25 Jan 2020 | Sem categoria
“Pode-se ser muito fortes mesmo sendo mansos e abertos às boas razões dos outros”, aliás, “só assim é que somos verdadeiramente fortes”: foi este o ensinamento de Chiara Lubich nas palavras de Mattarella, que acolhe o convite de Maria Voce ao “extremismo do diálogo”

© Domenico Salmaso – CSC Audiovisivi
O presidente da República italiana Sergio Mattarella participou com um pronunciamento entusiasta à cerimônia que relembrou a fundadora Movimento dos Focolares no centenário do seu nascimento. O eventou realizou-se no último sabado, 25 de janeiro, no Centro Mariápolis “Chiara Lubich” de Cadine (Trento, Itália). O chefe de Estado foi recebido por Maria Voce, presidente do Movimento, e pelas autoridades locais, juntamente com os cidadãos: presentes na sala mais de 400 pessoas e 500 nas salas interligadas, em Cadine e em Trento; mais de 20 mil as visualizações do streaming. A dimensão artística, com a direção de Fernando Muraca, foi o pano de fundo da narração, traçando as passagens mais significativas da vida de Chiara como mulher em relação. Entre músicas e imagens, intercalaram-se as vozes das autoridades civis e eclesiais. O presidente da Província Autônoma de Trento, Maurizio Fugatti, sublinhou que Chiara representa, junto com figuras como De Gasperi, “a excelência desta terra”. Um território, o Trentino, do qual colocou em relevo três caracteristicas: a força de vontade, o Movimento cooperativista, o ser terra de fronteira. “Chiara soube interpretar esta origem – afirmou – que também é um traço distintivo da nossa autonomia, da nossa especificidade”. 
© Domenico Salmaso – CSC Audiovisivi
O arcebispo de Trento, D. Lauro Tisi, agradecendo o seu predecessor Carlo De Ferrari que na época captou “o dedo de Deus” na espiritualidade de Chiara Lubich, recordou que “se hoje o carisma abraça toda a humanidade devemos a este Bispo, que o protegeu”; e indicou na provocação de “Cristo abandonado” a sua grande atualidade. Alessandro Andreatta, prefeito de Trento, expressou a sua alegria relembrando “a jovem que há quase oitenta anos atrás colocou-se ao serviço dos pobres” e que “continua ainda hoje a convidar-nos à abertura, ao acolhimento, ao compromisso pelos outros e com os outros. Porque desde o início a experiência de Chiara não foi pessoal, isolada, solitária, mas um empenho que se compreende apenas se visto segundo o paradigma da relação”. Também foram apresentados vários testemunhos, que exprimiram a tenácia no quotidiano de pessoas que foram e são inspiradas por Chiara e pelo seu carisma na própria atividade. Amy Uelman, docente de Ética e Direito na Georgetown University de Washington, forma os seus estudantes a enfrentar argumentos divisórios evitando conflitos; os empresários Lawrence Chong e Stanislaw Lencz, com as suas empresas comtribuem a uma economia solidária e sustentável; Arthur Ngoy e Florance Mwanabute, médicos congoleses dedicam-se aos cuidados dos mais fracos e à formação sanitária. E ainda a história de Yacine, imigrante argelino, acolhido como um irmão por alguns jovens italianos depois da difícil viagem através dos Montes Balcãs. Também ouviu-se o testemunho do ex-prefeito de Trento, Alberto Pacher, que junto com professores e alunos acolheu o convite – através do telefonema de uma criança – do qual nasceram os projetos Tutto pace (Tudo paz) e Trento, una città per educare (Trento, uma cidade para educar). 
