30 Jan 2019 | Sem categoria
No dia 24 de janeiro, Moon Jae-in, Presidente da República de Coreia, visitou a Panificadora Sung Sim Dang que adere ao projeto Economia de Comunhão. 
Para um empresário a visita do Presidente da República na própria empresa é um evento excepcional, mas se a visita acontece no dia do seu aniversário, ainda mais! Foi o que aconteceu na cidade de Daejeon (Coreia) com Amata Kim e Fedes Im, empresários da Economia de Comunhão (Edc) da Panificadora Sumg Sim Dang. Moon Jae-in, presidente da Coreia do Sul desde maio de 2017, conhecido no ocidente por ter conseguido iniciar o processo de paz com a Coreia do Norte depois de quase 70 anos de guerra fria, festejou o seu aniversário na Sung Sim Dang com uma magnífica torta, e pode conhecer de perto a história da empresa. O sua publicação no Instagram teve em poucas horas mais de 76.000 curtidas. O seu comentário na foto é muito interessante: “Fui surpreendido hoje ao festejar o meu aniversário na panificadora Sung Sim Dang de Daejeon. Durante a guerra de 1950, meu pai e o fundador da padaria (pai de Fedes, ndr) encontravam-se no mesmo barco de evacuação, a Victoria, para fugir do Norte da Coreia. Hoje, para nós, é muito importante e precioso relembrar este momento da história. O dia do meu aniversário é um dia como qualquer outro, mas hoje me reabasteço com forças novas pelos votos recebidos de muitas pessoas. Obrigado!” O evento teve grande repercussão nos meios de comunicação, também pelo grande valor – reconhecido universalmente – que a empresa Edc Sung Sim Dang representa para toda a cidade de Daejeon. Veja imagens do vídeo dos momentos mais relevantes da visita.
Antonella Ferrucci
Fonte: www.edc-online.org 


28 Jan 2019 | Sem categoria
Em Trieste (Itália) histórias de acolhida no dia a dia. A narração de quem a vive em primeira pessoa. “Junto com a Caritas e com o Consórcio Italiano de Solidariedade (ICS) nos ocupamos sobretudo de famílias de migrantes e refugiados com os seus filhos, alojados numa estrutura de primeira acolhida na nossa cidade, Trieste, e na província. Faz três anos, toda semana, com continuidade, ativamos ações concretas: um grupinho de nós ensina italiano às mães de modo a fazer com que elas completem os cursos de estudo para ajudá-las a enfrentar melhor a cotidianidade; outros brincam com as crianças e as acompanham nas tarefas escolares. Muitas famílias já passaram pelo centro e com quase todas permaneceu um relacionamento, inclusive após a transferência delas para outras casas.
Depois, em colaboração com AFN – Associação Famílias Novas, encaminhamos um projeto, autofinanciado por algumas pessoas da comunidade, para ajudar especialmente uma família de nacionalidade curda em dificuldades que, depois de dois anos de apoio, agora alcançaram a sua autonomia, permitindo a eles que morassem num apartamento alugado graças ao emprego que finalmente o pai tem agora. Com outros pequenos projetos estamos sustentando as exigências de outras famílias, fazendo de modo que as mães possam seguir cursos de especialização para um possível trabalho e as crianças possam se integrar nas várias atividades com os seus colegas, por exemplo nas atividades esportivas. Nós os acompanhamos nas consultas e terapias médicas, na procura da casa, encontramos alguns pequenos trabalhos para as mães, pudemos inscrever um pai na autoescola e hoje trabalha dirigindo os caminhões numa empresa do porto. Com a ajuda de algumas famílias, pudemos fazer com que inclusive uma mãe viúva africana, com duas crianças, participasse de umas “férias com famílias”, pois estava precisando. Procuramos viver momentos de vida quotidiana com eles, como os aniversários, os passeios aos parques no domingo, uma excursão de barco, o ano novo, o carnaval, mas também momentos de oração, como por ocasião do Ramadã com quem é de religião muçulmana. Domingo, 25 de novembro de 2018, quisemos responder concretamente ao apelo do Papa Francisco que instituiu o dia mundial dos pobres: “Este pobre grita e o Senhor o escuta” e convidou assim cada cristão e as várias comunidades a escutarem este grito e a procurar oferecer respostas com gestos concretos. Acrescentou: “Para que este grito não caia no vazio”. Assim, pensamos em organizar um almoço – denominado “Festa da Amizade” – no espírito de partilha com pessoas em dificuldades: refugiados, exilados, desempregados, pobres da nossa cidade. Conseguimos envolver também a nossa comunidade dos Focolares pedindo uma ajuda concreta seja para o almoço seja para a ajuda na sala e também, aos próprios amigos que foram convidados, foi pedido, para quem podia e dispunha de uma cozinha, que contribuísse com uma porção de comida típica dos seus países de proveniência. Éramos umas oitenta pessoas: da República dos Camarões, Nigéria, Egito, Tunísia, Rússia, Paquistão, Curdistão, Kosovo. Com nossa surpresa, para a Caritas estamos nos tornando um ponto de referência, um “projeto” que vai além do assistencialismo. Chamam-nos para compartilhar programas, projetos e, em algumas ocasiões, até mesmo para buscar soluções. Parece-nos que tenham ficado envolvidos por este nosso modo de fazer acolhida que, concluída a fase de emergência, mira na reciprocidade. Sentimos que, no meio deste caos, onde cada um talvez não encontra um ponto de referências de valores, como o de acolher os últimos, não podemos parar, mas devemos continuar a dar esperança”.
