29 Nov 2019 | Sem categoria
A comunidade local dos Focolares e a Coordenação de Emergências do Movimento, juntamente com a Caritas e outras famílias religiosas, estão trabalhando para ajudar as pessoas atingidas pelo terremoto. Na noite entre 25 e 26 de novembro passado, um forte terremoto atingiu a costa norte da Albânia, na área da cidade de Durres. Até o momento, existem pelo menos 47 mortos, 600 feridos e milhares de pessoas desabrigadas, mas parece que há muitas pessoas ainda sob os escombros. O terremoto causou enormes danos, desabou edifícios e centenas de pessoas sem-teto. Também foi sentido em outras áreas da Albânia e da costa do Adriático. A comunidade local dos Focolares está trabalhando com a Caritas Albânia, a Caritas diocesana, as paróquias e outras famílias religiosas para mapear o território, verificar casas, escolas, igrejas e edifícios danificados e planejar intervenções coordenadas. “Estamos juntos com a Caritas e outras realidades e, como sempre, trabalhamos juntos”, nos dizem de Tirana. Dedica-se especial atenção aos vilarejos e áreas distantes dos maiores centros urbanos – desconhecidas pela mídia – que também sofreram danos significativos. “Criar pontes, promover canais de comunicação, colocar em rede necessidades e recursos – enfatizam – é uma prioridade compartilhada”. O Movimento dos Focolares está atuando formas de apoio concreto, acolhendo famílias e pessoas que não podem retornar às suas casas danificadas, oferecendo acomodações nas casas de outras famílias em áreas não afetadas pelo terremoto. Também se oferece a possibilidade de fazer uma estimativa técnica dos danos sofridos. A presença dos Focolares é tangível na prestação de assistência psicológica às vítimas do terremoto, que também sofrem pelo estado de alerta contínuo devido à continuação dos tremores. A solidariedade foi expressa pelos centros dos Focolares na Macedônia e também os jovens do Movimento estão trabalhando para levar ajuda. Há uma consciência clara de que um esforço conjunto de coordenação é a prioridade desses primeiros dias de emergência, enquanto nos próximos meses será necessário estruturar um plano de reconstrução. O Papa Francisco também expressou sua proximidade espiritual e seu apoio paterno às pessoas e territórios atingidos: “Estou perto das vítimas, rezo pelos mortos, pelos feridos, pelas famílias – disse na Audiência geral da quarta-feira, 27 de novembro – Que o Senhor abençoe esse povo a quem tanto amo”. ——————————————————- Para aqueles que desejam colaborar, foram ativadas as seguintes contas-correntes: Azione per un Mondo Unito ONLUS (AMU) IBAN: IT58 S050 1803 2000 0001 1204 344 Código SWIFT/BIC: CCRTIT2T No Banca Popolare Etica Azione per Famiglie Nuove ONLUS (AFN) IBAN: IT11G0306909606100000001060 Código SWIFT/BIC: BCITITMM No Banca Intesa San Paolo MOTIVO: Emergência terremoto na Albânia ———————————————————– As contribuições depositadas nas duas contas-correntes para este fim serão geridas conjuntamente pela AMU e pela AFN. Para essas doações são previstos benefícios fiscais em muitos países da União Europeia e em outros países, de acordo com as diversas leis locais. Os contribuintes italianos poderão obter deduções de renda, de acordo com a lei prevista para as Onlus, de até 10% da receita e com o limite de € 70.000,00 por ano, com exceção das doações feitas em dinheiro.
28 Nov 2019 | Sem categoria
Sob o lema “Celebrar para encontrar” foi anunciada à imprensa a abertura do centenário de Chiara Lubich no próximo dia 7 de dezembro. Será iniciada em Trento (Itália), com a inauguração da mostra internacional “Chiara Lubich cidade mundo”.

