5 Set 2020 | Sem categoria
No trabalho, na família, em todas as situações, para Omar e Lina, muçulmanos, os valores do diálogo e do encontro também entre diferentes crenças estão no centro. By Stefania Tanesini and Dalma Tímár. https://vimeo.com/430371065
3 Set 2020 | Sem categoria
Alguns projetos de solidariedade levados em frente pela Associação “Gota a Gota”, também em colaboração com outras organizações que atuam no sudeste da Ásia.
As vítimas do coronavírus no mundo continuam a apresentar números muito altos. Mas muitas mais são as pessoas que, embora não tendo contraído o vírus, pela situação econômica e social que se criou, se encontram em condições de extrema pobreza desprovidas, em alguns casos, inclusive do necessário diário para viver. Também nestas situações, se multiplicam as iniciativas de solidariedade, fruto de redes que ultrapassam, às vezes, as fronteiras nacionais. No Vietnam, por exemplo, a região de Long An, ao sul de Ho Chi Minh City, tem faixas de pobreza muito profundas. Aqui, a serem atingidas pelas consequências da pandemia, são as camadas mais vulneráveis da sociedade. Muitos, também entre os idosos, que viviam da venda dos bilhetes de loteria, com o bloqueio das atividades, se viram obrigados a ficar fechados em casa, com muita frequência reduzidos à fome. Precisamente nesta região, atua a associação “Gota a Gota” com sede na Suíça, coordenada por um focolarino italiano, Luigi Butori que vive há muitos anos na Ásia. Entre os voluntários e os apoiadores dela, em vários países do mundo, existem muitos amigos do Movimento dos Focolares. “Gota a Gota” há alguns anos trabalha atuando mais de 20 projetos de solidariedade na Tailândia, Myanmar e Vietnam.
Em Long An, a associação distribui cerca de 40 rações de leite e alimentos cada mês. Entre as pessoas ajudadas, além dos idosos, também portadores de deficiência, adultos deixados sozinhos, crianças abandonadas com os avós ou pessoas que sofrem pelas consequências de graves acidentes, como An, de 14 anos, que ficou paralítica e obrigada a viver numa cama. Localmente, a associação tem uma pessoa que intervém todas as vezes que é necessário. Graças a estes colaboradores voluntários locais, procura chegar assim aos “últimos dos últimos” e levar, além de ajudas materiais, também um apoio que faça com que eles sintam que não estão sozinhos enfrentando um período dramático da história humana. Este, para os responsáveis de “Gota a Gota” é um elemento muito importante da atividade deles: fazer com que as pessoas sintam que não estão abandonadas, mas que existe alguém que cuida delas começando com dar um sorriso. O projeto de Long An vai em frente há cerca de dois anos e é sustentado com a ajuda das crianças de algumas classes escolares e de várias famílias em diversos países do mundo. Muitas pessoas que enviam pequenas somas de dinheiro e que, como diz o nome da associação, como muitas pequenas gotas permitem trazer grandes quantidades de ajudas. Mas “Gota a Gota” atua também ao longo da fronteira entre a Tailândia e o Myanmar, com um outro projeto que sustenta as crianças Karen em várias aldeias de Mae Sot, no campo de refugiados de Mae La, no orfanato Heavenly Home. Mesmo se em período de pandemia, os voluntários de “Gota a Gota” enfrentaram recentemente uma longa viagem para ir encontrá-las e lhes entregar também ajudas materiais. “Três belíssimos dias – contam – durante os quais recebemos muito mais do que quanto demos”. E para concluir, durante o período de difusão da Covid-19, “Gota a Gota” pôde colaborar com a Caritas Singapura e a Caritas Vietnam, junto com outras Associações que atuam no sudeste da Ásia, para um projeto direcionado a distribuir 1.200 cestas básicas a famílias na região de Binh Thanh, em Ho Chi Minh City.
Anna Lisa Innocenti
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2 Set 2020 | Sem categoria
Conciliar profissão e paternidade segundo os valores do Evangelho: a experiência de um médico peruano na linha de frente na luta contra a COVID-19. Sou médico há 25 anos e pai desde os 17, mas percebi que ainda não aprendi a ser um nem outro em coerência com os valores nos quais acredito. Esses tempos de pandemia estão se mostrando uma verdadeira escola para mim, para crescer em ambos os papeis, inclusive em aspectos que até agora eram subestimados não só por mim, mas pela maioria das pessoas.
