Movimento dos Focolares

Ano novo islâmico

Este ano, o ano novo islâmico será celebrado no dia 10 ou 11 de setembro, segundo cada país. É o primeiro dia do primeiro mês, Muharram (em árabe المحرم), um dos quatro meses sagrados do ano. O calendário islâmico é um calendário lunar e por isso o Muharram muda de ano a ano, se comparado com o calendário gregoriano. Esta festa relembra a imigração (a Égira) do Profeta Maomé da sua cidade natal, Meca, a Yathrib, posteriormente chamada Medina, isto é, a cidade do Profeta. O 10 Muharram, ‘Ashurah’, ao invés, é a recordação do martírio do Imã Husayn, o neto do Profeta, e outros membros da sua família, a Karbala, no Iraque. Por esse motivo, os primeiros dez dias de Muharram são dias de luto parta os xiitas e para uma parte dos sunitas. Outros sunitas consideram este dia como um dia de festa, porque assim era celebrado durante a vida do Profeta. Diz-se que coincidia com a Páscoa judaica quando o profeta entrou em Medina.

A profecia social de Chiara Lubich

A profecia social de Chiara Lubich

«… No teu dia, meu Deus, caminharei em tua direção… Caminharei em tua direção, meu Deus […] e com o meu sonho mais desvairado: levar para ti o mundo em meus braços». Com esta citação do teólogo Jacques Leclercq, Jesús Morán, copresidente do Movimento dos Focolares, inicia o seu discurso por ocasião do evento “A grande atração do tempo presente”: «Ainda hoje estamos perplexos com a profecia social desta mulher extraordinária que, com o seu ideal do «ut omnes» (Jo 17,21), a partir da sua Trento, chegou ao mundo inteiro». A partir da história do protagonista de uma fábula, que convive com outros personagens imaginados mas depois descartados pelos autores da narração, destinados a morar em outro planeta, Morán reflete sobre o papel dos profetas: «Eles são grandes tanto quanto são pequenos ou se fazem assim aos olhos dos homens. Descartados pelos homens, ridicularizados, muitas vezes assassinados, são escolhidos por Deus para realizar o que ninguém mais é capaz de fazer. Os profetas são, de fato, os pequeninos de Deus: aqui está a grandeza deles; mesmo se muitas vezes parecem viver “em outro planeta”. Como sabemos, a palavra “profeta” vem do grego e indica não tanto aquele que prevê o futuro, mas o porta-voz, o mensageiro de Deus. Na Bíblia também encontramos profetisas. Os profetas de Israel falam ao povo em nome de Deus; e tudo pode ser objeto das suas palavras, porque a palavra de Deus não tem limites. […] A vida de Chiara Lubich também tem um aroma de profecia. Mas não podemos compreender o caráter profético da pessoa de Chiara prescindindo do contexto histórico em que nasceu e viveu e da sua participação dos destinos da humanidade: o nascimento na região Trentina, na época uma periferia existencial de grande significado histórico e social, a experiência da pobreza, os dramas das guerras mundiais. Em meio às vicissitudes de seu tempo – que recordam, justamente, a história dos profetas, mas também a sabedoria bíblica e a apocalíptica – eis que se manifesta nela, um carisma particular, o da unidade, que a levou a almejar clara e decididamente a fraternidade universal». Em algumas das suas anotações de dezembro de 1946, evidencia Morán, «podemos perceber os pontos fundamentais da profecia social de Chiara Lubich. Chiara, de fato, não foi uma reformadora social, como Jesus também não foi. Efetivamente, o sonho de Chiara mira mais no alto e mais em profundidade, ou seja, no fundamento antropológico e teológico de toda reforma social: a fraternidade universal e a unidade, como a imaginou o homem-Deus, Jesus». «A pequena comunidade de Trento que, aos poucos, foi se formando ao redor da fundadora dos Focolares e que crescia, mês após mês, vivendo integralmente as palavras dos Atos dos Apóstolos (At 2, 42-48), é a primeira obra social realizada pelo primeiro grupo de focolarinas. A comunidade, explica Morán, «vivia a comunhão radical dos bens e se prodigalizava em acudir os pobres e a multidão de sofredores que o conflito havia deixado atrás de si. Esta raiz nunca se perdeu, aliás, é a fonte inspiradora de todas as operações e projetos sociais que ela e todos aqueles que a seguiram, que assumiram para si o Ideal da unidade, ativaram em todos esses anos. Em tudo isso, se evidencia o gênio humano e eclesial de Chiara». Também nós, continua Morán, «temos uma história diante de nós. Chiara é aquela autora que nos resgatou do anonimato para nos tornar protagonistas de um sonho; todos protagonistas, ninguém excluído». Citando Guislain Lafont, o grande teólogo dominicano que, sintetizando a filosofia prática do papa Francisco fala do “princípio da pequenez” (“a salvação vem antes de baixo do que do alto”), Jesús Morán conclui: «Chiara soube interpretar magistralmente este “princípio da pequenez” no empenho de uma verdadeira renovação social que ela conseguiu desencadear com e a partir do paradigma da unidade. Essa é a sua grandeza».

