12 Jul 2019 | Sem categoria
Setenta jovens se encontraram nos Estados Unidos para um dos eventos internacionais ligados à Semana Mundo Unido 2019. Uma semana que fechou o primeiro dos 6 “Percursos para um mundo unido” lançados pelos jovens do Movimento dos Focolares, focado no trabalho e na economia, e abriu o segundo sobre a paz, justiça e legalidade.
Folhas de uma mesma árvore ou fios de uma mesma trama. Diversos, mas ligados pelo mesmo sonho de fraternidade, unidos pelo mesmo objetivo a ser realizado. É o que experimentaram os mais de 70 jovens, provenientes dos Estados Unidos, Canadá, México, Paraguai, Itália, Brasil, Líbano e República Tcheca, que se reuniram de 9 a 16 de junho na Mariápolis Luminosa, ao norte de Nova York, EUA, a cidadela internacional do Movimento dos Focolares da América do Norte. Pedimos a Chris Piazza, jovem estadunidense presente no evento, que nos falasse sobre esse encontro que era um dos acontecimentos internacionais da Semana Mundo Unido 2019. Qual era a temática principal do encontro? No ano passado, no Genfest 2018 em Manila, Filipinas, os Jovens por um Mundo Unido (Y4UW) lançaram “Pathways for a United World”: 6 “Caminhos para um mundo unido” para 6 grandes temáticas a serem aprofundadas e vividas em 6 anos. O primeiro, que abrange os temas da economia, trabalho e comunhão, esteve no centro também do evento na Mariápolis Luminosa. E como vocês abordaram e desenvolveram o tema? Aprofundamos o tema e fizemos workshops sobre temas ligados a finanças, liderança, pobreza de recursos e refletimos em pequenos grupos sobre como viver e difundir uma cultura baseada em dar e compartilhar, participando também de um exercício de conscientização dos consumidores chamado “Into the Label”. O título do último dia “Viver para que não exista ninguém em necessidade” resume nossa experiência. Também estavam presentes alguns empreendedores que participam da Economia de Comunhão, um novo modelo econômico que promove a fraternidade em todos os aspectos da empresa.
Dois deles, de empresas concorrentes, contaram como procuraram não comprometer seu relacionamento pessoal apesar da concorrência cruel do trabalho deles. Entre os eventos da semana estava também “Hands4Humanity”: a visita a uma casa de repouso; E depois teve uma ação antidesperdício e a favor da reciclagem. Também fizemos uma exposição de arte com o título “Trama de fraternidade”, uma viagem sobre como tornar-se construtores de tecidos de fraternidade. Vocês foram a Nova York um dia. O que fizeram? Foi um dia dedicado à crise climática. Juntamente com Lorna Gold, autora do livro Climate Generation, e com outros ativistas ambientais, falou-se sobre como combater a injustiça climática. Cada um escreveu uma sugestão ou um desejo sobre esse tema em um papel e o colocou ao lado do desenho de um grande tronco. Assim, tudo com o que nos comprometemos formava uma grande árvore, um apelo à ação individual e coletiva. “Esse evento me ajudou a entender que um mundo unido não só é possível, mas já está se tornando realidade”, disse Maria Bisada, de Toronto. “Mesmo que esse percurso esteja no fim, nossa missão não acaba aqui.” Valorizando os empenhos que pegamos e colocando-os em prática, agora, de fato, abrimos, com todos os jovens do Movimento dos Focolares, o segundo dos “Caminhos para um mundo unido”, que é focado na paz, direitos humanos, justiça e cultura da legalidade.