© CSC Audiovisivi
“Chiara está viva. Está viva na espiritualidade que ela nos doou, na Obra que fundou e na quantidade inumerável dos seus seguidores, espalhados em todos os pontos da Terra”. Com estas palavras, a presidente dos Focolares, Maria Voce, resumiu o espírito com o qual o Movimento no mundo prepara-se para viver o 2020, ano em que se celebra o centenário do nascimento da fundadora. Chiara Lubich nasceu em 22 de janeiro de 1920 em Trento, cidade “piloto” que hospedará muitos dos eventos do centenário, entre os quais o de abertura oficial, no próximo dia 7 de dezembro com uma mostra internacional nas Galerias de Piedicastello. É uma data com um forte valor simbólico, porque foi em 7 de dezembro de 1943, durante o segundo conflito mundial, que Chiara consagrou-se a Deus, iniciando uma “aventura divina” da sua vida e daquela de milhões de pessoas no mundo. Durante a coletiva de imprensa realizada em 18 de novembro, junto à sede romana da Sala “Stampa Estera” (imprensa estrangeira), a Presidente explicou que a intenção do ano comemorativo – que tem como lema “Celebrar para encontrar” – não é aquela de recordar Chiara, mas aquela de “encontrá-la” nas suas realizações, nos testemunhos de quem viveu perto dela, na vida das pessoas do Movimento e na sua “mensagem de fraternidade, unidade e comunhão”. Uma mensagem que ela “viveu em primeira pessoa” estabelecendo relacionamentos “com pessoas muito diferentes por cultura, religião, etnia”, porque era convicta de que “Deus é Pai de todos e, portanto, somos todos irmãos”. Uma mensagem de fraternidade universal que hoje é mais do que nunca atual “por todas as correntes de particularismos e divisões, pelos muros que se erguem, as fronteiras que se procuram construir e que nós ao invés procuramos abater e somos convencidos de que se pode abater”. “A aventura de mandar os focolarinos no leste europeu foi uma contribuição à queda do muro”, explicou Andrea Riccardi, fundador da Comunidade de Santo Egidio – enquanto recorda o 30° da queda do muro de Berlim – que foi muito ligado a Chiara por uma profunda amizade espiritual. Para Riccardi, Chiara é uma “personagem histórica” com um perfil inédito: “numa história do Cristianismo dos anos 1900 feita em grande parte de homens” e que “às mulheres deixou algum ângulo de mística ou alguma experiência de caridade, Chiara foi uma mulher que fez a história em todos os sentidos: mística, caridade, mas também política, mudança de vida, paixão”. “A Unidade é a cifra com a qual se pode entender a sua existência, a sua busca de paz que é ecumenismo”, acrescentou recordando o seu relacionamento com o Patriarca Ecumênico Atenágoras, para depois afirmar que, precisamente enquanto mulher e mesmo não sendo teóloga, Chiara “entendeu mais do que os técnicos do ecumenismo”. Neste mundo de divisões e pequenas paixões, que “sofre principalmente pela falta de visão”, afirmou citando São João Paulo II, “Chiara pode ser muito impopular”, mas precisamente a sua visão pode fazer “reflorescer” a humanidade. O valor profético da mensagem da Lubich foi destacada por Maurizio Gentilini, histórico e pesquisador, autor da biografia “Chiara Lubich, a estrada da unidade entre história e profecia”, que em breve será publicada por Città Nuova Editora. Em relação às aquisições do Magistério da Igreja – observou – Chiara está “em sintonia profunda, com 20 anos em de antecedência, com aquelas que foram as intuições e o espírito do Concílio Vaticano II”. Além disso, “depois de séculos de hermenêuticas abstratas, parece que Chiara deu à trindade um valor empírico porque afirmava que nos somos feitos de relação” e “Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo, criou-nos à própria imagem, imprimindo em nós este desejo de comunhão”. Na época do individualismo e dos choques de civilização, ela assumiu este desejo e “o traduziu na necessidade do diálogo, que se torna o caminho privilegiado para contribuir para compor na fraternidade a família humana”. Na análise de Gentilini, a Lubich antecipou a necessidade de uma Igreja em saída, que encontrou “forte estímulo na Evangelii Gaudium de Papa Francisco”, e propõe o “critério do amor e da misericórdia” como guia à aplicação de todas as leis, que foi “o resumo de Amoris Laetitia”. 