Ano Novo judaico

As comunidades hebraicas do mundo inteiro celebram nos dias 10 e 11 de setembro, com vésperas no dia 9, a festa de Rosh ha-shanah, o Ano Novo judaico, do ano 5779. «A festa – explica  a UCEI, União das Comunidades Hebraicas Italianas – tem um caráter e uma atmosfera muito diferente daquela normalmente vigente no ano novo “civil”. É considerado sobretudo um dia de reflexão, de introspecção, de auto exame e de renovamento espiritual. É o dia em que, de acordo com a tradição, o Senhor examina todos os homens e considera as boas ações ou as maldades que cometeram no decorrer do ano precedente. No Talmud está escritto “Em Rosh Ha-Shanah todas as criaturas são examinadas na presença do Senhor”. Não é por acaso que este dia, na tradição judaica, também é chamado “Yom Ha Din”, dia do juízo. O julgamento divino será plenamento realizado no dia Kippur, o dia da expiação. Entre estas duas datas correm sete dias que, somados aos dois de Rosh Ha-Shanà e àquele de Kippur são chamados os “dez dias penitenciais”. Rosh Ha-Shanah refere-se aos indivíduos, ao relacionamento que tem com o seu próximo e com Deus, as suas intenções de melhoramento».

Maria, flor da humanidade

«O Antigo e o Novo Testamento formam uma única árvore. A florescência ocorreu na plenitude dos tempos. E Maria foi a única flor. O fruto que dela proveio foi Jesus. Também a árvore da humanidade fora criada à imagem de Deus. Na plenitude dos tempos, na florescência, deu-se a unidade entre Céu e terra, e o Espírito Santo desposou Maria. Portanto temos somente uma flor: Maria. E somente um fruto: Jesus. Mas, quando se apresenta como esposa ao seu Criador, Maria, mesmo sendo uma, é a síntese de toda a criação no auge de sua beleza. […] Maria é a flor florida na árvore da humanidade nascida de Deus que em Adão criou a primeira semente. É Filha de Deus, seu Filho. Olhando um gerânio, que se abria numa flor vermelha, perguntei a mim mesma e a ele: «Por que floresces em vermelho? Por que mudas de verde para vermelho?» parecia-me algo tão estranho! Hoje entendi que toda a humanidade floresce em Maria. Maria é a Flor da humanidade. Ela, a Imaculada, é a Flor da Maculada. A humanidade pecadora floresceu em Maria, a toda bela! E, como a flor vermelha é grata à plantinha verde, com suas raízes e o adubo, que a fez florir, assim é Maria, porque fomos nós pecadores, que coagimos Deus a idear Maria. A Ela devemos nós a salvação; Ela, a nós, a sua vida».  Chiara Lubich, Ideal e Luz, pp. 188-189

“Empenhados no Nós”

“Empenhados no Nós”