Stefania Tanesini
11 Jul 2019 | Sem categoria
De 29 de junho a 4 de julho passado, Maria Voce e Jesùs Morán estiveram em Birmingham (Reino Unido), para participarem de uma sessão do encontro dos Secretários gerais das Conferências Episcopais da Europa (CCEE). Encontraram-se ainda com a comunidade dos Focolares e visitaram um dos centros Sikh da cidade. Conhecida há séculos como “cidade dos mil ofícios” e “oficina do mundo”, Birmingham é a segunda cidade mais populosa do Reino Unido; hoje apresenta um rosto jovem – 25% dos habitantes tem menos de 25 anos – e marcadamente multicultural. E isso devido, em grande parte, à circulação de trabalhadores de várias partes do país e do mundo que, da Revolução Industrial até hoje, pisaram (e construíram) as ruas da cidade e a economia do país. Foi aqui que, de 1 a 4 de julho, realizou-se o encontro dos Secretários gerais das Conferências Episcopais Europeias (CCEE) sobre a contribuição do cristianismo ao renascimento de uma consciência que possa definir-se realmente europeia. Maria Voce foi convidada a dar o seu testemunho sobre a importância dos carismas dentro da Igreja, com uma palestra intitulada “Perfil petrino e perfil mariano: juntos por uma nova Pentecostes”. Não obstante a breve viagem, a presidente dos Focolares pode conhecer a pequena comunidade do Movimento, que espelha a variedade de raças e culturas presentes na cidade. Havia pessoas de Burundi, Uganda, Índia, Malásia, Filipinas, ao lado das que nasceram na Grã-Bretanha; eram sikhs, muçulmanos e cristãos das Igrejas Católica e Anglicana, e ainda pessoas de convicções não religiosas.
Num diálogo simples e espontâneo, Maria Voce indicou um caminho para eles: “A fraternidade do gênero humano é a nossa meta e cada um de nós deve dar o próprio passo, e o damos quando amamos, porque o amor evidencia aquilo que os outros precisam. Esta cidade dos mil ofícios pode se tornar a cidade dos mil semblantes, dos mil sabores e dos mil encontros com tantas pessoas que vocês conhecem. Faço votos que cada uma dessas pessoas seja realmente tocada pelo amor que vocês terão para com todos”.
Ela visitou ainda o Guru Nanak Nishkam Sewa Jatha Gurdwara, onde encontra-se o centro de uma das comunidades Sikh da cidade. O presidente Bhai Sahib Bhai Mohinder Singh a recebeu com afeto, acompanhado por um grupo de adolescentes do ensino médio de duas escolas, a escola Sikh Nishkam High school e a escola católica Saint Paul’s High. Estavam presentes ainda o arcebispo católico de Birmingham, D. Bernard Longley, e um representante do bispo anglicano, David Urquhart. Há anos as duas comunidades, Sikh e dos Focolares, trabalham lado a lado pela paz, para testemunhar, como foi dito, que é muito mais o que nos une do que o que nos divide. Exemplo disso foi a passagem da banda internacional Gen Verde por Birmingham, em novembro passado: muitos jovens de credos diferentes participaram dos workshops organizados pela banda e do espetáculo final. Durante a visita ao Gurdwara foi entregue a Maria Voce a “Carta da paz pelo perdão e a reconciliação”, assinada por vários líderes e organizações internacionais e que é voltada a “promover a cura das divisões, a harmonia, a justiça e a paz sustentáveis no nosso mundo”, como se lê no preambulo. “A divisão não é o projeto de Deus; o projeto de Deus é a unidade e nós acreditamos nisso – concluiu Maria Voce -, o que nos liga não são apenas os esforços de colaboração por objetivos comuns. Liga-nos um dom de Deus: o sonho de unidade de toda a família humana”. Ela salientou ainda o lugar central do perdão em um estilo de vida e de relações centradas no diálogo e na acolhida recíproca. “Somente por meio destes pequenos passos conseguiremos superar inclusive os conflitos que todos os dias tentam nos dividir”. Bhai Sahib Bhai Mohinder Singh presenteou a presidente dos Focolares com um trecho das escrituras sagradas Sikh, que falam sobre o amor e a união entre Deus e a criação, auspiciando que continue o caminho comum pela paz e a harmonia dos povos.
No dia 2 de julho a presidente dos Focolares fez a sua palestra no encontro dos Secretários gerais das Conferências Episcopais Europeias, presente também Jesùs Morán, copresidente, que participou de uma sessão de diálogo. Maria Voce salientou a “coessencialidade entre dons hierárquicos e dons carismáticos na Igreja”. Para a presidente dos Focolares, as diferentes realidades “que nascem de um carisma precisam viver bem enxertadas no conjunto da compagine eclesial da qual fazem parte, e cultivar um intercâmbio fecundo com todas as outras realidades”. “Não se trata de fazer todos a mesma coisa, ficando parados ‘em casa’, mas de colocar-se a caminho nas mais variadas direções, animados pelo anseio comum de chegar até os últimos confins da terra”. Enfim, indicou o perfil mariano da Igreja enquanto dimensão que “ensina como fazer nascer uma pastoral autenticamente geradora”.