Paola Torelli Mosca em nome do grupo de acolhida de migrantes de Trieste
Fonte: www.focolaritalia.it
26 Jan 2019 | Sem categoria
Lembrar-se de Alberta Levi Temin por meio de sua história, falar do holocausto com adolescentes de uma escola de ensino fundamental e lançar a Regra de Ouro para construir desde já um mundo de mais paz, mais unido

Alberta Levi Temin
O sol esplêndido serviu de moldura para uma jornada especial em Ísquia – uma ilha do golfo de Nápoles (Itália) – onde, em 23 de janeiro, alguns adolescentes da escola de ensino fundamental “Giovanni Scotti” puderam conhecer a história de Alberta Levi Temin, admiradora de Chiara Lubich e testemunha direta da tragédia do holocausto, pela apresentação do livro Finché avrò vita parlerò, em tradução livre, Enquanto Estiver Viva, Falarei, (Ed. L’Isola dei Ragazzi). Na presença de um grupo de amigos do Movimento dos Focolares entre docentes, alunos e pais, e também do autor do livro Pasquale Lubrano Lavadera e da professora Diana Pezza Borrelli (que tinha um um relacionamento fraterno com Alberta, alimentado também na Associação “Amicizia Ebraico-Cristiana” de Nápoles), os adolescentes escutaram sua emocionante história. “Alberta veio um dia falar na minha escola”, conta Pasquale, “ela, hebreia, junto com sua querida amiga Diana, católica. Foi convidada a contar a todos os adolescentes e a nós, docentes, o horror do holocausto, mas também a testemunhar que o diálogo é possível entre todos os homens sem distinção de raça, fé ou convicção. Esta frase dela me tocou: A família humana é uma e somos todos irmãos”.
Alberta morreu em 2016, mas durante a sua vida teve um único pensamento que a inspirou e sempre lhe deu alegria: a Regra de Ouro “Faça aos outros o que gostaria que fosse feito a você, não faça aos outros o que não gostaria que fosse feito a você”. Estava sempre aberta ao diálogo na sociedade em todos os níveis. “Hoje, mais do que nunca, entendo que é preciso ter um amor maior”, afirmava Alberta, “e, como diz Chiara Lubich, é preciso amar a pátria do outro como a própria. Devemos ter amor por toda a humanidade, só nesse húmus pode nascer o diálogo”. “Toda escola deveria dedicar em cada sala uma ou duas horas por semana para ensinar o bem relacional, aquele que pode ajudar os adolescentes a conviver entre si com serenidade e estudar juntos em um espírito de colaboração e de busca comum. Mirar em fazer da experiência escolar, que é a primeira e fundamental experiência social do homem, uma verdadeira experiência de ajuda recíproca.” Alberta estava convicta de tudo isso.
Ao fim da história, foi proposto aos adolescentes viver a Regra de Ouro, instrumento de paz e de diálogo, comum a todas as religiões. Como selo da jornada, a diretora da escola, professora Lucia Monti, colocou uma placa em uma oliveira dedicada a ela, para agradecer e para que seu testemunho continue a falar. “Obrigada”, disse também Chiara, uma aluna da escola, “pela mensagem de fraternidade que nos transmitiram, me tocou muito que os católicos se encontrem com hebreus e pessoas de outras religiões para construir o mundo unido”. “Sinto que devo agradecer Alberta pela sua vida, sua sabedoria”, afirmou Pasquale Lubrano, “e gostaria que cada um de nós, lendo sua história, agora que ela não está mais entre nós, possa participar plenamente daquela ‘beleza’ interior que faz dela única, para poder doá-la depois a muitas pessoas”. E concluiu: “hoje, experimentei uma grande emoção na escuta atenta dos adolescentes, na sua reação vivaz, nos olhares indagadores, em ter vislumbrado em cada estudante a exigência de viver o Amor por cada homem com a consciência de que a família humana é uma só”.