© CSC Audiovisivi
Precisamente a Mostra que abre em Trento, Itália, o rico calendário de eventos nos cinco continentes – promovida pela Fundação Museu Histórico do Trentino e pelo Centro Chiara Lubich – no seu título “Chiara Lubich, Cidade Mundo” conta o nascimento e a difusão da mensagem de fraternidade universal de Chiara, que supera os confins daquela primeira cidade para propagar-se no mundo e alcançar outras culturas, religiões, sensibilidades, mas também aqueles do tempo presente, para se projetar no futuro com renovada intensidade. A escolha do lugar, além disso, é peculiar, explica Giuseppe Ferrandi, diretor da Fundação: trata-se de duas galerias fora de uso feitas de asfalto e cimento armado, construídas no coração de um bairro para dividir a praça da catedral. O encontro deste “lugar de periferia” com Chiara Lubich e a sua mensagem de unidade “é formidável”. No site www.centrochiaralubich.org encontram-se todos os detalhes da Mostra e dos próximos eventos.
Claudia Di Lorenzi
27 Nov 2019 | Sem categoria
Editado pela editora Città Nuova, o título Chiara Lubich. La via dell’unità tra storia e profezia (Chiara Lubich. O caminho da unidade entre história e profecia, em tradução livre) será apresentado – por enquanto em italiano – em antemão no dia 30 de novembro, próximo a Roma, no auditório da Policlínica Gemelli.
O título é Chiara Lubich. La via dell’unità tra storia e profezia (Chiara Lubich. O caminho da unidade entre história e profecia, em tradução livre) e o autor é o historiador italiano Maurizio Gentilini. Trata-se da última biografia escrita sobre a fundadora do Movimento dos Focolares às vésperas dos cem anos de seu nascimento. Estão previstas traduções em inglês, espanhol e coreano. Para quem mora em Roma ou próximo à cidade, será possível encontrar o autor no próximo dia 30 de novembro, no auditório da policlínica Gemelli, às 16h30. Trata-se de uma publicação em que a editora Città Nuova começou a trabalhar para esse centenário, que começa no próximo dia 07 de dezembro, data simbólica porque foi quando, em 1943, Chiara se consagrou a Deus, dando, assim, início à aventura do Movimento dos Focolares. O volume representa uma tentativa de leitura do percurso biográfico da fundadora do Movimento dos Focolares, a cem anos de seu nascimento e a doze de seu falecimento. Nasce como uma tentativa e uma divulgação, mas também pretende favorecer o aprofundamento dos aspectos singulares e grandes temáticas ligadas à figura de Chiara e do Movimento dos Focolares (os leigos na Igreja, o Vaticano II, a mundialidade, o ecumenismo, a paz…). Quer oferecer uma leitura do personagem no contexto histórico que atravessou durante sua longa e complexa existência, contribuindo para enriquecer uma oferta editorial já ampla, mas talvez um pouco carente de contribuições compostas por essas características. O autor, que ama se definir como um “simples batizado”, procura ler os acontecimentos que tenta narrar referindo-se constantemente a fontes, com aplicação do método histórico-crítico e com a própria sensibilidade de um crente, e também com a chave hermenêutica que encontra a sua síntese na relação entre espiritualidade e ação, entre história e profecia.
Stefania Tanesini
25 Nov 2019 | Sem categoria
Um aniversário importante, festejado com um encontro na Mariápolis ecumênica de Ottmaring e marcado por uma cerimônia na prefeitura de Augsburg (Alemanha).