© Domenico Salmaso – CSC Audiovisivi
“A luz transmitida por Chiara supera os confins do Movimento dos Focolares e encoraja e inspira muitos homens e mulheres de boa vontade em todas as partes do mundo, como este aniversário manifesta”, afirmou a presidente dos Focolares Maria Voce. “Assim como todos vocês, sinto a presença de Chiara viva, ativa, perto de mim todos os dias. Ela nos impulsiona a ir em frente com coragem”. Disse palavras de incentivo a todos: “A esta sociedade que parece não ter raízes nem objetivos, é preciso responder com radicalidade, com o «extremismo do diálogo», alimentado pela cultura da confiança”. A tarde concluiu-se com o longo e entusiasta discurso do Presidente da República que indentificou, em particular na fraternidade, aplicada no agir civil e político, a cifra distintiva da espiritualidade de Chiara Lubich – reservando uma recordação calorosa também a Igino Giordani, que Mattarella conheceu, e que foi um intérprete de primeira ordem desta espiritualidade. Uma fraternidade que é “fundamento de civilidade e motor de bem-estar”, quando sem ela “corremos o risco de não ter a força para superar as desigualdades e para sanar as fraturas sociais”. Chiara Lubich, propondo com vigor a cultura do dom e do diálogo, em particular o inter-religioso que “nesta estação histórica é decisivo pela paz”, intuiu “com espírito de profecia” qual era a estrada a ser seguida. Um ensinamento que prova como “se pode ser muito fortes mesmo sendo mansos e abertos às boas razões dos outros. Aliás, para dizer tudo com sinceridade, como demonstra a vida de Chiara Lubich, somente deste modo é que somos verdadeiramente fortes”.
Stefania Tanesini
24 Jan 2020 | Sem categoria
A direção é confiada a Giacomo Campiotti. As filmagens começarão em breve e acontecerão em Roma e em Trento, cidade natal da Lubich. “A força de uma figura como a de Chiara hoje é fazer-nos olhar para o outro como uma possibilidade, um presente, alguém que traz uma semente da verdade a ser valorizada e amada, por mais distante que possa ser. A fraternidade universal como pressuposto de diálogo e de paz”. Diz no comunicado de imprensa no qual Luca Barbareschi, produtor de Eliseo Fiction, e Rai Fiction dizem estar “orgulhosos” por anunciar que será realizado um filme sobre Chiara Lubich pela televisão italiana. A direção foi confiada a Giacomo Campiotti. As filmagens começarão em breve e serão realizadas em Roma e em Trento, a cidade natal da Lubich. A nota continua explicando que “Chiara era muito jovem quando, nos anos da Segunda Guerra Mundial, sentiu-se chamada a construir um mundo melhor, um mundo mais unido. Desde então, ela assumiu como objetivo a construção de pontes entre os homens, de qualquer raça, nação ou crença religiosa. (…) A mensagem de Chiara não pertence apenas ao mundo católico e a sua figura contribuiu para valorização da mulher e do seu papel também e principalmente fora da instituição eclesiástica”.