Stefania Tanesini
9 Jul 2019 | Sem categoria
Pela primeira vez o meeting histórico dos Focolares é organizado em nível continental e será a Europa a ser a pioneira. De 14 de julho a 11 de agosto próximos, nas Dolomitas italianas, são esperadas 3.000 pessoas. Pela primeira vez em 70 anos, os Focolares organizam o seu encontro histórico, a “Mariápolis” (cidade de Maria), para um continente inteiro, a Europa. A Mariápolis europeia que tem como título e slogan “Mirar alto” se realizará de 14 de julho a 11 de agosto de 2019 em Fiera di Primiero, nas Dolomitas italianas, precisamente onde esta experiência começou, inspirada pelo carisma da unidade, 70 anos atrás.
Segundo os organizadores, o evento está suscitando muito interesse. Em poucas semanas, as reservas antecipadas superaram de longe os alojamentos disponíveis. No dia 31 de janeiro, data de encerramento das pré-inscrições, se registraram quase 3.000 pessoas. Portanto, estarão presentes cerca de 600 pessoas por semana. A Mariápolis europeia se coloca sobre o plano de fundo de um continente cada vez mais fragmentado. “O nosso sonho é o de ter um evento que enfatiza a beleza do continente europeu em toda a sua diversidade, onde a riqueza de cada cultura emerge no esplêndido tapete que é a Europa”, disse Peter Forst dos Focolares. “Acreditamos que através da partilha e de um cada vez maior conhecimento dos nossos testemunhos, das nossas culturas e da nossa história podemos lançar as bases para uma Europa mais unida”. A Mariápolis é um encontro em que os cidadãos de uma cidade temporária procuram construir um novo tipo de sociedade humana baseada nas relações, como numa família: fraternidade e respeito recíproco estão no centro destas férias. Os participantes serão hospedados em estruturas hoteleiras, institutos religiosos, casas e apartamentos alugados no bonito vale do Primiero. Um time composto por pessoas provenientes de diferentes países europeus preparou o programa das quatro semanas, que compreenderá uma série de inputs temáticos, momentos de intercâmbio cultural, workshops e mesas redondas. “Esperamos que haja algo para todos! E, naturalmente, sejam também umas férias. Os participantes terão ampla escolha: passeios, excursões e outros eventos culturais”, comentou Ana Siewniak do Reino Unido, membro do comitê científico. Disse ao site CatholicIreland.net que um dos objetivos da Mariápolis europeia é o de ter “espaços onde intercambiar a riqueza das nossas culturas e das nossas experiências”, por exemplo aprendendo os respectivos repertórios musicais ou danças nacionais. Numa recente entrevista, Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares, descreveu a sua primeira experiência da última Mariápolis em Primiero, em 1959. “Eu me lembro bem, dormíamos nas salas de aula das escolas, todos os colchões estavam pelo chão. Havia uma cadeira entre cada cama e isto constituía a decoração para todos os participantes. Não havia armários, não havia espelhos e, no entanto, nada de tudo isto comprometeu a experiência da Mariápolis”. Mesmo se a Mariápolis era materialmente pobre, continua Maria Voce, era “muito rica de graças espirituais. O divino construído entre todos resplandecia entre as pessoas da Mariápolis, envolvia os participantes”. Entre as 12.000 pessoas que passaram pela Mariápolis de Fiera di Primiero em 1959 havia pessoas de todas as camadas sociais, explica ainda a presidente dos Focolares, e de muitos países. “Os pobres e os ricos chegaram graças a uma grande comunhão de bens entre todos”. “Era realmente o encontro de uma cidade rica de relações e de amor recíproco. As pessoas eram todas iguais e o amor dava a todos a mesma vida divina e alegria plena”.