Foto: © Ursula Haaf
Mais de 300 membros da rede “Juntos pela Europa” (IpE, na sigla em italiano), de 55 Movimentos e novas comunidades de 25 países, reuniram-se de 7 a 9 de novembro na Mariápolis internacional dos Focolares de Ottmaring e na cidade de Augsburg (Alemanha). Um encontro que, este ano, recordou os 20 anos de nascimento de “Juntos pela Europa”. Era o dia 31 de outubro de 1999, por ocasião da solene assinatura da “Declaração conjunta sobre a doutrina da justificação”, realizada na Igreja de Sant’Anna, em Augsburg, quando um grupo de responsáveis de vários grupos cristãos, de diversas igrejas, reuniu-se em Ottmaring, tomando consciência da responsabilidade comum por uma convivência ecumênica na Europa. Depois que os representantes da Federação Luterana Mundial e da Igreja Católica haviam selado, com um documento comum, que as condenações seculares não eram mais válidas, os representantes dos carismas de diferentes confissões decidiram conhecer-se melhor e trabalhar para conciliar as diferenças em suas Igrejas, na sociedade e na política. Com este compromisso iniciaram “Juntos pela Europa”. Uma pequena planta que hoje tornou-se uma iniciativa europeia, à qual uniram-se, com o passar dos anos, mais de 300 comunidades, movimentos e ministérios. “Nunca como desta vez tantos países estiveram representados em nossos encontros anuais – constatou um dos representantes do grupo dos amigos da rede “Juntos pela Europa” – e a 20 anos de seu nascimento surgiram muitos relacionamentos profundos, inclusive entre pessoas de nações diferentes. Os representantes das igrejas, e também os políticos, apreciam a nossa contribuição”. 
Foto: © Ursula Haaf
E isso é demonstrado inclusive pela grande estima que a iniciativa “Juntos pela Europa” goza hoje em Augsburg. Com efeito, os representantes da Europa que estavam no encontro foram convidados para uma recepção no “Salão de Ouro” da prefeitura e o prefeito, Stefan Kiefer, ao recebê-los, salientou os numerosos pontos de contato e objetivos comuns que a rede tem com a cidade. Por ocasião de seu jubileu, a cidade colocou a prefeitura à disposição para o encontro, exprimindo assim sua estima e gratidão. Ao mesmo tempo, a presença de autoridades civis e religiosas demonstrou que a rede desenvolve uma importante função de “ponte” nas Igrejas e na sociedade. “Devemos tornar-nos cidadãos ativos, ter a coragem de defender os fracos, levantar a voz pela justiça”, foi o convite do senador tcheco Pavel Fischer. A comovente conclusão, com uma oração ecumênica na igreja luterana de Sant’Ana e uma procissão de luzes na praça adjacente à igreja, relembrou a muitos as forças pacíficas que justamente no mesmo dia, 30 anos atrás, levaram à queda do muro de Berlim e a uma era nova, em uma Europa unida. Gerhard Proß, moderador da iniciativa, considerou o “fio de ouro” que coliga estes eventos e viu uma missão para o futuro: “Em tempo de distanciamento e tendência à demarcação queremos ser, com “Juntos pela Europa”, um sinal profético para uma convivência e uma colaboração críveis na Europa”.
Andrea Fleming
www.together4europe.org/
24 Nov 2019 | Sem categoria
“Em um mundo dividido, unidos em Cristo” é o título do encontro anual realizado de 21 a 25 de outubro passados, que há trinta e oito anos reúne bispos de várias Igrejas. Um encontro marcado ecumênico que muitos definiram histórico para a terra da Irlanda. “É realmente profético que Belfast tenha hospedado este evento ecumênico internacional com reflexões de grande esperança, embora no meio de tanta divisão. O Espírito Santo sopra!”. É Darren O’Reilly, corresponsável da comunidade Koinonia que tem sede em Belfast, o autor deste tweet que sintetiza bem o coração – mas também a excepcionalidade – de tudo que aconteceu de 21 a 25 de outubro passados na Irlanda do Norte, por ocasião do trigésimo oitavo encontro marcado dos bispos de diferentes Igrejas amigos dos Focolares. O foco desta edição foi a partilha de reflexões e testemunhos sobre o desafio da unidade em Cristo, em um mundo dividido como o atual.