Desde o início dessa pandemia mundial, trabalho em um hospital de campanha para pacientes com a Covid na cidade de Piura, no norte de Peru, o primeiro na cidade. Acompanho os doentes recuperados e vi mais pacientes morrerem nesses últimos três meses do que nos 25 anos como médico. Eu me formei em uma das melhores faculdades de medicina do país com prestígio acadêmico e rigor científico. Essa doença terrível me fez descobrir os limites, a impotência e a frustração da medicina diante desse vírus desconhecido. Apesar da administração de oxigênio e as terapias que a ciência nos coloca à disposição, vi meus pacientes sofrerem muito e morrerem de asfixia, e todos os dias nos deparamos com a falta de profissionais e equipamentos em um hospital como o nosso, em um país pobre. E me sinto impotente e frustrado muitas vezes diante dos pacientes quando a doença se torna agressiva! Em meio à desorientação geral, ouvia-se o grito: “Estou com sede! Água, por favor! Alguém me dê água! Água”; às vezes, as pessoas ficavam resmungando e, só quando nos aproximávamos delas e perguntávamos se queriam algo para beber é que balançavam a cabeça. Foi assim que, além do meu trabalho, comecei a dar algo de beber a todos que me pediam, a arrumar o travesseiro, a pegar nas mãos deles, a acariciar a cabeça, a massagear as costas quando me pediam, a passar o balde de urinar. Ou simplesmente os ajudava a caminhar, rezava com eles ou por eles e, no fim, procurava lhes confortar nos últimos momentos. Entendi que a medicina tem uma dimensão dupla: aquela da autoridade, apoiada na ciência que geralmente cura, mas também tem a dimensão do ser humano, baseada na misericórdia e no amor que vêm que Deus e se exprimem em atos cotidianos e simples que muitas vezes curam a alma. Ciência e humanidade plena, conhecimento e misericórdia, corpo e alma, homem e Deus, razão e fé: é uma moeda de dois lados que torna pleno o doar e o viver; um equilíbrio delicado de se atingir. Entre o trabalho extenuante no hospital, a sobrecarga de emoções intensas e minhas fraquezas, voltava para o jantar em casa com um só desejo: descansar e desabafar. Meu filho mais velho, no auge da adolescência, frustrado por causa do lockdown e com a energia da juventude, começou a discutir com todos, principalmente comigo. Tratava-me como um adversário ou inimigo e estar à mesa era como um campo de batalha. Inicialmente, dominado pelas minhas paixões e impulsos, nos encontramos em uma espécie de luta amarga com tons ofensivos. Pela enésima vez, vi minha autoridade comprometida e a tentativa de impô-la a força piorou as coisas. Em casa, também descobri outros aspectos da minha paternidade como a misericórdia e a humildade e assim comecei a me calar e a oferecer a Deus o meu perdão diante das ofensas, mas também a exprimir e pedir desculpas se eu percebia que tinha passado dos limites. Procurei ler no comportamento agressivo do meu filho um pedido de ajuda e de afeto; a calar-me mais para atenuar o tom das discussões e a continuar rezando sozinho e em família mesmo quando parecia ser inútil. Pouco a pouco, nosso relacionamento está voltando ao normal. Mais uma vez esses dois eixos essenciais: autoridade e misericórdia. Será que não são expressões da vida divina?
Por Gustavo E. Clariá
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1 Set 2020 | Sem categoria
“Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação”. O compromisso dos Focolares com a adesão à iniciativa “O Tempo da Criação” e com uma reunião em outubro de 2020.