Lorenzo Russo
25 Jan 2019 | Sem categoria
A XXXIV Jornada Mundial da Juventude está acontecendo no Panamá. Entrevista com a jornalista panamenha Flor Ortega, da comunidade dos Focolares. No logo da XXXIV Jornada Mundial da Juventude, com o tema “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38), o formato de ponte representa o pequeno istmo do Panamá, e simboliza o seu espírito de acolhida. Um estreito braço de terra, de apenas 75 mil quilômetros quadrados, banhado por dois oceanos, Atlântico e Pacífico, que coloca em contato não somente as duas Américas, mas todos os continentes, por meio do canal que pode ser trafegado pelos navios em trânsito. Um país hospitaleiro, de portas abertas, sobretudo para os numerosos migrantes que sempre o atravessaram, do norte ou do sul. Como vocês trabalharam na preparação do evento? “Quando, no dia 31 de julho de 2016, no Campus Misericordiae, de Cracóvia, na Polônia, o Papa Francisco anunciou que a XXXIV Jornada Mundial da Juventude teria sido realizada no Panamá, imediatamente o Movimento dos Focolares da região da América Central, da qual o Panamá faz parte, aderiu com entusiasmo”. Flor Ortega, jornalista panamenha, logo começou a acompanhar o aspecto da comunicação. “No início não tínhamos muitas notícias e formamos comissões para informar, tempestivamente, a todos, sobre os vários particulares da preparação. Agora, a presença nos meios de comunicação e nas redes sociais é muito forte”. No dia 17 de maio, na Cidade do Panamá, durante uma celebração eucarística com milhares de participantes, o arcebispo, D. José Domingo Ulloa, propôs o dia 22 de cada mês como dia de oração, até o mês de dezembro, em preparação à JMJ. Alguns dias depois, no seu gabinete, o arcebispo pediu aos jovens do Movimento dos Focolares que se ocupassem do primeiro, em 22 de junho. Como os jovens aderiram a esta proposta? “Com entusiasmo e dedicação. Carmen Cecilia, de Panamá, disse-nos, depois, que esse compromisso a fez valorizar novamente a oração, a participação à Eucaristia, a recitação do Terço, ‘como ocasiões para estar face a face com Jesus’”. Muitos jovens dos Focolares, do Panamá e de outros países, estão há meses trabalhando no projeto de um evento de dois dias, ao término da JMJ, de 29 a 31 de janeiro, para cerca de 400 participantes. “Os adultos os apoiaram providenciando o preparo das refeições e dos alojamentos, com várias atividades para arrecadar fundos. Os jovens, por sua parte, criaram um programa para a gravação online e abriram um serviço de informações e de call center, para captar as contribuições de outros países. O focolare feminino de Panamá tornou-se o ponto de referência, inclusive logístico. Keilyn, da Costa Rica definiu esta como ‘uma ocasião para conhecer a comunidade do Panamá, muito unida e laboriosa, um verdadeiro modelo’” Chegaram da Itália, o copresidente dos Focolares, Jesús Morán, e a banda internacional Gen Verde, que participou de dois eventos introdutivos, o primeiro em Chitré, capital da província de Herrera, no Golfo do Panamá, e o segundo em Colón, na costa atlântica. A banda estará presente também na noite do dia 26 de janeiro, durante a vigília em preparação à Missa conclusiva, com o Papa Francisco. “Pro mundi beneficio”, “em benefício do mundo”, está escrito no brasão oficial do Panamá. O que significa? “O lema é ligado às finalidades de serviço desempenhadas pelo canal. Mas estamos certos de que agora podemos estendê-lo, idealmente, à mensagem que partirá dessa JMJ”.
Chiara Favotti
24 Jan 2019 | Sem categoria
A iniciativa foi promovida pela «Cátedra Ecumênica Internacional Patriarca Atenágoras – Chiara Lubich», instituída em seguida ao doutorado honoris causa conferido ao mesmo Patriarca Bartolomeu em 2015. “Continuai o percurso que empreendestes pelo caminho do diálogo, porque ele é reconciliação, é encontro, é capacidade de compreender, é filantropia divina, é acolhida do diferente, é transfiguração do mundo, é acolher Deus na história humana. Levai esta mensagem a todos aqueles que a qualquer título participam da obra do Vosso Instituto, abraçando fraternamente a Presidente do Movimento dos Focolares, Maria Voce e todos os irmãos e irmãs do Movimento. O Patriarcado Ecumênico é também a Vossa casa, esta cidade de Constantino é também a vossa cidade, porque não sois estrangeiros, mas sois amigos para nós”. São os votos finais que o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, dirigiu a 30 entre docentes e estudantes do Instituto Universitário Sophia (Loppiano) de diferentes países que, juntamente com o reitor, Mons. Piero Coda, foram à sua sede no Fanar (Istambul – Turquia).