Estes encontros, promovidos pelos Focolares, oferecem aos bispos um espaço de diálogo e de partilha em torno da espiritualidade da unidade. Para esta edição, os 30 bispos pertencentes a 18 Igrejas, que chegaram de 14 países, se encontraram nas cidades de Larne e Belfast, escolhendo como todos os anos, para o seu simpósio anual, um lugar símbolo. Este ano, um lugar onde os bispos puderam constatar o “peace process”, isto é, o esforço para a reconciliação numa sociedade dividida. Os participantes puderam conhecer a história e a atual caminhada ecumênica da Irlanda ficando muito admirados por relações construtivas e com notáveis frutos. O bispo anglicano Trevor Williams da Igreja da Irlanda, que ofereceu um apreciado discurso sobre a história do cristianismo na Irlanda, comentou: “Foi encorajador sentir a preocupação dos bispos pelos nossos ‘negócios ainda não completos’ de construção da paz e a alegria deles por assistir a muitas atividades empreendidas por cristãos de diferentes tradições para sanar a divergência”. Também o bispo do lugar Noel Treanor de Down e Connor, deu uma importante contribuição para traçar o panorama eclesial, social e político. Em Belfast, os bispos visitaram lugares significativos para a reconciliação e a paz como o Centro metodista em Belfast Oriental onde foram acolhidos pelo pastor Brian Anderson que é também o Presidente do Conselho das Igrejas da Irlanda, e participaram dos serviços litúrgicos nas igrejas presbiteriana, anglicana e católica. E na Igreja católica de São Patrício, diante dos fiéis, os bispos deram testemunho de como vivem o “Mandamento novo” de Jesus, renovando um “pacto”, um solene compromisso de amar a Igreja dos outros como a própria. Este pacto é, cada vez, um dos momentos mais altos destes encontros marcados.
Mas será a tarde aberta do dia 23 de outubro na sessão realizada em Larne que permaneceu no coração de muitos: um momento definido “histórico”. Uma tarde que o bispo católico de Limerick, Brendan Leahy, descreveu assim: “Foi como a experiência dos discípulos na estrada de Emaús que viram os seus corações arder enquanto Jesus entre eles explicava e falava com eles”. Participaram mais de uma centena de pessoas de toda a Irlanda, de muitas Igrejas (Apostólica Armênia, a Igreja da Irlanda (anglicana), Ortodoxa (Patriarcado de Antioquia), Presbiteriana, Católica, Metodista, Moraviana, Luterana e Siro Ortodoxa). Presentes o Presidente da Igreja metodista na Irlanda e o representante do Moderador da Igreja Presbiteriana na Irlanda, representantes do Conselho irlandês das Igrejas, do Comitê das Igrejas na Irlanda, do Conselho das Igrejas de Dublin, além de diversos movimentos e grupos. Este encontro marcado com a participação de Bispos de várias Igrejas pôs em luz os frutos do “diálogo da vida” que Chiara Lubich sempre encorajou a viver: um diálogo feito pelo povo que inclui também os seus pastores; um povo unido em Cristo pelo amor vivido por todos. Um exemplo foi o testemunho de verdadeira amizade em Cristo e de colaboração dos dois Arcebispos de Armagh, Eamon Martin, católico e Richard Clarke, anglicano, ambos primazes de toda a Irlanda. Um “diálogo da vida” que, na Irlanda, se concretiza também no compromisso pelos desafios e pelas feridas sociais e civis, como a adesão a “Embrace Northern Ireland” que se ocupa de acolhida aos refugiados; a organização do “Four Corners Festival” (“O Festival dos 4 cantos”) que apoia o encontro e a amizade para além das barreiras geográficas e sectárias ainda presentes em Belfast; a participação dos encontros do Conselho das Igrejas de Dublin com o qual colaboram 14 Igrejas. O pastor Ken Newell, que foi moderador da Igreja presbiteriana na Irlanda, descreveu o evento como um “novo Pentecostes, no qual os cristãos de diferentes Igrejas de todo o mundo estavam unidos no Espírito, onde se sentia a unidade da Igreja para o bem-estar do mundo”.