O dia 1º de setembro é o “Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação”. A data foi estabelecida pelo Papa Francisco em 2015, no ano da Encíclica Laudato si’. Nela o Papa convida a todos a se comprometerem com os cuidados da Criação. É a nossa casa, o nosso bem mais precioso. E ele pede que superemos o atual sistema sócio-econômico. Não podemos mais explorar o planeta Terra como se existissem recursos naturais ilimitados. Devemos agir rapidamente e encontrar um modelo diferente de desenvolvimento. O que podemos fazer para sermos mais concretos? A Laudato si’ mostra um caminho para uma “conversão ecológica”: mudar os estilos de vida e tentar colocar em prática os princípios da ecologia integral. Neste texto, portanto, o Pap não fala apenas do meio ambiente, mas também da política, da economia, da sociedade. É necessário partir de nós mesmos, de nossas escolhas diárias de consumo, das eleições, para escolher políticos mais atentos aos cuidados com a natureza; para ter mais influência na sociedade a fim de aumentar as energias renováveis e diminuir o uso de fontes fósseis. Também este ano o Movimento dos Focolares adere à iniciativa “O Tempo da Criação”, celebração anual de oração e ação pela nossa casa comum que começa em 1º de setembro e termina em 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, o santo padroeiro da ecologia, amado por muitas denominações cristãs. Esta rede global incentiva a todos a organizar eventos e registrá-los no site. Uma iniciativa ecumênica com raízes de trinta anos: em 1989, foi o Patriarca da Igreja Ortodoxa de Constantinopla, Dimitrios, que deu o impulso decisivo às diversas Igrejas cristãs para declararem conjuntamente o 1º de setembro “Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação”. O tema sugerido para este ano é “Jubileu pela Terra: novos ritmos, nova esperança”. Um evento útil para considerar a relação integral entre o repouso da Terra e as formas de vida ecológica, econômica, social e política, especialmente como resultado dos efeitos de longo alcance causados pela pandemia global da Covid-19. De 23 a 25 de outubro, em Castel Gandolfo (Itália), haverá também um encontro organizado pela EcoOne – rede ecológica do Movimento dos Focolares – que contará com a presença de especialistas, políticos, professores universitários, organizações e associações, para examinar o impacto da Laudato si’ no mundo contemporâneo e os novos caminhos explorados para uma ecologia integral. O evento tem como objetivo destacar o papel que indivíduos e entidades sociais podem desempenhar no cuidado da nossa casa comum.
Este também é um ano especial, porque no dia 24 de maio passado, por ocasião do quinto aniversário da Encíclica, o Papa Francisco anunciou um ano extraordinário – até 24 de maio de 2021 – da “Laudato si’”. A urgência da situação é tal que requer respostas concretas e imediatas envolvendo todos os níveis, tanto local como regional, nacional e internacional. Em particular, é necessário criar “um movimento popular”, a partir da base, e uma aliança entre todos os homens de boa vontade. Por este motivo, é importante participar de iniciativas como “A Hora da Criação” ou da reunião EcoOne, em outubro próximo. Como nos lembra o Papa Francisco, “todos nós podemos colaborar como instrumentos de Deus para o cuidado da criação, cada um com sua própria cultura e experiência, suas próprias iniciativas e habilidades. (LS, 14)
Lorenzo Russo
31 Ago 2020 | Sem categoria
Em muitos países, as restrições devido à pandemia do coronavírus também bloquearam todas as formas de encontros religiosos, de cultos, de orações. No entanto, o desejo dos fiéis de estarem com Deus não diminuiu. O que fazer? Chiara Lubich propõe um caminho original. “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos”(Mt 28,20). […] Jesus dirige essas palavras aos discípulos […] (mas) pensava também em todos nós, que haveríamos de viver a vida complexa do dia a dia. Sendo Ele o Amor feito homem, deve ter pensado: “Eu gostaria de estar sempre com os homens; gostaria de partilhar com eles todas as suas preocupações, gostaria de os aconselhar, gostaria de caminhar com eles pelas ruas, entrar nas casas, reavivar a alegria deles com a minha presença”. Foi por isso que Ele decidiu permanecer conosco e fazer-nos sentir a sua proximidade, a sua força, o seu amor. […] Se vivermos tudo o que Ele mandou, e de modo especial o seu mandamento novo, poderemos experimentar esta sua presença inclusive fora das igrejas, em meio às pessoas, lá onde vive o povo, em todo lugar. A parte que cabe a nós é manter o amor mútuo, de serviço, de compreensão, de participação nas dores, nos anseios e nas alegrias dos nossos irmãos; aquele amor que é típico do cristianismo, que tudo cobre, que tudo perdoa. Procuraremos viver assim, para que todos tenham já nesta terra a possibilidade de se encontrar com Jesus.
Chiara Lubich
Tirado de: Parola di Vita, Maggio 2002, in: Chiara Lubich, Parole di Vita, pag. 657. Città Nuova Ed., 2017.
29 Ago 2020 | Sem categoria
O coronavírus continua a contar mil “histórias” como a de Sher Khan. Embora a sua seja vivida em uma herança – a fraternidade – e em muitos amigos como Marta e Javed. By Anita Martinez and Dalma Tímár. https://vimeo.com/430018854