Susan Gately
Fonte: Catholicireland.net Para informações: mariapolieuropea.org
7 Jul 2019 | Sem categoria
A lógica de Jesus e do Evangelho é sempre receber para compartilhar, nunca acumular para si mesmos. É um convite, também para todos nós, para reconhecer o que recebemos: energias, talentos, capacidades, bens materiais, e colocá-los a serviço dos outros. A taxa de inscrição Sou responsável por uma hospedaria para estudantes numa aldeia do Punjab. No dia da inscrição para o exame de madureza, dois irmãos vêm me dizer que não têm o dinheiro para se inscrever. Infelizmente nem mesmo eu tenho os meios para os ajudar. Mas não encontro paz pensando naqueles jovens e dois dias depois, juntando algumas economias, sem que eles saibam mando ao escritório da provedoria os respectivos requerimentos de inscrição. No mesmo dia recebo a oferta de um grande trabalho nos campos com o meu trator. (M.A. – Paquistão) O troco a mais Raramente no caixa confiro o troco, porque estou sempre com pressa. Uma noite, porém, já a caminho de casa, faço este controle. O troco a mais não é muito, mas acho que o caixa poderia ter problemas se no fim do expediente as contas não batem. Portanto, volto atrás para devolver o que não me pertence. (Annalisa – Suíça) Tudo o que tenho Sou idoso e vivo sozinho, com uma mísera pensão que não me consente chegar ao final do mês, mas a providência de Deus nunca deixa me faltar o necessário. Um dia em que devo ir ao hospital para consultas de rotina, tenho no bolso só 2 euros para a passagem do ônibus. Um pobre me pede esmola. Eu lhe dou aqueles 2 euros. Aqui sou conhecido, talvez alguém me dará uma carona de carro. Dou poucos passos e encontro uma pessoa que me conhece bem: sem que eu diga nada, pega a carteira e me oferece 50 euros. (Tonino – Itália) Piquenique Com as nossas quatro filhas, demos um passeio fora da cidade. Brincamos, almoçamos, cantamos com alegria. Ao final da tarde, voltamos cansados, mas contentes. Na frente da porta de casa, porém, não encontramos as chaves. Quem estava com as chaves? Quem tinha fechado? Entre mim e minha mulher está nascendo uma discussão, quando a segunda filha intervém: “Porque estão brigando? Jesus não nos disse para nos amarmos uns aos outros?”. Diante destas palavras mudamos de atitude. Logo depois encontramos as chaves na bolsa do piquenique. (T.V. – Madagascar)
Por Chiara Favotti
4 Jul 2019 | Sem categoria
Afetividade, sexualidade e relações interpessoais estão no centro deste percurso para adolescentes e famílias. Este ano, também se abre para a faixa etária das crianças. Conversamos com os cônjuges Barbara e Paolo Rovea. Sejamos honestos: construir relações que possam chamar-se como tal nunca foi fácil, ainda mais hoje, quando grande parte dos nossos relacionamentos são filtrados pela tecnologia e isso ocorre a partir da idade mais delicada. Crianças e adolescentes aprendem muito pela tela do celular, enquanto os pais de hoje estão no mínimo desorientados e continuamente buscando – de forma mais ou menos consciente – a chave para compreender e educar os próprios filhos quanto à afetividade e à sexualidade. É um desafio enorme se enfrentado sozinho, mas se torna possível se é vivido em sinergia entre famílias, animadores e especialistas. O Up2MeProject (literalmente: “depende de mim”) parte justamente da recomposição do pacto educativo. Nasce para oferecer aos adolescentes, pré-adolescentes e a suas famílias um espaço personalizado, mas também compartilhado e sobretudo qualificado, para conhecer e enfrentar as emoções, para dar vida a relacionamentos positivos na família, na escola, nos grupos; definitivamente para oferecer instrumentos para construir um projeto de vida. Nascido no âmbito dos percursos educativos do Movimento dos Focolares, o projeto cresceu e está se difundindo em diversos países. Conversamos com o casal Barbara e Paolo Rovea, ela é fisioterapeuta e ele é médico, italianos, do comitê científico de Up2Me e membros do Centro Internacional de Famílias Novas.