A visita da delegação de Sophia ao Patriarcado ecumênico se realizou de 8 a 12 de janeiro e foi promovida pela “Cátedra ecumênica internacional Patriarca Atenágoras – Chiara Lubich”, instituída em seguida ao doutorado h.c. conferido ao Patriarca Bartolomeu no dia 26 de outubro de 2015 para “fazer memória e relançar o espírito profético que animou a extraordinária sintonia de coração e de mente entre o Patriarca Atenágoras I e Chiara Lubich, logo após o Concílio Vaticano II e o histórico encontro do Patriarca com o Papa Paulo VI”. A missão acadêmica previa, entre outras coisas, junto com a audiência com o Patriarca, o encontro com o Metropolita Gennadios Zervos, presente nestes dias em Istambul para o Santo Sínodo, e com o Metropolita Elpidophoros de Bursa no Mosteiro da Santa Trindade na ilha de Halki (Turquia), que aconteceu no dia 10 de janeiro. Deste encontro nasceram fecundas perspectivas de cooperação entre o Seminário e o Instituto Universitário Sophia, entre as quais uma Summer School, a se realizar provavelmente no final da primavera europeia de 2020. A visita assumiu particular relevo no delicado momento de tensão que atravessa hoje o mundo ortodoxo, porque pretende repropor o compromisso a percorrer com tenacidade o caminho do conhecimento mútuo e do intercâmbio recíproco de dons para promover a fraternidade e a comunhão.
22 Jan 2019 | Sem categoria
Concluiu-se o encontro “Co-Governança, corresponsabilidade nas cidades hoje”, com um documentos que propõe, aos cidadãos e à administração pública, a prática da participação e da construção de redes de cidadãos, atores sociais e cidades. “A política é o amor dos amores que reúne na unidade de um desígnio comum a riqueza das pessoas e dos grupos, permitindo a cada um realizar livremente a própria vocação”(1). Conclui-se com as palavras desafiadoras de Chiara Lubich, fundadora dos Focolares, o congresso intitulado “Co-Governance, responsabilidade conjunta nas cidades hoje”. O evento dedicou-se ao governo participado das cidades e foi promovido pelo Movimento Humanidade Nova, Movimento Político pela Unidade e a Associação “Città per la Fraternità” (Cidades pela Fraternidade), expressões do compromisso social e político dos Focolares.
Foi a primeira edição do evento que será realizado no Brasil em 2021. Participaram do encontro mais de 400 administradores públicos, políticos, empresários, professores e estudantes universitários e cidadãos de 33 países. Os trabalhos contaram com a participação, apresentada nas suas numerosas aplicações, como demonstraram as histórias e as praxes partilhadas por mais de 60 especialistas nos campos do urbanismo, da comunicação, dos serviços, da economia, da política e do ambiente.

“Estamos convencidos de que a participação seja uma escolha estratégica, o modo mais consoante para viver bem na cidade – explica Lucia Fronza Crepaz, ja parlamentar, formadora na “Escola de preparação social” em Trento (Itália) e membro do comitê científico do evento. “Uma participação não concebida como substituição dos procedimentos da representação, mas uma escolha, como uma modalidade eficaz para enfrentar a complexidade dos problemas e devolver consistência ao mandato democrático”.
Resultado dos trabalhos foi a aprovação e a assinatura do “Pacto por uma nova Governança” com o qual os participantes se comprometeram em “contaminar” as próprias comunidades e administrações públicas. Os 400 firmatários do acordo comprometeram-se em compor
trê
s redes para agregar as diversidades e responder à complexa realidade. São
redes de cidadãos: “todos aqueles que moram no território urbano, que mantêm a diversidade de funções e tarefas, mas inspirados pela mesma responsabilidade”; as
redes de agentes coletivos: isto é, os grupos profissionais e econômicos, os sujeitos do voluntariado e do âmbito religioso, da cultura e da universidade, da informação e da comunicação…”; as
redes entre as cidades: “…propõem-se fazer colaborar em primeiro lugar a cidadania, com a criação de plataformas acessíveis a todos e fáceis de usar; cooperam superando os interesses particulares e os preconceitos que minam a confiança, fundamento indispensável para a construção de uma rede; miram a compartilhar programas e informações, recursos humanos e materiais, mas também fracassos e experiências problemáticas, para se ajudarem reciprocamente e abrirem visões e colaborações operativas; pedem para serem reconhecidas como agentes essenciais dentro das organizações e das instituições inter e transnacionais, de modo a integrar com a voz dos povos a representatividade dos governos”.
Stefania Tanesini
Informações e textos da conferência: www.co-governance.org