18 Mai 2018 | Sem categoria
«Sem mais Jesus na terra, Maria convive com a Igreja na qual Jesus continua. Externamente não parece mãe de Jesus, que não se vê mais; parece mãe de João, em quem os seus discípulos são representados. E assim Maria encontra-se no seio da Igreja, no cenáculo. Do monte das oliveiras, onde ocorrera a ascensão, ela se dirigira a ele, com o grupo dos apóstolos e dos discípulos, e as pias mulheres. E nele os apóstolos «perseveraram, concordes na oração, junto com as mulheres e com Maria, mãe de Jesus» (Atos, 1, 14) A primeira Igreja – diz São Lucas – formava «um só coração e uma só alma» e «não havia nenhum indigente», havia uma só mesa. Por que toda essa comunhão que fazia de todos um? Porque havia Maria e o Espírito Santo; realizava-se, portanto, o ideal do Filho e lá reinava o Pai. Tinha chegado o seu reino: ali estava o Pai nosso do céu e o pão de cada dia na terra. Repetia-se o Magnificat e acontecia a diakonia, o serviço. A função de Maria – função de amor e, portanto, de Espírito Santo – era, e é, unificar, acomunando bens celestes e bens terrestres, e assim concorria a suscitar o corpo místico de Cristo, assim continuava a gerar Jesus no mundo, e nele unificava e reunia pessoas: as ordenava na sabedoria. É o modelo daquilo que deve ser a mãe na casa cristã: coração que unifica, mente que vivifica […] reacendendo, todo dia, a atmosfera do lar, onde todos sentem-se um: células de um único corpo. Consciente desta missão, que é participação à obra de Cristo, a mulher – associada mais do que qualquer outra criatura à obra da criação – com mais facilidade dirige-se ao Criador, e com mais ternura confia-se à Maria, enquanto, seguindo o Seu exemplo, dá à intimidade caseira uma pureza virginal com um calor materno, faz-se cópia da Virgem Mãe. No cenáculo Maria representava Jesus, significava, portanto, a mais alta dignidade, que sustentava espiritualmente a proeminência jurídica de Pedro. Mas, com o seu comportamento, mostrava-se como a alma que se identifica com a Igreja, a faz sua, a vive como fruto abençoado de seu ventre: perdida nela, verdadeira Serva do Senhor. E este é o sentimento com o qual devem viver na Igreja, com a Igreja, todos os fieis, inclusive os leigos, aos quais, dessa maneira, a Igreja não parecerá algo estranho, mas será algo deles, a vida deles, centro de sua santidade. Não é necessário falar ou usar roupas especiais, destas é preciso viver a santidade. E o primeiro fruto será a sua unidade. Maria inspira «as formas tão diferentes do apostolado dos leigos… aos desejosos de viver mais abertamente e mais inteiramente a doutrina de Jesus, e aos que ardem pelo desejo de torna-la conhecida pelos demais, especialmente a seus companheiros de trabalho, a quem deseja restaurar a ordem da justiça e da caridade nas instituições sociais e levar ao ordenamento temporal da sociedade um eco da harmonia perfeita que une os filhos de Deus. Maria obtém a graça do apostolado, ela coloca em seus lábios as palavras que convencem sem agredir…» (Pio XII) Maria reformadora social: modelo de apostolado que convence, símbolo de caridade, fonte de justiça, a quem não poucos movimentos de leigos olham para contribuir a construir a unidade, ideal testamento de Jesus, numa ordem “marial” de coisas, preparatório da cidade de Deus na Terra, ela que foi vista pelos santos como cidade de Deus.» Igino Giordani, Maria modello perfetto (Maria modelo perfeito) Città Nuova, Roma, 1967 2012, pp.150-152.
15 Mai 2018 | Sem categoria
Começou no dia 15 de maio e terminará no dia 14 de junho o mês sagrado do Ramadan, período de 29 ou 30 dias durante o qual os fiéis muçulmanos recordam «o mês em que foi revelado o Alcorão – orientação para a humanidade e evidência de orientação e discernimento» (Alcorão, Surata II, versículo 185). Durante tal período, no qual se intensificam a oração e as obras de misericórdia, o jejum da aurora ao pôr-do-sol, para todos os fiéis que podem sustentá-lo, constitui o quarto dos cinco pilares do Islã. O significado espiritual do jejum, unido à oração e à meditação, da abstinência sexual e da renúncia em geral, segundo muitos teólogos, se refere à capacidade do homem de se autodisciplinar, de exercitar a paciência e a humildade e de se lembrar da ajuda aos mais necessitados e àqueles que são menos afortunados. O Ramadan é, portanto, uma espécie de exercício de pureza contra todas as paixões mundanas, cujos benefícios recaem sobre o fiel o ano inteiro.