Up2Me começou em 2016 com dois cursos pilotos na Itália e algumas experiências em diversos países do mundo. Como nasceu a ideia? O projeto almeja que nossos filhos tenham uma formação integral – afetiva, sexual, emocional e orientar as escolhas fundamentais da vida – mas, frequentemente, se encontram de frente a tudo isso e não dispõem de instrumentos adequados. Muitos pais também não se sentem suficientemente preparados para o papel de educadores e as informações recebidas na escola ou pelas mídias em muitos casos não formam o valor da pessoa por inteiro nem educam para assumir responsabilidade nas escolhas e comportamentos. Há a ideia de contribuir para formar uma “pessoa-relação” na base do projeto: do que se trata? O estar-em-relação é a essência da pessoa humana, o fundamento ontológico para favorecer um crescimento completo que veja crianças e adolescentes, segundo as características próprias da idade, protagonistas de escolhas conscientes e capazes de viver relacionamentos positivos, para o desenvolvimento harmonioso das dimensões biológica, emocional, intelectual, social, espiritual, histórico-ambiental. Para poder se tornar instrutor de Up2Me e poder iniciar cursos é preciso frequentar uma escola internacional. Quais são as próximas turmas? Para 2019, estão previstas três novas escolas: uma que será nas Filipinas, dirigida em particular ao continente asiático e à Austrália; a da Argentina será para os participantes das Américas; e a de Praga (República Tcheca) será voltada à Europa. Nessa última, será ativado pela primeira vez um curso específico para facilitadores do percurso Up2Me para crianças. Up2Me conta com três cursos para adolescentes (9-11/12-14/15-17 anos). Qual é a metodologia?
É de tipo indutivo: sob a orientação de um instrutor, o método ajuda a desenvolver nos jovens a capacidade de obter o conhecimento de forma autônoma. Por meio de vídeos, jogos de papeis, atividades em grupo, os adolescentes e pré-adolescentes aprendem princípios gerais, formam uma consciência pessoal. Além disso, Up2Me oferece aos pais que desejarem um percurso paralelo com temáticas educativas relacionadas aos assuntos abordados pelos adolescentes. Há uma troca de experiências de vida e se descobre a educação como uma “missão possível”, acompanhados por um casal que já esteja casado. No percurso para as crianças, os pais se envolvem ativamente, acompanhados de facilitadores e especialistas e, juntamente com os filhos, se deparam com temas específicos por meio de jogos. Tudo isso para construir uma pessoa capaz de conhecer as emoções (reconhece-las em si, nos outros e aprender a administra-las) e enfrentar temas como corpo, vida e morte.
Stefania Tanesini
Baixe AQUI o panfleto do projeto em várias línguas.
3 Jul 2019 | Sem categoria
A presidente dos Focolares, Maria Voce, fala brevemente sobre a sua participação no encontro anual dos Secretários Gerais das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) realizada em Birmingham (Reino Unido) de 1° a 4 de julho. O núcleo da agenda, o relacionamento entre instituição e as realidades carismáticas nas Igrejas da Europa hoje. “Participei nesses dias do encontro dos Secretários Gerais das Conferências Episcopais da Europa, junto com Jesús Moran. Fui convidada porque eles tinham escolhido como tema a presença do carisma e das instituições nas Igrejas da Europa e a sua coessencialidade, a interação entre eles. Quiseram colocar na pauta de todo esse encontro, que dura quatro dias, justamente esses dois temas principais; um confiado a um bispo para a parte institucional e outro confiado a mim para a parte carismática. Devo dizer que me receberam com grande afeto, com grande estima. Quando eu falei, senti uma profunda compreensão daquilo que estava dizendo e uma escuta excepcional, posso mesmo afirmar. Depois discutiram sobre este tema por uma hora em grupos e a seguir quiseram nos encontrar para aprofundar com grande atenção alguns aspectos do tema. Notei em todos uma grande estima pelo Movimento e uma nova consideração por todos os Movimentos e pela contribuição que dão às Igrejas Europeias. Agora vão continuar os trabalhos, tratando os mesmos assuntos, mas agradeceram realmente porque sentiam que a nossa presença representava justamente esta realidade carismática. De modo especial, quando se falou da integração entre o perfil mariano e o perfil petrino na Igreja, ficaram muito agradecidos ao verem que isso foi apresentado por uma pessoa de um Movimento, como o Movimento dos Focolares, pela presidente, e de modo especial por uma mulher; portanto, eram muito gratos por esta presença e, na verdade, eu era a única mulher em meio a cerca de quarenta sacerdotes, entre eles seis bispos que representavam as várias Conferências Episcopais da Europa. No início o cardeal de Westminster e o arcebispo de Birmingham nos acolheram e demonstraram realmente, também eles, uma grandíssima acolhida e um grande amor pelo Movimento e por mim pessoalmente. Portanto, agradeço realmente todos aqueles que me acompanharam”.
Editado pela equipe editorial