Pela redazione de focolare.org
24 Jan 2020 | Sem categoria
No dia 7 de dezembro de 2019 foi inaugurada a Exposição internacional dedicada à pessoa e ao carisma de Chiara Lubich. Trata-se da primeira exposição multimidiática realizada sobre ela. Giuseppe Ferrandi, diretor do Museu histórico do Trentino e Anna Maria Rossi, um dos curadores, falam das primeiras ideias, do percurso e das novidades. https://vimeo.com/378589977
21 Jan 2020 | Sem categoria
Há 100 anos nascia, em Trento, a fundadora do Movimento dos Focolares. A palavra da Presidente Maria Voce. Num mundo em que “continuamente emergem correntes de particularismos e de divisões e surgem novos muros e novas fronteiras” a mensagem de unidade de Chiara Lubich é “de extrema atualidade”. É este o pensamento central de um vídeo-mensagem com o qual Maria Voce, Presidente do Movimento dos Focolares, recorda hoje, 22 de janeiro de 2020, os 100 anos do nascimento da fundadora dos Focolares. https://vimeo.com/385947820 texto da mensagem
20 Jan 2020 | Sem categoria
A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é comemorada todos os anos, no hemisfério norte, de 18 a 25 de janeiro, no hemisfério sul, entre a festa da Ascensão e a de Pentecostes. Para 2020, o lema escolhido é um versículo dos Atos dos Apóstolos, proposto por cristãos de várias Igrejas da ilha de Malta: “Mostraram extraordinária gentileza para conosco” (At 28,2). Para esta ocasião, propomos um trecho do discurso que Chiara Lubich fez em 27 de outubro de 2002 na Catedral protestante de São Pedro, em Genebra (Suíça). O amor! Quanto o mundo precisa de amor! E muito mais nós, cristãos! Todos juntos, das várias Igrejas, somos mais de um bilhão. Somos muitos e deveríamos ser bem visíveis. Mas infelizmente estamos tão divididos que muitos não nos veem, nem veem Jesus por meio da nossa vida. Ele disse que o mundo nos teria reconhecido como seus discípulos e, em nós, o teria reconhecido, pelo amor recíproco, pela unidade: «Nisso conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13,35). O amor recíproco, a unidade deveria ser o nosso distintivo e o distintivo da Igreja de Cristo. Mas não mantivemos a plena comunhão visível e ela ainda não existe. Por isso, temos a convicção de que também as Igrejas devem se amar com este amor, e nos esforçamos para trabalhar nessa direção. Quantas vezes as Igrejas parecem ter esquecido o Testamento de Jesus e escandalizaram, com as suas divisões, o mundo, que deviam conquistar para ele! De fato, se olharmos para a nossa história de 2000 anos e sobretudo aquela do segundo milênio, não podemos deixar de constatar que foi muitas vezes uma sucessão de incompreensões, de brigas, de lutas que rasgaram em várias partes a túnica sem costuras de Cristo, que é a sua Igreja. A culpa é das circunstâncias históricas, culturais, políticas, geográficas, sociais, mas também do desaparecimento entre os cristãos do elemento unificante, tipicamente nosso: o amor. É por isso que agora, na tentativa de sanar hoje todo o mal que se fez e para ter novas forças para recomeçar, é necessário depositar toda a nossa confiança neste amor evangélico. Se difundirmos o amor e o amorrecíproco entre as Igrejas, esse amor, mesmo na diversidade, fará com que cada Igreja seja um dom para a outra. Caríssimos irmãos e irmãs. Já compreendemos: o tempo presente exige de cada um de nós o amor, a unidade, a comunhão, a solidariedade. Mas convida as Igrejas a recompor a unidade rompida há séculos. É esta a Reforma das reformas que o Céu pede a nós. É o primeiro e necessário passo rumo à fraternidade universal, com toda a humanidade. O mundo, de fato, acreditará se nós estivermos unidos. Jesus disse: «Que todos sejam um (…) para que o mundo creia» (Cf. Jo 17,21). É isso que Deus quer! Acreditem no que digo! E o repete e grita com as circunstâncias presentes que Ele permite. Que Ele nos dê a graça de preparar essa realidade, ainda que não a vejamos realizada.
Chiara Lubich
Tirado de: Il dialogo è vita (Città Nuova 2007, pag. 16-33)
17 Jan 2020 | Sem categoria
O Movimento dos Focolares ao lado dos muitos que sofreram perdas e danos: “A pessoa com a sua vivência e as suas exigências está no centro dos nossos esforços. Ouvir, acolher, compartilhar é o que nos empenha nestas horas. Mas um grande esforço será necessário para planejar a reconstrução”. Não se interrompe a solidariedade para com as vítimas do terremoto que atingiu a Albânia no dia 26 de novembro de 2019, causando 52 mortos, mais de 2 mil feridos e danos enormes às estruturas. A cerca de dois meses do abalo sísmico, iniciativas de arrecadação de fundos, eventos comemorativos e intervenções de ajuda no território envolvem instituições, realidades eclesiais e assistenciais. Passada a emergência, todas as energias estão endereçadas a promover a coordenação das forças em campo, para planejar e encaminhar a reconstrução. Na incerteza do presente, grande conforto vem do se sentir parte de uma família, uma rede alargada de pessoas que garante apoio e proximidade. Está aqui o coração do empenho que vê na linha de frente o Movimento dos Focolares. Ouvimos Fabio Fiorelli, focolarino que vive e trabalha em um dos centros de Tirana.