«Eu me lembrei da frase pronunciada por um amigo: “A ideia de Deus deve crescer junto conosco”. Fazia muito tempo que eu não procurava mais entender algo de Deus. Precisava saber de outros que sabiam dele mais do que eu». André, jovem universitário, três anos atrás deixou o seu lugarejo de origem, onde tinha um grupo de referência na paróquia, e se mudou para uma grande cidade. Mas aqui não encontrou de imediato pontos de referência precisos para a sua escolha de fé. No Congresso conheceu muitos deles. «Ainda estou a caminho e estou descobrindo aspectos novos desta aventura, porém tenho certezas, pontos de força. Um destes é, seguramente, a consciência de que a estrada que se abriu diante de mim é uma estrada comunitária, a ser vivida com os outros e para os outros. Às vezes acontece que eu me esqueço disso e, portanto, necessito de uma endireitada, mas dentro de mim sei que é assim», confirma Nicholas. “Empenhados no Nós” foi uma iniciativa que se realizou em Castel Gandolfo (31 de agosto a 2 de setembro), promovida pelos Movimentos Diocesano e Paroquial, ramificações do Movimento dos Focolares, e dirigida aos jovens empenhados na Igreja local. Estes movimentos se propõem a irradiar o carisma da unidade nas paróquias e nas dioceses em que prestam o seu serviço e a cooperar, junto com as outras realidades eclesiais, para a realização de uma “Igreja comunhão”, como desejado na Novo Millennio Ineunte, a Carta apostólica endereçada por João Paulo II aos sacerdotes e a todos os leigos, no final do grande jubileu do ano 2000. Para este objetivo, promove e alimenta uma unidade cada vez mais profunda dos fiéis ao redor dos párocos e dos bispos, colaborando nas diversas dioceses e propondo uma nova evangelização nas paróquias, segundo um estilo comunitário. «Escolhemos este título – especificam os organizadores – para contribuir na realização daquilo que o Papa Francisco frequentemente nos convida a fazer: passar do “eu” ao “nós”, através de um discernimento comunitário que nos ajude a crescer e a tomar decisões compartilhadas. Durante os dias transcorridos juntos, os participantes se confrontaram sobre a própria fé, mas sobretudo sobre a missão a que se sentem chamados, a de levar a “boa nova” do Evangelho. A experiência de vida baseada na espiritualidade de Chiara Lubich serviu de pano de fundo, porque cada carisma de Deus é para toda a Igreja e para a humanidade. A metodologia foi a cultura do encontro: tirar algum tempo para se conhecer e para estar juntos. Para se sentir comunidade, “povo de Deus”, no qual se pode crescer, ajudados por aqueles com quem se caminha juntos». A experiência do congresso se insere plenamente no caminho rumo ao Sínodo dos bispos sobre os jovens, que se realizará no próximo mês de outubro. «Ressoaram de maneira muito forte as palavras dirigidas pelo Papa Francisco aos jovens italianos, reunidos no dia 11 de agosto passado, em Roma: “Não se contentem com o passo prudente de quem se acomoda no final da fila. É preciso a coragem de arriscar um salto para frente, um salto audaz e arrojado para sonhar e realizar, como Jesus, o Reino de Deus, e se empenhar por uma humanidade mais fraterna. Precisamos de fraternidade: arrisquem, vão em frente!”».

Evangelho vivido: Dar espaço à Palavra

Emigrantes Vivemos num país relutante em acolher os emigrantes. Um dia, em família, conversávamos sobre este assunto e, querendo viver a Palavra de Jesus, nos dissemos que são emigrantes também os marginalizados. Não muito tempo depois, soubemos de um rapaz que vinha do mundo da droga e não tinha ninguém que cuidasse dele. Nós o acolhemos na nossa casa até quando se estabilizou, vencendo a sua dependência e encontrando um emprego. Em seguida, também mantivemos o relacionamento com ele. Hoje é um papai feliz, com uma família serena. R. H. – Hungria O celeiro Idosa e sem filhos, Marie frequentemente passava as tardes conosco. Um dia, se referindo ao celeiro atrás da nossa casa, nos confidenciou que seria feliz se morasse lá. Falamos sobre isto com os filhos e decidimos contentá-la. Depois de ter obtido as licenças necessárias, transformamos o celeiro numa casinha ligada à nossa por uma porta interna. Não só para Marie, mas para toda a nossa família se abriu uma porta, uma modalidade nova de entender a solidão de muitas pessoas. Nós nos sentimos realmente enriquecidos. C. J. B. – Bélgica Resplandecente Há muitos anos estou semiparalisada na cama. Na quinta-feira passada vieram me visitar duas focolarinas e, para mim, foi uma grande alegria. Em seguida, comunicaram a uma amiga minha que tinham me achado “resplandecente” e este comentário delas me deixou muito surpresa. Agradeci a Deus, lhe pedindo que me ajudasse a ser sempre assim. No dia seguinte, acordei com fortes dores na coluna. Era a ocasião para ficar “resplandecente” inclusive no sofrimento. A mesma coisa aconteceu também alguns dias depois. É esta a atitude que procuro manter neste período, e mesmo se nem sempre consigo, pelo menos tento. N. P. – Venezuela O leite Na difícil situação econômica que atravessava o país, tudo era racionado e os mercados estavam vazios. Por causa de uma grave descalcificação dos ossos, Rosa precisava beber muito leite, mas era difícil encontrar. Um dia uma vizinha foi à sua casa para lhe pedir um pouco de leite para o seu filhinho, que há dias não tomava. Rosa lhe ofereceu logo aquele que ainda tinha, apesar do protesto dos filhos. Antes que anoitecesse, chegaram para ela oito litros de leite. Com as lágrimas nos olhos, Rosa exclamou: “Deus nunca se deixa vencer em generosidade!”. M. C. – México A sogra Rosita e eu tínhamos levado a minha sogra, que vive numa casa para idosos e tem dificuldades motoras, para dar um passeio. A minha cunhada também estava conosco. Agradecidos a Deus pelo belo dia de sol, durante o passeio paramos para tomar o café da manhã num restaurante na praça de um lugarejo que ficava perto. Entre nós havia harmonia e alegria. Quando pedimos a conta, nos foi dito que já tinha sido paga por outro cliente, admirado pelos cuidados para com uma pessoa idosa. Feliz, a minha sogra confirmou. R. – Suíça