14 Mai 2018 | Sem categoria
Vinte anos atrás, Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, recebia das mãos do prefeito Leoluca Orlando a cidadania honorária de Palermo. Hoje, por ocasião das manifestações convocadas em Palermo, nomeada em 2018 “capital italiana da cultura”, o Movimento consolida aquele vínculo no nome da acolhida e da fraternidade universal, em contra tendência com as ações negativas que se registram quotidianamente numa cidade de fortes contrastes. Um programa de simpósios, eventos artísticos e workshops no rastro do diálogo entre as gerações, entre as culturas e entre as Igrejas da Sicília. É dedicado a este tema, o discurso de Maria Voce na Pontifícia Faculdade Teológica da Sicília. «Chegando a Palermo, neste feliz momento em que muitos eventos concentram a atenção sobre a cidade, senti ainda ressoar as palavras que Chiara Lubich dirigiu à cidade: “prometemos que Palermo estará sempre presente nos nossos corações, para que, pela audácia e a coragem dos seus cidadãos, saiba chegar a ser modelo para
muitas outras cidade da Itália e do exterior, como verdadeira “cidade sobre o monte”». «Chiara Lubich – continua Maria Voce – deixou para nós um sinal indelével do seu empenho pela comunhão na Igreja, pelo diálogo ecumênico e pela fraternidade entre todos os povos. Desde os anos 1940, Chiara manifestava este seu ardente desejo com expressões ricas de ímpeto e de ardor. “Olhemos ao nosso redor: somos todos irmãos, ninguém excluído!”, exortando assim a viver pela “fraternidade universal num só Pai, Deus, que está nos Céus”. É um programa que se pode atuar em todas as cidades, mas que encontra um terreno particularmente fértil precisamente aqui, em Palermo, lugar “de encontro nos séculos entre povos, culturas e civilizações diferentes”, que tem nas suas raízes “os valores da acolhida para com a diversidade, a solidariedade e a generosidade”». Qual a contribuição deste carisma para a Igreja universal e para as Igrejas particulares, inclusive da Sicília? Responde Maria Voce: «Com o carisma da unidade, nasceu um “caminho novo” na Igreja», uma espiritualidade que encontra plena consonância também no Concílio Vaticano II. «Desta espiritualidade de comunhão vimos florescer a comunhão dentro da Igreja entre os vários Movimentos eclesiais que a enriquecem, entre os vários carismas antigos e novos. Além disso, vimos como ela é útil para colaborar para a unidade dos cristãos e também para abrir aquele diálogo com pessoas de outras religiões que representa uma das fronteiras mais desafiadoras e urgentes do terceiro milênio. É uma realidade que pudemos experimentar inclusive nas igrejas particulares».
«Apesar das inúmeras emergências destes últimos anos, e justamente através destas emergências, o empenho dos membros do Movimento, na Sicília, está profundamente direcionado a testemunhar e a construir a unidade da família humana lá onde se apresenta mais ameaçada e precária. Eles procuram, de tal modo, responder ao apelo lançado por Chiara, quando os havia solicitado a “construir uma cultura nova que seja a cultura dos direitos humanos, a cultura da legalidade, a cultura do amor, a cultura da vida e não da morte”». «Parece-me poder dizer – afirma Maria Voce – que, para a realização deste objetivo, alguns passos tenham sido dados. Certamente ainda há muita estrada a percorrer, mas este é um compromisso que também hoje, com todo o Movimento, queremos renovar: dar a nossa contribuição para criar aquela “civilização nova”, que encerra todos aqueles valores que infelizmente muitas vezes são pisoteados, e crescer cada vez mais “sem esquecer – como recordava Chiara – todos os irmãos cristãos, sem esquecer as outras religiões, sem esquecer ninguém”. Deste modo realmente se poderá dar vida a uma “cultura da unidade”, definida várias vezes por Chiara Lubich como “cultura da ressurreição”». E conclui: «com os votos de que esta cidade possa realmente ser “capital italiana da cultura”, mas de uma “cultura da ressurreição”».
Lendo o Carisma da unidade em diálogo com as igrejas da Sicília (Maria Voce)
14 Mai 2018 | Sem categoria
Enquanto está em preparação o IX Encontro Mundial das Famílias, que se realizará de 21 a 26 de agosto, em Dublin, na Irlanda, com o tema “O Evangelho da Família: alegria para o mundo”, dia 15 de maio celebra-se, no mundo inteiro, o Dia Internacional da Família, instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1994. Consideradas as dificuldades que a família encontra hoje, para levar adiante as suas atribuições, fazemos votos de que este Dia sirva para promover políticas e ações de apoio à família, reconhecendo o seu papel essencial como “primeira célula” da sociedade. «Salvar a família – escreveu Igino Giordani, político, escritor e considerado por Chiara Lubich um cofundador do Movimento dos Focolares – é salvar a civilização. O Estado é feito de famílias, se estas decaem aquele também vacila». E ainda: «Os cônjuges tornam-se colaboradores de Deus em doar vida e amor à humanidade. Amor que, da família, dilata-se à profissão, à cidade, à nação, à humanidade».
14 Mai 2018 | Sem categoria
Promovido pelo Centro de Estudos e Pesquisas A.Rosmini – Universidade de Trento e pelo Centro Chiara Lubich se realizará (em Trento, Itália) um Simpósio sobre as Raízes e Interseções históricas de Antonio Rosmini e Chiara Lubich. Propõe-se não só oferecer uma ocasião de aprofundamento e descoberta das duas grandes personalidades trentinas dos últimos dois séculos, mas pretende também preparar o terreno para o centenário do nascimento da fundadora dos Focolares (1920-2008) trazendo para isto uma contribuição original e inesperada. O simpósio acontecerá: no dia 24 de maio na Sala dos Espelhos da Casa Rosmini; e no dia 25 de maio na Sala de Conferências da Fundação Caritro.