17 Nov 2018 | Sem categoria
“Se dois ou três, reunindo-se em nome de Jesus, chamam Jesus e Cristo está no meio deles, com certeza eles compõem uma sociedade perfeita: dois homens e o Homem-Deus, e eis em embrião a sociedade humano-divina: a Igreja. Mas é importante notar que ele pede este reunir-se, isto é, este se colocar juntos; este «diálogo», como diz a filosofia social de hoje. Onde alguém está em si, individualisticamente segregado dos outros, acontece como com um polo que não faz contato com outro polo: não gera a luz. Como a graça de Deus emprega também meios humanos para passar, e também meios naturais: água (Batismo), pão (Eucaristia) etc., como que para promulgar e repetir a encarnação, assim, pondo ao lado do homem o irmão, faz irromper o amor: acende na terra a luz, que é Cristo, o Amor, e abre o acesso à fonte. Vindo romper o isolamento, que aumenta a angústia do exílio, Jesus não constituiu individualidades, mas uma sociedade, quer dizer, uma convivência orgânica: para a qual, como para toda forma de vida, pôs, como lei, o amor. Para amar, é preciso estar ao menos em dois; e para se consociar é preciso amar. Dado que «o amor vem de Deus» (1Jo 4, 7) amar é fazer viver Deus em nós: um colocar Deus entre nós. Por isso, amar e, portanto, pôr em comum (comunicar) a própria alma com a alma da pessoa amada, não serve tanto para obter alegria e paz para si ou nem tanto para dar paz e alegria à outra, quanto para que entre as duas almas viva Deus: e portanto o coroamento do amor é fazer-se um, o Um que é Cristo: se chega, assim, a construir em quem ama e em quem é amado o Cristo místico. Com esta construção nós nos dedicamos a realizar a plenitude do Cristo: a fazer o Cristo total. Por tal modo quem ama uma pessoa, em Cristo, faz circular o Espírito Santo, entre si e a outra; e é o mesmo Espírito que circula de Pai para Filho: é, portanto, um fazer viver neles a vida da Santa Trindade. E então se vê que, por todas as vinte e quatro horas do dia, nós realizamos contemporaneamente uma outra obra misteriosa, imensa, nas profundidades do Espírito: a construção, pedra sobre pedra, da Igreja, qual Corpo místico de Cristo; e nisso colaboramos com Deus enquanto usamos as suas forças e vivemos a sua vida: e neste entretanto realizamos a comunhão dos santos. Em tal empresa, cada um é Cristo para o seu irmão: e cada irmão é Cristo para cada um. Esta sociedade com a Trindade é a Igreja: e amar-se em Cristo é viver com a Igreja, viver a Igreja e ao mesmo tempo completá-la, chegando à plenitude dela. A perfeição do cristianismo está em entender e sobretudo em viver o Corpo místico, de cujo funcionamento ordenado depende, em proporção, a sanidade de todos os membros: e se ele introduz saúde, também os irmãos desfrutam; se inocula toxinas, também os outros sofrem. Não os discursos, não as lamúrias curam os males no corpo da Igreja: mas a própria santidade, isto é, os glóbulos sadios, que cada célula introduz no comum sistema circulatório. O Corpo místico reage sobre o corpo social como a alma sobre o corpo. Todo o bem que o Corpo místico realiza na terra é espírito de Deus que se insere na humanidade: é Deus que vive entre os homens e os recupera para si. De modo que a Igreja é o veículo para reconduzir a criação ao Criador.” Igino Giordani, La divina avventura, Città Nuova, Roma, 1993, pp.47-64.
16 Nov 2018 | Sem categoria
Será celebrado domingo, 18 de novembro, o segundo Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francisco em 2016, ao término do Jubileu da Misericórdia, com o título “Este pobre clama e o Senhor o escuta” (Sal 34,7). Escreve o Papa, no texto preparado para a ocasião: «Hoje, este salmo permite-nos, também a nós, rodeados por tantas formas de pobreza, compreender quem são os verdadeiros pobres a quem somos chamados a dirigir o olhar. […] O que o grito do pobre exprime, senão o seu sofrimento e solidão, a sua desilusão e esperança? Podemos interrogar-nos: como é possível que este brado, que sobe à presença de Deus, não consiga chegar aos nossos ouvidos e nos deixe indiferentes e impassíveis? Num Dia como este, somos chamados a fazer um sério exame de consciência para compreender se somos verdadeiramente capazes de escutar os pobres». Por ocasião do II Dia dos Pobres repete-se o convite a abrir a própria casa, partilhando a mesa de maneira simples e fraterna, como sinal de proximidade e de alívio às tantas formas de pobreza que existem sob os nossos olhos.