Stefania Tanesini
21 Nov 2019 | Sem categoria
“Para amar de modo cristão é preciso “fazer-se um” com cada irmão (…): entrar o mais profundamente possível na essência do outro; entender realmente seus problemas, suas exigências; compartilhar seus sofrimentos, suas alegrias; debruçar-se sobre o irmão; de certa forma, fazer-se ele, fazer-se o outro. Isto é o cristianismo: Jesus se fez homem, fez-se nós para fazer-nos Deus; dessa maneira o próximo se sente compreendido, reerguido” . (Chiara Lubich) Um aluno para reprovar Uma colega me confidenciou a preocupação com um aluno, que eu também conheço por outras matérias, que deve ser proposto para a reprovação. Pergunto se há matérias nas quais ele vai bem: “Não seria o caso de ajudar e apoiar?”. A colega muda o tom da conversa: “Bem, na verdade em algumas é realmente muito bom”. Refletimos juntas sobre como e o que fazer. Depois convidamos o aluno para uma conversa e explicamos a ele a situação. Em poucas semanas as coisas mudam de modo impensável. Encontrando-me, um dia, com a mesma colega ela me diz: “Esta história me ajudou inclusive com meus filhos. Eu estava tremendamente aborrecida com o mais velho que perde tempo com o violão e transcura todo o resto. Depois desse apoio ao aluno eu comecei a encorajá-lo. Cantou para mim duas poesias que tinha musicado: uma surpresa não só para mim, mas também para meu marido. Os seus irmãos, cúmplices, já sabiam do seu talento. Se você faz algo por alguém o seu coração se abre e vê aquilo que antes não via”. (C. A. – Polônia) Esposa e sogra Um amigo falou-me do sofrimento por não conseguir colocar harmonia entre sua esposa e a sogra: brigas e ressentimentos causavam mau-humor na família, e os filhos sofriam com isso. Eu o escutei longamente. Consegui apenas dizer-lhe que não tomasse partido, mas escutasse uma e outra. Depois procuramos estar próximos daquela família em dificuldade, com alguma sobremesa e outras atenções. Passado algum tempo o amigo veio me ver no trabalho. Tudo havia se resolvido de maneira imprevisível. “Foi a sua escuta que me deu a força para agir da mesma forma”. (J. F. – Coreia) Presente atrai presente Eu tinha dado a um morador de rua uma garrafa que enchia de água e levava sempre no carro comigo. Um dia, estando com sede, parei numa fonte, mas não era fácil beber, era preciso ter uma garrafa e eu havia dado a minha. Estava quase indo embora quando um velhinho que estava carregando seu carro com algumas garrafas perguntou se eu estava com sede. “Sim, mas, como vê, eu não tenho como pegar a água”. E assim, desejando-me felicidades, deu-me uma de suas garrafas que estava acabando de colocar no carro, e que agora me enche de otimismo, porque me recorda que presente atrai presente. (R. A. – Albânia) A força de uma amizade Conversando um dia com uma amiga da paróquia, escutei dela que eu deveria dedicar-me mais à minha família. O que ela entendia disso se não era nem casada? De qualquer modo aquela frase me perturbou e não me deixou mais tranquila. Refleti sobre a relação que tinha com meus quatro filhos. Parecia-me tudo certo, mas… com M. algo não ia bem. Enquanto ele estava no quarto, escutando música, com uma desculpa qualquer fui até ele e pedi sua opinião sobre uma certa situação. Depois de um pouco ele começou a chorar. Estranho para mim, que o conhecia como um rapaz forte e seguro. Logo em seguida apareceu o nó: tinha tido uma grande desilusão com sua namorada e não tinha estado distante da ideia do suicídio. Fiquei petrificada. A amiga havia aberto os meus olhos. Esta “atenção” eu dirigi também aos outros filhos. Acreditava ser uma mãe perfeita, que garantia tudo, mas faltava alguma coisa: faltava um amor atual, disposto aos imprevistos. (F. G. – Filipinas)
Aos cuidados de Stefania Tanesini (retirado de “Il Vangelo del Giorno”, Città Nuova, anno V, n.6,novembre-dicembre 2019)