Desde a noite do terremoto, quais iniciativas pôde realizar o Movimento em apoio às pessoas atingidas? “Alguns de nós se puseram em conexão com a Caritas nacional e diocesana colaborando em preparar vestuário e cobertas a serem entregues a quem estava fora de casa, e indo às estruturas provisórias de acolhida para dar atenção às pessoas e brincar com as crianças. Por proposta das famílias participantes do Movimento, no dia 21 de dezembro passado preparamos uma tarde de festa de Natal para as crianças menores – e não só – com cantos, brincadeiras, o presépio ‘vivo’ e os presentes de Papai Noel: uma pausa de serenidade e de comunhão para ir em frente. Além disso, em Durrës, uma psicóloga do Movimento, ela mesma com a casa avariada, colabora com uma equipe que vai até aldeias da periferia muito atingidas pelo terremoto, onde as pessoas vivem em barracas e faltam bens primários. Em nível muito prático, foram recenseadas as famílias do Movimento que sofreram graves danos nas suas casas, nossos engenheiros fizeram inspeções e foram feitas análises dos custos para reconstruir as habitações”. Que outras atividades vocês têm em programa? “Foi elaborado um “projeto” com objetivos e estratégias a serem empreendidos em sinergia com a Associação Mundo Unido (AMU), vinculada ao Movimento, e estamos à espera de poder iniciar a sua concretização”. Desde as primeiras horas depois do terremoto, em plena fase de emergência, Marcella Ioele, responsável de um dos centros dos Focolares de Tirana, junto com outros, chegou a Durrës e às áreas limítrofes para dar início às primeiras ajudas em coordenação com a Caritas e a Igreja local e para dar apoio às vítimas. Perguntamos a ela quais experiências a impressionaram nas conversas com as pessoas desalojadas: “Uma jovem me contou que no início dos abalos, o seu irmão, que estava em casa com a família, instintivamente fugiu para sair do edifício, mas voltou atrás imediatamente para cuidar deles. Este gesto a ajudou a entender que nestes momentos não deve pensar só em si mesma, mas naqueles que estão ao seu lado. Uma outra adolescente gostaria de agir para ajudar quem está em dificuldade, mas tendo que cuidar da mãe idosa não podia se afastar. Porém – nos disse – podia dar atenção e consolação aos muitos que passavam por lá, e estava feliz porque sentia que assim dava a sua contribuição”. Quais são, hoje, os sentimentos predominantes entre a população? “Por um lado, se reconhece como diante dos desmoronamentos existam responsabilidades de quem autorizou a construção de edifícios não seguros e se observa o despreparo na gestão da emergência. Por outro, a solidariedade manifestada na fase inicial pelos outros países suscita o desejo de que daqui possa recomeçar uma Albânia melhor. Ver povos, que até ontem estavam separados por antigos ódios, trabalhar juntos foi um sinal de esperança. Há grande gratidão sobretudo para com os kosovares que se tornaram presentes de modo muito forte, como que querendo retribuir aquele amor que tinham recebido quando estiveram aqui durante a emergência Kosovo. Alguns deles vieram pegar famílias para levá-las às suas casas. “O terremoto – me disse um jovem – aproximou-nos uns dos outros como nunca havia acontecido antes”. Outros nos disseram colher a presença de Deus também nesta realidade de dor”.
Claudia Di Lorenzi