editado pela Fundação, “Nel mio stare il vostro andare”, onde muitas testemunhas diretas contaram sua amizade com Chiara Luce, de repente, eu me voltei diretamente para ela: “Querida Chiara – eu lhe escrevi – eu adoraria abraçá-la novamente e compartilhar com você tantos desafios, suspensões e descobertas íntimas. Mas para dizer a verdade, já foi um pouco assim todos estes anos (….) Continue a nos acompanhar, como você sabe fazer, com seus “toques” e sua presença silenciosa, mas que existe e sempre existiu, eu conto com isso! Te amo, Chicca”. Quais são os compromissos que a Fundação Chiara Badano planejou para o futuro próximo? Este ano, devido às restrições sanitárias impostas pela pandemia, não é possível visitar o quarto de Chiara. Durante os 10 anos da Beatificação, publicamos em seu site oficial (www.chiarabadano.org) um vídeo que retrata esses momentos inesquecíveis. Durante os 30 anos desde sua “partida”, ao invés disso, produzimos outro vídeo que nos permite reviver, através da voz das testemunhas, algo dos últimos dias de Chiara. O vídeo estará disponível no site a partir de 7 de outubro de 2020, a partir das 4h10 (hora do seu falecimento). Finalmente, no dia 25 de outubro, festa litúrgica de Chiara Luce, compartilharemos com o Bispo da Diocese de Acqui e Ator da Causa de Canonização de Chiara, a celebração da missa solene, o “Time out” no Cemitério ao meio-dia e a cerimônia de premiação dos vencedores do Prêmio Chiara Luce Badano. Tudo pode ser acompanhado através de streaming no site. Há também vários eventos que estão sendo organizados ao redor do mundo: a Fundação quer ser o porta-voz e o canal desta luz que brilhará em muitos lugares do planeta.
Stefania Tanesini