15 Nov 2018 | Sem categoria
À Filosofia é dedicado todos os anos, desde 2002, um Dia Mundial, a terceira quinta-feira de novembro. Ao proclamá-lo, a UNESCO salientou o seu valor para o desenvolvimento do pensamento humano. Assim Irina Bokova, ex Diretora Geral: “A reflexão filosófica é um apelo à humildade, à reflexão e ao diálogo fundamentado, para juntos construir soluções aos desafios que vão além do nosso controle. […] Quanto mais as dificuldades são grandes, mais a filosofia é útil para dar sentido às perguntas sobre a paz e sobre o desenvolvimento sustentável”. Neste Dia, todos os parceiros da Unesco – Governos nacionais, instituições e organizações públicas, ONGs, universidades, escolas, mas também cidadãos e associações – são chamados ao exercício coletivo da reflexão livre, fundamentada e informada sobre os desafios dos nossos tempos. O valor autêntico da filosofia – afirmou Moufida Goucha, ex Responsável da Seção “Segurança humana, democracia e filosofia”, por ocasião do primeiro Dia – é o de “estabelecer um diálogo, que nunca se deve interromper, sobre o essencial”, com a função de nos restituir “uma grande parte da dignidade humana, qualquer que seja a nossa condição”.
11 Nov 2018 | Sem categoria
No dia 11 de novembro celebra-se o centenário do fim da Primeira Guerra Mundial, e, em seguida, a Conferência de paz de Paris (18 de janeiro de 1919 – 21 de janeiro de 1920). No entanto, por pelo menos outros cinco anos, em toda a Europa, continuaram revoluções e combates de todos os tipos. Da Finlândia à Anatólia, do Cáucaso à Irlanda, da Alemanha à Grécia. “As guerras são sempre trágicas”, afirmou o Presidente da República italiana, Sergio Mattarella, dia 4 de novembro passado. E, retomando as palavras do escritor Claudio Magris: «“Cada país pensava em dar uma pequena boa lição no inimigo mais próximo, obtendo vantagens territoriais ou outras quaisquer. Ninguém conseguia imaginar que a guerra pudesse ser tão tremenda, e que tivesse uma tal duração”. Neste nosso tempo presente, ainda uma vez marcado por ventos de guerra, que a lembrança do centenário sirva de advertência a perseverar no processo de integração e unificação europeia, únicas garantias de uma paz duradoura».
9 Nov 2018 | Sem categoria
Após o sucesso da 1ª edição do “Gen Rosso Music and Arts Village”, o Gen Rosso (International Performing Arts Group) apresenta a 2ª edição dessa experiência de aprofundamento artístico e de compartilhamento de valores à luz do Carisma da Unidade. O Village, que acontecerá nos Estúdios de Produção do Gen Rosso em Loppiano, de 27 de dezembro de 2018 a 5 de janeiro de 2019, pretende envolver jovens com mais de 18 anos, profissionais e estudantes de disciplinas como: música, dança, canto, teatro, som/luzes. No final, será entregue um certificado de participação.A metodologia didática foi projetada e será conduzida pelos monitores do Gen Rosso juntamente com professores de reconhecida qualificação e experiência artística. O programa prevê o aprofundamento de temas específicos do mundo da arte, trocas de experiências, espaços criativos e laboratórios práticos, convergindo para uma apresentação final. Nalgumas noites, são previstas contribuições de artistas renomados.O Gen Rosso, mediante a secretaria do Village, está à disposição a fim fornecer mais informações e toda a documentação necessária para a inscrição (vagas limitadas). Contatos Secretaria VILLAGE: tel +390558339821 (das 9:00 às 13:00) cell Franco Gallelli +393806592166 (24h) e-mail village@genrosso.com